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Atuação de Ryan Gosling em Devoradores de Estrelas coloca seu nome nas primeiras conversas sobre o Oscar 2027
Adaptação do livro de Andy Weir estreou com US$ 140 milhões globais e já dispara como candidata ao Oscar – entenda por que o filme funciona tão bem
Tem filmes que chegam na hora certa. Devoradores de Estrelas, que estreou nos cinemas no dia 20 de março, parece ser exatamente esse caso. O filme é baseado no romance de 2021 de Andy Weir e estreou com aclamação da crítica e US$ 141 milhões arrecadados globalmente em sua semana de estreia. Para quem acompanha o mercado, o número tem um peso extra: a produção representa o maior lançamento da história da Amazon MGM Studios e chega num momento em que a empresa precisava urgentemente de um hit nas salas de cinema.
Ryan Gosling no espaço — e na corrida pelo Oscar
A premissa é de dar ansiedade só de descrever: Ryland Grace, professor de ciências do ensino fundamental com formação em biologia molecular, acorda sozinho numa nave espacial sem lembrar de nada. Com o tempo, as memórias voltam em flashes e ele percebe que está a anos-luz da Terra com uma missão impossível: descobrir como salvar o Sol de uma infecção cósmica que está matando estrelas pelo universo.
O desempenho de Gosling é descrito pela crítica especializada como o mais completo de sua carreira, uma atuação que exige algo próximo do que Tom Hanks fez com uma bola de vôlei em Náufrago, mas num contexto de ficção científica dura.
Não é à toa que seu nome já circula nas primeiras conversas sobre o Oscar 2027. No Rotten Tomatoes, 95% dos críticos aprovaram o filme, com o consenso destacando a combinação de inteligência e emoção como “quase milagrosa”. O público também embarcou: o CinemaScore registrou nota “A” nas pesquisas de saída, uma raridade para filmes de ficção científica com esse nível de complexidade.
Rocky, o alien que vai te partir o coração
A grande aposta afetiva do filme é Rocky, o ser extraterrestre que Grace encontra no espaço, outro cientista de outro mundo tentando resolver o mesmo problema. A criatura funciona como o coração emocional da história. A dinâmica entre Gosling e Ortiz, ao mesmo tempo engraçada, tensa e genuinamente comovente, dá ao filme seu núcleo emocional e proporciona ao ator alguns de seus momentos mais espontâneos e eficazes.
O risco era real: criar um personagem não humano, com aparência estranha, e pedir ao público que se importe com ele de verdade. Funcionou. A dupla Grace-Rocky já é comparada às grandes amizades improváveis da ficção científica e tem potencial de virar referência do gênero.
O otimismo como tese de um filme
O que torna Devorades de Estrelas especialmente interessante é o que ele diz sobre o mundo – e sobre como resolver problemas nele. Andy Weir, que também escreveu O Marciano, constrói histórias onde o herói não é o mais forte, o mais corajoso ou o mais armado. É o mais curioso, o mais metódico, o mais disposto a pedir ajuda. Conhecimento, paciência, colaboração: essa é a fórmula. Numa época em que soluções simples e narrativas de poder bruto dominam o entretenimento de ação, esse otimismo científico soa quase subversivo.
A Amazon MGM já sinalizou que planeja uma campanha agressiva de premiações, e o potencial vai além da atuação principal. O roteiro, a fotografia e a criação de Rocky são mencionados como possíveis candidatos em múltiplas categorias.
Devorades de Estrelas não é só o primeiro grande blockbuster de 2026. É o tipo de filme que lembra por que vale a pena ir ao cinema.