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Demi Lovato explica por que voltou a usar pronomes femininos: “Estava exausta de ter que ensinar o tempo todo”
A artista contou que reintroduziu os pronomes ela/dela por cansaço diante das reações e da falta de compreensão das pessoas sobre identidades não binárias
Demi Lovato falou abertamente sobre sua identidade de gênero e sobre a decisão de usar novamente pronomes femininos (ela/dela) – sem deixar de se identificar também com elu/delu.
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Em entrevista à revista GQ Spain, publicada em junho de 2024, a cantora contou que a mudança não foi sobre deixar de ser não binária, mas sobre o desgaste de precisar constantemente se explicar.
“Eu tinha que educar as pessoas o tempo todo e explicar por que me identificava com aqueles pronomes. Era absolutamente exaustivo. Eu simplesmente cansei. Mas, por essa mesma razão, sei o quanto é importante continuar espalhando essa mensagem”, disse Demi
Lovato se identificou publicamente como pessoa não binária em 2021, adotando apenas elu/delu e afirmando que sentia que “não se encaixava exclusivamente como mulher ou homem”. Um ano depois, em 2022, ela reintroduziu ela/dela em sua bio e entrevistas, explicando que vinha “se sentindo mais feminina naquele momento”. Atualmente, suas redes sociais exibem os dois conjuntos de pronomes: elu/delu/ela/dela.
Na entrevista à GQ, Demi também refletiu sobre como o mundo ainda é estruturado de forma binária, algo que, segundo ela, gera desconforto diário.
“Enfrento isso todos os dias. Por exemplo, em banheiros públicos: tenho que usar o feminino, mesmo sem me identificar completamente com ele”, contou. “Ou em formulários, como documentos oficiais, em que você precisa marcar ‘masculino’ ou ‘feminino’. Nenhuma dessas opções faz sentido pra mim. Espero que, com o tempo, isso mude e tenhamos mais possibilidades.”
Desde que iniciou sua jornada pública de autodescoberta, Lovato vem defendendo o respeito à diversidade de gênero e à liberdade de expressão pessoal. Para ela, o mais importante é que o tema siga sendo discutido, mesmo quando o processo de educar os outros seja, nas suas palavras, “cansativo, mas necessário”.