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Divas pop dominam certidões: os nomes mais usados no Brasil segundo o IBGE

Censo 2022 revela quantos brasileiros se chamam Taylor, Rihanna, Britney, Selena e outras estrelas da música

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O Brasil sempre foi um país musical, mas, segundo um levantamento recém-lançado pelo IBGE, agora dá para dizer que somos musicais também no cartório. Com o novo mecanismo baseado nos dados do Censo de 2022, que permite descobrir quantas pessoas carregam determinado nome no país, foi investigado um fenômeno curioso: quais divas pop mais inspiraram pais e mães brasileiros?

E a resposta diz muito sobre como a cultura pop atravessa gerações. Nada de coincidências aleatórias: o levantamento considerou a idade média dos nomes, cruzando o auge das artistas com os anos de maior registro – o que afastou, por exemplo, “Demi”, cuja média acima dos 40 anos não condiz com o boom de Demi Lovato nos anos 2010. Com esse filtro, a lista ganhou contornos precisos – e surpreendentes.

A campeã absoluta é Taylor, com impressionantes 7.464 pessoas registradas. A alta coincide com a explosão global de Taylor Swift, especialmente a partir de 2014, período em que os registros subiram de forma consistente. Logo atrás surge Rihanna, com 2.811 nomes. Já Selena aparece com 3.546 registros, atravessando dois auges diferentes: o de Selena Quintanilla nos anos 1990 e o de Selena Gomez nos 2010.

Foto: Shutterstock

Outras divas marcantes também aparecem: Shakira, com 393 pessoas; Britney, com 308; Miley, totalizando 99; e Avril, somando 102. Até Madonna, mesmo sendo ícone desde os anos 1980, aparece com 36 registros, ainda que mais raros e concentrados em décadas anteriores. Especialistas em cultura pop explicam que nomes “icônicos demais” às vezes viram marca registrada da artista, o que reduz o uso civil, como acontece também com Beyoncé, por exemplo.

O estudo ainda destacou nomes masculinos inspirados pelo pop e pelo rap: Prince (325 registros), Akon (304), Axl (175), Eminem (110), Drake (45) e Tupac (20). Em todos os casos, o padrão se repete: picos de registro coincidem com lançamentos, turnês, virais ou forte presença midiática, um reflexo direto de como a música marca o imaginário brasileiro.

O Banco de Nomes do IBGE compila informações de todas as certidões emitidas no país entre 1940 e 2022, oferecendo uma fotografia precisa de como tendências culturais moldam até a escolha de nomes. E, se depender dos dados, uma coisa é certa: o Brasil pode até estar longe dos grandes palcos internacionais, mas quando o assunto é transformar divas pop em inspiração para nomes, nós somos headliners desde sempre.

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