Filmes
“Guerreiras do K-Pop” bate recorde e se torna o maior filme da história da Netflix
Animação ultrapassa 236 milhões de visualizações, conquista a Billboard e se consolida como fenômeno global
A Netflix acaba de ganhar um novo recordista. Guerreiras do K-Pop se tornou o filme mais assistido da história da plataforma, superando hits como Alerta Vermelho (2021). Desde a estreia, a animação já acumula 236 milhões de visualizações, sendo 25,4 milhões apenas na última semana – números que a colocam em um patamar inédito dentro do streaming.
O impacto não ficou restrito à tela. No Brasil, já são mais de 114 mil menções nas redes sociais relacionadas ao longa, transformando-o em um dos assuntos mais comentados da internet. E a trilha sonora acompanhou o hype: Golden chegou ao 1º lugar na Billboard Hot 100. É raro ver uma produção equilibrar tanto sucesso no streaming quanto influência direta nas paradas musicais globais — e Guerreiras do K-Pop conseguiu.
A história acompanha Rumi, Mira e Zoey, integrantes do grupo feminino HUNTR/X, que além de dominar os palcos, precisam enfrentar demônios que ameaçam a Terra. A música, aqui, não é só performance: é arma de batalha. O drama cresce quando surge o grupo rival Saja Boys, desafiando tanto a popularidade das meninas quanto a liderança de Rumi.
O projeto traz a direção de Maggie Kang (LEGO Ninjago) e Chris Appelhans (O Último Dragão), com vozes de Arden Cho, Mira Hong, Ji-Young Yoo, Ahn Hyo-seop, Ken Jeong, Yunjin Kim e Daniel Dae Kim. As músicas, que se tornaram virais, foram interpretadas por Jeongyeon, Jihyo e Chaeyoung, do Twice, emprestando ainda mais autenticidade ao universo pop da produção.
Mais do que um sucesso de streaming, Guerreiras do K-Pop já é considerado um marco cultural – um Frozen ou Encanto da sua geração, mas com um diferencial decisivo: a conexão direta com a estética digital e a força dos fandoms de K-pop. O resultado é um fenômeno que redefine não só os recordes da Netflix, mas também a forma como a música e a animação podem se misturar em escala global.
Filmes
Anne Hathaway confirma que ‘O Diário da Princesa 3’ está em desenvolvimento
Em entrevista à Entertainment Weekly, Anne Hathaway garantiu que o roteiro está em desenvolvimento – e a autora dos livros já entregou que o elenco original volta todo
Anne Hathaway confirmou que O Diário da Princesa 3 está em desenvolvimento ativo. Em entrevista à Entertainment Weekly ao lado de Meryl Streep, durante a temporada de divulgação de O Diabo Veste Prada 2, a atriz disse que o projeto avança de forma constante – mas ainda sem luz verde da Disney nem roteiro fechado.
“Cem por cento, a gente está constantemente trabalhando nisso”, afirmou Hathaway, explicando que as gravações do novo filme da Miranda Priestly tomaram conta do segundo semestre de 2025 e tornaram impossível tocar os dois projetos ao mesmo tempo. Com O Diabo Veste Prada 2 chegando aos cinemas em 1º de maio, ela sinalizou que a intenção agora é voltar a Genóvia. “A preferência é fazer O Diário da Princesa como o próximo”, disse, mas foi direta ao conter o hype: “As expectativas são muito altas, e se você vai fazer, tem que arrasar.” Streep, ao lado, concordou.

Quem não mediu as palavras foi Meg Cabot. A autora dos livros foi ao BookCon de Nova York no último sábado e confirmou que o elenco inteiro retorna: Robert Schwartzman está dentro, assim como Chris Pine – “embora ele diga que não, mas ele está”, garantiu Cabot. A diretora confirmada é Adele Lim, de Podres de Ricos, anunciada para o projeto em outubro de 2024.
O único ponto em aberto é o retorno de Julie Andrews, que já declarou publicamente não esperar participar de uma terceira parte. Hathaway não abordou o assunto na entrevista, mas prometeu que o roteiro segue sendo lapidado. Ter Cabot entregando nomes no maior evento literário dos Estados Unidos é o sinal mais concreto em anos de que o projeto saiu do modo “estamos trabalhando nisso”.
Filmes
Doom-rom: o subgênero que está mudando o romance no cinema
De Rivais a O Drama, uma nova geração de filmes de amor recusa o final feliz – e o público não só aceitou como está pedindo mais.
Tem um novo tipo de filme de romance ocupando as salas de cinema e as plataformas de streaming – e, ao contrário do que o gênero costumava prometer, ele não termina com beijo na chuva. O doom-rom chegou para questionar tudo o que a gente achava que queria ver numa história de amor. Em vez de focar no casal se apaixonando e superando obstáculos até ficarem juntos, esse subgênero vai para o outro lado: mostra a toxicidade, os segredos, os desentendimentos e a realidade de que, às vezes, o amor não funciona. Parece deprimente? É exatamente por isso que está funcionando.
A crítica americana já apontava para essa guinada antes do termo ganhar tração nas redes. Em 2025, o gênero se fragmentou em algo mais bagunçado e autocrítico, moldado pelo cansaço cultural, pelas expectativas em transformação em torno dos relacionamentos e por um apetite crescente por histórias que mostram como o romance moderno pode ser desolador.

Os exemplos estão por toda parte. Rivais, de Luca Guadagnino, passou 2024 sendo o filme do momento justamente porque ninguém sai da projeção sabendo em quem torcer – os três protagonistas mentem, manipulam e se amam de um jeito que machuca. Amores Materialistas, de Céline Song, chegou no segundo semestre de 2025 com Dakota Johnson, Chris Evans e Pedro Pascal para confirmar a tendência: o filme sinaliza desde o início que o amor verdadeiro é uma ilusão e que funciona mais como uma transação.

E O Drama, com Zendaya e Robert Pattinson, acaba de chegar em 2026 como o caso mais radical do subgênero – não se parece com nenhum filme romântico que você já viu, e parte do que o torna tão impactante é uma virada que contraria tudo o que a rom-com tradicional prometia.
Existe uma explicação cultural concreta por trás dessa preferência. Os apps de relacionamento criaram uma geração que sabe exatamente o que significa dar match às 23h e acordo às 8h – e essa experiência não tem nada a ver com o que Simplesmente Amor prometia nos anos 2000. Há algo reconfortante em ver na tela o que você já sabe: que amar alguém não garante que vai funcionar.

O que é curioso é que esse fenômeno não é exatamente novo, é a formalização de algo que o cinema já vinha fazendo às escondidas há décadas. 500 Dias com Ela (2009) era um doom-rom antes do nome existir. La La Land (2016) virou ícone por se recusar a dar ao público o final que ele queria. Blue Valentine (2010) mostrava o fim de um casamento em tempo real, sem pedir licença. O que mudou é que esses filmes deixaram de ser exceção e viraram tendência dominante – e o público, especialmente a Geração Z, não só aceitou como pediu mais. Porque assistir a um amor que não dá certo nunca foi sobre querer sofrer. É sobre se sentir visto.
Filmes
‘O Agente Secreto’ entra em ranking de filmes mais enganadores do cinema
Revista britânica colocou o filme de Kleber Mendonça Filho na 5ª posição de uma lista com seis produções históricas do cinema
O Agente Secreto, o thriller político de Kleber Mendonça Filho que varreu festivais internacionais em 2025, acaba de ganhar uma distinção inusitada: uma vaga no ranking de filmes com os títulos mais enganadores da história do cinema, publicado pela revista britânica Far Out Magazine nesta semana. O longa estrelado por Wagner Moura ficou na 5ª posição de uma lista com seis produções, ao lado de clássicos como Cães de Aluguel (1992) e Trainspotting (1996).
O autor da matéria, Tim Bradley, não poupou palavras. No texto, ele descreve O Agente Secreto como um dos exemplos mais gritantes de títulos recentes que induzem o público ao erro – argumentando que o nome leva o espectador a esperar uma aventura ao estilo James Bond, mas entrega quase três horas de “praticamente nada acontecendo”.

Para quem conhece o filme, a provocação é cômica: o mesmo longa que arrancou uma ovação de 13 minutos em Cannes, ganhou Melhor Ator e Melhor Diretor no festival e se tornou o primeiro filme brasileiro indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme em Drama sendo comparado, em termos de expectativa frustrada, a um blockbuster de espionagem.
Em entrevista à CNN Brasil, o diretor disse que escolheu o título por ser “curto e sexy” e que se inspira em filmes como Intriga Internacional e Três Dias do Condor. Sobre quem seria o agente do título, preferiu não revelar: “Tenho minhas próprias ideias, mas nunca entraria em detalhes.”
Para a Variety, há pelo menos três candidatos ao posto: o protagonista Marcelo – nome falso de um dissidente em fuga -, a personagem de Maria Fernanda Cândido, que articulou sua nova identidade, e os estudantes universitários que, décadas depois, transcrevem as fitas sobre o caso sem fazer ideia do que estão desenterrando.
A crítica especializada o trata como obra-prima. A Far Out o trata como armadilha para o espectador desavisado. No fundo, talvez os dois lados tenham razão.
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