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Karol G revela que sua equipe a desaconselha a fazer declarações sobre o ICE
A colombiana abriu o jogo sobre política, representatividade e por que ainda hesita antes de usar sua voz
Karol G estreia 2026 como capa da edição de primavera da Playboy – a primeira sob o comando do novo editor-chefe Phillip Picardi – e entrega uma das entrevistas mais honestas da sua carreira. Com o Coachella na mira, onde será a primeira latina a headlinar o festival, a colombiana fala sobre política, medo e a conta que artistas latinos pagam quando decidem abrir a boca nos Estados Unidos.
Na conversa com a jornalista Paola Ramos, Karol admite que quer falar mais sobre as ações do ICE, mas vive sob uma pressão constante para ficar quieta. “As pessoas dizem ‘é melhor você não falar'”, ela conta. “Por quê? Porque se você disser, talvez no dia seguinte você receba uma ligação: ‘Estamos tirando seu visto.'” A ameaça não é hipotética – é o cálculo real que artistas latinos fazem antes de qualquer declaração política nos EUA. Ela admite que a própria equipe “a mataria” se ela soltasse um “ICE Out” em público, mas completa: “Estou disposta a dizer isso.”
O que a segura, por enquanto, não é o medo. Karol quer esperar pelo momento certo, pelo palco certo. “Tenho um palco enorme, e é por isso que quero esperar”, explica. “Se alguém fizer algo comigo, quero estar firmemente sobre esse palco pela minha comunidade.” O Coachella, portanto, não é só um show: é o momento que ela está guardando para dizer o que precisa ser dito, do jeito que vai ter impacto de verdade.
No lado menos político da entrevista, Karol revela que consultou apenas uma pessoa antes de aceitar o convite da Playboy: Sofia Vergara. A resposta da atriz, reproduzida pela cantora com sotaque e tudo, foi algo próximo de “Mija, com esse corpo? Quando você chegar na minha idade, vai se perguntar por que não posou mais.”