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KATSEYE: o que o hiato de Manon diz sobre o futuro do grupo?

O grupo que estreou em 4º na Billboard 200 e tem 2 indicações ao Grammy anunciou crise – a 30 dias do Lollapalooza Brasil

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No dia 20 de fevereiro de 2026, a HYBE e a Geffen Records publicaram um comunicado oficial via Weverse anunciando que Manon Bannerman, integrante do KATSEYE, entraria em hiato temporário das atividades do grupo para cuidar da saúde e do bem-estar. A notícia caiu como uma bomba na fandom, principalmente porque acontece exatamente a um mês da estreia do grupo no país, marcada para o dia 22 de março no Lollapalooza Brasil, em São Paulo.

O que parecia ser apenas mais uma nota de gestora de artistas, porém, virou rapidamente um dos assuntos mais comentados da semana quando a própria Manon se pronunciou dizendo que estava bem e que as coisas simplesmente acontecem de formas que nem sempre controlamos. Ou seja: a artista e a empresa que a representa disseram, publicamente, coisas diferentes. E a internet não deixou barato.


Para entender por que esse comunicado explodiu da forma que explodiu, é preciso lembrar que Manon já carregava um histórico de episódios que colocavam sua relação com a empresa em xeque. Desde a era de Gabriela, fãs apontavam que ela era frequentemente a integrante com menos espaço nos materiais de divulgação – fotos sem ela, vídeos de performance onde ficou de fora enquanto Lara, em situação parecida, foi incluída de outra forma na mesma época.

A série documental Popstar Academy: KATSEYE, disponível na Netflix, também não ajudou muito ao mostrar cenas de bastidor onde outras integrantes questionavam publicamente o comprometimento da suíça nos treinos, algo que as próprias meninas admitiram não querer relembrar com frequência. A acumulação de episódios criou um estigma que nunca chegou a desaparecer completamente – e agora esse histórico todo está sendo revisitado pela fandom com olhar bem mais crítico.

O que torna a situação ainda mais delicada é o timing. O KATSEYE vive um dos melhores momentos da carreira: Beautiful Chaos, segundo EP do grupo, estreou em quarto lugar na Billboard 200 em 2025, Gabriela rendeu duas indicações ao Grammy 2026 – Melhor Artista Revelação e Melhor Performance Pop de Dupla ou Grupo -, e o single Internet Girl debutou na 29ª posição da Hot 100 em janeiro deste ano.


O grupo ainda fez uma aparição histórica na cerimônia do Grammy e fecha o primeiro trimestre de 2026 com uma agenda de peso: Lollapalooza na Argentina, Chile e Brasil, seguido de Coachella em abril. É, digamos, o pior momento possível para uma crise de imagem. O pai de Daniela, uma das integrantes, piorou ainda mais as coisas ao comentar publicamente que “o KATSEYE é maior do que uma integrante”, frase que foi recebida com bastante raiva pela fandom e que veio carregada de um peso simbólico que ninguém precisava neste momento.

O KATSEYE não é um grupo comum, e é justamente por isso que qualquer turbulência vira assunto global em tempo real. Concebido pela HYBE em parceria com a Geffen Records como uma resposta americana às estruturas do K-pop, o grupo foi construído para ser, nas palavras da própria Daniela em entrevista à revista i-D, “o primeiro girl group americano a fazer pop americano com a coreografia insana do K-pop”.


Manon Bannerman faz parte dessa proposta de uma forma muito específica: ela é a primeira artista birracial – de ascendência ganesa e italiana – a ser contratada pela HYBE, e sua presença no grupo sempre funcionou como um argumento visual e simbólico de diversidade. Perdê-la, mesmo que temporariamente, levanta questões que vão muito além do palco. A pergunta que paira entre os EYEKONS agora não é só se ela vai aparecer em Interlagos, mas se vai voltar de verdade – e em que condições.

Por enquanto, o grupo segue os compromissos da agenda como quinteto, e a HYBE mantém que a situação é passageira. O Brasil vai testemunhar esse capítulo ao vivo em março.

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