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“O Verão Que Mudou Minha Vida”: em defesa da protagonista mais caótica da TV

Belly Conklin virou a personagem que todo mundo ama odiar

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Se tem uma coisa que O Verão Que Mudou Minha Vida (Prime Video) mostrou desde o início, é que Belly Conklin não nasceu para tomar decisões sensatas. Noiva de um, apaixonada por outro e em permanente estado de confusão emocional, ela se transformou no retrato perfeito da adolescência caótica – e, convenhamos, também da vida adulta de muita gente.

A verdade é que o público não quer perfeição, quer caos. No episódio 7, por exemplo, Belly se declara para o ex-noivo Conrad na mesma semana em que está prestes a casar com Jeremiah. O resultado foi imediato: a audiência do episódio cresceu 54%, segundo a Variety. Quanto mais desastrosa é a escolha, mais a série prende o espectador.

O efeito não é apenas narrativo, mas estético. A cada crise, a direção recorre a flashbacks de infância, banheiras iluminadas dramaticamente e, claro, músicas de Taylor Swift. Nada faz sentido, mas tudo parece irresistível. É a tradução televisiva do colapso editado em filtro dourado. No TikTok, a hashtag da série já soma mais de 1 bilhão de visualizações, abastecida por memes, análises emocionais e discussões acaloradas sobre qual irmão realmente merece o coração de Belly.

O que diferencia a personagem é justamente não ser heroína clássica nem vilã declarada. Ela é confusão pura. Representa quem já ignorou sinais vermelhos, romantizou relações fadadas ao fracasso e acreditou que estava tudo bem – só que, na série, isso vem com closes intensos e trilha pop impecável.

No fundo, as decisões de Belly não estão ali para aprovação moral. Elas existem para serem sentidas. É por isso que o público julga, critica, mas também protege a protagonista. Porque todo mundo já teve um verão que não fez sentido, e que deixou marcas do mesmo jeito.

Agora a dúvida fica no ar: qual foi a pior decisão da Belly até agora?

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