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Música

Os 10 melhores álbuns de 2025

De Porto Rico às pistas de dança, passando pelo Brasil: os discos que definiram o ano e conquistaram crítica e público

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O ano de 2025 será lembrado como um dos mais intensos e diversos para a indústria fonográfica em muito tempo. Das raízes caribenhas ao pop experimental, passando pela brasilidade autêntica e os comebacks mais improváveis, os últimos doze meses entregaram uma safra de álbuns que redefiniram carreiras, quebraram recordes e provaram que a música pop continua viva, pulsante e capaz de nos surpreender.

Se liga na nossa lista com os 10 melhores álbuns de 2025:

10. Pinkpantheress – ‘Fancy That’

PinkPantheress fechou seu ano com Fancy That, uma mixtape de 20 minutos que samplea desde o clássico disco-funk Romeo do Basement Jaxx até Jessica Simpson e Panic! at the Disco. O projeto de nove faixas puxa energia dos bangers britânicos da virada do milênio e do tipo de sampling ousado que tornou o hip-hop e a música eletrônica tão empolgantes antigamente. A colaboração com Victoria Walker e The Dare em Stateside conecta a artista ao movimento indie-sleaze do momento. O resultado são nove pepitas crocantes de música que não ficam além do tempo nem compartilham demais, provando que às vezes menos é definitivamente mais.

9. Marina Sena – ‘Coisas Naturais’

A cantora mineira de Taiobeiras entregou o que a crítica considera seu trabalho mais maduro até agora, combinando influências de rock psicodélico, pop tropical e ritmos brasileiros de maneira orgânica e espontânea. Produzido em parceria com Janluska e gravado em imersão criativa num sítio em São Roque com os músicos da Outra Banda da Lua, o álbum navega por gêneros como bossa nova, reggae, arrocha, funk carioca e até reggaeton, sempre mantendo a autenticidade que diferencia Marina de seus contemporâneos no pop nacional.

8. Hayley Williams – ‘Ego Death at a Bachelorette Party’

A vocalista do Paramore disponibilizou inicialmente 17 faixas de forma não sequencial em seu site através de um player à moda antiga, permitindo que os fãs criassem suas próprias playlists antes de revelar a ordem oficial do álbum em agosto. O projeto foi produzido por Daniel James, com contribuições de Brian Robert Jones e Jim-E Stack, e marca Williams explorando temas como trauma romântico, depressão e suas relações às vezes difíceis com os companheiros de banda do Paramore. A faixa Parachute traz o verso emblemático onde ela grita sobre alguém que esteve em seu casamento e poderia tê-la alertado para não fazer aquilo.

7. Demi Lovato – ‘It’s Not That Deep’

Produzido inteiramente por Zhone (responsável por trabalhos de Charli XCX, Kylie Minogue e Troye Sivan), o disco marca o reencontro da cantora com o dance-pop após a fase rock de Holy Fvck (2022) e Revamped (2023). As 11 faixas abraçam sintetizadores divertidos e energia pronta para as pistas, com Lovato declarando que está feliz, apaixonada e apenas querendo curtir a vida. Singles como Fast e Here All Night definem o clima descontraído do projeto, enquanto Kiss se destaca como um hino house eufórico.

6. Justin Bieber – ‘Swag’

Justin Bieber protagonizou um dos comebacks mais surpreendentes do ano com Swag, álbum surpresa lançado em julho após meses de especulação sobre sua vida pessoal e manchetes questionando se o cantor estava bem. O projeto de 21 faixas mescla R&B com rock alternativo em colaborações com artistas como Mk.gee, Dijon, Eddie Benjamin e Carter Lang, além de participações de Gunna, Sexyy Red, Cash Cobain e o comediante Druski. A faixa Butterflies é apontada como uma das mais emocionantes de sua carreira, com melodia efusiva, R&B agridoce e um gancho de guitarra que remete ao Smashing Pumpkins.

5. Taylor Swift – ‘The Life of a Showgirl’

Em parceria com Max Martin e Shellback, Taylor Swift entregou 12 faixas que mesclam influências do Fleetwood Mac com uma ousadia inédita em sua carreira, como na controversa Father Figure, onde incorpora a persona de um magnata da indústria musical em letras que geraram teorias entre os fãs sobre possíveis indiretas a figuras como Olivia Rodrigo. O disco abre com o hit The Fate of Ophelia e encerra com a espetacular faixa-título, onde Swift contempla seu próximo ato, provando que, apesar do anel de noivado de Travis Kelce, ela sempre será casada com a correria.

4. Sabrina Carpenter – ‘Man’s Best Friend’

Sabrina Carpenter consolidou seu momento de ouro com Man’s Best Friend, seu sétimo álbum que expande a estética dos anos 70 que funcionou tão bem em hits como Espresso e Taste. A cantora da Pensilvânia combina um pouco de ABBA com muito de Dolly Parton, entregando um sotaque sulista charmoso sobre camadas de sintetizadores, riffs arejados de guitarra e batidas funky de nu disco. Suas novas músicas são unidas pela grooviness enquanto Carpenter transforma a decepção amorosa e a desilusão com suas opções masculinas em um tour moderno pelo ritual de humilhação que é ser uma mulher que namora homens.

3. Rosalía – ‘Lux’

Rosalía provou novamente ser uma das artistas mais provocativas do pop contemporâneo com Lux, um álbum que soa como absolutamente nada que existe na música atual. A irreverência é o que torna o disco um choque no sistema: ela bebe das fontes dos grandes compositores clássicos, mas com uma energia de baddie e uma atitude desafiadora. Cada faixa é profundamente pensada e genuinamente emocionante, conectando-se a ideias densas sobre o sentido da existência. A espanhola confronta dor e perda, raiva e luto, sexo e desejo, amor e devoção, enquanto tenta compreender melhor quem ela é, como ama e as forças espirituais que a movem. Se MOTOMAMI de 2022 escancarou as portas para um universo fascinante de autoexpressão, Lux é um estudo sobre ascensão e transcendência artística.

2. Bad Bunny – ‘Debí Tirar Más Fotos’

Bad Bunny entregou com DeBÍ TiRAR MáS FOToS um retorno triunfal às suas raízes porto-riquenhas que atravessa 17 faixas explorando desde a salsa tradicional até experimentações sonoras inéditas em sua carreira. A obra é caseira, jubilante e fresca, expandindo os limites do som experimental de Un Verano Sin Ti para territórios inexplorados da música folclórica porto-riquenha. O projeto rendeu a Benito seis indicações ao Grammy e a honra de ser o primeiro artista a realizar uma residência no lendário El Choli, além de garantir uma apresentação no intervalo do Super Bowl em 2026. Faixas como DtMF e BAILE INoLVIDABLE se tornaram clássicos instantâneos, provando que o orgulho boricua pode levar um artista a patamares históricos.

1. Lady Gaga – ‘Mayhem’

Lady Gaga garantiu um dos lançamentos mais celebrados do ano com Mayhem, um álbum que os Little Monsters esperavam há anos e que finalmente entregou o retorno da cantora às suas raízes sonoras sem diluir sua identidade artística. A produção de 14 faixas combina influências de Nine Inch Nails, David Bowie, Prince e a própria era “The Fame Monster”, resultando no que muitos críticos consideram seu trabalho mais coeso desde o início da carreira. Gaga soa mais autêntica do que nunca do começo ao fim: não há personagens, conceitos ou visuais extravagantes que ofusquem as músicas.

Música

Taylor Swift terá música em “Toy story 5”? Todos os easter eggs até agora

De outdoors com 13 nuvens espalhados pelo mundo a mudanças na capa de 1989 (Taylor’s Version)

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Tem uma hora que toda teoria deixa de ser apenas uma conspiração e se torna fato concreto. A comunidade swiftie chegou nesse ponto em algum momento entre o outdoor de 13 nuvens em São Paulo e a Pixar postando uma legenda no Instagram citando Shake It Off embaixo de uma foto com a sigla TS e uma cowgirl. Bem-vindo ao caso Taylor Swift e Toy Story 5.

Como tudo começou: nuvens, cores e um countdown misterioso

O estopim foi no dia 30 de abril, quando um contador regressivo apareceu no site oficial de Taylor com visual em tons que os fãs identificaram imediatamente como a paleta de Toy Story – azul céu, amarelo e branco, com nuvens espalhadas pelo fundo. A internet swiftie ligou os pontos em questão de horas. O contador sumiu logo depois, e as teorias cresceram.

A teoria ganhou força com um detalhe de data que os fãs nunca deixariam passar: Toy Story 5 está previsto para estrear em 19 de junho de 2026, data que coincide com o aniversário de 20 anos do lançamento de Tim McGraw, o primeiro single da carreira de Taylor. Coincidências não existem no fandom swiftie, e esse tipo de alinhamento de datas é prova real oficial.

Os outdoors

No final de maio, a Pixar lançou uma campanha de outdoors que jogou combustível na teoria. Os painéis apareceram em diversas cidades do mundo com as iniciais TS e exatamente 13 nuvens, número historicamente associado a Taylor. Além dos outdoors, a Pixar publicou um post com Jessie dançando e a legenda “ela cria seus próprios passos”, uma referência direta a Shake It Off.

As evidências continuaram acumulando. A capa de 1989 (Taylor’s Version) foi atualizada nas plataformas de streaming, trocando as gaivotas originais por nuvens no estilo Toy Story.

O que os produtores disseram

O único recuo veio de uma entrevista dos produtores de Toy Story 5 confirmando que o filme já havia sido mixado com sua música final de encerramento, e que Taylor não estava envolvida com ela. A declaração negou a música de encerramento, mas foi, segundo a Variety, “peculiarmente específica” sobre exatamente o que estava sendo negado, o que só alimentou mais especulações sobre o que poderia estar acontecendo além dos créditos finais.

As possibilidades ainda em aberto incluem uma participação de voz, uma música dentro do corpo do filme, ou ainda algo ligado ao relançamento do álbum de estreia dela, já que Taylor mencionou que Taylor Swift (Taylor’s Version) está gravado e pronto para ser lançado algum dia.

A teoria mais ousada, que circula desde o começo de junho, é que o lançamento de Taylor Swift (TV) poderia coincidir com a estreia do filme no dia 19, aproveitando o aniversário de Tim McGraw e o cruzamento de iniciais entre TS e TS5. A Pixar escreveu uma letra de Taylor Swift numa legenda de Instagram para um filme chamado TS5 e postou a logo TS com uma cowgirl embaixo. É prova cabal, não!?

A estreia de Toy Story 5 está marcada para 18 de junho no Brasil. Até lá, cada post da Pixar vai ser esquadrinhado milímetro por milímetro.

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Música

O show histórico de Olivia Rodrigo em Barcelona virou debate por causa de um babydoll

A polêmica em torno do look babydoll da cantora em Barcelona escancarou, mais uma vez, o campo minado que é ser uma mulher no pop

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No último dia 8 de maio, Olivia Rodrigo subiu ao palco do Teatre Grec, em Barcelona, para um show íntimo e absolutamente histórico: o Spotify reuniu 1.500 superfãs selecionados pelo próprio aplicativo para celebrar os nove singles da cantora que ultrapassaram 1 bilhão de streams na plataforma – entre eles Drivers License, Good 4 U, Deja Vu, Vampire e Jealousy, Jealousy. A cantora recebeu placas comemorativas, tocou 14 músicas em menos de uma hora e ainda apresentou ao vivo drop dead, o primeiro single do seu terceiro álbum, you seem pretty sad for a girl so in love. Era, por qualquer ângulo que você olhasse, uma noite de celebração. Mas o que foi mais falado no dia seguinte não foi nada disso.

Reprodução/Spotify

Para a ocasião, Rodrigo escolheu um babydoll blouse da marca Génération78, da coleção “Crush Loves Drama”, combinando com bloomers e botas cano longo. O look era coerente com a estética que ela vem construindo no ciclo do novo álbum – uma espécie de femininidade caótica, igual partes Courtney Love e boneca de porcelana. Só que parte da internet decidiu que o vestido era, na verdade, uma peça problemática.

Nos comentários do X e do Instagram, usuários afirmaram que a silhueta frisada “infantilizava e sexualizava” a cantora de 23 anos ao mesmo tempo, uma lógica que, se você parar pra pensar, é basicamente impossível de vencer. Tinha gente comparando o vestido a roupinha de bebê, outros dizendo que era “inapropriado”. O show em si ficou em segundo plano.

O que aconteceu com Olivia é o mesmo roteiro que a gente vê se repetir há décadas com mulheres no pop. Quando Billie Eilish apareceu no início da carreira coberta de roupas largas, foi criticada por não “se vestir como menina”, e precisou ir a público explicar que usava roupas assim justamente para escapar da objetificação. Em uma campanha da Calvin Klein em 2019, ela disse que ninguém poderia opinar sobre o corpo dela porque não havia visto o que estava por baixo.

Existe um padrão duplo tão escancarado que já seria quase engraçado se não fosse tão cansativo. Justin Bieber se apresentou no Grammy usando apenas boxers e meias, e a leitura foi de que era uma performance “sem roupa”, corajosa, simbólica. Adam Sandler aparece em premiações de pijama e o mundo inteiro acha fofo. Mas uma mulher de 23 anos aparece num vestido florido numa festa de streaming em Barcelona, e a conversa vira sobre inadequação. O que a roupa da Olivia Rodrigo revelou não foi nada sobre a Olivia Rodrigo – foi o quanto ainda é fácil transformar o visual de uma mulher num debate público.

No fim, o que importaria discutir é o seguinte: ela foi até Barcelona com nove singles bilionários e um novo álbum na manga. Deu um show de 14 músicas que deixou os 1.500 presentes sem voz. Isso é o que aconteceu. O vestido é só um vestido.

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Shakira se assusta com máscara de Piqué em show; veja o vídeo

No meio da turnê mais lucrativa da história da música latina, uma fã levantou uma máscara do ex-jogador durante a música que ele inspirou

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Shakira estava cantando a BZRP Music Sessions #53 – aquela em que ela literalmente processa o fim do casamento em versos afiados – quando uma fã na plateia levantou uma máscara do ex-marido Gerard Piqué com olhos flamejantes, língua vermelha comprida e chifres de diabo. A reação de Shakira foi de susto genuíno, e o vídeo não demorou nada para tomar as redes sociais.


O momento aconteceu durante a passagem da turnê por El Salvador, onde Shakira fez cinco noites no Estadio Nacional Jorge “Mágico” González em San Salvador, parte da segunda etapa da Las Mujeres Ya No Lloran World Tour. A turnê já se tornou a mais lucrativa da história da música latina: mais de 421 milhões de dólares arrecadados até março de 2026 e mais de 3,3 milhões de pessoas no público.

Não foi a primeira vez nesta semana que o nome do ex veio à tona. No sábado (2) durante o evento Todo Mundo no Rio na Praia de Copacabana, parte da plateia reagiu com gritos direcionados ao ex-jogador depois de um discurso de Shakira sobre mães solteiras. A separação, anunciada em junho de 2022 após reportagens da imprensa espanhola sobre uma suposta traição, virou combustível criativo para Monotonía, TQG com Karol G e a sessão com Bizarrap – e aparentemente ainda não saiu do radar do público.

A turnê segue até outubro de 2026, com encerramento em Madri.

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