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“Quarteto Fantástico” entrega o reboot que o MCU precisava faz tempo
Sem fanservice preguiçoso ou multiverso confuso: o novo Quarteto é tudo que a Marvel devia ter feito desde o fim de Vingadores.
Depois de anos no modo automático, o MCU finalmente dá sinais de vida — e a responsável por isso é a nova versão do Quarteto Fantástico. O grupo que já passou por mais reboots do que boyband em carreira solo ganhou um filme que acerta no que a Marvel parecia ter esquecido: foco, emoção e respeito pelos personagens.
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Quarteto Fantástico: Primeiros Passos deixa de lado o fanservice e o multiverso bagunçado pra entregar uma história coesa, com alma de quadrinho clássico e visual retrô que funciona. A direção de Matt Shakman transforma a equipe em algo mais próximo da vida real com superpoderes do que de um espetáculo de CGI. Reed e Sue já estão casados, ela grávida, e o clima é mais maduro — mas ainda leve e divertido.
O elenco funciona como um time de verdade. Joseph Quinn brilha como Tocha Humana, e Ben Grimm vira o coração do grupo. A estética retrofuturista lembra ficção científica raiz, com cara de vinil e clima de aventura. E o vilão? Nada de criatura genérica em 3D: temos Galactus em versão cósmica real, com Julia Garner como Shalla-Bal, ameaçando a Terra com estilo.
Claro que ainda tem tropeços — o uso do Volume digital pesa em algumas cenas, e o bebê de Reed e Sue tem momentos meio esquisitos. Mas nada que apague o saldo positivo: Quarteto Fantástico é um filme que sabe onde quer chegar e mostra que ainda dá pra acreditar na Marvel.
Sem fórmulas recicladas ou piadas em excesso, esse reboot faz o básico bem feito. E às vezes, é disso que a gente mais precisa.