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“Vale Tudo” erra em cena e OAB reage: “Na vida real, não valeria”
Após críticas, novela da Globo corrige erro jurídico em interrogatório sem advogado
Nem mesmo a nova versão de Vale Tudo escapou do escrutínio da vida real. A novela cometeu um deslize jurídico que chamou atenção até da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) – e só foi corrigido cinco capítulos depois.
Tudo começou quando Celina (Malu Galli) apareceu na delegacia confessando o assassinato da irmã, Odete Roitman (Debora Bloch), sem a presença de um advogado. A situação gerou estranhamento nas redes e, logo, críticas de juristas e do público, já que uma confissão sem assistência jurídica seria considerada inválida na vida real.
Após a repercussão, a novela ajustou o rumo. Em uma nova cena, o delegado Mauro (Claudio Jaborandy) questiona Celina: “A senhora está afirmando que mentiu?” – e, desta vez, exige: “Para assinar essa confissão, vai precisar da presença de um advogado.” A sequência serviu como um mea-culpa discreto da produção, que reconheceu a necessidade de retratar o procedimento corretamente.
A OAB, por sua vez, aproveitou o momento para reforçar nas redes sociais a importância do direito à defesa:
“Na vida real, isso não valeria. A advocacia é indispensável para garantir direitos.”
A entidade citou ainda o artigo 133 da Constituição Federal, que estabelece que “o advogado é indispensável à administração da justiça”, e destacou que ninguém deve ser ouvido em investigação ou audiência sem assistência jurídica.
O post viralizou, somando milhares de curtidas e comentários, com fãs da novela brincando que, mesmo no universo de Vale Tudo, “a Constituição não tira folga no horário nobre”.