Séries
Tudo sobre a 2ª temporada de Percy Jackson no Disney+
A adaptação de O Mar de Monstros chega em dezembro com mais ação, novos personagens e a promessa de superar a primeira temporada
A segunda temporada de Percy Jackson e os Olimpianos nem chegou e já parece evento obrigatório. A nova leva de episódios estreia em 10 de dezembro de 2025 no Disney+, com dois capítulos lançados de uma vez e o restante chegando semanalmente até o fim de janeiro de 2026, totalizando oito episódios – o mesmo formato da primeira temporada. Dessa vez, a história adapta o segundo livro da saga, O Mar de Monstros, e vem com um bônus que deixa o fandom em paz: as gravações da 2ª temporada mal terminaram e a 3ª não só foi confirmada, como já está em produção em Vancouver, o que deve encurtar o intervalo entre uma e outra.
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Na trama, Percy tenta levar uma vida (quase) normal em uma nova escola em Nova York, ao lado do amigo Tyson, que ele ainda não sabe ser um ciclope e, muito menos, seu meio-irmão. Tudo desanda quando monstros invadem o colégio e Annabeth aparece para salvá-lo. O trio segue para o Acampamento Meio-Sangue e descobre que a barreira mágica está à beira do colapso: o pinheiro de Thalia foi envenenado e o lugar que sempre funcionou como porto seguro está ameaçado. A única coisa que pode salvar o acampamento é o lendário Velocino de Ouro, perdido no Mar de Monstros. Oficialmente, a missão vai para Clarisse, mas Percy e Annabeth decidem fazer uma “quest paralela”, enquanto ainda lidam com Tyson, o sumiço de Grover e Luke tramando ao lado de Cronos nos bastidores.

Do lado de produção, a temporada chega com clima de “versão 2.0”. A primeira foi bem recebida, mas muitos fãs acharam alguns momentos anticlimáticos ou apressados. Rick Riordan, autor dos livros e produtor executivo da série, já comentou que acredita que a 2ª temporada está mais redonda que a 1ª, principalmente em ritmo e na forma de organizar a história, incorporando críticas e sugestões do público. A equipe também teve mais tempo de pós-produção e apostou em mais cenários físicos e menos telão digital, já que agora tem mar, navios e monstros gigantes em escala bem maior.
Um dos pontos que mais anima o fandom é a promessa de novos pontos de vista. Se no primeiro ano quase tudo era filtrado pelos olhos do Percy, agora a série deve acompanhar também a missão oficial de Clarisse, a situação de Grover com Polifemo e cenas do Luke ao lado dos Titãs, aprofundando a queda dele para o lado de Cronos. De quebra, a famosa cena das sereias – que ficou de fora da adaptação antiga de O Mar de Monstros – finalmente deve aparecer, ainda que com mudanças que, segundo o elenco, vão surpreender até quem sabe o livro de cor.

O elenco principal volta com Walker Scobell (Percy), Leah Sava Jeffries (Annabeth) e Aryan Simhadri (Grover), mas ganha reforços importantes: Daniel Diemer assume o papel de Tyson; Tamara Smart vive Thalia; Timothy Simons interpreta Tântalo, o novo diretor do acampamento; Courtney B. Vance entra como o novo Zeus; e Andra Day chega na pele de Atena. Também estão confirmadas as Irmãs Cinzentas, Circe, Polifemo e vários outros deuses e monstros muito aguardados, além de personagens originais criados só para a série, em participações mais pontuais.
Nos bastidores, o elenco já adiantou que esta será uma temporada com mais ação, incluindo a corrida de bigas, o ataque dos pássaros de Estínfale, monstros marinhos como Caríbdis e Cila e sequências descritas como algumas das filmagens mais caóticas (no melhor sentido) de toda a produção.

Em meio a tudo isso, a série também deve apertar o botão do drama. Flashbacks da infância de Annabeth com Luke e Thalia, a relação complicada dela com ciclopes, a ideia dos “defeitos fatais” de cada semideus e o peso das decisões de Luke ao envenenar o pinheiro de alguém que foi literalmente sua família prometem dar outra camada às cenas de ação. A expectativa é que O Mar de Monstros na TV seja, ao mesmo tempo, mais fiel aos livros e menos engessado, usando a linguagem seriada para cruzar tramas, segurar mistérios e preparar o terreno para a já confirmada 3ª temporada, que deve adaptar A Maldição do Titã.
Se a primeira temporada foi o teste de fogo, a segunda parece ser o momento de provar a que veio: mais ação, mais mitologia, mais drama e, principalmente, aquela sensação de “ok, agora a gente entrou de verdade no coração da saga Percy Jackson”.
Assista ao trailer da nova temporada:
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“Off Campus”: o que significa a tatuagem nas costas de Garrett?
Ideia do ator Belmont Cameli, a frase em latim nas costas do personagem carrega uma história real
Se você maratonou Off Campus na Prime Video e ficou olhando fixo pra tela tentando decifrar o que estava escrito nas costas do Garrett Graham, bem-vindo ao clube. A frase em latim que aparece nos ombros do personagem – “Nullum Gratuitum Prandium” – é uma adição completamente nova à história, foi ideia do próprio ator Belmont Cameli e tem uma conexão direta com a vida real dele.
Nos livros de Elle Kennedy nos quais a série é baseada, Garrett tem uma tatuagem de fogo no bíceps. Para a adaptação, Cameli propôs a troca pela frase em latim estampada nas omoplatas com a frase “não existe almoço grátis”, traduzindo livremente. A frase era o mantra da equipe de luta livre do colégio dele. Dá pra entender por que colou tão bem no personagem.

O detalhe mais inteligente, porém, está na lógica de posicionamento da tattoo. Quando Garrett veste o uniforme de hóquei, o que aparece é o sobrenome Graham, carregando todo o peso do pai famoso. Quando tira o uniforme, o que fica na pele é o mantra. É a diferença entre a versão que o mundo enxerga e a versão que ele sabe que é verdade. Para quem assistiu a temporada inteira, essa simbologia bate forte.
A tatuagem ainda funciona como antecipação sutil do final. Quando o pai de Garrett parabeniza o filho por ter iniciado a briga e diz que ele é igualzinho a ele, está falando do “Graham” que o mundo vê. A resposta de Garrett, cortando o pai no meio da frase, é exatamente o mantra em ação. Nada de herança. Tudo conquistado. E, por falar em conquistas reais, Cameli tem uma tatuagem de verdade na coxa em referência ao álbum favorito dele do The National, Trouble Will Find Me. O homem leva tatuagem a sério, tanto na ficção quanto fora dela.
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“Off Campus: Amores Improváveis” é exatamente o que uma série de romance deveria ser
A adaptação da saga de Elle Kennedy chega ao Prime Video e entrega o romance universitário que os fãs mereciam – com algumas surpresas no caminho
Off Campus: Amores Improváveis chegou ao Prime Video no dia 13 de maio com todos os oito episódios da primeira temporada disponíveis de uma vez – o que, convenhamos, foi ao mesmo tempo um presente e uma cilada, porque ninguém parou depois do segundo. A série criada pela showrunner Louisa Levy adapta O Acordo, primeiro livro da saga da autora canadense Elle Kennedy, e acompanha Hannah Wells (Ella Bright), estudante de música da fictícia Universidade Briar, e Garrett Graham (Belmont Cameli), capitão do time de hóquei que vai mal em filosofia. Os dois fazem um acordo: ela o ajuda a recuperar as notas, ele a ajuda a conquistar o músico Justin. Quem já leu o livro sabe exatamente onde isso vai parar. Quem não leu, percebe no fim do primeiro episódio.
A grande aposta de Off Campus é química, e ela entrega. Belmont Cameli e Ella Bright têm uma interação que não parece fingida – cada troca entre Garrett e Hannah parece genuína, um pouco desajeitada do jeito certo, sem o esforço visível que às vezes aparece em adaptações de romance quando os atores tentam demais convencer.

A direção aposta em planos médios e reações, deixando os rostos contarem mais do que os diálogos, o que funciona muito bem nos momentos de tensão não resolvida, que são muitos. A série também acerta ao construir o universo do hóquei e da música de forma equilibrada, sem deixar nenhuma das duas ficar em segundo plano. Hannah tem uma jornada própria com a composição que vai além de ser a garota que o protagonista gosta, e isso faz diferença.
As mudanças em relação ao livro: o que funcionou
Quem leu O Acordo vai notar as diferenças logo nas primeiras cenas. O Justin dos livros era jogador de futebol americano; na série, ele é músico e lidera a banda After Hours, o que dá muito mais coerência ao interesse de Hannah por ele. O primeiro beijo de Hannah com outra pessoa também muda – no livro era com um personagem sem peso na trama, na série é com Logan, que tem um crush não resolvido pela protagonista, criando uma camada a mais para a temporada toda.

A série também antecipa o desenvolvimento de Dean e Allie, casal do terceiro livro da franquia, o que dividiu os fãs: parte ficou animada em ver mais desse casal logo, outra parte sentiu que isso tira o protagonismo que seria deles na terceira temporada. A questão é que a dinâmica entre eles é tão boa que é difícil reclamar muito enquanto assiste.
Off Campus não desvia dos temas difíceis do livro. O passado de Hannah, que foi drogada e estuprada no ensino médio, é tratado com cuidado e tempo de tela suficiente, o que de fato acrescente boas camadas aos episódios. A série conecta esse trauma diretamente à dificuldade da personagem de acessar a música pop e escrever letras, uma mudança em relação ao livro que aprofunda quem Hannah é antes mesmo de Garrett entrar na história.

Garrett também carrega o peso de um pai abusivo e o medo de repetir padrões – e a cena em que os dois confrontam essas questões juntos é um dos pontos mais fortes da temporada. O diálogo pode soar truncado em alguns momentos, e isso é verdade em alguns episódios do meio da temporada, mas raramente atrapalha o ritmo geral.
O que vem pela frente
Já renovada para a segunda temporada antes mesmo da estreia, Off Campus deixa bastante material aberto para o futuro. A introdução de Grace Ivers (India Fowler, anunciada para a próxima temporada) sugere que Logan e sua história com a personagem do segundo livro da saga devem ser o foco a seguir. Dean e Allie também terminam a temporada num ponto que pede continuação urgente.
A série claramente foi pensada no modelo antológico ao estilo Bridgerton – cada casal ganha seu momento, mas os personagens não desaparecem depois. Se Off Campus mantiver essa qualidade de construção de elenco secundário, o modelo pode funcionar muito bem. Por ora, Hannah e Garrett entregaram o suficiente para garantir que a gente vai estar aqui quando a segunda temporada chegar.
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Terceira temporada de ‘Euphoria’: o que aconteceu com Rue no final do quinto episódio?
O episódio colocou Rue na situação mais extrema da série até agora, e ainda encontrou espaço para uma sequência com Cassie em proporções gigantescas
ALERTA DE SPOILERS
O quinto episódio da terceira temporada de Euphoria, exibido na noite de domingo (11) pela HBO e Max, terminou com Rue Bennett enterrada até o pescoço enquanto Alamo galopava em sua direção a cavalo – e a cena cortou para o preto. A pergunta “será que ela sobrevive?” passou o resto da madrugada circulando em cada canto da internet.
Ao longo do episódio, Rue segue tentando equilibrar sua atuação como informante da DEA com a rotina cada vez mais tensa no clube de Alamo. Quando Magick encontra drogas que ela havia escondido anteriormente, Alamo começa a desconfiar de sua lealdade. A partir daí, é uma contagem regressiva.

Bishop e G levam Rue para um local isolado e a obrigam a cavar uma espécie de cova. Na manhã seguinte, Alamo aparece a cavalo, segurando um taco de polo, galopando em direção à cabeça dela enquanto ela grita. Ainda restam três episódios na temporada, incluindo um finale que a HBO promete ser o mais longo da história da série – e a sensação de risco nunca pareceu tão real quanto aqui.
Enquanto Rue cavava sua potencial sepultura, o episódio entregou uma das sequências mais radicais da história de Euphoria. Cassie literalmente cresce até proporções gigantescas depois de encarar o fluxo interminável de pedidos online, pisando em uma versão falsa de Los Angeles num figurino de oncinha rasgado. Maddy, por sua vez, surge cada vez mais calculista, pressionando Cassie a assinar contratos e avançando sua carreira de atuação sem deixar a emoção atrapalhar o plano de negócios.
O que vem a seguir
Com três episódios restantes, Euphoria chegou ao ponto sem volta da temporada. Rue está encurralada entre a DEA, Alamo e os próprios sentimentos por Jules. Cassie está perdida entre a fama, Nate e a ilusão de que Brandon Fontaine representa algo real. E Maddy, que passou duas temporadas sendo tratada como coadjuvante, surge como a personagem mais estratégica da história – o que a série demorou três temporadas para mostrar com clareza.
