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Filmes

Filmes que completam 10 anos em 2026

De Zootopia a Moonlight, relembre os longas que marcaram época e seguem influenciando o cinema até hoje

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Se 2026 quiser ser tão marcante quanto 2016, vai ter que se esforçar muito. Há exatamente uma década, o cinema viveu um dos seus anos mais prolíficos, com estreias que não só dominaram bilheterias e premiações, mas também se consolidaram como verdadeiros marcos culturais que seguem influenciando produções até hoje. De blockbusters como Capitão América: Guerra Civil até o Oscar mais caótico da história com a confusão entre Moonlight e La La Land, 2016 entregou absolutamente tudo para quem é apaixonado por cinema.

Capitão América: Guerra Civil

O filme abriu o ano com força total para a Disney e se tornou o filme de maior bilheteria mundial de 2016, ultrapassando a marca de 1 bilhão de dólares. Mais do que números, o longa apresentou pela primeira vez Tom Holland como Homem-Aranha e Chadwick Boseman como Pantera Negra, mudando para sempre o futuro do Universo Cinematográfico Marvel.

A Chegada

No campo da ficção científica, a trama de Denis Villeneuve foi aclamada pela crítica e recebeu oito indicações ao Oscar, levando o prêmio de Melhor Edição de Som. Estrelado por Amy Adams como uma linguista recrutada para se comunicar com alienígenas, o filme foi considerado um dos melhores do ano.

Deadpool

Enquanto isso, Deadpool provou que super-heróis podiam ser adultos, rasgados e irreverentes, abrindo caminho para uma franquia de sucesso que culminaria em Deadpool & Wolverine em 2024.

Invocação do Mal 2

O terror também teve seu momento de glória. Invocação do Mal 2 arrecadou mais de 320 milhões de dólares mundialmente e se tornou o filme de terror de maior sucesso daquele ano, consolidando o Universo Invocação do Mal como uma das franquias mais lucrativas do gênero. O longa de James Wan acompanha Ed e Lorraine Warren investigando o famoso caso Enfield Poltergeist na Inglaterra de 1977, e introduziu a freira demoníaca Valak, que depois ganharia seu próprio spin-off.

Esquadrão Suicida

Na DC, Esquadrão Suicida trouxe Margot Robbie como Arlequina, Will Smith e Jared Leto como Coringa, ficando entre os dez filmes de maior bilheteria mundial do ano.

Zootopia

O filme conquistou o Oscar de Melhor Animação e entrou para o seleto grupo de animações que ultrapassaram 1 bilhão de dólares, provando que a Disney dominava tanto o live-action quanto a animação.

Como Eu Era Antes de Você

No território do drama, Como Eu Era Antes de Você reuniu Emilia Clarke e Sam Claflin em uma história de amor que emocionou milhões e arrecadou 208 milhões de dólares mundialmente. O filme conta a história de Louisa Clark, uma jovem de origem modesta contratada para cuidar de Will Traynor, um jovem rico que ficou tetraplégico após um acidente de moto.

Moonlight: Sob A Luz Do Luar

Mas ninguém vai esquecer a temporada de premiações definida pelo que aconteceu em 2016. Moonlight, o filme de Barry Jenkins sobre um homem negro gay de Miami contado em três fases de sua vida, fez história ao se tornar o primeiro vencedor de Melhor Filme com temática LGBTQ+ e elenco inteiramente negro. O momento ficou eternizado pela confusão épica quando Warren Beatty e Faye Dunaway anunciaram erroneamente La La Land: Cantando Estações como vencedor, criando um dos momentos mais virais da história do Oscar.


La La Land, aliás, levou seis estatuetas naquela noite, incluindo Melhor Atriz para Emma Stone e Melhor Diretor para Damien Chazelle.

Olhando para trás, fica claro que 2016 não foi apenas um bom ano para o cinema, foi o tipo de ano que ainda sentimos reverberando uma década depois, seja na ousadia dos filmes de super-heróis, na força do terror ou na forma como Hollywood passou a contar histórias mais diversas e representativas.

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Filmes

O Diabo Veste Prada 2 é melhor do que você esperava – e por um motivo surpreendente

Andy e Miranda voltam 20 anos depois para discutir o que o cinema raramente toca: o colapso do jornalismo e o que resta das pessoas que construíram impérios nele.

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O Diabo Veste Prada 2 chegou aos cinemas brasileiros em 30 de abril carregando o peso de uma das maiores perguntas de 2026: dá pra continuar uma história que todo mundo já sabe de cor sem trair o original? A resposta, com 20 anos de distância e um mundo diferente como pano de fundo, é sim – e de um jeito que poucos esperavam.

ALERTA DE SPOILERS ABAIXO

Dirigido novamente por David Frankel, com roteiro de Aline Brosh McKenna, o filme reúne Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci numa trama que usa a crise do jornalismo impresso como gatilho para explorar algo mais interessante: o que acontece com as pessoas que constroem um império quando o chão some debaixo dos pés.


Andy Sachs agora é uma jornalista premiada no New York Vanguard, exatamente o tipo de carreira séria que ela sempre quis quando torcia o nariz pra Runway lá em 2006. Aí vem a demissão, por mensagem de texto, durante uma noite de premiação. O filme praticamente abre com essa cena, e é nesse momento que O Diabo Veste Prada 2 deixa de ser uma homenagem ao passado e vira algo com coisas reais pra dizer.

Andy volta à Runway não por redenção ou nostalgia, mas porque precisa do emprego. Miranda também não está em posição cômoda: a revista migrou para o digital, os investidores querem métricas antes de opinião, e o personagem de B.J. Novak representa tudo o que está destruindo o jornalismo com planilha e sorriso. A dinâmica entre as duas funciona porque nenhuma delas virou outra pessoa. Andy ainda acha que o jornalismo dela é mais importante que o da moda. Miranda ainda é intragável em reuniões de RH. É essa teimosia de personalidade que sustenta o filme.


A grande virada do roteiro envolve Emily Charlton – agora executiva de uma marca de luxo e responsável pelas decisões publicitárias que mantêm ou afundam a Runway. Emily Blunt entrega cada cena com precisão cômica, e a revelação de que ela é a força por trás da crise de Miranda funciona bem como engrenagem dramática. O que o filme acerta aqui é recusar o maniqueísmo: Emily não é uma vilã de cartoon, é uma mulher que chegou onde queria e ainda carrega as mesmas inseguranças de sempre, só com um orçamento maior. A sequência que ela e Andy compartilham quando a verdade vem à tona é o melhor pedaço de atuação do filme.

Uma das imagens mais inteligentes de O Diabo Veste Prada 2 é pequena: o mesmo cinto cerúleo que Miranda usou para dar uma aula sobre como a moda molda o que o mundo veste reaparece numa barraca de mercado popular. É o tipo de detalhe que funciona como crônica sem precisar de discurso. O mesmo vale para o ritual do casaco – que Miranda agora precisa pendurar sozinha, num escritório onde ninguém paralisa mais quando ela entra. Esses gestos valem mais que qualquer monólogo sobre a crise da mídia impressa.


A produção estreou com mais de US$ 233 milhões em bilheteria global no primeiro fim de semana, tornando-se um dos maiores lançamentos do ano – o que diz tanto sobre o poder da nostalgia quanto sobre a execução do filme para justificar esse retorno às salas.

O filme inteiro opera com contenção suficiente para não se tornar um desfile de referências ao original. O Diabo Veste Prada 2 não precisava existir. Mas existindo, chegou com algo real pra dizer – e isso, em 2026, já é mais do que a maioria.

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Emily Blunt revela que tinha medo de Meryl Streep no set de ‘O Diabo Veste Prada’

Em entrevista de divulgação da sequência, as atrizes confirmaram que Meryl Streep mantinha distância deliberada dos colegas para preservar a autoridade da personagem

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Quase duas décadas depois das filmagens do primeiro O Diabo Veste Prada, Emily Blunt confirmou o que muita gente já desconfiava: Meryl Streep era uma presença intimidadora no set. Em entrevista ao programa SiriusXM Front Row com Andy Cohen, ao lado de Anne Hathaway e Stanley Tucci, Emily contou que a colega estava tão imersa no universo de Miranda Priestly que a convivência nos bastidores tinha uma tensão muito particular.


“No primeiro filme, eu estava com bastante medo porque sentia que você estava em uma zona”, disse Emily diretamente para Meryl, que confirmou sem cerimônia: “Ah, sim. Eu estava nessa zona.” Emily foi mais longe e batizou o estado de espírito da colega de “zona Miranda” – uma distância calculada que não era exatamente frieza, mas também não era a Meryl de sempre. “Não era impenetrável. A gente conseguia chegar e contar uma história engraçada, mas você não fazia aquela risada extraordinária que eu normalmente ouvia”, lembrou.

Em entrevista separada, Meryl explicou que o distanciamento não era método puro, era estratégia deliberada para sustentar a autoridade de Miranda Priestly em cena. A atriz mencionou que conversou sobre isso com Greta Gerwig, que descreveu uma lógica parecida na direção: “Elas meio que não querem você na festa da equipe. Você precisa de uma pequena barreira para parecer a chefe.”


O Diabo Veste Prada 2 estreia nos cinemas em 30 de abril com elenco original completo – Meryl, Anne, Emily e Stanley Tucci – e adições como Justin Theroux, Kenneth Branagh e Lady Gaga. O primeiro trailer do filme acumulou 222 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas, recorde da 20th Century Studios.

Emily Blunt, que era praticamente desconhecida do grande público quando o original foi lançado, disse à ELLE que o papel abriu portas para personagens com mais camadas, e a tirou do caminho das mocinhas de época britânicas. Duas décadas depois, ela voltou ao set. E, segundo as entrevistas de divulgação, a zona Miranda voltou junto.

Assista ao trailer:

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Anne Hathaway confirma que ‘O Diário da Princesa 3’ está em desenvolvimento

Em entrevista à Entertainment Weekly, Anne Hathaway garantiu que o roteiro está em desenvolvimento – e a autora dos livros já entregou que o elenco original volta todo

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Anne Hathaway confirmou que O Diário da Princesa 3 está em desenvolvimento ativo. Em entrevista à Entertainment Weekly ao lado de Meryl Streep, durante a temporada de divulgação de O Diabo Veste Prada 2, a atriz disse que o projeto avança de forma constante – mas ainda sem luz verde da Disney nem roteiro fechado.

“Cem por cento, a gente está constantemente trabalhando nisso”, afirmou Hathaway, explicando que as gravações do novo filme da Miranda Priestly tomaram conta do segundo semestre de 2025 e tornaram impossível tocar os dois projetos ao mesmo tempo. Com O Diabo Veste Prada 2 chegando aos cinemas em 1º de maio, ela sinalizou que a intenção agora é voltar a Genóvia. “A preferência é fazer O Diário da Princesa como o próximo”, disse, mas foi direta ao conter o hype: “As expectativas são muito altas, e se você vai fazer, tem que arrasar.” Streep, ao lado, concordou.


Quem não mediu as palavras foi Meg Cabot. A autora dos livros foi ao BookCon de Nova York no último sábado e confirmou que o elenco inteiro retorna: Robert Schwartzman está dentro, assim como Chris Pine – “embora ele diga que não, mas ele está”, garantiu Cabot. A diretora confirmada é Adele Lim, de Podres de Ricos, anunciada para o projeto em outubro de 2024.

O único ponto em aberto é o retorno de Julie Andrews, que já declarou publicamente não esperar participar de uma terceira parte. Hathaway não abordou o assunto na entrevista, mas prometeu que o roteiro segue sendo lapidado. Ter Cabot entregando nomes no maior evento literário dos Estados Unidos é o sinal mais concreto em anos de que o projeto saiu do modo “estamos trabalhando nisso”.

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