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BBB 26: Veteranos são revival ou falta de ideias?

A Globo trouxe ex-BBBs de até 22 anos atrás e a gente precisa processar se isso é genial ou preguiçoso

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O BBB 26 estreou com uma novidade que, dependendo de como você olha, é ou a melhor sacada dos últimos anos ou o atestado de que a Globo não sabe mais o que fazer com o programa. Além dos Pipocas e Camarotes de sempre, a edição criou o grupo Veteranos – basicamente ex-participantes que voltam pra tentar ganhar o prêmio de novo.

Ana Paula Renault, Babu Santana, Sol Vega, Jonas Sulzbach, Sarah Andrade e Alberto Cowboy entraram na casa com a missão implícita de entregar o entretenimento que as últimas edições não conseguiram. E olha, até agora tá funcionando, mas a gente precisa conversar sobre o que isso diz sobre o estado atual do reality.


Primeiro, vamos falar sobre quem são essas pessoas pra quem não acompanhou as edições originais (e tudo bem, ninguém aqui tá julgando). Sol Vega participou do BBB 4, em 2004, e ficou eternizada por cantar We Are The World de um jeito tão único que virou “Iarnuou” na boca do povo. Ana Paula é do BBB 16 e criou o bordão “Olha ela!” depois de voltar de um paredão falso – ela também foi expulsa por dar um tapa em outro participante, então já dá pra imaginar o nível de entretenimento que a sister entrega. Babu veio do BBB 20, foi recordista de paredões e basicamente sobreviveu a tudo que jogaram nele. Jonas é o galã do BBB 12 que todo mundo shipava na época. Alberto Cowboy foi o vilão clássico do BBB 7, rival do Diego Alemão. E Sarah, do BBB 21, era a “espiã” que fazia parte do G3 com Juliette e Gil do Vigor. É um elenco que, no papel, faz sentido – mas a pergunta que fica é se faz sentido pra quem tá assistindo em 2026.

O problema (ou não, depende do ponto de vista) é que boa parte do público atual conhece esses momentos icônicos por compilações do YouTube e não por ter vivido na época. Sol Vega cantando errado era engraçado em 2004 porque você tava lá, assistindo ao vivo, morrendo de vergonha alheia junto com todo mundo. Ver ela voltar 22 anos depois é… diferente. É como quando a Netflix fica relançando continuação de série que ninguém pediu só porque o nome ainda tem reconhecimento.


O BBB 26 tá apostando que funciona, e as enquetes iniciais mostram Ana Paula como favorita com 30% dos votos, então talvez eles estejam certos. Mas também é possível que a gente esteja assistindo ao início de uma era onde o BBB vira um eterno revival de si mesmo, tipo Those 90’s Show só que com paredão.

O que salva a edição até agora é que os veteranos realmente sabem jogar – e isso cria uma dinâmica interessante com os novatos que ainda estão tentando entender como a casa funciona. Babu já passou por tanta coisa no BBB 20 que praticamente nada mais assusta ele. Ana Paula tem a vantagem de ser imprevisível de um jeito que participantes novos simplesmente não conseguem ser, porque eles ainda estão preocupados demais com a própria imagem. Cowboy chegou com fama de vilão e parece disposto a honrar o título.


É entretenimento garantido? Provavelmente sim. É o melhor caminho pro programa? Aí já é outra conversa. Porque se o BBB 26 der certo, a tendência é que as próximas edições continuem apostando em rostos conhecidos ao invés de arriscar em gente nova – e aí a gente entra num ciclo onde o reality vira basicamente um encontro de ex-alunos televisionado. Divertido por um tempo, mas eventualmente a gente vai sentir falta de não saber absolutamente nada sobre quem tá entrando na casa.

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De abrigo ao BBB 26: quem é Tia Milena, vice-campeã e a melhor pipoca de todos os tempos

Criada em abrigo, trabalhando como doméstica desde os 10 anos, Milena Moreira Laje chegou ao Top 2 do BBB 26 com R$ 450 mil em prêmios, um apartamento e o título de Pipoca do Ano

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Milena Moreira Laje, a Tia Milena do BBB 26, terminou o programa como vice-campeã com 17,29% dos votos, R$ 450 mil em prêmios, um apartamento e o título de POTY – Popcorn of the Year, ou Pipoca do Ano – nas redes sociais. Nascida em Itambacuri, no interior de Minas Gerais, ela viveu com a irmã gêmea Mile em um abrigo desde os nove meses até os sete anos de idade. Dos 10 aos 19 anos, trabalhou como empregada doméstica e babá na casa de uma professora. Aos 22, já tinha aberto sua própria empresa de recreação infantil em Teófilo Otoni.

A cadeia que ela quebrou

Dentro da casa, Milena resumiu em uma frase o que representava estar ali:

“Minha bisa foi doméstica, minha avó foi doméstica, minha mãe é doméstica. Tem aquilo do brasileiro que é um ciclo vicioso de mãe doméstica, filhos vão virar domésticos, que eu estou quebrando por estar aqui.”

O público percebeu o peso disso desde cedo – ela venceu a seletiva do Sudeste ainda na Casa de Vidro com 59,3% dos votos, antes mesmo de entrar oficialmente no confinamento.


Ao longo dos 100 dias, Milena acumulou atritos com Sol Vega, Cowboy, Jonas e Jordana. Com Jonas, o conflito atingiu um ponto direto quando o brother questionou publicamente seu diagnóstico de ansiedade. Ela respondeu no Sincerão autorizando sua psicóloga a divulgar seus laudos.


O episódio mais comentado da temporada, porém, foi outro: ao descobrir que alguém havia comido o frango reservado para Ana Paula e bebido o suco que ela havia preparado, Milena fez um novo suco com sal, louro, caldo de frango, bagaço de limão e restos de ovos do lixo. A produção a chamou no confessionário para mandar jogar fora a mistura, e o episódio virou meme.

A Globo também não saiu ilesa: durante o Barrado no Baile, a produção reconheceu publicamente ter cometido um erro com Milena após ela cumprir corretamente um desafio imposto por Jonas e ficar sozinha no quarto além do previsto. O pedido de desculpa veio com humor: “Desculpa, Tia Milena, eu estava tuitando.”

A aliança que virou dupla histórica

A parceria com Ana Paula Renault foi o eixo da trajetória de Milena no jogo. As duas se aproximaram após o primeiro Sincerão da temporada, e a relação foi crescendo: Milena comprava as brigas de Ana Paula abertamente, enquanto a jornalista funcionava como equilíbrio nos momentos mais difíceis.


Na final, Ana Paula venceu com 75,94% dos votos e o prêmio de R$ 5,7 milhões. Tadeu Schmidt encerrou a noite com uma frase sobre Milena: “Tia Milena, quem não gosta de você é porque ainda não te entendeu. Basta te compreender para ser perdidamente apaixonado por você.”

Na noite da final, ao garantir o apartamento, Milena foi direta: “Minha mãe ganhou uma casa. Foi o que eu entrei aqui para fazer. Ela ter um teto, um lar para morar. Ela pode ficar despreocupada agora.”


É difícil saber onde termina o jogo e começa a vida real em casos como esse. Mas o que ficou claro ao longo da temporada é que Milena nunca separou as duas coisas. Ela saiu de uma versão mais contida para alguém mais destemida – e essa transformação foi um dos elementos mais comentados da edição. Ao fim, saiu com R$ 150 mil em prêmio direto, mais R$ 300 mil acumulados em outras dinâmicas, e o apartamento de R$ 270 mil que garantiu ao chegar ao Top 3. O Brasil vai lembrar do suco de frango com sal. E também de tudo que veio antes dele.

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BBB 26: por que a temporada desse ano foi tão icônica?

Da Casa de Vidro à final com R$ 5,44 milhões, a edição reuniu o maior número de desclassificados da história, crescimento de 74% no Globoplay e uma cena de luto ao vivo que parou o país

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O BBB 26 termina como a edição mais turbulenta da história do programa. Cem dias dentro da casa renderam três expulsões formais, duas desclassificações, o luto ao vivo de uma finalista e de Tadeu Schmidt – e números que a Globo não via desde a temporada de Juliette.

Antes mesmo da casa

A temporada começou nas Casas de Vidro espalhadas por shoppings do país, com o público virando parte do espetáculo. Milena, que se tornaria uma das finalistas, foi atacada verbalmente por desconhecidos ainda do lado de fora, aperitivo do que viria.

O BBB 26 registrou o maior número de desclassificados de toda a história do programa: três expulsões formais e duas desclassificações, sendo uma por desistência e outra por questões médicas, com uma média de uma saída por semana desde a estreia.

Pedro saiu após cometer importunação sexual contra Jordana; Sol Vega, após avançar fisicamente contra Ana Paula; Paulo Augusto, após empurrar Jonas no Big Fone; e Edilson Capetinha, após agredir Leandro – episódio que gerou crise de pânico no brother, que temia pela segurança de sua família na Bahia.


Dentro da casa, Ana Paula e Babu formaram uma frente. Do outro lado, um grupo tentou usar o histórico político da jornalista para mobilizar cancelamento externo. A estratégia não funcionou. Babu, que chegou como favorito, viu sua popularidade despencar ao instrumentalizar o racismo sofrido por outros participantes para justificar conflitos pessoais.

Ana Paula, autodenominada “Bruxona”, construiu uma das trajetórias mais acompanhadas da edição. Chega à final com R$ 50 mil acumulados na dinâmica ganha-ganha e um apartamento avaliado em R$ 270 mil, benefício garantido a todos os três finalistas.

O luto ao vivo

Oscar Schmidt, irmão de Tadeu Schmidt e ídolo do basquete brasileiro, morreu na sexta-feira (17), aos 68 anos. Dois dias depois, o pai de Ana Paula também faleceu. Tadeu quebrou o protocolo e entrou em contato com a casa: “Eu também tô vivendo um luto. Meu irmão morreu anteontem. Então é só pra te dizer que eu respeito demais qualquer coisa que você fizer.” O apresentador em luto falando com uma finalista em luto, ao vivo = a cena virou uma das mais comentadas da história recente do programa.


A audiência do Globoplay cresceu 74% em relação ao BBB 25, superando todas as edições desde o BBB 20 – ficando atrás apenas da temporada de Juliette. Foram mais de 32 bilhões de visualizações nas redes sociais, 285% acima do BBB 25. Pela primeira vez, a Globo priorizou o streaming, transmitindo partes da prova de liderança exclusivamente no Globoplay.

A votação da final seguiu modelo misto: voto único validado por CPF com peso de 70% e voto da torcida com 30%. Nas enquetes, Ana Paula chegou à noite da final com mais de 65% das intenções de voto, com Milena em segundo e Juliano em terceiro. O prêmio desta edição é de R$ 5,44 milhões.

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BBB 26: quanto Ana Paula Renault ganhará por vencer o programa?

A jornalista mineira levou R$ 5,7 milhões, um apartamento, um SUV zero-quilômetro e cumpriu a missão que o pai deixou antes de morrer

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Ana Paula Renault venceu o Big Brother Brasil 26 na noite desta terça-feira (21) com 75,94% dos votos e levou o maior prêmio da história do programa: R$ 5.708.712, já descontados os impostos. Dez anos depois de ter sido expulsa de outra edição, a jornalista mineira voltou e chegou ao topo.

O cheque principal não foi o único prêmio que ela garantiu. Ao longo dos 99 dias de confinamento, Ana Paula acumulou R$ 50 mil na dinâmica do Ganha-Ganha, um apartamento avaliado em R$ 270 mil por ter chegado ao Top 3 e um Geely EX5 EM-i zero-quilômetro – SUV híbrido avaliado em cerca de R$ 200 mil. Ainda dentro da casa, ela havia sido direta sobre o destino do dinheiro: a aposentadoria, missão que o pai, o ex-político Gerardo Renault, havia dado quando ela recebeu o convite do programa.

Os outros finalistas também saíram com prêmios. Tia Milena ficou com R$ 150 mil mais um apartamento, com destino já definido: o imóvel era para a mãe dela, e era esse o plano desde o início. Juliano Floss levou R$ 50 mil, um imóvel e um carro elétrico.

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