Filmes
‘Pecadores’ se torna o filme mais indicado ao Oscar da história
Filme de Ryan Coogler supera recordes de “Titanic” e “La La Land” e se torna o mais indicado da história da premiação
Pecadores acaba de entrar para a história do Oscar de uma forma que ninguém esperava. O épico de terror dirigido por Ryan Coogler conquistou 16 indicações à 98ª edição da premiação, superando o recorde histórico que pertencia a três filmes empatados com 14 indicações cada: A Malvada (1950), Titanic (1997) e La La Land (2016).
O longa, que acompanha irmãos gêmeos criminosos interpretados por Michael B. Jordan no Delta do Mississippi de 1932, conquistou indicações nas principais categorias, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original, Melhor Ator para Jordan, Melhor Ator Coadjuvante para Delroy Lindo e Melhor Atriz Coadjuvante para Wunmi Mosaku.
O feito representa um marco de representatividade sem precedentes no Oscar. Pecadores é o primeiro filme com a maioria do elenco composto por pessoas negras a atingir esse patamar, e Ryan Coogler se consagra como o sétimo cineasta negro a ser indicado ao prêmio de Melhor Direção na história da Academia. O último havia sido Spike Lee, indicado há sete anos por BlacKkKlansman. Para Coogler, que já havia sido indicado como produtor de Judas e o Messias Negro e coautor da canção Lift Me Up de Pantera Negra: Wakanda Para Sempre, estas são suas primeiras indicações nas categorias de direção e roteiro.
Michael B. Jordan também celebra um momento histórico em sua carreira ao receber sua primeira indicação ao Oscar, interpretando os gêmeos Smoke e Stack Moore. O ator estreou em um papel principal há 12 anos justamente em Fruitvale Station, o primeiro longa de Coogler, fazendo com que esta indicação represente um ciclo completo na parceria entre os dois.
A produção também marca a primeira indicação para Delroy Lindo e Wunmi Mosaku, enquanto veteranos como a figurinista Ruth E. Carter e o compositor Ludwig Göransson, ambos vencedores do Oscar por seus trabalhos em Pantera Negra, voltam à disputa. Francine Maisler concorre na inédita categoria de Melhor Elenco por sua montagem do cast, que inclui a estreia aclamada de Miles Caton.
Ambientado em 1932 no Delta do Mississippi durante a era Jim Crow, o filme acompanha irmãos gêmeos criminosos que retornam à sua cidade natal tentando deixar suas vidas problemáticas para trás, apenas para descobrir que um mal sobrenatural os aguarda. Pecadores é descrito pela crítica como uma fusão vibrante de narrativa visual magistral e música contagiante, revelando toda a extensão da imaginação singular de Coogler. O longa se tornou a maior bilheteria doméstica em 15 anos, desde A Origem de Christopher Nolan, após uma jornada até os cinemas cercada de ceticismo da indústria.
Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, ficou em segundo lugar com 13 indicações e segue como favorito após vencer Melhor Filme no Critics Choice e no Globo de Ouro. A cerimônia acontece em 15 de março.
Filmes
Anne Hathaway confirma que ‘O Diário da Princesa 3’ está em desenvolvimento
Em entrevista à Entertainment Weekly, Anne Hathaway garantiu que o roteiro está em desenvolvimento – e a autora dos livros já entregou que o elenco original volta todo
Anne Hathaway confirmou que O Diário da Princesa 3 está em desenvolvimento ativo. Em entrevista à Entertainment Weekly ao lado de Meryl Streep, durante a temporada de divulgação de O Diabo Veste Prada 2, a atriz disse que o projeto avança de forma constante – mas ainda sem luz verde da Disney nem roteiro fechado.
“Cem por cento, a gente está constantemente trabalhando nisso”, afirmou Hathaway, explicando que as gravações do novo filme da Miranda Priestly tomaram conta do segundo semestre de 2025 e tornaram impossível tocar os dois projetos ao mesmo tempo. Com O Diabo Veste Prada 2 chegando aos cinemas em 1º de maio, ela sinalizou que a intenção agora é voltar a Genóvia. “A preferência é fazer O Diário da Princesa como o próximo”, disse, mas foi direta ao conter o hype: “As expectativas são muito altas, e se você vai fazer, tem que arrasar.” Streep, ao lado, concordou.

Quem não mediu as palavras foi Meg Cabot. A autora dos livros foi ao BookCon de Nova York no último sábado e confirmou que o elenco inteiro retorna: Robert Schwartzman está dentro, assim como Chris Pine – “embora ele diga que não, mas ele está”, garantiu Cabot. A diretora confirmada é Adele Lim, de Podres de Ricos, anunciada para o projeto em outubro de 2024.
O único ponto em aberto é o retorno de Julie Andrews, que já declarou publicamente não esperar participar de uma terceira parte. Hathaway não abordou o assunto na entrevista, mas prometeu que o roteiro segue sendo lapidado. Ter Cabot entregando nomes no maior evento literário dos Estados Unidos é o sinal mais concreto em anos de que o projeto saiu do modo “estamos trabalhando nisso”.
Filmes
Doom-rom: o subgênero que está mudando o romance no cinema
De Rivais a O Drama, uma nova geração de filmes de amor recusa o final feliz – e o público não só aceitou como está pedindo mais.
Tem um novo tipo de filme de romance ocupando as salas de cinema e as plataformas de streaming – e, ao contrário do que o gênero costumava prometer, ele não termina com beijo na chuva. O doom-rom chegou para questionar tudo o que a gente achava que queria ver numa história de amor. Em vez de focar no casal se apaixonando e superando obstáculos até ficarem juntos, esse subgênero vai para o outro lado: mostra a toxicidade, os segredos, os desentendimentos e a realidade de que, às vezes, o amor não funciona. Parece deprimente? É exatamente por isso que está funcionando.
A crítica americana já apontava para essa guinada antes do termo ganhar tração nas redes. Em 2025, o gênero se fragmentou em algo mais bagunçado e autocrítico, moldado pelo cansaço cultural, pelas expectativas em transformação em torno dos relacionamentos e por um apetite crescente por histórias que mostram como o romance moderno pode ser desolador.

Os exemplos estão por toda parte. Rivais, de Luca Guadagnino, passou 2024 sendo o filme do momento justamente porque ninguém sai da projeção sabendo em quem torcer – os três protagonistas mentem, manipulam e se amam de um jeito que machuca. Amores Materialistas, de Céline Song, chegou no segundo semestre de 2025 com Dakota Johnson, Chris Evans e Pedro Pascal para confirmar a tendência: o filme sinaliza desde o início que o amor verdadeiro é uma ilusão e que funciona mais como uma transação.

E O Drama, com Zendaya e Robert Pattinson, acaba de chegar em 2026 como o caso mais radical do subgênero – não se parece com nenhum filme romântico que você já viu, e parte do que o torna tão impactante é uma virada que contraria tudo o que a rom-com tradicional prometia.
Existe uma explicação cultural concreta por trás dessa preferência. Os apps de relacionamento criaram uma geração que sabe exatamente o que significa dar match às 23h e acordo às 8h – e essa experiência não tem nada a ver com o que Simplesmente Amor prometia nos anos 2000. Há algo reconfortante em ver na tela o que você já sabe: que amar alguém não garante que vai funcionar.

O que é curioso é que esse fenômeno não é exatamente novo, é a formalização de algo que o cinema já vinha fazendo às escondidas há décadas. 500 Dias com Ela (2009) era um doom-rom antes do nome existir. La La Land (2016) virou ícone por se recusar a dar ao público o final que ele queria. Blue Valentine (2010) mostrava o fim de um casamento em tempo real, sem pedir licença. O que mudou é que esses filmes deixaram de ser exceção e viraram tendência dominante – e o público, especialmente a Geração Z, não só aceitou como pediu mais. Porque assistir a um amor que não dá certo nunca foi sobre querer sofrer. É sobre se sentir visto.
Filmes
‘O Agente Secreto’ entra em ranking de filmes mais enganadores do cinema
Revista britânica colocou o filme de Kleber Mendonça Filho na 5ª posição de uma lista com seis produções históricas do cinema
O Agente Secreto, o thriller político de Kleber Mendonça Filho que varreu festivais internacionais em 2025, acaba de ganhar uma distinção inusitada: uma vaga no ranking de filmes com os títulos mais enganadores da história do cinema, publicado pela revista britânica Far Out Magazine nesta semana. O longa estrelado por Wagner Moura ficou na 5ª posição de uma lista com seis produções, ao lado de clássicos como Cães de Aluguel (1992) e Trainspotting (1996).
O autor da matéria, Tim Bradley, não poupou palavras. No texto, ele descreve O Agente Secreto como um dos exemplos mais gritantes de títulos recentes que induzem o público ao erro – argumentando que o nome leva o espectador a esperar uma aventura ao estilo James Bond, mas entrega quase três horas de “praticamente nada acontecendo”.

Para quem conhece o filme, a provocação é cômica: o mesmo longa que arrancou uma ovação de 13 minutos em Cannes, ganhou Melhor Ator e Melhor Diretor no festival e se tornou o primeiro filme brasileiro indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme em Drama sendo comparado, em termos de expectativa frustrada, a um blockbuster de espionagem.
Em entrevista à CNN Brasil, o diretor disse que escolheu o título por ser “curto e sexy” e que se inspira em filmes como Intriga Internacional e Três Dias do Condor. Sobre quem seria o agente do título, preferiu não revelar: “Tenho minhas próprias ideias, mas nunca entraria em detalhes.”
Para a Variety, há pelo menos três candidatos ao posto: o protagonista Marcelo – nome falso de um dissidente em fuga -, a personagem de Maria Fernanda Cândido, que articulou sua nova identidade, e os estudantes universitários que, décadas depois, transcrevem as fitas sobre o caso sem fazer ideia do que estão desenterrando.
A crítica especializada o trata como obra-prima. A Far Out o trata como armadilha para o espectador desavisado. No fundo, talvez os dois lados tenham razão.
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