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Oscar 2026: “Uma Batalha Após a Outra” e “Pecadores” são os grandes vencedores da noite

Paul Thomas Anderson encerra a noite como o grande vencedor do Oscar 2026, com seis estatuetas

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A 98ª cerimônia do Oscar teve seu encerramento à altura da temporada: Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, levou a estatueta de Melhor Filme e fechou a noite como o título mais premiado da edição. O longa acumulou seis prêmios ao longo da cerimônia, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Ator Coadjuvante para Sean Penn, Melhor Montagem e Melhor Direção de Elenco.


Pecadores, de Ryan Coogler, terminou a noite com quatro prêmios — menos do que suas 16 indicações (recorde da edição) poderiam sugerir, mas suficiente para marcar presença. Já O Agente Secreto encerrou a cerimônia sem estatuetas, apesar das quatro indicações. Valor Sentimental levou Melhor Filme Internacional, desbancando o brasileiro na categoria, e Uma Batalha Após a Outra venceu também em Melhor Direção de Elenco, onde Gabriel Domingues havia representado o país. A noite não saiu como o Brasil esperava, mas a presença em cinco categorias — fato inédito na história do cinema nacional — segue sendo um marco por si só.

Melhor Ator Coadjuvante

  • Benicio del Toro, “Uma Batalha Após a Outra”
  • Jacob Elordi, “Frankenstein”
  • Delroy Lindo, “Pecadores”
  • Sean Penn, “Uma Batalha Após a Outra” (VENCEDOR)
  • Stellan Skarsgård, “Valor Sentimental”

Melhor Figurino

  • “Avatar: Fogo e Cinzas”
  • “Frankenstein” (VENCEDOR)
  • “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”
  • “Marty Supreme”
  • “Pecadores”

Melhor Cabelo e Maquiagem

  • “Frankenstein” (VENCEDOR)
  • “Kokuho”
  • “Pecadores”
  • “Coração de Lutador”
  • “A Meia-Irmã Feia”

Melhor Trilha Sonora Original

  • “Bugonia”
  • “Frankenstein”
  • “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”
  • “Uma Batalha Após a Outra”
  • “Pecadores” (VENCEDOR)

Melhor Curta-Metragem

  • “Butcher’s Stain”
  • “A Friend of Dorothy”
  • “Jane Austen’s Period Drama”
  • “The Singers” (VENCEDOR)
  • “Two People Exchanging Saliva” (VENCEDOR)

Melhor Animação em Curta-Metragem

  • “Butterfly”
  • “Forevergreen”
  • “The Girl Who Cried Pearls” (VENCEDOR)
  • “Retirement Plan”
  • “The Three Sisters”

Melhor Roteiro Original

  • Blue Moon
  • It Was Just An Accidente
  • Marty Supreme
  • Valor Sentimental
  • Pecadores (VENCEDOR)

Melhor Roteiro Adaptado

  • “Uma Batalha Após a Outra” (VENCEDOR)
  • “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”
  • “Bugonia”
  • “Sonhos de Trem”
  • “Frankenstein”

Melhor Atriz Coadjuvante

  • Elle Fanning, “Valor Sentimental”
  • Inga Ibsdotter Lilleaas, “Valor Sentimental”
  • Amy Madigan, “A Hora do Mal” (VENCEDOR)
  • Wunmi Mosaku, “Pecadores”
  • Teyana Taylor, “Uma Batalha Após a Outra”

Melhor Canção Original

  • “Dear Me”, de “Diane Warren: Relentless”
  • “Golden”, de “Guerreiras do K-pop” (VENCEDOR)
  • “I Lied to You”, de “Pecadores”
  • “Sweet Dreams of Joy”, de “Viva Verdi!”
  • “Train Dreams”, de “Sonhos de Trem”

Melhor Documentário

  • “Alabama: Presos do Sistema”
  • “Embaixo da Luz de Neon”
  • “Rompendo Rochas”
  • “Mr. Nobody Against Putin” (VENCEDOR)
  • “A Vizinha Perfeita”

Melhor Documentário de Curta-Metragem

  • “Quartos Vazios” (VENCEDOR)
  • “Armed Only with a Camera: The Life and Death of Brent Renaud”
  • “Children No More: “Were and Are Gone”
  • “The Devil is Busy”
  • “Perfectly Strangeness”

Melhor Filme Internacional

  • “O Agente Secreto”, Brasil
  • “Foi Apenas um Acidente”, França
  • “Valor Sentimental”, Noruega (VENCEDOR)
  • “Sirât”, Espanha
  • “A Voz de Hind Rajab”, Tunísiad

Melhor Animação

  • “Arco”
  • “Elio”
  • “Guerreiras do K-pop” (VENCEDOR)
  • “A Pequena Amélie”
  • “Zootopia 2”

Melhor Edição

  • “F1”
  • “Marty Supreme”
  • “Uma Batalha Após a Outra” (VENCEDORES)
  • “Pecadores”
  • “Valor Sentimental”

Melhor Som

  • “F1” (VENCEDOR)
  • “Frankenstein”
  • “Uma Batalha Após a Outra”
  • “Pecadores”
  • “Sirât”

Melhores Efeitos Visuais

  • “Avatar: Fogo e Cinzas” (VENCEDOR)
  • “F1”
  • “Jurassic World: Renascimento”
  • “The Lost Bus”
  • “Pecadores”

Melhor Direção de Arte

  • “Frankenstein” (VENCEDOR)
  • “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”
  • “Marty Supreme”
  • “Uma Batalha Após a Outra”
  • “Pecadores”

Melhor Elenco

  • “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”
  • “Marty Supreme”
  • “Uma Batalha Após a Outra” (VENCEDOR)
  • “O Agente Secreto
  • “Pecadores”

Melhor Fotografia

  • “Frankenstein”, Dan Laustsen
  • “Marty Supreme”, Darius Khondji
  • “Uma Batalha Após a Outra”, Michael Bauman
  • “Pecadores”, Autumn Durald Arkapaw (VENCEDORES)
  • “Sonhos de Trem”, Adolpho Veloso

Melhor Ator

  • Timothée Chalamet, “Marty Supreme”
  • Leonardo DiCaprio, “Uma Batalha Após a Outra”
  • Ethan Hawke, “Blue Moon”
  • Michael B. Jordan, “Pecadores” (VENCEDOR)
  • Wagner Moura, “O Agente Secreto”

Melhor Atriz

  • Jessie Buckley, “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” (VENCEDOR)
  • Rose Byrne, “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria”
  • Kate Hudson, “Song Sung Blue: Um Sonho a Dois”
  • Renate Reinsve, “Valor Sentimental”
  • Emma Stone, “Bugonia”

Melhor Direção

  • Chloé Zhao, “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”
  • Josh Safdie, “Marty Supreme”
  • Paul Thomas Anderson, “Uma Batalha Após a Outra” (VENCEDOR)
  • Joachim Trier, “Valor Sentimental”
  • Ryan Coogler, “Pecadores”

Melhor Filme

  • “Bugonia”
  • “F1”
  • “Frankenstein”
  • “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”
  • “Marty Supreme”
  • “Uma Batalha Após a Outra” (VENCEDOR)
  • “O Agente Secreto”
  • “Valor Sentimental”
  • “Pecadores”
  • “Sonhos de Trem”

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Os piores filmes de 2026 (até agora)

2026 tá sendo um ano e tanto no cinema – mas não sempre pelo motivo certo. Aqui estão os filmes que a gente esperava mais (e levou menos)

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Seis meses de cinema e já dá para montar uma lista de filmes que não deveriam ter chegado assim. Não é questão de bilheteria – alguns até foram bem nas salas. O problema é outro: são projetos que chegaram com expectativa real, com gente talentosa envolvida, e que entregaram menos do que qualquer versão alternativa deles mesmos poderia ter entregado. Eis os oito que mais doeram.


Pânico 7 é, talvez, o caso mais trágico da lista porque a produção caiu antes mesmo de as filmagens começarem. Melissa Barrera foi demitida em 2023 depois de se posicionar publicamente sobre Gaza, Jenna Ortega foi junto, os diretores saíram, o roteiro foi refeito às pressas. O que chegou aos cinemas em fevereiro é a soma desses buracos: uma história que precisava da Sam Carpenter como protagonista mas que a ignora completamente, substituída por uma filha adolescente de Sidney Prescott que simplesmente não existia em nenhum filme anterior – uma retcon que a franquia faz questão de não explicar. Neve Campbell voltou, e isso é genuinamente bom de ver. Mas o Pânico 7 que existe não é o Pânico 7 que estava sendo construído. É um produto de gerenciamento de crise disfarçado de homenagem.


Supergirl tinha tudo para ser o segundo acerto do novo DCU de James Gunn depois de Superman no ano passado. A Milly Alcock é ótima – todo mundo concorda nisso, né!? O problema é que o filme ao redor dela parece feito por alguém que queria ser James Gunn mas não é James Gunn. Craig Gillespie fez Eu, Tonya e Cruella, dois filmes com personalidade visual própria, e entregou aqui uma estética monocromática, cinza, sem nenhuma das cores cósmicas que tornavam os quadrinhos de Tom King e Bilquis Evely tão irresistíveis. A história de Kara Zor-El, que nos quadrinhos é sobre amadurecer enquanto o universo te destroça, vira aqui uma aventura espacial genérica onde Jason Momoa como Lobo rouba todas as cenas. O que seria ótimo se o filme fosse sobre o Lobo. Não é.


Terror em Silent Hill: Regresso Para O Inferno é o tipo de filme que faz você sentir falta não só do jogo mas do próprio silêncio. Silent Hill 2 é considerado um dos maiores estudos de culpa e luto já feitos no videogame. Uma obra onde cada monstro é uma projeção do estado mental do protagonista, onde cada corredor é uma verdadeira tortura psicológica. O que Christophe Gans entregou foi um filme de atmosfera sem substância: Silent Hill visualmente reconhecível, com Pyramid Head aparecendo nas horas certas, mas vazio por dentro. Os personagens não têm as camadas que tornavam o jogo um soco no estômago. É como visitar uma cidade que você amava e encontrar só a fachada.


Todo Mundo em Pânico voltou com os Wayans depois de duas décadas e a ideia não era ruim, afinal, o gênero de horror está em plena forma, com mais material para parodiar do que em qualquer momento desde os anos 2000. O primeiro Todo Mundo em Pânico funcionou porque o alvo (PânicoEu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado) era fácil de reconhecer e recheado de clichês exploráveis. O problema de fazer uma paródia de Pânico em 2026 é que Pânico já é uma autoparódia, e parodiar uma paródia produz principalmente piadas que chegam já digeridas. Anna Faris e Regina Hall sustentam o que podem, mas o roteiro entrega piadas que o público já antecipa.


Super Mario Galaxy é muito barulho para pouco jogo. O primeiro filme, de 2023, tinha um charme que funcionava porque a simplicidade era intencional. O Galaxy vai na direção contrária: mais personagens, mais planetas, mais Easter eggs, mais tudo. Rosalina, que deveria ser o coração emocional da história, mal existe como personagem. O Yoshi aparece e some. As cenas se acumulam sem que nenhuma construa algo sobre a anterior. Muito mais parque temático do que cinema.


A Noiva!, de Maggie Gyllenhaal, é o tipo de projeto que você respeita pela ambição e torce enquanto assiste para que a ambição vença. Ela não vence. A ideia era ótima: pegar a Noiva de Frankenstein de 1935, jogar no Chicago gangster dos anos 1930, dar voz ao monstro feminino, colocar Jessie Buckley e Christian Bale no centro e deixar tudo desandar magnificamente. Buckley é extraordinária. Bale é Bale. Mas o roteiro não decide o que quer ser – musical, thriller de gangster, manifesto feminista, fábula de horror – e a soma de todas essas intenções produz um filme que começa três vezes e não termina direito nenhuma delas. Gyllenhaal claramente ama essa história mais do que sabe contá-la.


O Morro dos Ventos Uivantes de Emerald Fennell é o caso mais frustrante. Depois de Bela Vingança e Saltburn, Fennell tem crédito suficiente para fazer o que quiser, e o que ela quis foi transformar Emily Brontë num melodrama erótico suntuoso com figurinos que parecem couture de museu e Margot Robbie e Jacob Elordi fazendo caretas de intensidade emocional. O livro é sobre obsessão, classe, crueldade e desejo que devora quem o sente. O filme reduz isso a silêncio artístico com close-ups bonitos. A trilha da Charli XCX é genuinamente boa. O filme, no geral, parece uma apresentação de moodboard para um projeto mais interessante que nunca chegou a ser feito.


Dia D, o sci-fi de OVNIs de Spielberg, não é exatamente ruim – Spielberg nunca é exatamente ruim. Mas depois de anos de espera pelo retorno dele ao gênero que o tornou Spielberg, o que chegou é um filme que tem mais ideias do que coragem de desenvolvê-las. Há uma cena aqui e outra ali que lembram por que Contatos Imediatos do Terceiro Grau ainda funciona hoje. O resto parece um diretor cauteloso demais com a própria herança. Para quem esperava que o cara que inventou o maravilhamento cinematográfico com OVNIs voltasse para essa conversa com tudo, Dia D chega como um aceno educado onde deveria ter sido um abraço.

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Por que Toy Story 5 dói mais nos adultos do que nas crianças?

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rinta e um anos separam o primeiro Toy Story do quinto, e a Pixar usou esse intervalo todo para calibrar exatamente o que dói mais em 2026. Não é pouca coisa. A franquia que nasceu falando sobre o medo de ser esquecido chegou ao seu capítulo mais atual enfrentando a versão contemporânea do mesmo problema: crianças que trocaram os brinquedos pelas telas e adultos que já nem se lembram quando fizeram o mesmo.

A grande aposta do roteiro, assinado por Andrew Stanton — o mesmo de Nemo e Wall-E — é colocar Jessie no centro pela primeira vez desde Toy Story 2. Woody e Buzz continuam presentes, mas é a cowgirl, carregando ainda o trauma de ter sido abandonada por Emily na adolescência, quem conduz a história quando Bonnie, agora com oito anos, ganha de presente um tablet infantil chamado Lilypad (com voz de Greta Lee). O que começa como uma solução dos pais para ajudar a filha a fazer amigos rapidamente vira o pesadelo familiar que qualquer adulto com memória reconhece: a criança sai do mundo real, entra numa tela e praticamente desaparece. O filme não é sutil sobre isso, e nem precisa ser.


O que torna Toy Story 5 diferente de um episódio de Black Mirror com animação fofa é o cuidado com que trata a tecnologia. Lilypad não é vilã — e o filme tem esperteza suficiente para não ir pelo caminho fácil da tela como inimiga. A Pixar entende que não existe mais audiência que não viva dentro de uma tela, então a escolha foi outra: mostrar que o problema nunca foi o dispositivo, mas o que ele substitui quando ocupa espaço demais. Jessie não precisa destruir o tablet para ganhar. Precisa encontrar uma forma de existir ao lado dele.

O que fica de Toy Story 5 para quem cresceu com a franquia não tem muito a ver com crianças. Tem a ver com o quanto a gente, adultos cronicamente online, também parou de brincar. A cena em que Jessie descobre que deixou uma marca permanente em Emily — que aquela infância virou o nome da filha dela anos depois — é o tipo de coisa que a Pixar coloca de contrabando em meio às piadas. A crítica da New York Times apontou que dá para ouvir o tempo passando nas vozes de Tom Hanks e Joan Cusack, e é verdade: há algo genuinamente emocionante em escutar esses personagens soarem diferentes, mais velhos, depois de 31 anos. O subtexto do filme é que tudo deixa marca, que nenhum brinquedo ficou num quarto à toa, e que a nostalgia é menos sobre o passado e mais sobre o que a gente carrega disso pra frente.


Toy Story 5 traz uma história que consegue falar de telas sem soar como uma carta no final de algum documentário sobre redes sociais pedindo pra você ir lá fora e largar o celular. A Pixar entregou o que prometia: uma razão real para largar as telas por 102 minutos, o que é ironicamente a coisa mais difícil de pedir em 2026, né!?

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10 curiosidades sobre a franquia ‘Todo Mundo em Pânico’

A franquia mais nonsense dos anos 2000 esconde bastidores que são quase tão absurdos quanto os próprios filmes

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Todo Mundo em Pânico é o exemplo perfeito de filmes que a gente assiste, não acha graça em todas as piadas, mas ri de chorar mesmo assim. A franquia que nasceu como uma paródia de Pânico e acabou sobrevivendo por cinco filmes e mais de duas décadas tem bastidores bem mais caóticos do que o produto final, o que, considerando o filme que vemos nas telonas, já é dizer bastante. Dez fatos que valem sua atenção:

O nome foi literalmente descartado de outro filme

O título Scary Movie era o nome provisório de Pânico (1996) durante o desenvolvimento, e foi abandonado quando a produção decidiu que o projeto merecia algo mais sério. Quatro anos depois, os Wayans reaproveitaram o nome descartado exatamente para a paródia do filme que o rejeitou.

O roteiro saiu de dois scripts que ninguém queria muito

A Dimension Films adquiriu dois roteiros de comédia de terror que não tinham ido pra frente: Last Summer I Screamed Because Halloween Fell On Friday The 13th e Scream If You Know What I Did Last Halloween. Os dois foram fundidos num único script, e os autores do segundo, Jason Friedberg e Aaron Seltzer, seguiram na franquia e depois assinariam Uma Comédia Nada Romântica e Deu a Louca em Hollywood. Uma escola de pensamento muito específica.

Britney Spears disse não para Drew Decker

O papel de Drew Decker – aquela cena de abertura que todo mundo lembra do primeiro filme – foi oferecido tanto para Jenny McCarthy quanto para Britney Spears. As duas recusaram. McCarthy voltou atrás mais tarde e apareceu no terceiro filme; Britney seguiu o caminho dela, que já estava bem ocupado com …Baby One More Time e uma carreira inteira pra gerir.

Jared Leto também recusou

O papel de Bobby, que acabou com Jon Abrahams, foi oferecido a Jared Leto. Ele declinou para estrelar Réquiem para um Sonho, de Darren Aronofsky – curiosamente, um filme onde Marlon Wayans também aparece, em papel dramático.

Jamie Lee Curtis quase apareceu no armário

A scream queen original tinha uma participação especial planejada: Cindy (Anna Faris) a encontraria escondida num armário enquanto o assassino subia as escadas. A cena não foi filmada, Jamie Lee Curtis não chegou a aparecer no filme, e o armário ficou para a história como o que poderia ter sido.

Marlon Brando filmou um dia e sumiu

Para o segundo filme, Marlon Brando havia sido escalado como Padre McFeely. Ele chegou a gravar um dia de filmagens antes de sair da produção por problemas de saúde. Charlton Heston foi contatado para o lugar, recusou. Cogitou-se até Bill Clinton, que tinha acabado de deixar a Casa Branca. No fim, James Woods ficou com o papel e recebeu US$ 1 milhão por quatro dias de trabalho. Mais eficiente que todos.

O primeiro filme disse explicitamente que não haveria sequência

Dentro da narrativa do primeiro Todo Mundo em Pânico, ficou claro que a história estava encerrada. Quatro sequências e vinte e poucos anos depois, a declaração envelheceu da mesma forma que qualquer promessa feita no início dos anos 2000.

Os Wayans sumiram depois do terceiro

A família Wayans dominou os dois primeiros filmes como produtores, roteiristas e atores. A partir do terceiro, nenhum membro do clã foi chamado para voltar ao projeto. A franquia continuou sem eles – prova de que Hollywood raramente desiste de uma marca que funciona, mesmo quando todo mundo envolvido na criação já foi embora.

US$ 19 milhões de orçamento, quase US$ 280 milhões de retorno

O primeiro filme foi massacrado pela crítica e virou um dos maiores sucessos de bilheteria do gênero nos anos 2000. Essa relação custo-retorno constrangedora é o motivo pelo qual franquias assim continuam existindo – a lógica financeira não tem muito a ver com qualidade, e esse caso prova o ponto com elegância.

Anna Faris saiu. Ashley Tisdale entrou. Ninguém pediu

Todo Mundo em Pânico 5 (2013) foi um reboot que trocou Anna Faris por Ashley Tisdale e removeu praticamente todo o DNA original da franquia. Foi o menor sucesso da série em bilheteria.

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