Famosos
Chappell Roan e o preço de ter personalidade
A polêmica no Lollapalooza Brasil expõe uma narrativa velha: por que mulheres que impõem limites sempre viram vilãs?
O fim de semana do Lollapalooza Brasil 2026 deveria ser sobre música. Acabou virando laboratório para um experimento social que a gente já conhece de cor: pega uma mulher famosa, cria um contexto ambíguo, e observa o quanto o mundo está disposto a acreditar que ela é simplesmente má.

Tudo começou quando Jorginho, volante do Flamengo, publicou nas redes sociais que sua enteada de 11 anos foi abordada de forma “extremamente agressiva” por um segurança no café da manhã do hotel onde a família estava hospedada em São Paulo, após a menina supostamente ter reconhecido a cantora e apenas sorrido para ela. O post viralizou. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, foi ao X declarar que Chappell Roan jamais se apresentaria no Todo Mundo no Rio enquanto ele estivesse à frente da cidade, convidando a menina para ser honra do festival em maio. Um político entrando em treta de hotel de celebridade. Normal.
O que Chappell disse – e o que foi ignorado
No domingo, Roan se pronunciou pelos stories do Instagram com tom firme: afirmou que não viu a mãe nem a filha no local, que não pediu a nenhum segurança que fosse até elas, e que o profissional envolvido não fazia parte do seu staff pessoal.
Ela pediu desculpas pelo desconforto causado, deixou claro que não odeia fãs nem crianças – e foi exatamente isso que boa parte do público escolheu não ouvir. A versão de Catherine Harding, esposa de Jorginho, complicou ainda mais o quadro: ela afirmou que o segurança não era funcionário do hotel e que acreditava que ele acompanhava a cantora, embora não soubesse sua função exata, descrevendo a abordagem como agressiva e intimidadora. As versões seguem em aberto, e é exatamente nessa zona cinzenta que a narrativa da “Chappell vilã” prospera.
A raiva de sempre, com novo endereço
Não é a primeira vez que Chappell Roan vira alvo desse tipo de reação coletiva. Ela tem um histórico de se recusar a aceitar o que a fama “exige” de uma artista: a perda de privacidade como pacote incluso, a subserviência como característica obrigatória, o sorriso permanente diante de qualquer situação. Quando impõe limites com paparazzi, é grossa. Quando não endossa candidatos presidenciais com entusiasmo performático, é ingrata. Quando um segurança – que ela nega ser seu – aborda uma criança em um hotel, ela odeia fãs. A lógica é circular e, convenhamos, bastante conhecida para quem acompanha como mulheres públicas são tratadas quando ousam não ser agradáveis o tempo todo.

A fama tem uma fatura implícita, e ela inclui nunca dizer não, nunca reclamar, nunca existir fora dos termos que o público estabelece. Chappell Roan simplesmente recusa pagar essa conta, e isso, para muita gente, é inaceitável.
O que torna esse episódio especialmente revelador é o quanto ele foi amplificado antes de qualquer versão completa dos fatos estar disponível. A menina, Ada, optou por não ir ao show de Chappell após o episódio, mas apareceu sorridente em foto com Lewis Capaldi – o que não impediu que a narrativa de “show arruinado por artista cruel” já estivesse rodando nas redes com vida própria. O prefeito de uma cidade já havia decretado um banimento.
Os fãs da cantora responderam com gritos de “f*da-se o Flamengo” na plateia de Interlagos. A internet encontrou o conflito perfeito: uma cantora americana queer e “difícil” contra uma criança, um jogador de futebol e o orgulho nacional. O resultado era previsível antes mesmo de qualquer apuração.
Chappell Roan não é obrigada a ser a artista que todo mundo quer que ela seja. E a velocidade com que esse episódio se transformou em condenação coletiva diz muito menos sobre ela e muito mais sobre o que a gente ainda espera – e exige – de mulheres que se recusam a performar simpatia como condição de existência pública.
Famosos
Dua Lipa processa Samsung por 15 milhões de dólares por uso não autorizado de foto
A foto, tirada nos bastidores do Austin City Limits Festival em 2024, apareceu nas embalagens de televisões da marca sem que a artista soubesse
Dua Lipa entrou com um processo judicial contra a Samsung nos Estados Unidos pedindo ao menos 15 milhões de dólares em indenização. A acusação, protocolada na última sexta-feira (8) na Justiça Federal da Califórnia e apurada pela Rolling Stone e pela Variety, é sobre direitos autorais de imagem: desde 2025, a empresa estaria usando uma foto da cantora nas embalagens de papelão de suas televisões sem autorização, sem pagamento e sem comunicação prévia.
A imagem foi registrada nos bastidores do Austin City Limits Festival, em 2024, e pertence à própria Dua Lipa, que detém todos os direitos sobre ela. Segundo o processo, a cantora descobriu o uso indevido por volta de junho de 2025. Desde então, sua equipe jurídica enviou repetidos pedidos para que a Samsung retirasse as embalagens de circulação, e a resposta da empresa, conforme descrito no documento, foi “desdenhosa e insensível”. Os produtos continuam sendo vendidos em lojas por todo o país.

Um dos argumentos centrais da defesa é que a Samsung lucrou com a associação não autorizada. Como prova, foram apresentadas publicações no X em que consumidores admitem ter comprado televisões por terem visto o rosto de Dua na embalagem, acreditando que ela endossava o produto. A equipe da cantora ressalta ainda que ela tem um histórico criterioso de parcerias com marcas como Porsche, Apple, Chanel e Tiffany & Co. – e que jamais aprovaria uma associação publicitária com a Samsung nesses termos.
As acusações incluem violação de direitos autorais, violação de marca registrada, violação da lei federal Lanham e uso indevido de imagem conforme a legislação da Califórnia. A Samsung se recusou a comentar, alegando não se manifestar sobre litígios em andamento.
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Ana Castela vai se aposentar? Cantora esclarece após repercussão no Altas Horas
A cantora usou os stories para desmentir a leitura que viralizou: o que ela quer mesmo é três meses de fazenda com o pai, não o fim da carreira
Ana Castela saiu do Altas Horas do último sábado (25) com uma frase na cabeça da internet: a possibilidade de parar a carreira em dois anos. O comentário, feito de forma bem-humorada durante a atração da TV Globo, foi levado mais a sério do que ela esperava – e ela precisou abrir os Stories do Instagram para esclarecer.
Nos stories, a cantora de 22 anos foi direta: não tem aposentadoria no horizonte. “Hoje, para mim, praticamente isso virou impossível, porque a música se tornou uma paixão muito grande na minha vida”, disse. O que existe é um desejo de pausar o ciclo intenso de shows e compromissos — três meses para ir à fazenda, viajar e passar mais tempo com o pai. “Quero que meu pai me ensine porque eu quero realmente ser fazendeira igual meu pai é”, afirmou.
Para quem torcia pelo silêncio, Ana deixou recado direto: “Vocês vão ter pelo menos uns três meses de folga de Ana Castela, mas daí também é só três meses, depois eu já volto.” Está há cinco anos no mercado e já é um dos maiores nomes do sertanejo brasileiro – a pausa é desejo e não plano de saída.
Famosos
Luana Piovani cita filhos de Virginia em crítica às bets e influenciadora anuncia processo
Atriz citou filhos da influenciadora ao criticar apostas online; Virginia reagiu emocionada e anunciou processo
Na segunda-feira (27), Luana Piovani repostou o depoimento de uma mulher que perdeu o irmão após acumular R$ 109 mil em dívidas de apostas online, e aproveitou para marcar Virginia Fonseca diretamente na publicação. No texto que acompanhava o vídeo, a atriz escreveu que “a maldição vai colar” na influenciadora e que “resvalará nos seus filhos”. A escolha de puxar as crianças para o comentário foi o que transformou uma crítica em polêmica de verdade.
Virginia respondeu nos stories ainda no mesmo dia, visivelmente emocionada. Disse que aceita ser alvo de críticas, mas que citar Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo – de 4, 3 e 1 ano, respectivamente – passou de um limite que ela não estava disposta a ignorar. “Agora vamos resolver na Justiça”, escreveu. Zé Felipe também se manifestou em apoio à ex-companheira.
Na madrugada de terça (29), Luana usou um tuíte da ativista Pauleteh Araújo para explicar o raciocínio por trás da fala: a ideia era mostrar que as consequências dos próprios atos alcançam quem está ao redor, não desejar mal a ninguém. Antes disso, ainda tinha postado “ser odiada por quem não presta é um mérito”.
Vale lembrar que em maio de 2025, Virginia foi convocada para depor na CPI das Bets e confirmou ter recebido valores por divulgações de casas de apostas, sem revelar o montante máximo. O debate sobre a responsabilidade de influenciadores nesse mercado continua em aberto – só que agora ele ficou em segundo plano enquanto todo mundo acompanha o desdobramento do conflito.
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