Música
Show de Shakira no Rio atrai 8,4 mil reservas internacionais e crescimento de 80% no turismo
O megaevento Todo Mundo no Rio, que recebeu Madonna em 2024 e Lady Gaga em 2025, prepara sua terceira edição com Shakira como headliner, e os números que chegam antes da própria artista são difíceis de ignorar. Segundo levantamento da Embratur, turistas internacionais já reservaram 8.477 passagens aéreas para a semana entre 26 de abril e 2 de maio, representando um crescimento de 80,75% em relação ao período equivalente de 2024.
O contexto ajuda a entender a dimensão do que está sendo construído na orla carioca. Em 2024, Madonna atraiu cerca de 15 mil turistas estrangeiros e injetou mais de R$ 42 milhões na economia local. Já Lady Gaga, em 2025, reuniu 2,1 milhões de pessoas em Copacabana – um número que entrou para a história dos grandes shows ao ar livre do mundo. Shakira, que retorna ao Brasil pouco mais de um ano após sua passagem pelo país em fevereiro de 2025, entra nessa sequência com estatísticas que já se equiparam às de Gaga a semanas de distância.

A procedência dos viajantes conta uma história à parte. Argentina lidera com 3.556 bilhetes emitidos, seguida por Estados Unidos, Uruguai, Chile e Colômbia como os cinco maiores emissores de turistas. Mas o dado que chama atenção mesmo vem do país de origem da artista: a Colômbia registra alta de 287% nas reservas, o maior crescimento entre todos os mercados analisados. A Europa também aparece no radar, com registros de França, Alemanha, Itália e Reino Unido. Na parte de hospedagem, as reservas em Copacabana já atingiram 95% de ocupação entre os dias 1 e 3 de maio, de acordo com dados da plataforma Booking.
O que esses números revelam vai além da popularidade de Shakira. O Rio de Janeiro consolidou, em três edições consecutivas, um modelo de megashow gratuito que funciona como plataforma de turismo internacional, e que cada vez mais países do mundo usam como referência para o próprio calendário cultural.
A expectativa da Embratur é que o volume de reservas continue subindo nas semanas seguintes, à medida que a data se aproxima. Se a trajetória de Madonna e Lady Gaga serve de parâmetro, o que ainda está por vir pode ser bem maior do que os dados atuais sugerem.
Música
Por que o Brutal Paraíso de Luísa Sonza dividiu o público
Com 23 faixas e 67 minutos de duração, o quinto álbum da artista gaúcha chegou com tudo – campanha intensa, Coachella e um conceito ambicioso – e ainda assim não emplacou como Escândalo Íntimo
Quando Brutal Paraíso chegou às plataformas no dia 7 de abril, a expectativa era enorme. Luísa Sonza tinha acabado de se consolidar como um dos maiores nomes do pop brasileiro, ainda na esteira do recorde histórico de Escândalo Íntimo – mais de 15 milhões de streams nas primeiras 24 horas no Spotify Brasil. Três anos depois, o quinto álbum de estúdio da artista gaúcha estreou com pouco mais de 2,5 milhões de reproduções no mesmo período, com 13 faixas entrando no Top 200 da plataforma. Os números não são ruins. Mas a comparação foi inevitável – e cruel.

Parte da recepção morna tem menos a ver com o álbum em si e mais com o contexto que cerca a figura pública de Luísa. Desde os tempos de relacionamento com Whindersson Nunes, passando pelo caso de racismo envolvendo a advogada Isabel Macedo de Jesus em 2018 – que a artista demorou para reconhecer publicamente -, até a cena no programa da Ana Maria Braga após a traição do Chico Moedas logo depois do lançamento de Escândalo Íntimo, a imagem da Luísa carrega um peso que boa parte dos outros artistas brasileiros simplesmente não tem. Não é que as polêmicas sejam novas. É que elas criaram uma régua diferente: qualquer tropeço do álbum vira amplificado, qualquer defesa vira suspeita de marketing.
Isso ficou visível no próprio lançamento. Enquanto o álbum chegava às plataformas, a cantora estava respondendo críticas e engajando em discussões no X, comportamento que uma parcela do público leu como combativo aos próprios fãs e que ajudou a esquentar um ambiente que já estava acirrado antes da primeira faixa tocar.

Ambição sem corte
Mas seria injusto colocar tudo na conta da polêmica. Brutal Paraíso tem problemas estruturais reais. Com 23 faixas e 67 minutos de duração, o álbum é ambicioso a ponto de se perder. A proposta de dividir o projeto em três blocos sonoros – abertura com influências de bossa nova e MPB, meio de funk e pop dançante, reta final melancólica e introspectiva – funciona no papel, mas na prática cria uma experiência fragmentada. Quando você chega nas baladas reflexivas da terceira parte, a fadiga de escuta já deu o ar da graça.
A faixa de abertura, Distrópico – que brinca com “distópico” e “trópico” para anunciar a dualidade do disco -, prometia um álbum amarrado em torno da tensão entre paraíso e brutalidade. Essa ideia, porém, só aparece de forma explícita na faixa-título, de oito minutos, que encerra o trabalho. Os outros 22 tracks navegam por temas e estéticas sem que o fio conceitual apareça com clareza suficiente para sustentar a jornada.
O que funciona – e muito
Isso não quer dizer que Brutal Paraíso seja um álbum ruim. Longe disso. Fruto do Tempo, com sample de Caetano Veloso, é uma das melhores faixas que Luísa já lançou. Telefone tem um gancho irresistível, ainda que termine antes de você querer que termine. Tu Gata, com Sebastián Yatra, entrega exatamente o que promete. E a faixa-título em si é genuinamente emocionante – uma carta de oito minutos onde a artista olha para a própria carreira, para tudo que viveu e sobreviveu, com uma vulnerabilidade difícil de ignorar.
Há algo genuíno na origem do projeto: a ideia de que o paraíso não some, mas se revela brutal. O que falta é essa sinceridade atravessar o álbum inteiro com a mesma intensidade.
Brutal Paraíso é o álbum de uma artista que claramente cresceu, que ouviu jazz, que tem referências e que não quer mais ser encaixada numa caixinha. E crescer custa – especialmente quando ninguém corta. Se Escândalo Íntimo funcionou apesar das polêmicas foi porque o disco era redondo, direto e cheio de momentos que prendiam: Campo de Morango, Chico, Penhasco – Parte 2... Aqui, a Luísa apostou em ambição e entregou um projeto maior do que precisa ser. Com dez faixas a menos, Brutal Paraíso poderia facilmente ser o melhor álbum da carreira dela. Como está, tem muito a dizer – e às vezes não deixa ninguém ouvir.
Música
Técnico morre em acidente durante montagem do show da Shakira no Rio de Janeiro
Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, sofreu um acidente em equipamento de elevação e não resistiu aos ferimentos
Um técnico em segurança do trabalho morreu neste domingo (26) durante a montagem do palco do show gratuito da Shakira, marcado para o dia 2 de maio na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Gabriel de Jesus Firmino, 28 anos, estava instalando elevadores na área do palco quando ficou preso em um sistema de elevação e sofreu esmagamento nas pernas. Colegas tentaram retirá-lo do equipamento antes da chegada das equipes de emergência. A Brigada de Incêndio presente prestou os primeiros socorros no local. O SAMU foi acionado e Gabriel foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, onde morreu.
O caso foi registrado na 12ª DP, responsável pela área de Copacabana. O palco passou por perícia para apurar as circunstâncias do acidente. A estrutura é descrita como a maior já montada para o projeto Todo Mundo no Rio – cerca de 1,5 mil metros quadrados.
A assessoria do evento confirmou a morte em nota à imprensa e afirmou estar prestando suporte à empresa responsável pela montagem e aos familiares da vítima.
Música
Anitta é a primeira artista brasileira a se apresentar no SNL em mais de 50 anos de programa
Com Choka Choka e uma faixa surpresa do EQUILIBRIVM, a cantora conquistou o programa mais icônico da TV americana
Depois de mais de 50 anos de programa e uma lista de ex-convidados que inclui praticamente todo mundo que importa na música global, o Saturday Night Live finalmente recebeu uma artista brasileira no seu palco. Anitta fez sua estreia histórica no programa na noite do último sábado (11), servindo como atração musical do episódio apresentado por Colman Domingo.
Na primeira performance, Anitta trouxe vários dançarinos para Choka Choka, parceria com Shakira lançada dias antes, embora a colombiana não tenha aparecido como surpresa no palco.
Para o segundo número, a energia mudou de registro: cercada de flores, Anitta apresentou Várias Quejas, a faixa que estava até então sem nome oficial no tracklist do EQUILIBRIVM. A cantora tinha deixado os fãs curiosos antes do programa ao dizer que cantaria uma música que ainda não tinha nome divulgado. A razão ficou clara na hora: a faixa é uma versão em espanhol de Várias Queixas, clássico do Olodum que ganhou circulação nacional pelo grupo Gilsons.
O EQUILIBRIVM, sétimo álbum de estúdio de Anitta, chega às plataformas na quinta-feira (16) e tem estrutura em dois atos: o primeiro em português, com samba, funk e influências africanas; o segundo majoritariamente em espanhol, incluindo versões de músicas do primeiro ato.
O disco também conta com participações de Liniker, Marina Sena, Luedji Luna, Os Garotin e Ebony, além da parceria com Shakira.
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