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Anne Hathaway barrou modelos “esqueléticamente” magras em O Diabo Veste Prada 2

Meryl Streep revelou que a colega de elenco foi direta com a produção após ambas ficarem chocadas durante a Semana de Moda de Milão

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Vinte anos separam O Diabo Veste Prada da sua sequência, mas pelo menos um problema da indústria da moda parece não ter envelhecido nada bem. Meryl Streep revelou à Harper’s Bazaar que Anne Hathaway precisou intervir junto à produção de O Diabo Veste Prada 2 para garantir que as modelos escaladas para o filme não fossem “esqueléticamente” magras – um adjetivo escolhido pela própria Streep após ambas as atrizes assistirem a desfiles reais durante a Semana de Moda de Milão em 2025.

Streep descreveu a reação ao ver as modelos nos desfiles como algo que a impactou genuinamente. “Pensei que tudo isso já tivesse sido resolvido anos atrás”, disse ela à publicação, ressaltando que Hathaway também percebeu o que estava diante delas e agiu rapidamente, indo diretamente aos produtores para garantir que as modelos na cena do filme não tivessem aquele mesmo aspecto. Para quem acompanha a trajetória de Hathaway, o movimento faz todo sentido: a atriz tem falado publicamente sobre pressões estéticas e padrões de beleza impostos pela indústria do entretenimento há anos.


O contexto de produção ajuda a entender por que o episódio teve tanto peso. Ao contrário do primeiro filme, em que marcas de luxo hesitaram em associar seus nomes a uma produção de resultado incerto, a sequência foi filmada com o apoio ativo de várias casas de alta-costura, e o elenco foi recebido como convidado em desfiles reais – incluindo o show da Dolce & Gabbana. Essa abertura inédita trouxe autenticidade à produção, mas também expôs Streep e Hathaway a uma realidade que, segundo elas próprias, ainda não foi superada pela moda.

O peso do gesto de Hathaway ganha outra camada quando se lembra do que o primeiro O Diabo Veste Prada representou culturalmente. O filme original, lançado em 2006 e arrecadando mais de US$ 326 milhões em bilheteria mundial, abriu um debate duradouro sobre a representação da indústria da moda no cinema, incluindo suas dinâmicas de poder, toxicidade no ambiente de trabalho e, claro, os padrões físicos impostos às mulheres nesse universo.


A cena em que Emily Blunt segue dietas extremas para não adoecer antes de ir à Semana de Moda de Paris é, até hoje, um dos momentos mais comentados do longa. Que a sequência comece com uma atriz principal recusando perpetuar essa mesma narrativa nas telas diz bastante sobre o que mudou – e o que ainda precisa mudar.

O Diabo Veste Prada 2 estreia nos cinemas em 1º de maio de 2026. O trailer final do filme registrou 222 milhões de visualizações em 24 horas, o maior número da história do estúdio. O elenco reúne, além de Hathaway e Streep, Emily Blunt e Stanley Tucci nos papéis originais, com novidades como Kenneth Branagh, Lucy Liu, Simone Ashley e Lady Gaga.

Assista:

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Emily Blunt revela que tinha medo de Meryl Streep no set de ‘O Diabo Veste Prada’

Em entrevista de divulgação da sequência, as atrizes confirmaram que Meryl Streep mantinha distância deliberada dos colegas para preservar a autoridade da personagem

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Quase duas décadas depois das filmagens do primeiro O Diabo Veste Prada, Emily Blunt confirmou o que muita gente já desconfiava: Meryl Streep era uma presença intimidadora no set. Em entrevista ao programa SiriusXM Front Row com Andy Cohen, ao lado de Anne Hathaway e Stanley Tucci, Emily contou que a colega estava tão imersa no universo de Miranda Priestly que a convivência nos bastidores tinha uma tensão muito particular.


“No primeiro filme, eu estava com bastante medo porque sentia que você estava em uma zona”, disse Emily diretamente para Meryl, que confirmou sem cerimônia: “Ah, sim. Eu estava nessa zona.” Emily foi mais longe e batizou o estado de espírito da colega de “zona Miranda” – uma distância calculada que não era exatamente frieza, mas também não era a Meryl de sempre. “Não era impenetrável. A gente conseguia chegar e contar uma história engraçada, mas você não fazia aquela risada extraordinária que eu normalmente ouvia”, lembrou.

Em entrevista separada, Meryl explicou que o distanciamento não era método puro, era estratégia deliberada para sustentar a autoridade de Miranda Priestly em cena. A atriz mencionou que conversou sobre isso com Greta Gerwig, que descreveu uma lógica parecida na direção: “Elas meio que não querem você na festa da equipe. Você precisa de uma pequena barreira para parecer a chefe.”


O Diabo Veste Prada 2 estreia nos cinemas em 30 de abril com elenco original completo – Meryl, Anne, Emily e Stanley Tucci – e adições como Justin Theroux, Kenneth Branagh e Lady Gaga. O primeiro trailer do filme acumulou 222 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas, recorde da 20th Century Studios.

Emily Blunt, que era praticamente desconhecida do grande público quando o original foi lançado, disse à ELLE que o papel abriu portas para personagens com mais camadas, e a tirou do caminho das mocinhas de época britânicas. Duas décadas depois, ela voltou ao set. E, segundo as entrevistas de divulgação, a zona Miranda voltou junto.

Assista ao trailer:

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Anne Hathaway confirma que ‘O Diário da Princesa 3’ está em desenvolvimento

Em entrevista à Entertainment Weekly, Anne Hathaway garantiu que o roteiro está em desenvolvimento – e a autora dos livros já entregou que o elenco original volta todo

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Anne Hathaway confirmou que O Diário da Princesa 3 está em desenvolvimento ativo. Em entrevista à Entertainment Weekly ao lado de Meryl Streep, durante a temporada de divulgação de O Diabo Veste Prada 2, a atriz disse que o projeto avança de forma constante – mas ainda sem luz verde da Disney nem roteiro fechado.

“Cem por cento, a gente está constantemente trabalhando nisso”, afirmou Hathaway, explicando que as gravações do novo filme da Miranda Priestly tomaram conta do segundo semestre de 2025 e tornaram impossível tocar os dois projetos ao mesmo tempo. Com O Diabo Veste Prada 2 chegando aos cinemas em 1º de maio, ela sinalizou que a intenção agora é voltar a Genóvia. “A preferência é fazer O Diário da Princesa como o próximo”, disse, mas foi direta ao conter o hype: “As expectativas são muito altas, e se você vai fazer, tem que arrasar.” Streep, ao lado, concordou.


Quem não mediu as palavras foi Meg Cabot. A autora dos livros foi ao BookCon de Nova York no último sábado e confirmou que o elenco inteiro retorna: Robert Schwartzman está dentro, assim como Chris Pine – “embora ele diga que não, mas ele está”, garantiu Cabot. A diretora confirmada é Adele Lim, de Podres de Ricos, anunciada para o projeto em outubro de 2024.

O único ponto em aberto é o retorno de Julie Andrews, que já declarou publicamente não esperar participar de uma terceira parte. Hathaway não abordou o assunto na entrevista, mas prometeu que o roteiro segue sendo lapidado. Ter Cabot entregando nomes no maior evento literário dos Estados Unidos é o sinal mais concreto em anos de que o projeto saiu do modo “estamos trabalhando nisso”.

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Doom-rom: o subgênero que está mudando o romance no cinema

De Rivais a O Drama, uma nova geração de filmes de amor recusa o final feliz – e o público não só aceitou como está pedindo mais.

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Doom-rom: o subgênero que está mudando o romance no cinema

Tem um novo tipo de filme de romance ocupando as salas de cinema e as plataformas de streaming – e, ao contrário do que o gênero costumava prometer, ele não termina com beijo na chuva. O doom-rom chegou para questionar tudo o que a gente achava que queria ver numa história de amor. Em vez de focar no casal se apaixonando e superando obstáculos até ficarem juntos, esse subgênero vai para o outro lado: mostra a toxicidade, os segredos, os desentendimentos e a realidade de que, às vezes, o amor não funciona. Parece deprimente? É exatamente por isso que está funcionando.

A crítica americana já apontava para essa guinada antes do termo ganhar tração nas redes. Em 2025, o gênero se fragmentou em algo mais bagunçado e autocrítico, moldado pelo cansaço cultural, pelas expectativas em transformação em torno dos relacionamentos e por um apetite crescente por histórias que mostram como o romance moderno pode ser desolador.

Cena do filme Rivais

Os exemplos estão por toda parte. Rivais, de Luca Guadagnino, passou 2024 sendo o filme do momento justamente porque ninguém sai da projeção sabendo em quem torcer – os três protagonistas mentem, manipulam e se amam de um jeito que machuca. Amores Materialistas, de Céline Song, chegou no segundo semestre de 2025 com Dakota Johnson, Chris Evans e Pedro Pascal para confirmar a tendência: o filme sinaliza desde o início que o amor verdadeiro é uma ilusão e que funciona mais como uma transação.

Cena do filme Amores Materialistas


E O Drama, com Zendaya e Robert Pattinson, acaba de chegar em 2026 como o caso mais radical do subgênero – não se parece com nenhum filme romântico que você já viu, e parte do que o torna tão impactante é uma virada que contraria tudo o que a rom-com tradicional prometia.

Existe uma explicação cultural concreta por trás dessa preferência. Os apps de relacionamento criaram uma geração que sabe exatamente o que significa dar match às 23h e acordo às 8h – e essa experiência não tem nada a ver com o que Simplesmente Amor prometia nos anos 2000. Há algo reconfortante em ver na tela o que você já sabe: que amar alguém não garante que vai funcionar.

Cena do filme 500 Dias Com Ela

O que é curioso é que esse fenômeno não é exatamente novo, é a formalização de algo que o cinema já vinha fazendo às escondidas há décadas. 500 Dias com Ela (2009) era um doom-rom antes do nome existir. La La Land (2016) virou ícone por se recusar a dar ao público o final que ele queria. Blue Valentine (2010) mostrava o fim de um casamento em tempo real, sem pedir licença. O que mudou é que esses filmes deixaram de ser exceção e viraram tendência dominante – e o público, especialmente a Geração Z, não só aceitou como pediu mais. Porque assistir a um amor que não dá certo nunca foi sobre querer sofrer. É sobre se sentir visto.

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