Livros
Conversa com detenta incentivou Dua Lipa a criar clube do livro: “Se tivesse lido mais quando era jovem, talvez não estivesse ali”
Cantora abriu a celebração de 10 anos do prêmio em Londres e falou sobre o clube do livro que fundou dentro de uma prisão feminina
Dua Lipa abriu a cerimônia de 10 anos do International Booker Prize, realizada no dia 8 de maio no Queen Elizabeth Hall do Southbank Centre, em Londres. O evento reuniu autores, tradutores, editores e figuras históricas do prêmio para uma celebração imersiva de uma década de ficção traduzida.
No palco, a cantora falou sobre o Service95 – a plataforma cultural que fundou em 2022 e que inclui um clube do livro seguido por meio milhão de pessoas no Instagram – e entregou um dos momentos mais marcantes da noite ao contar como o projeto começou de verdade.
Segundo Dua, o ponto de virada foi numa visita à Prisão Feminina de Downview. Ela disse que uma das conversas mais profundas que já teve sobre um livro aconteceu quando uma das detentas compartilhou que talvez tivesse tido uma vida diferente se tivesse lido mais quando era jovem. A cantora afirmou que nunca esqueceu aquilo.
A relação de Dua Lipa com o Booker Prize já vinha de antes: em 2022, ela já tinha discursado na cerimônia do prêmio e participado de filmes de curta-metragem lendo trechos das obras concorrentes. Para 2026, ela também foi anunciada como curadora do London Literature Festival do Southbank Centre, previsto para outubro, onde vai comandar uma série de eventos em parceria com o Service95 Book Club.
Vale lembrar que Dua está num momento de pausa da música – sem álbum novo no horizonte imediato – e escolheu ocupar esse espaço com literatura, curadoria e debate. No final, ela postou fotos do evento no Instagram com a legenda de que foi uma honra falar sobre livros diante de escritores, tradutores e amantes da literatura – sem nenhum filtro de assessoria de imprensa nisso.
Livros
Autora de ‘Heated Rivalry’ conseguiu tratamento contra o Parkinson após sucesso da série
Rachel Reid estava numa lista de espera de cinco anos para ver um especialista em Parkinson até a série explodir e mudar sua vida
Quando Rachel Reid disse “sim” para adaptar seu romance de hóquei Heated Rivalry para a televisão, ela estava silenciosamente lidando com outra coisa: um diagnóstico de Parkinson. A escritora canadense de 45 anos, que mora em uma pequena cidade sem neurologista por perto, havia recebido a notícia em agosto de 2023 e, desde então, era apenas mais um nome numa lista de espera de cinco anos para conseguir atendimento especializado. A proposta de adaptação chegou pelo Instagram poucos dias após o diagnóstico, numa coincidência que ela descreve como “exatamente o que eu precisava naquele momento”. A série estreou em novembro de 2025 na HBO Max, tornando-se rapidamente um fenômeno cultural com sua história de amor proibida entre dois rivais do hóquei profissional. Mas o verdadeiro plot twist dessa história não aconteceu nas telas.
Durante uma entrevista na CNN para promover a série, o showrunner Jacob Tierney foi questionado sobre o diagnóstico de Parkinson de Rachel. Ela achou estranho, mas não pensou muito sobre o assunto. No dia seguinte, tudo mudou. Um dos maiores especialistas em Parkinson do mundo enviou um e-mail diretamente para ela. Ele havia assistido à entrevista e queria ajudar. “Eu nunca tinha conseguido falar com um especialista em Parkinson”, contou Rachel à Variety. “Agora ele me encontrou um especialista, um neurologista, e eu tenho uma consulta marcada. Isso pode mudar as coisas pra mim, porque eu não estava recebendo o tratamento que deveria estar recebendo.” O médico também ajustou a medicação dela imediatamente. “Essa mudança me fez dormir a noite toda”, disse a autora. “Realmente ajuda na escrita.”

Uma vitória agridoce
Mas a realidade de viver com Parkinson continua sendo um desafio diário para Rachel Reid. “Está difícil escrever porque mal consigo controlar o mouse”, ela revelou. “Não consigo digitar por muito tempo. É difícil ficar sentada numa cadeira por muito tempo. Preciso descobrir novas formas de escrever. Não sei se vai ser ditado por voz. Não sei se consigo escrever assim. Não parece natural, mas preciso descobrir alguma coisa porque está demorando muito tempo pra eu escrever agora.”
A doença de Parkinson é uma condição neurológica progressiva que afeta o movimento, causando tremores, rigidez muscular e dificuldades motoras. Segundo a Fundação Parkinson, mais de 10 milhões de pessoas vivem com a condição no mundo. Nos Estados Unidos, o tempo médio de espera para consultar um neurologista por sintomas relacionados ao Parkinson varia de 90 dias a mais de 8 meses, segundo o Instituto Nacional de Saúde.

A história de Rachel Reid é, ao mesmo tempo, inspiradora e perturbadora. Heated Rivalry não nos deu apenas representação queer terna e bem construída – deu à sua autora uma segunda chance de receber cuidados médicos adequados. Uma série viral se tornou uma tábua de salvação. E isso expõe uma verdade brutal sobre o sistema de saúde: ninguém deveria precisar viralizar para ter acesso a tratamento básico. A visibilidade que veio com o sucesso da adaptação televisiva abriu portas que deveriam estar abertas desde o início para qualquer pessoa com um diagnóstico sério.
Rachel ainda está aqui, ainda escrevendo, ainda lutando. A segunda temporada de Heated Rivalry já foi confirmada, e ela está trabalhando em Unrivaled, o terceiro livro sobre Shane e Ilya, com lançamento previsto para setembro de 2026. Às vezes, uma história de amor não apenas nos faz sentir vistos – ela alcança de volta e cuida de quem a criou.
Livros
“Maxton Hall”: capítulo final da trilogia chega ao Brasil
“Salve-nos” encerra o triângulo romântico de Ruby e James; série do Prime Video conquista o mundo
A conclusão da trilogia de Maxton Hall, de Mona Kasten, já está entre nós: Salve-nos chega ao Brasil pela editora Alt (Globo Livros), trazendo o desfecho esperado pelo público que se apaixonou por Ruby Bell e James Beaufort. Depois de Salve-me e Salve-se, o terceiro volume promete fechar com emoção a trajetória do casal que virou fenômeno, tanto na literatura quanto na adaptação em série.

No livro final, Ruby enfrenta seu maior desafio: expulsa de Maxton Hall, ela vê todos os seus planos – especialmente a tão sonhada vaga em Oxford – sendo ameaçados. Sentindo-se traída por suspeitas sobre o envolvimento de James nessa injustiça, ela se mantém firme, embora carregue mágoas profundas. James, por sua vez, lida com conflitos internos pesados: as cobranças do pai, os segredos que emergem na família Beaufort e a urgência em reparar o que foi quebrado. Segredos, distância, escolhas complicadas e a tênue linha entre perdão e confiança compõem os dilemas finais do casal.
A série alemã Maxton Hall – O Mundo Entre Nós, baseada no primeiro livro (Save Me), catapultou Ruby e James para o cenário global. Estrelada por Harriet Herbig-Matten e Damian Hardung, a primeira temporada estreou em 9 de maio de 2024 no Prime Video. Em pouco tempo tornou-se a série de língua não inglesa mais vista da plataforma, alcançando o topo das paradas em mais de 120 países.
Para quem já devorou os dois primeiros livros brasileiros, Salve-me e Salve-se, Salve-nos fecha o ciclo. A segunda temporada da série também está confirmada para estrear em 7 de novembro de 2025, com expectativa de que adapte os eventos dos volumes seguintes da trilogia.
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