Filmes
As 10 maiores bilheterias da história do cinema
Revisitamos os blockbusters que passaram da marca do bilhão, destrinchando enredo, bastidores curiosos e onde apertar o play
Você não precisa dominar Pandoranês pra entender que James Cameron reina absoluto quando o assunto é “filme que imprime dinheiro”. O cara emplacou três títulos no Top 6 das maiores bilheterias da história do cinema e ainda fez a gente acreditar em romance iceberg-friendly.
- “A Rede Social” ganhará uma sequência que absolutamente ninguém pediu
- O que está por trás daquele final chocante de “Extermínio: A Evolução”
- O que você não sabia sobre o live-action de “Como Treinar o Seu Dragão”
Mas o ranking dos dez gigantes de bilheteria não vive só de Cameron: tem Marvel sambando duas vezes, Star Wars ressuscitando nostalgia, dinossauros famintos e até um Simba hiper-realista garantindo a mesada do Mickey. Antes de apertar play, confere o mapa do tesouro (já com o streaming de cada um, porque ninguém aqui é obrigado a ficar caçando link perdido).

1. Avatar (2009) – US$ 2,9 bi | Disney+
James Cameron pegou Pocahontas, trocou mato por bioluminescência e nos fez pagar extra pelo 3D: resultado? A maior bilheteria da história. Jake Sully chega a Pandora jurando lealdade militar, mas se matricula no “curso intensivo de Na’vi por amor” com Neytiri e lidera uma revolta anticolonial. Tudo isso enquanto voa num dragão colorido e conecta USB na árvore sagrada. Se você nunca viu na telona, tacar play no Disney+ já garante mini–experiência sensorial (sem óculos 3D, sorry).

2. Vingadores: Ultimato (2019) – US$ 2,7 bi | Disney+
Apoteose da Marvel ou “última reunião de condomínio dos heróis”: Homem de Ferro sacrifica, Capitão América aposenta, Thor engole litrão. O filme faz a turma da capa viajar no tempo para roubar Joias do Infinito das próprias tramas anteriores e dar tapa (duplo) no Thanos. Três horas de fan service e choro coletivo.

3. Avatar: O Caminho da Água (2022) – US$ 2,3 bi | Disney+
Cameron retornou 13 anos depois pra lembrar que não adiantou desmatar Pandora em 2009. Agora o casal Sully tem quinteto de Na’vizinho e se refugia na Tribo Água — onde aprendemos que baleia fala, tubarão voa e bebê alien surfa. Plot? O mesmo militar chato volta ressuscitado num clone azul. Visual? Tecnicamente tão grandioso que a galera esqueceu de reclamar da história reciclada.

4. Titanic (1997) – US$ 2,2 bi | Disney+
Drama de época + romance proibido + ice bucket challenge mortal. Jack ensina Rose a cuspir, Rose ensina Jack a apreciar arte, e Cameron ensina Hollywood a gastar US$ 200 milhões para afundar navio em tanque gigante. A tábua que não divide espaço até hoje gera debate.

5. Star Wars: O Despertar da Força (2015) – US$ 2,07 bi | Disney+
Dez anos sem sabre de luz na telona e a Disney gritou “saudades?” — resposta: US$ 2 bi. Rey, catadora de sucata com big destiny vibes, cruza caminho de stormtrooper desertor, droide fofinho e luta contra fanboy do Darth Vader (Kylo Ren). O filme é remix seguro da trilogia clássica, mas quando a Millennium Falcon decola, ninguém lembra de reclamar.

6. Vingadores: Guerra Infinita (2018) – US$ 2,05 bi | Disney+
Thanos faz mochilão interestelar colecionando pedrinhas coloridas e prova que basta um estalo no dedo (luva) pra traumatizar metade da audiência… literalmente. Culmina na derrota mais agridoce da Marvel: Pantera sumindo em pó foi o “eu te ligo” mais dolorido do MCU.

7. Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa (2021) – US$ 1,9 bi | Prime Video
O filme que quebrou o pacto de sigilo do multiverso: todo mundo fingia surpresa mas já sabia que Garfield e Maguire estavam na pré-estreia. Culpa do Doutor Estranho, Peter bagunça o tecido da realidade e chama vilões vintage. Emoção garantida com fã de 30 anos chorando ao ver traje do Andrew no Imax.

8. Divertida Mente 2 (2024) – US$ 1,698 bi | Disney+
A puberdade bateu na porta da Riley e trouxe Ansiedade, Vergonha e Tédio pra mesa de controle. Continuar fofinho e ainda discutir saúde mental? A Pixar assassinou cada cai-não-chora dentro de nós. Resultado financeiro: pessoas, crianças, pais, terapeutas compraram ingressos múltiplos — catarse coletiva vale bilhão.

9. Jurassic World (2015) – US$ 1,671 bi | Prime Video
O parque finalmente abre, público entra, dino foge: quem diria? Chris Pratt vira encantador de velociraptor e Bryce Dallas Howard corre de T-Rex em salto 12 sem quebrar o tornozelo (maior efeito especial, sejamos honestos). Nostalgia jurássica + nova geração = cofres da Universal rugindo alto.

10. O Rei Leão (2019) – US$ 1,662 bi | Disney+
Remake “live-action” que é 100% CGI, porém fotorealista o suficiente pra confundir. A história é a mesma peça shakespeariana com suricato fazendo stand-up: Simba foge, dá rolê hippie com Timão & Pumba, volta, canta Hakuna Matata e recupera trono. Bilheteria mostra que Mufasa pode morrer 20 vezes — a gente vai chorar em todas.
Filmes
Os piores filmes de 2026 (até agora)
2026 tá sendo um ano e tanto no cinema – mas não sempre pelo motivo certo. Aqui estão os filmes que a gente esperava mais (e levou menos)
Seis meses de cinema e já dá para montar uma lista de filmes que não deveriam ter chegado assim. Não é questão de bilheteria – alguns até foram bem nas salas. O problema é outro: são projetos que chegaram com expectativa real, com gente talentosa envolvida, e que entregaram menos do que qualquer versão alternativa deles mesmos poderia ter entregado. Eis os oito que mais doeram.

Pânico 7 é, talvez, o caso mais trágico da lista porque a produção caiu antes mesmo de as filmagens começarem. Melissa Barrera foi demitida em 2023 depois de se posicionar publicamente sobre Gaza, Jenna Ortega foi junto, os diretores saíram, o roteiro foi refeito às pressas. O que chegou aos cinemas em fevereiro é a soma desses buracos: uma história que precisava da Sam Carpenter como protagonista mas que a ignora completamente, substituída por uma filha adolescente de Sidney Prescott que simplesmente não existia em nenhum filme anterior – uma retcon que a franquia faz questão de não explicar. Neve Campbell voltou, e isso é genuinamente bom de ver. Mas o Pânico 7 que existe não é o Pânico 7 que estava sendo construído. É um produto de gerenciamento de crise disfarçado de homenagem.

Supergirl tinha tudo para ser o segundo acerto do novo DCU de James Gunn depois de Superman no ano passado. A Milly Alcock é ótima – todo mundo concorda nisso, né!? O problema é que o filme ao redor dela parece feito por alguém que queria ser James Gunn mas não é James Gunn. Craig Gillespie fez Eu, Tonya e Cruella, dois filmes com personalidade visual própria, e entregou aqui uma estética monocromática, cinza, sem nenhuma das cores cósmicas que tornavam os quadrinhos de Tom King e Bilquis Evely tão irresistíveis. A história de Kara Zor-El, que nos quadrinhos é sobre amadurecer enquanto o universo te destroça, vira aqui uma aventura espacial genérica onde Jason Momoa como Lobo rouba todas as cenas. O que seria ótimo se o filme fosse sobre o Lobo. Não é.

Terror em Silent Hill: Regresso Para O Inferno é o tipo de filme que faz você sentir falta não só do jogo mas do próprio silêncio. Silent Hill 2 é considerado um dos maiores estudos de culpa e luto já feitos no videogame. Uma obra onde cada monstro é uma projeção do estado mental do protagonista, onde cada corredor é uma verdadeira tortura psicológica. O que Christophe Gans entregou foi um filme de atmosfera sem substância: Silent Hill visualmente reconhecível, com Pyramid Head aparecendo nas horas certas, mas vazio por dentro. Os personagens não têm as camadas que tornavam o jogo um soco no estômago. É como visitar uma cidade que você amava e encontrar só a fachada.

Todo Mundo em Pânico voltou com os Wayans depois de duas décadas e a ideia não era ruim, afinal, o gênero de horror está em plena forma, com mais material para parodiar do que em qualquer momento desde os anos 2000. O primeiro Todo Mundo em Pânico funcionou porque o alvo (Pânico, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado) era fácil de reconhecer e recheado de clichês exploráveis. O problema de fazer uma paródia de Pânico em 2026 é que Pânico já é uma autoparódia, e parodiar uma paródia produz principalmente piadas que chegam já digeridas. Anna Faris e Regina Hall sustentam o que podem, mas o roteiro entrega piadas que o público já antecipa.

Super Mario Galaxy é muito barulho para pouco jogo. O primeiro filme, de 2023, tinha um charme que funcionava porque a simplicidade era intencional. O Galaxy vai na direção contrária: mais personagens, mais planetas, mais Easter eggs, mais tudo. Rosalina, que deveria ser o coração emocional da história, mal existe como personagem. O Yoshi aparece e some. As cenas se acumulam sem que nenhuma construa algo sobre a anterior. Muito mais parque temático do que cinema.

A Noiva!, de Maggie Gyllenhaal, é o tipo de projeto que você respeita pela ambição e torce enquanto assiste para que a ambição vença. Ela não vence. A ideia era ótima: pegar a Noiva de Frankenstein de 1935, jogar no Chicago gangster dos anos 1930, dar voz ao monstro feminino, colocar Jessie Buckley e Christian Bale no centro e deixar tudo desandar magnificamente. Buckley é extraordinária. Bale é Bale. Mas o roteiro não decide o que quer ser – musical, thriller de gangster, manifesto feminista, fábula de horror – e a soma de todas essas intenções produz um filme que começa três vezes e não termina direito nenhuma delas. Gyllenhaal claramente ama essa história mais do que sabe contá-la.

O Morro dos Ventos Uivantes de Emerald Fennell é o caso mais frustrante. Depois de Bela Vingança e Saltburn, Fennell tem crédito suficiente para fazer o que quiser, e o que ela quis foi transformar Emily Brontë num melodrama erótico suntuoso com figurinos que parecem couture de museu e Margot Robbie e Jacob Elordi fazendo caretas de intensidade emocional. O livro é sobre obsessão, classe, crueldade e desejo que devora quem o sente. O filme reduz isso a silêncio artístico com close-ups bonitos. A trilha da Charli XCX é genuinamente boa. O filme, no geral, parece uma apresentação de moodboard para um projeto mais interessante que nunca chegou a ser feito.

Dia D, o sci-fi de OVNIs de Spielberg, não é exatamente ruim – Spielberg nunca é exatamente ruim. Mas depois de anos de espera pelo retorno dele ao gênero que o tornou Spielberg, o que chegou é um filme que tem mais ideias do que coragem de desenvolvê-las. Há uma cena aqui e outra ali que lembram por que Contatos Imediatos do Terceiro Grau ainda funciona hoje. O resto parece um diretor cauteloso demais com a própria herança. Para quem esperava que o cara que inventou o maravilhamento cinematográfico com OVNIs voltasse para essa conversa com tudo, Dia D chega como um aceno educado onde deveria ter sido um abraço.
Filmes
Por que Toy Story 5 dói mais nos adultos do que nas crianças?
rinta e um anos separam o primeiro Toy Story do quinto, e a Pixar usou esse intervalo todo para calibrar exatamente o que dói mais em 2026. Não é pouca coisa. A franquia que nasceu falando sobre o medo de ser esquecido chegou ao seu capítulo mais atual enfrentando a versão contemporânea do mesmo problema: crianças que trocaram os brinquedos pelas telas e adultos que já nem se lembram quando fizeram o mesmo.
A grande aposta do roteiro, assinado por Andrew Stanton — o mesmo de Nemo e Wall-E — é colocar Jessie no centro pela primeira vez desde Toy Story 2. Woody e Buzz continuam presentes, mas é a cowgirl, carregando ainda o trauma de ter sido abandonada por Emily na adolescência, quem conduz a história quando Bonnie, agora com oito anos, ganha de presente um tablet infantil chamado Lilypad (com voz de Greta Lee). O que começa como uma solução dos pais para ajudar a filha a fazer amigos rapidamente vira o pesadelo familiar que qualquer adulto com memória reconhece: a criança sai do mundo real, entra numa tela e praticamente desaparece. O filme não é sutil sobre isso, e nem precisa ser.

O que torna Toy Story 5 diferente de um episódio de Black Mirror com animação fofa é o cuidado com que trata a tecnologia. Lilypad não é vilã — e o filme tem esperteza suficiente para não ir pelo caminho fácil da tela como inimiga. A Pixar entende que não existe mais audiência que não viva dentro de uma tela, então a escolha foi outra: mostrar que o problema nunca foi o dispositivo, mas o que ele substitui quando ocupa espaço demais. Jessie não precisa destruir o tablet para ganhar. Precisa encontrar uma forma de existir ao lado dele.
O que fica de Toy Story 5 para quem cresceu com a franquia não tem muito a ver com crianças. Tem a ver com o quanto a gente, adultos cronicamente online, também parou de brincar. A cena em que Jessie descobre que deixou uma marca permanente em Emily — que aquela infância virou o nome da filha dela anos depois — é o tipo de coisa que a Pixar coloca de contrabando em meio às piadas. A crítica da New York Times apontou que dá para ouvir o tempo passando nas vozes de Tom Hanks e Joan Cusack, e é verdade: há algo genuinamente emocionante em escutar esses personagens soarem diferentes, mais velhos, depois de 31 anos. O subtexto do filme é que tudo deixa marca, que nenhum brinquedo ficou num quarto à toa, e que a nostalgia é menos sobre o passado e mais sobre o que a gente carrega disso pra frente.

Toy Story 5 traz uma história que consegue falar de telas sem soar como uma carta no final de algum documentário sobre redes sociais pedindo pra você ir lá fora e largar o celular. A Pixar entregou o que prometia: uma razão real para largar as telas por 102 minutos, o que é ironicamente a coisa mais difícil de pedir em 2026, né!?
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10 curiosidades sobre a franquia ‘Todo Mundo em Pânico’
A franquia mais nonsense dos anos 2000 esconde bastidores que são quase tão absurdos quanto os próprios filmes
Todo Mundo em Pânico é o exemplo perfeito de filmes que a gente assiste, não acha graça em todas as piadas, mas ri de chorar mesmo assim. A franquia que nasceu como uma paródia de Pânico e acabou sobrevivendo por cinco filmes e mais de duas décadas tem bastidores bem mais caóticos do que o produto final, o que, considerando o filme que vemos nas telonas, já é dizer bastante. Dez fatos que valem sua atenção:
O nome foi literalmente descartado de outro filme
O título Scary Movie era o nome provisório de Pânico (1996) durante o desenvolvimento, e foi abandonado quando a produção decidiu que o projeto merecia algo mais sério. Quatro anos depois, os Wayans reaproveitaram o nome descartado exatamente para a paródia do filme que o rejeitou.
O roteiro saiu de dois scripts que ninguém queria muito
A Dimension Films adquiriu dois roteiros de comédia de terror que não tinham ido pra frente: Last Summer I Screamed Because Halloween Fell On Friday The 13th e Scream If You Know What I Did Last Halloween. Os dois foram fundidos num único script, e os autores do segundo, Jason Friedberg e Aaron Seltzer, seguiram na franquia e depois assinariam Uma Comédia Nada Romântica e Deu a Louca em Hollywood. Uma escola de pensamento muito específica.

Britney Spears disse não para Drew Decker
O papel de Drew Decker – aquela cena de abertura que todo mundo lembra do primeiro filme – foi oferecido tanto para Jenny McCarthy quanto para Britney Spears. As duas recusaram. McCarthy voltou atrás mais tarde e apareceu no terceiro filme; Britney seguiu o caminho dela, que já estava bem ocupado com …Baby One More Time e uma carreira inteira pra gerir.
Jared Leto também recusou
O papel de Bobby, que acabou com Jon Abrahams, foi oferecido a Jared Leto. Ele declinou para estrelar Réquiem para um Sonho, de Darren Aronofsky – curiosamente, um filme onde Marlon Wayans também aparece, em papel dramático.
Jamie Lee Curtis quase apareceu no armário
A scream queen original tinha uma participação especial planejada: Cindy (Anna Faris) a encontraria escondida num armário enquanto o assassino subia as escadas. A cena não foi filmada, Jamie Lee Curtis não chegou a aparecer no filme, e o armário ficou para a história como o que poderia ter sido.

Marlon Brando filmou um dia e sumiu
Para o segundo filme, Marlon Brando havia sido escalado como Padre McFeely. Ele chegou a gravar um dia de filmagens antes de sair da produção por problemas de saúde. Charlton Heston foi contatado para o lugar, recusou. Cogitou-se até Bill Clinton, que tinha acabado de deixar a Casa Branca. No fim, James Woods ficou com o papel e recebeu US$ 1 milhão por quatro dias de trabalho. Mais eficiente que todos.
O primeiro filme disse explicitamente que não haveria sequência
Dentro da narrativa do primeiro Todo Mundo em Pânico, ficou claro que a história estava encerrada. Quatro sequências e vinte e poucos anos depois, a declaração envelheceu da mesma forma que qualquer promessa feita no início dos anos 2000.

Os Wayans sumiram depois do terceiro
A família Wayans dominou os dois primeiros filmes como produtores, roteiristas e atores. A partir do terceiro, nenhum membro do clã foi chamado para voltar ao projeto. A franquia continuou sem eles – prova de que Hollywood raramente desiste de uma marca que funciona, mesmo quando todo mundo envolvido na criação já foi embora.
US$ 19 milhões de orçamento, quase US$ 280 milhões de retorno
O primeiro filme foi massacrado pela crítica e virou um dos maiores sucessos de bilheteria do gênero nos anos 2000. Essa relação custo-retorno constrangedora é o motivo pelo qual franquias assim continuam existindo – a lógica financeira não tem muito a ver com qualidade, e esse caso prova o ponto com elegância.

Anna Faris saiu. Ashley Tisdale entrou. Ninguém pediu
Todo Mundo em Pânico 5 (2013) foi um reboot que trocou Anna Faris por Ashley Tisdale e removeu praticamente todo o DNA original da franquia. Foi o menor sucesso da série em bilheteria.
