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David Corenswet revela que quase recusou o papel de Superman no reboot da DC

Em entrevista à GQ, o protagonista do novo Superman revelou ter procurado motivos para recusar o uniforme

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Quando David Corenswet surgiu na lista de favoritos para viver o Homem de Aço no reinício do Universo DC, parte do público acreditou que o ator de 31 anos tivesse se jogado na disputa sem pestanejar. A verdade, segundo ele próprio, é mais tortuosa.

“Tentei pensar em razões para não aceitar. Há artistas que recusam papéis gigantes, e eu precisava ter certeza”, contou à edição britânica da GQ. O dilema rendeu noites em claro até chegar à pergunta-chave: e se esse fosse o único personagem que eu interpretasse pelo resto da vida? “A resposta foi sim. Então não havia mais por que hesitar.”


A ponderação faz sentido. Ao longo da história, vestir o “S” no peito já engessou carreiras (vide Christopher Reeve) e virou alvo de escrutínio tóxico de fãs. Corenswet ouviu conselhos de colegas – inclusive Henry Cavill, com quem almoçou antes dos testes, segundo o Hollywood Reporter – e decidiu entrar na audição final de James Gunn com a convicção de que não lamentaria o resultado, fosse qual fosse.

O próprio Gunn explica que buscava um “combo completo”: presença física, alcance dramático e timing de humor. “Não podia escolher aparência sem habilidade, nem habilidade sem aparência. E precisava da vulnerabilidade cômica que faz Clark ser adorável fora do uniforme”, disse o diretor, que reassumiu o estilo mais leve dos primeiros quadrinhos, mas temperou com tom épico à moda O Homem de Aço. A prova decisiva foi uma leitura de cena entre Corenswet e Rachel Brosnahan (escalada como Lois Lane): “Eles tinham centelha instantânea”, lembra Gunn.

Na trama, Clark tenta conciliar a educação no Kansas com a herança kryptoniana enquanto o mundo discute se um alienígena pode ser “salvador” ou ameaça. As prévias mostram protestos contra o herói e um Lex Luthor (Nicholas Hoult) que usa a xenofobia como arma política. O roteiro promete ainda a Liga das Troupas da Justiça em formação – Mulher-Gavião (Isabela Merced), Senhor Incrível (Edi Gathegi), Lanterna Verde Guy Gardner (Nathan Fillion) – preparando terreno para o futuro do DCU.

Além do trio central, o filme conta com Skyler Gisondo (Jimmy Olsen), Anthony Carrigan (Metamorfo), María Gabriela de Faría (Engenheira) e Sara Sampaio (Eve Teschmacher). Frank Grillo aparece como Rick Flagg Sr., conectando-se a O Esquadrão Suicida, enquanto Alan Tudyk dubla o Robô Superman #4, reviravolta tirada dos quadrinhos dos anos 1990.

Estreia com peso histórico

A produção, orçada em cerca de US$ 200 milhões, é o primeiro passo do cronograma Deuses e Monstros traçado por Gunn e Peter Safran. Analistas projetam abertura acima de US$ 150 milhões nos EUA – número que, se confirmado, devolverá o selo DC à disputa direta com a Marvel após a maré baixa de The Flash e Besouro Azul.

Corenswet, por ora, evita falar em sequência: “Se for um filme ou dez, quero que cada entrada valha para o público. Essa responsabilidade me empolga mais do que assusta.” Quinta-feira (10) saberemos se o novo Clark convence a Terra… e as bilheterias.

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