Séries
Euphoria: as tretas de bastidores que você precisa conhecer
Entre conflitos políticos, desavenças criativas e dificuldades em Hollywood, a terceira temporada da série da HBO chega cercada de polêmicas
A terceira temporada de Euphoria finalmente aconteceu depois de quase quatro anos de espera, mas os bastidores da produção foram tão caóticos quanto os dramas adolescentes retratados na série. Segundo informações do Deadline, as gravações começaram em fevereiro de 2025 e foram finalizadas em novembro do mesmo ano, com estreia prevista para abril de 2026. A nova fase da série da HBO traz um salto temporal de cinco anos e promessas de momentos impactantes, mas o que realmente tem chamado atenção são os conflitos entre o elenco e as dificuldades enfrentadas por algumas estrelas do show dentro da indústria cinematográfica.
- Jacob Elordi diz que filmar Euphoria 3 foi “caótico e libertador” – e promete mudanças profundas em Nate
- A queda de Sydney Sweeney: de ícone carismático a alvo de cancelamento
A produção enfrentou uma série de adversidades desde sua renovação, ainda em 2022. A terceira temporada foi inicialmente planejada para entrar em produção em dezembro de 2023, mas foi adiada devido às greves trabalhistas de Hollywood e às mortes inesperadas de Angus Cloud, que interpretava Fezco, e do produtor executivo Kevin Turen.

Além disso, segundo reportagem do Hollywood Reporter, a frustração de Zendaya cresceu consideravelmente porque o criador Sam Levinson ainda não havia entregado os roteiros da terceira temporada enquanto dedicava atenção excessiva a outro projeto, a fracassada série The Idol, com The Weeknd. A relação entre a protagonista e o showrunner, que já foi muito próxima, teria se deteriorado ao ponto de, segundo fontes ouvidas pela publicação, os dois simplesmente não conseguirem mais se entender como antes.
O racha político entre Zendaya e Sydney Sweeney
Uma das tretas que mais ganhou força nas últimas semanas envolve as duas maiores estrelas femininas da série. Segundo reportagem do Daily Mail, Zendaya estaria se recusando a fazer divulgação conjunta com Sydney Sweeney para a terceira temporada após uma série de polêmicas envolvendo a colega de elenco.

A tensão teria começado em julho de 2025, quando Sydney estrelou uma campanha da American Eagle com o slogan “Sydney Sweeney has great jeans”, um trocadilho com “jeans” e “genes” que foi interpretado por muitos como uma referência problemática a ideias eugenistas e supremacistas brancas. De acordo com fontes próximas à produção, seria uma posição difícil para Zendaya porque, se ela sequer ficar ao lado de Sydney no tapete vermelho, isso pode ser lido como uma forma de desculpar as visões políticas de Sydney sobre Trump e sua recusa em se desculpar pelo anúncio considerado racista.
A situação ficou ainda mais complicada quando veio à tona que Sydney seria uma republicana registrada e recebeu elogios públicos do próprio Donald Trump. Zendaya, por outro lado, sempre foi vocal em sua oposição ao presidente. A atriz construiu uma marca pessoal muito cuidadosa ao longo dos anos, e se associar publicamente a alguém com posicionamentos tão opostos poderia prejudicar sua imagem. Nem Zendaya nem Sydney se pronunciaram oficialmente sobre os rumores de conflito, mas fãs mais atentos notaram que as duas não interagem publicamente há meses.

Para completar o cenário, Sydney Sweeney começou um relacionamento com o empresário musical Scooter Braun, confirmado por múltiplas fontes em setembro de 2025. O romance causou espanto no mundo do entretenimento, já que Braun é notório por seu conflito público com Taylor Swift, e namorar alguém tão controverso certamente não ajuda a limpar a imagem de Sydney em um momento em que seus últimos filmes têm fracassado nas bilheterias. A treta entre os fãs de Taylor e qualquer um associado a Scooter é real, e Sydney parece ter entrado na mira desse grupo sem pestanejar.
Alexa Demie e o lado sombrio de Hollywood
Enquanto colegas como Zendaya e Sydney Sweeney colecionam projetos em Hollywood, Alexa Demie, intérprete da icônica Maddy Perez, enfrentou uma realidade completamente diferente. Em entrevistas recentes, a atriz revelou que considerou seriamente abandonar a carreira artística antes mesmo de conseguir o papel em Euphoria. “Eu não estava conseguindo nada. Nunca. Foi muito difícil, especialmente porque sinto que muitos papéis principais para os quais eu fazia teste acabavam indo para uma garota loira de olhos azuis”, desabafou. A frustração de Alexa expõe uma ferida aberta na indústria do entretenimento: a dificuldade que atrizes latinas e mestiças enfrentam para conquistar papéis de protagonistas fora de estereótipos.

O que torna a situação de Alexa ainda mais dolorosa é o contraste gritante com suas colegas de elenco. Ela declarou que mesmo para interpretar Maddy, algumas pessoas a viam como uma garota loira de olhos azuis, e ela precisou ir lá e provar seu valor. A atriz também comentou que simplesmente não acha que seria vista como uma escolha típica para papéis de destaque, já que raramente se vê uma garota mestiça ou latina como protagonista em grandes produções. O depoimento de Alexa ecoa reclamações semelhantes feitas por outras atrizes como Lupita Nyong’o, que mesmo tendo um Oscar na estante, relatou que continua recebendo apenas ofertas de papéis estereotipados.
Sam Levinson: gênio ou problema?
Não dá para falar dos bastidores de Euphoria sem mencionar as polêmicas que cercam seu criador. Em 2023, a fotógrafa e diretora Petra Collins acusou Sam Levinson de ter se apropriado de toda a estética visual a partir do trabalho dela, sem dar os devidos créditos. Collins alegou que foi convidada para dirigir a série depois que Levinson afirmou que o show era inspirado em suas fotografias. Ela trabalhou durante cinco meses na pré-produção, ajudando no casting e criando o universo visual do programa, apenas para ser dispensada no último minuto com a justificativa de que era “jovem demais”. Um ano depois, ela viu outdoors de Euphoria pelas ruas de Los Angeles exibindo exatamente o que ela havia criado, sob o nome de outra pessoa.

Os atores também relataram desconfortos com certas escolhas de roteiro ao longo das temporadas. Várias estrelas de Euphoria admitiram não estar confortáveis com os roteiros originais de Sam Levinson, principalmente devido à quantidade de cenas de nudez gratuita. A saída de Barbie Ferreira após a segunda temporada também levantou suspeitas de conflitos criativos, já que sua personagem, Kat, foi completamente deixada de lado na narrativa.
O que esperar da terceira temporada
Apesar de todo o caos, as gravações foram finalizadas e a temporada está a caminho. Sam Levinson confirmou que a nova fase começa com Rue no México, endividada com a traficante Laurie e tentando encontrar formas de quitar sua dívida. Cassie e Nate estão noivos e vivendo nos subúrbios, com Levinson prometendo que o casamento dos dois acontecerá durante a temporada e será “uma noite inesquecível”.
Maddy, por sua vez, trabalha em uma agência de talentos de Hollywood, enquanto Jules estuda artes e planeja uma carreira como pintora. O elenco da terceira temporada recebeu reforços de peso como Sharon Stone, Natasha Lyonne, a cantora Rosalía, a influenciadora Trisha Paytas e o diretor de terror Eli Roth, entre dezenas de outros nomes.
Francesca Orsi, chefe de drama da HBO, indicou que esta provavelmente será a última temporada de Euphoria, afirmando que a equipe discutiu encerrar a série neste ponto. A executiva garantiu que os fãs ficarão muito satisfeitos com a conclusão das narrativas de cada personagem.
Resta saber se as tensões entre o elenco irão se refletir na divulgação do programa ou se todos conseguirão deixar as diferenças de lado pelo menos durante os tapetes vermelhos. Uma coisa é certa: Euphoria sempre foi sobre drama, e parece que a vida real decidiu imitar a arte de maneira impressionante.
Séries
“Off Campus”: o que podemos esperar do futuro de Hannah e Garrett
Belmont Cameli confirma que o casal da primeira temporada não vai a lugar nenhum, e os bastidores da segunda temporada já estão em movimento em Vancouver
Hannah e Garrett não vão ser descartados. Belmont Cameli, que interpreta o atacante da Briar University em Off Campus: Amores Improváveis, do Prime Video, confirmou à Bustle que o casal protagonista da primeira temporada permanece na história.
“A história deles não terminou. Na verdade, ela está só começando”, disse o ator. As gravações da segunda temporada estão previstas para o período entre junho e setembro de 2026, em Vancouver, com todos os oito roteiros já finalizados pela produção.
A estrutura de Off Campus segue a lógica que Bridgerton tornou popular na Netflix: cada temporada tem um casal protagonista diferente, mas os anteriores permanecem no universo da série como personagens de suporte com arcos próprios. Cameli apontou que Garrett ainda tem pendências abertas – ele está suspenso do time após uma ocorrência violenta durante uma partida, precisa se reintegrar ao grupo e ainda tem um contrato assinado com o Boston Bruins esperando por ele.

Hannah, por sua vez, entra na temporada 2 com um estágio remunerado e um comprometimento renovado com a carreira musical. “São duas grandes paixões, e vai ser interessante ver como eles navegam o relacionamento e essas paixões ao mesmo tempo”, disse Cameli.
O elenco confirmado para a segunda temporada inclui Antonio Cipriano como Logan, Jalen Thomas Brooks como Tucker e Josh Heuston como Justin. India Fowler se junta ao elenco fixo como Grace Ivers, interesse amoroso de Logan nos livros, enquanto Phillipa Soo entra como Scarlett, diretora de teatro da universidade.

A dúvida sobre qual casal vai protagonizar a temporada – Logan e Grace, adaptando O Erro, ou Dean e Allie, adaptando O Jogo – ainda não foi resolvida oficialmente, mas tudo indica que Mika Abdalla e Stephen Kalyn devem assumir o centro como Allie e Dean, com Logan e Grace operando como segundo plano importante.
A showrunner Louisa Levy confirmou ao podcast de Liz Duff que cada temporada vai cobrir um semestre universitário. E o finale da primeira temporada já deu um aceno para o futuro: Hunter Davenport aparece nos últimos minutos da temporada sem nenhum contexto. Levy disse à Bustle que a aparição é um recado direto para quem leu os livros: Hunter tem seu próprio romance na saga de Elle Kennedy, e a série está construindo um universo em que personagens secundários crescem.
As gravações começam em junho, e a estreia da segunda temporada deve acontecer por volta de abril ou maio de 2027.
Séries
“Euphoria”: o que aconteceu com Nate no penúltimo episódio da terceira temporada?
O antagonista mais odiado de Euphoria saiu de cena no episódio 7, e da forma mais absurda possível.
Nate Jacobs acabou. No episódio 7 da terceira temporada de Euphoria, o personagem de Jacob Elordi é morto por uma cascavel, encerrando a trajetória de um dos antagonistas mais odiados da televisão recente. O desfecho chegou com a temporada a uma semana do finale, e o método escolhido por Sam Levinson para eliminar Nate do tabuleiro é tão delirante quanto tudo que a série prometeu nessa reta final.

Após herdar o império criminoso do pai e afundar em dívidas perigosas, Nate passou a temporada como fugitivo – de rico antagonista do ensino médio a homem caçado por agiotas. A cascavel chegou antes que Cassie pudesse resolver a dívida de um milhão de dólares que ele deixou para trás. A cena final mostra Sydney Sweeney chorando sobre o corpo em decomposição do marido.
Jacob Elordi, ao que tudo indica, ficou em paz com o encerramento. Em uma cena pós-episódio, o ator disse que Nate “cometeu muitos erros e fez muitas escolhas sombrias” e que era “interessante ver tudo culminar no que culminou.” Quanto à cobra de verdade na cena, não era cascavel. Era um bebê chamado Little Bitch. “Ele era super fofo, ficou deitado do meu lado. Tive que cutucá-lo para ele se mexer”, contou Elordi.

A morte de Nate foi recebida como um encerramento adequado para um personagem que começou a série aterrorizante e terminou apenas patético. Com o finale marcado para 31 de maio, a temporada ainda tem Rue em perigo real, após Faye trair a tentativa de roubo ao cofre do cartel e alertar todo mundo. Se Euphoria vai encerrar como série ou como temporada ainda é a grande pergunta em aberto.
Séries
“Off Campus” já está preparando os fãs para a morte mais dolorosa da temporada 2
A série desenvolveu o personagem muito além do que o livro pede – e isso raramente é por acidente
Off Campus: Amores Improváveis estreou no Prime Video em 13 de maio de 2026 e a Amazon já havia confirmado a segunda temporada três meses antes mesmo de o público assistir ao primeiro episódio – sinal claro de que a plataforma está apostando alto na franquia.
Ella Bright e Belmont Cameli continuarão na série como Hannah e Garrett, mesmo com o arco principal do casal encerrado na primeira temporada, enquanto Mika Abdalla e Stephen Kalyn devem ganhar mais destaque como Allie e Dean nas próximas temporadas. Mas enquanto o fandom comemora a renovação e especula qual casal vai protagonizar a temporada 2, tem uma coisa que quase ninguém está discutindo com seriedade: a série pode estar preparando o público para uma morte, e os sinais estão espalhados desde o episódio um.

O personagem que se tornou tão querido
Khobe Clarke foi escalado para o papel de Beau Maxwell, descrito como melhor amigo de Dean Di Laurentis desde o ensino médio – igualmente à vontade entre atletas, calouros de fraternidade e os estudantes do circuito artístico da Briar University. No papel, a função narrativa de Beau é simples: ele existe para dimensionar quem Dean é antes de Allie entrar na história. Só que a série fez algo diferente. Desenvolveu Beau com profundidade, humor e presença que vão muito além do que os livros mostram, e quanto mais o público investe emocionalmente em um personagem secundário de uma série com essa estrutura, mais as perguntas sobre o futuro dele ficam desconfortáveis.
A saga literária de Elle Kennedy é composta por cinco volumes. A primeira temporada adapta O Acordo, com Garrett e Hannah como protagonistas. Os demais volumes contam os romances de Logan e Grace, Dean e Allie e John Tucker e Sabrina. O terceiro livro, O Jogo, coloca Dean e Allie no centro – e quem leu os livros sabe que a morte de Beau é o evento que define a jornada do Dean nessa história. A série escolheu apresentar Beau como um personagem de peso já na primeira temporada, num momento em que, canonicamente, a história dele nem começou direito.

O que a ordem dos livros tem a dizer
Há uma discussão aberta no fandom sobre qual livro a segunda temporada vai adaptar. A expectativa de parte do público é que o foco recaia sobre Logan e Grace, adaptando O Erro, enquanto Dean e Allie assumiriam o centro numa temporada posterior. Mas Dean e Allie já foram apresentados com arco emocional ativo desde a temporada 1, e Beau aparece diretamente ligado a esse arco. A showrunner Louisa Levy foi deliberadamente vaga sobre os planos para as próximas temporadas, o que é, em si, uma forma de comunicação. Séries que não têm nada a esconder costumam ser mais diretas sobre o que vem por aí.
O que a série fez com Beau até agora segue uma lógica conhecida: você não investe produção, tempo de tela e desenvolvimento emocional em um personagem secundário sem intenção. Ou ele vai se tornar protagonista de uma temporada futura – o que os livros não sustentam – ou ele está sendo construído para que a perda dele custe caro. E O Jogo já tem essa resposta guardada há dez anos para quem foi atrás dos livros.

Para quem chegou pela série, sem spoiler nenhum na bagagem, a segunda temporada – qualquer que seja a ordem de adaptação – pode chegar como uma surpresa para a qual o público já foi emocionalmente preparado sem perceber. Isso é construção narrativa bem feita, mas também pode ser, dependendo do ponto de vista, uma crueldade calculada.
-
Séries2 dias ago“Euphoria”: o que aconteceu com Nate no penúltimo episódio da terceira temporada?
-
Séries2 dias ago“Off Campus” já está preparando os fãs para a morte mais dolorosa da temporada 2
-
Séries2 dias ago“Off Campus”: o que podemos esperar do futuro de Hannah e Garrett
-
Comportamento1 dia agoPor que mulheres hétero são fãs de séries com casais gays
