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Filme de ‘Game of Thrones’: o que sabemos até agora

Roteirista de Andor já entregou o primeiro rascunho, e o projeto pode chegar às telas como uma superprodução do tamanho de Duna

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A franquia mais poderosa da televisão de fantasia pode estar prestes a dar um salto histórico. A Warner Bros. está desenvolvendo um filme baseado no universo de Game of Thrones, com roteiro assinado por Beau Willimon, conhecido por seu trabalho em Andor. O primeiro rascunho do script já foi entregue e teria sido bem recebido internamente pela liderança do estúdio.

Segundo os relatos, o longa deve explorar a história de Aegon I, o lendário Aegon, o Conquistador – o período em que ele e suas irmãs-esposas, Rhaenys e Visenya, unificaram Westeros com o poder de seus dragões, dando início à dinastia Targaryen. Simples assim: estamos falando do momento que criou tudo o que você já assistiu, leu e sofreu nesse universo.

O homem por trás do roteiro – e por que ele importa

A escolha de Willimon não é aleatória, e faz bastante sentido quando você pensa na escala do que precisa ser contado. Ele é o showrunner de House of Cards e roteirista de Andor, sendo responsável por arcos marcantes como o da prisão de Narkina 5 na primeira temporada da série de Star Wars.

O padrão do nome é alto: Andor é amplamente reconhecido como o projeto live-action mais elogiado do universo de Star Wars nos últimos anos, e o tipo de narrativa política densa que ele domina encaixa perfeitamente numa história sobre um homem que não apenas queimou reinos, mas os reorganizou sob uma nova ordem. O projeto estaria sendo imaginado como uma superprodução do tamanho de Duna – ou seja, um blockbuster de peso para ser visto nas telonas. E considerando que Aegon entrou em batalha montado em Balerion, o Terror Negro – um dragão cuja envergadura era tão absurda que, segundo as lendas de Westeros, cobria cidades inteiras com sua sombra -, o formato cinematográfico começa a fazer todo o sentido.

O que esse filme pode (e precisa) mostrar

Embora a era Targaryen já tenha sido explorada em A Casa do Dragão e esteja presente em O Cavaleiro dos Sete Reinos, Aegon I ainda não apareceu diretamente nas produções televisivas. Ou seja, o filme teria território completamente virgem para trabalhar em live-action.

A Conquista de Aegon é o ponto de origem de praticamente toda a lore que os fãs consomem há mais de uma década: a fundação de Porto Real, a criação do Trono de Ferro feito com as espadas dos inimigos derrotados, e o início da contagem do tempo – o famoso “AC” (Depois da Conquista) que aparece em toda a cronologia da franquia. Além disso, a mitologia de Aegon ganhou novas camadas em A Casa do Dragão, que revelou que o conquistador teria previsto a chegada da Longa Noite e acreditava que apenas um Targaryen no Trono de Ferro poderia salvar a humanidade – o que abre espaço para uma narrativa muito mais complexa do que um simples épico de batalhas e dragões.

A sombra da incerteza: Warner, Paramount e o futuro do projeto

Antes de já marcar na agenda, vale respirar fundo: o projeto ainda está longe de ser uma certeza. A possível aquisição da Warner Bros. pela Paramount Skydance, que aguarda aprovação de órgãos reguladores, representa um ponto de interrogação considerável sobre o futuro de toda a produção. Uma troca de gestão desse porte pode rever prioridades e arquivar projetos mesmo em estágio avançado – e quem acompanha o desenvolvimento de derivados de Game of Thrones desde o final da série original sabe que o cemitério de projetos cancelados é bem populoso por lá.

O próprio CEO da Paramount, David Ellison, já declarou publicamente que Game of Thrones é sua série favorita da HBO, o que pode ser um sinal positivo – mas declarações de executivo ainda estão muito longe de uma data de estreia confirmada. O que existe até agora é um roteirista de peso, um rascunho bem recebido e muita expectativa. Já é mais do que esse projeto teve em anos. E para um universo que dividiu a história da televisão entre “antes” e “depois”, talvez seja o suficiente para começar a torcer.

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