TV
Globo se pronuncia após denúncia de Taís Araújo contra Manuela Dias
Atriz teria teria questionado rumo da personagem em “Vale Tudo”; emissora destacou “compromisso com a diversidade”.
A tensão entre Taís Araújo e Manuela Dias virou um dos assuntos mais comentados nos bastidores da Globo e acendeu uma discussão importante sobre representatividade na teledramaturgia. Segundo apuração da coluna F5, da Folha de S.Paulo, Taís registrou uma denúncia formal no setor de compliance da emissora contra a autora de Vale Tudo, remake que foi ao ar até o fim de outubro. O motivo seria o descontentamento da atriz com os rumos da protagonista Raquel Acioly, personagem que interpretou na trama.
De acordo com as reportagens da CNN Brasil e do Notícias da TV, a atriz teria procurado Manuela em agosto para expressar sua insatisfação. Taís acreditava que Raquel, uma mulher negra batalhadora, estava sendo retratada de forma excessivamente sofrida e perdendo espaço ao longo dos capítulos, algo que, segundo ela, reforçaria um padrão recorrente nas novelas brasileiras.

A situação se intensificou quando entidades do movimento negro, das quais Taís faz parte, demonstraram incômodo com a representação da personagem. Fontes ouvidas por O Dia e Purepeople afirmam que a conversa entre as duas artistas acabou se tornando uma discussão mais acalorada. Manuela teria discordado das críticas e, posteriormente, apresentado uma queixa de recíproca à Globo, alegando que Taís havia quebrado o código de ética da emissora ao tratar do assunto publicamente.
Nesta quarta-feira (5), a Globo emitiu uma nota oficial, enviada à Folha de S.Paulo, afirmando ter “muito orgulho do remake de Vale Tudo” e reforçando o “compromisso com a diversidade em suas obras”. A emissora, no entanto, não confirmou nem negou a existência das denúncias internas.
O episódio abriu um novo debate dentro e fora da emissora sobre autonomia artística, representatividade e a forma como protagonistas negros ainda são retratados na TV brasileira.
TV
Ferette vai parar na Chacrinha nos últimos capítulos de ‘Três Graças’
Despejado de casa, com mandado de prisão iminente e sem aliados, o vilão de Murilo Benício vai parar exatamente onde menos esperava
A queda de Ferette em Três Graças não poderia ter um endereço mais irônico. Com o mandado de prisão de Arminda expedido, a delegada Marise afastada e seus planos se desmontando em câmera lenta, o vilão interpretado por Murilo Benício decide fugir, e acaba recebendo abrigo temporário de Lucélia, bem no coração da Chacrinha. O mesmo território que ele sempre enxergou como obstáculo se torna o único lugar disposto a acolhê-lo.
O colapso do personagem acelera nesta semana decisiva da novela. Após ser despejado de casa pela ex-mulher Zenilda e pelos filhos Lorena e Leonardo, Ferette ainda tentou um último golpe: interrompeu a posse de Gerluce como presidente da Fundação com uma liminar judicial, retomando o cargo e jurando destruí-la. Dessa vez, a corda arrebentou do lado mais fraco. Rogério, Gerluce e Zenilda expuseram para a imprensa os áudios comprometedores com Edilberto, e Ferette passou mal ao saber que os casamentos dos filhos aconteceram mesmo assim, sem ele.
Encurralado e sem os recursos de sempre, o vilão muda de endereço. Mesmo escondido na Chacrinha, convoca Samira para executar um plano contra Gerluce. O problema é que o cenário já não coopera: Arminda se esconde no ferro-velho e Helga se sente humilhada e decide mudar o depoimento sobre as mortes do passado. E os moradores da Chacrinha organizam um protesto pela liberdade de Gerluce.
Três Graças, criada por Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva, encerra sua exibição no dia 15 de maio. O casamento de Gerluce marca o desfecho da protagonista e reúne os principais núcleos da trama. Para Ferette, a última semana promete ser a mais humilhante de toda a novela – e, convenhamos, era o mínimo que ele merecia.
TV
Globo quer transformar Tia Milena do BBB 26 em contadora de histórias infantis
Colunista revelou que a emissora planeja começar pelo gshow, com testes de seis meses, e avançar para o Globoplay – além de um possível quadro fixo no É de Casa.
O BBB 26 terminou na última terça-feira (21) com Ana Paula levando o prêmio principal, mas Milena Moreira – a Tia Milena que virou febre dentro e fora da casa – pode estar longe de encerrar o capítulo com a TV Globo. Segundo o colunista Alessandro Lo-Bianco, que revelou a informação no A Tarde é Sua desta sexta (24), a emissora está desenvolvendo um projeto multiplataforma que transformaria a ex-sister em contadora de histórias infantis.
A aposta tem ancoragem no perfil de Milena fora do reality: recreadora infantil, estudante de Terapia Ocupacional e uma das participantes mais identificadas com o universo das crianças que o programa já teve. O plano seria começar pelo gshow, com uma fase de testes de cerca de seis meses, e avançar para o Globoplay caso o público responda bem. Para dar escala ao projeto, a emissora já estaria organizando um time de roteiristas responsável por criar mais de 200 histórias – com Milena como apresentadora de todo esse conteúdo em vídeos curtos voltados ao público infantil.
Nos bastidores, a Globo também estaria discutindo uma possível participação de Milena no Criança Esperança, o que funcionaria como vitrine para o projeto e consolidaria o posicionamento da ex-BBB no segmento. O próximo passo mais concreto, segundo Lo-Bianco, seria um quadro fixo no É de Casa, exibido aos sábados de manhã – faixa em que a emissora busca reconectar com o público mais jovem.
O colunista foi honesto sobre os limites: a avaliação nos bastidores é que o formato vai ser “bem engessado”, com roteiro definido e pouca margem para improviso. A Globo não confirmou o projeto oficialmente até o momento da publicação desta matéria.
TV
‘Casa do Patrão’: data de estreia, regras e como funciona o novo reality da Record
Primeiro reality solo do diretor fora da Globo chega à Record com prêmio de R$ 2 milhões e transmissão 24h no Disney+
Casa do Patrão estreia nesta segunda-feira (27) na Record TV às 22h30, com transmissão simultânea e ao vivo 24 horas no Disney+. O reality reúne 18 participantes anônimos disputando um prêmio que pode chegar a R$ 2 milhões – e a dinâmica central é simples no papel, devastadora na prática: quem manda, manda mesmo.
O programa marca o primeiro trabalho solo de Boninho depois de 40 anos de Globo, onde comandou o BBB de 2002 até 2024. Depois de uma saída que virou assunto, o diretor fundou a produtora TV 4.0 Inteligência Criativa e fechou com a Record em outubro de 2025. A pergunta que todo mundo quer responder – se Casa do Patrão é o novo BBB – ele mesmo respondeu sem drama: “Todos os realities são parecidos. O que distingue cada um é o DNA do formato.” DNA, no caso, é essa lógica de hierarquia flutuante que nenhum outro confinamento brasileiro tentou antes.
A estrutura divide os participantes em três espaços: a Casa do Patrão, reservada ao líder da semana e seus aliados escolhidos; a Casa do Trampo, onde o resto do elenco trabalha para o grupo privilegiado; e a Área de Convivência. O detalhe que muda tudo é financeiro: cada participante entra com um saldo próprio que sobe ou desce conforme o jogo, e quando alguém é eliminado, 90% do dinheiro acumulado vai direto para o bolso de quem está no poder naquela semana. A rotina ainda inclui uma dinâmica chamada VAR – uma sexta-feira de revelações onde conversas privadas são expostas para toda a casa antes da eliminação de quinta.
Leandro Hassum assume o microfone na estreia mais aguardada da Record em anos. O comediante, que mora fora do Brasil com a família, prometeu equilibrar leveza e seriedade no comando – e já avisou que não vai se encaixar em nenhuma caixinha. “Sou um assíduo consumidor de reality show. E agora vou apresentar do meu jeito”, disse à revista Quem. Hassum também vai receber visitas da família durante o confinamento profissional – incluindo a cachorrinha, o que já garante pelo menos um momento de humanidade num programa que parece projetado para provocar o oposto disso.
