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“It: Bem-Vindos a Derry”: os segredos escondidos na abertura da série

Veja os significados ocultos na abertura da série da HBO

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A nova série IT: Bem-Vindos a Derry, do universo criado por Stephen King, mergulha nas origens sombrias da cidade que deu vida a Pennywise, o Palhaço Dançarino – décadas antes dos eventos de IT: A Coisa. E logo nos primeiros minutos, os fãs mais atentos perceberam: os créditos de abertura da série estão repletos de mensagens escondidas e referências profundas ao universo literário de King.

No segundo episódio, lançado na sexta (31), a sequência de abertura se transforma em uma verdadeira cápsula de simbolismos: uma mistura de nostalgia, tragédia e presságios.

O mito de Paul Bunyan e o terror que ainda virá

Logo nas primeiras cenas, vemos a icônica estátua de Paul Bunyan, um marco de Derry. Fãs do filme de 2019 vão reconhecer o monumento. Ele é o mesmo que, no futuro, ganhará vida para perseguir Richie Tozier (Finn Wolfhard). Em Bem-Vindos a Derry, porém, ele aparece ainda em construção, como se o mal estivesse tomando forma junto com a cidade.

Pouco depois, surge uma imagem inquietante: uma garotinha olhando para dentro de um bueiro, ao lado de um cartaz de “criança desaparecida”. É um prenúncio direto da forma mais clássica de ataque de Pennywise, e uma lembrança de que, sob a aparência pacata de Derry, algo terrível sempre se esconde.

Juniper Hill e os fantasmas de Derry

Os créditos fazem ainda uma breve passagem por Juniper Hill, o asilo psiquiátrico que aparece em várias obras de Stephen King, incluindo IT e O Iluminado. Depois, a câmera se move para 29 Neibolt Street, a famosa casa que esconde o covil subterrâneo de Pennywise, desta vez cercada por girassóis em um contraste perturbador.


Em seguida, cenas de terror nuclear e violência cedem espaço à história real da cidade: o Massacre da Gangue Bradley, quando dois assaltantes de banco foram mortos por uma multidão enfurecida nos anos 1930. Um letreiro com o nome “Bowers” pisca rapidamente na tela – uma piscadela para os fãs que conhecem Henry Bowers, o valentão de IT, e seu ancestral Clint Bowers, que aparece na série como chefe de polícia em 1962.

O coelho queimando e a tragédia das Ironworks

Um dos últimos momentos da abertura mostra a Kitchener Ironworks, fábrica que explode misteriosamente em 1908, durante uma caça aos ovos de Páscoa. O detalhe arrepiante: um coelho de Páscoa pegando fogo paira sobre as chamas. No universo de IT, esse acidente ceifa a vida de 102 pessoas, em sua maioria crianças, e é justamente o evento que Ben Hanscom investiga décadas depois, no romance original.

O palhaço está sempre por perto

Por fim, para quem prestar atenção, Pennywise aparece de forma quase imperceptível em alguns quadros – sombras, reflexos e silhuetas escondidas entre as cenas. É um lembrete de que ele nunca foi embora; apenas aguarda o momento certo para acordar.

Um tributo sombrio ao universo de Stephen King

Com tantas referências, IT: Bem-Vindos a Derry não é apenas um prelúdio, é um mosaico visual que celebra e expande o mundo de Stephen King. Cada detalhe na abertura funciona como um aceno para fãs veteranos e uma armadilha sutil para novos espectadores.

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