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Iza perdoou, mas o Brasil não: o que a polêmica sobre sua decisão revela sobre nossas expectativas

Reatar virou polêmica nacional, mas revela mais sobre nossas cobranças do que sobre a cantora

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Ela perdoou. O Brasil não. A decisão de Iza de reatar com Yuri Lima virou polêmica nacional e escancarou algo maior: o quanto ainda projetamos expectativas irreais sobre mulheres que consideramos “empoderadas”.

Vivemos uma era em que o empoderamento virou espetáculo. Celebramos discursos fortes, frases de efeito e coerência ideológica, mas, na prática, mulheres seguem sendo vigiadas como personagens de novela. Qualquer movimento fora do roteiro idealizado vira sinal de fraqueza. Foi exatamente o que aconteceu com Iza.


Símbolo de força, independência e representatividade, a cantora decidiu perdoar. E a reação foi de decepção, julgamento, cobranças públicas sobre sua coerência com o feminismo. Como se seus sentimentos precisassem servir a um ideal coletivo. Uma pesquisa Datafolha mostra que 38% dos brasileiros sentem pressão para manter uma imagem perfeita nas redes – e isso se torna ainda mais cruel quando falamos de mulheres negras em posição de destaque.

Mas o verdadeiro empoderamento não é sobre sustentar uma estética inabalável. É sobre ter liberdade emocional. É poder vacilar, recuar, sentir dor e ainda assim seguir dona da própria história. O incômodo, no fim, não está na decisão de Iza, mas no desafio que ela lança ao mito da “mulher forte” – aquela que nunca erra, nunca volta atrás, nunca se contradiz.

Exigimos delas uma coerência que não pedimos dos homens. Queremos que sejam fortes para os outros, coerentes para os outros, inspiradoras para os outros. Mas quando elas apenas escolhem ser humanas, parece que não sabemos lidar. Isso não é feminismo, é aprisionamento simbólico.

Como dizia Bell Hooks, “quando a mulher negra se liberta, ela libera todos à sua volta”. Mas essa libertação só acontece se permitirmos que ela seja contraditória, vulnerável, imperfeita. Se o empoderamento só cria um novo padrão inalcançável, então ele não liberta, ele aprisiona.

A decisão de Iza não deveria ser transformada em um teste coletivo de moralidade. Se nos incomoda tanto, talvez não seja sobre ela. Talvez seja sobre a nossa dificuldade de aceitar que liberdade de verdade exige imperfeição.

E você? Já cobrou coerência demais de si mesma ou de outra mulher?

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RJ Mitte, o Walter White Jr. de Breaking Bad, morre aos 34 anos

Ator, que tinha paralisia cerebral assim como seu personagem, construiu uma carreira marcada pela defesa da representatividade de pessoas com deficiência em Hollywood

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RJ Mitte, ator que interpretou Walter White Jr. em Breaking Bad, morreu aos 34 anos. A notícia foi confirmada por um representante do artista à Variety nesta segunda-feira (12), e a causa da morte não foi divulgada. Em comunicado, a equipe de Mitte o descreveu como ator, filantropo e defensor apaixonado dos direitos das pessoas com deficiência.

Nascido em Lafayette, na Louisiana, em agosto de 1992, Mitte foi diagnosticado com paralisia cerebral aos três anos. Mudou-se com a família para Los Angeles em 2006 e começou a fazer pequenas participações como figurante, incluindo em Hannah Montana, antes de conseguir o papel que mudaria sua vida. Em Breaking Bad, exibida entre 2008 e 2013, ele deu vida ao filho de Walter White (Bryan Cranston) e Skyler (Anna Gunn), um adolescente que também tinha paralisia cerebral. Como a condição dele era mais leve do que a do personagem, o ator chegou a reaprender limitações que tinha enfrentado na infância para compor o papel.

Walt Jr., ou Flynn, como o personagem insistia em ser chamado em certo ponto da série, era o coração ingênuo de uma família que desmoronava. Enquanto o pai mergulhava no tráfico, ele seguia acreditando em Walter até o momento em que a verdade veio à tona, e a reação dele a essa descoberta está entre as cenas mais lembradas da reta final da série. O trabalho rendeu a Mitte o prêmio Harold Russell, do SAG-AFTRA, no Media Access Awards de 2013, além de um prêmio do Sindicato dos Atores dividido com o elenco pela melhor atuação de conjunto em série dramática.

Fora de cena, Mitte transformou a visibilidade conquistada com a série em ativismo. Foi embaixador da United Cerebral Palsy e da Shriners Children’s, atuou como porta-voz do Sindicato dos Atores para artistas com deficiência e presidia a Mitte Foundation, organização que apoiava causas sociais e combatia estereótipos sobre pessoas com deficiência. Em 2014, também estrelou uma campanha da Gap, num momento em que modelos com deficiência ainda eram raríssimos em grandes marcas.

Depois de Breaking Bad, o ator seguiu trabalhando no cinema e na TV. Ele interpretou Mind Master na série de super-heróis The Guardians of Justice, da Netflix, e esteve em filmes como The Recall (2017) e The Oak Room (2020). Mitte namorava Kennedy Suarez desde 2018, e os dois anunciaram o noivado em 2025.

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Vitória Strada faz 30 anos com ensaio e vestido de zebra

Atriz celebrou a nova idade com bolo de morangos em hotel de São Paulo e um minivestido de paetê bordô que custa R$ 848

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Vitória Strada completa 30 anos nesta segunda-feira (12) e resolveu marcar a data com um ensaio fotográfico daqueles que pedem um bom vestido. A atriz posou no JW Marriott, hotel de luxo em São Paulo, segurando um bolo de aniversário decorado com morangos enquanto apagava as velas, cena simples que ganhou outra cara graças ao figurino escolhido para a ocasião.

O protagonista do look foi um minivestido de paetê bordô com estampa de zebra, da marca Sol Brand, avaliado em R$ 848. A peça tem alças finíssimas e acabamento em renda no mesmo tom, uma combinação que pega o animal print, normalmente associado a preto e branco, e o leva para uma cor mais quente e noturna. Para completar, Vitória apostou em sandália de salto prateada e acessórios pratas, escolha que deixa o brilho do paetê dividir a atenção sem disputar com o resto da produção.


A virada para os 30 chega num momento de reposicionamento na carreira. Nascida em Porto Alegre, Vitória começou como modelo ainda pré-adolescente, ficou em segundo lugar no Miss Mundo Brasil em 2014 e estreou na TV já como protagonista, aos 20 anos, em Tempo de Amar (2017). Na sequência vieram Espelho da Vida (2018) e Salve-se Quem Puder (2020), novela que consolidou a atriz na faixa das sete. A última passagem por um folhetim da Globo foi como a delegada Rebeca, nos capítulos finais de Fuzuê, em 2023.

Desde então, quem acompanhou Vitória mais de perto foi o público do Big Brother Brasil. A participação no BBB 25 devolveu a atriz ao centro da conversa e apresentou o nome dela a uma geração que não necessariamente acompanhou as novelas. Neste ano, ela também protagonizou o filme Caju, Meu Amigo, exibido no CineBBB, e vem dizendo que segue com projetos no cinema e no teatro.


O próximo capítulo pode ser justamente o retorno à faixa que a projetou. Em julho, a coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo, informou que Vitória está cotada para Elas Que Lutem, próxima novela das sete de Daniel Ortiz, o mesmo autor de Salve-se Quem Puder, com estreia prevista para março de 2027. Questionada sobre o assunto, a atriz desconversou e disse apenas que estava torcendo. Até agora, a Globo não confirmou a escalação.

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Tudo o que sabemos sobre o casamento de Taylor Swift e Travis Kelce

Do Madison Square Garden transformado em castelo ao esquema de segurança com FBI, os bastidores da cerimônia mais vigiada do ano

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Travis Kelce devem oficializar a união na sexta-feira, 3 de julho, no Madison Square Garden, em Nova York, segundo informações do TMZ, do New York Times e do Page Six. O noivado foi anunciado em agosto de 2025, depois de pouco mais de dois anos de relacionamento, e desde então os dois mantiveram os preparativos em sigilo – até os detalhes começarem a vazar um por um.

O local

A escolha do MSG não foi por acidente. A arena não tem janelas voltadas para a rua e conta com estacionamento subterrâneo, o que dificulta registros externos e facilita a entrada discreta de convidados famosos. Segundo o New York Times, a celebração será dividida em dois dias: no dia 2, uma festa íntima para cerca de 100 pessoas; no dia 3, o evento principal, com aproximadamente mil convidados e possíveis apresentações ao vivo no palco.

O cenário

Do lado de fora da arena nos últimos dias, a movimentação virou assunto nas redes. Caminhões foram vistos descarregando grandes estruturas cenográficas identificadas como “Garden Party 1 (scenic)” e com a inscrição “GP” pintada com spray, além de um carpete azul-bebê cobrindo as escadas do local. O TMZ afirmou que dentro do espaço está sendo construído um castelo com jardim interno, descrito por fontes como “um conto de fadas”. O palco em si está sendo produzido no Rock Lititz, na Pensilvânia – o mesmo campus que trabalhou com Taylor na Reputation Stadium Tour e na Eras Tour.

A segurança e os convidados

Segundo o Page Six, os convidados precisarão assinar acordos eletrônicos de confidencialidade, e os convites receberam marca d’água individual para evitar vazamentos. O FBI estará responsável pelo esquema de proteção. Taylor teria feito os convites pessoalmente por telefone, revelando apenas a data – os detalhes completos foram enviados só após a confirmação de presença. Entre os nomes já confirmados estão Selena Gomez e Benny Blanco, Ed Sheeran e Cherry Seaborn, Karlie Kloss e Benson Boone.


O casamento acontece na véspera do Dia da Independência dos Estados Unidos. As assessorias de Taylor e Travis não confirmaram oficialmente nenhum detalhe. Com castelo, FBI e mil convidados, já dá pra ter uma ideia do que está por vir.

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