LGBTQIA+
Mês do Orgulho LGBTQIA+: por que é comemorado em junho?
Todo junho a gente vê bandeira colorida pra todo lado — mas por que exatamente essa data virou símbolo do orgulho LGBTQIA+?
Todo junho, é a mesma cena: feed colorido, logo de marca trocado por arco-íris, glitter em dobro e drinks temáticos até no café da esquina. Mas por trás de todo esse movimento, tem uma história de resistência que pouca gente realmente conhece — e que a gente PRECISA continuar contando.
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A origem do Mês do Orgulho não veio de um post fofo no Instagram. Veio de um levante. Uma noite de 1969 em que pessoas LGBTQIA+ decidiram que já tinham engolido humilhação demais. Que não iam mais aceitar serem tratadas como criminosas por simplesmente existirem. E onde isso rolou? No Stonewall Inn, um bar em Nova York, “teoricamente seguro”, que vivia sendo invadido pela polícia. Mas naquela madrugada de 28 de junho, foi diferente: elas reagiram. E quem puxou o bonde? Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera — duas mulheres trans, racializadas e maravilhosas que botaram o dedo na cara do sistema e disseram: basta.
A festa veio depois. Primeiro, foi luta.
O que rolou depois de Stonewall foi um empurrão na luta LGBTQIA+ que ecoa até hoje. Um ano depois, em 1970, nascia a primeira Parada do Orgulho — o famoso “Christopher Street Liberation Day”, com uma galera marchando de Stonewall até o Central Park. Aquilo que começou como protesto virou celebração. Mas o espírito? Continua o mesmo: visibilidade, resistência, e um mega “não vamos voltar pro armário”.
A bandeira arco-íris que hoje a gente conhece foi criada por Gilbert Baker, a pedido de Harvey Milk, em 1978. Cada cor tinha um significado (e não era só “ficar bonita no feed”): vida, cura, luz do sol, natureza, serenidade e espírito. Depois vieram outras bandeiras incríveis: trans, intersexo, progress — porque a comunidade é grande, diversa, e cada parte dela merece ser vista.
Mas se engana quem acha que a luta já acabou.
Mesmo em 2025, ainda tem país prendendo e matando pessoas LGBTQIA+. Na mesma velocidade em que lugares como Grécia e Tailândia avançam em direitos, outros como Gana retrocedem. E nos Estados Unidos, o número de leis anti-trans explodiu — o que mostra que o orgulho continua sendo um ato político.
E não dá pra falar de junho sem falar de pink money: um monte de marca adora botar logo colorido, mas na prática não apoia nada. A comunidade LGBTQIA+ já cansou de ser usada como marketing. A cobrança agora é clara: apoie o ano inteiro ou nem cola.
E onde a gente entra nisso tudo?
Se você é LGBTQIA+, esse mês é pra você existir com orgulho — mesmo que o mundo tente apagar sua luz. E se você é aliado, o mínimo é fazer barulho também: compartilhe, aprenda, escute, doe, defenda. Mas faça isso o ano todo, e não só quando for “tendência”.
Junho é um lembrete vibrante de que um grupo de pessoas cansadas de serem invisibilizadas resolveu lutar — e mudou a história. E se você está lendo isso, você faz parte dessa história também. Então, bora continuar marchando, celebrando e construindo um futuro mais seguro, livre e colorido pra todo mundo?
Do fundo do nosso coração (e com glitter nos olhos), Feliz Mês do Orgulho. Hoje e sempre.