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Séries

“O Verão Que Mudou Minha Vida”: como o estilo de Conrad reflete o seu amadurecimento

De Harrison Ford nos anos 90 a um relógio vintage apelidado de “Connie”, cada detalhe do figurino de Conrad carrega um significado narrativo

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A terceira temporada de O Verão Que Mudou Minha Vida trouxe uma nova fase para Conrad Fisher (Christopher Briney) – mais maduro, reflexivo e em busca de equilíbrio. Agora formado em Medicina por Stanford, ele aparece cuidando da casa de praia, cozinhando e até fazendo terapia. Esse amadurecimento interno não passou despercebido no figurino: cada peça escolhida pela figurinista Jess Flaherty, em parceria com Jenny Han, foi pensada para traduzir essa evolução.

O look “Homem Bonito”

Nos bastidores, o novo estilo de Conrad ganhou até apelido: “Homem Bonito”. A referência foi o guarda-roupa masculino clássico dos anos 90, inspirado em ícones como Harrison Ford em fotos de aeroporto. O resultado é um visual adulto e atemporal, mas sem perder a simplicidade: camisas de botão, jeans ajustado com cinto, polos clássicas, camisetas brancas para dentro da calça e cortes mais formais.

Tudo pensado para marcar o contraste entre o Conrad adolescente e o Conrad que começa a assumir responsabilidades de adulto.

O relógio que virou assinatura

Entre todos os detalhes, um acessório roubou a cena: o relógio Omega Constellation vintage, com pulseira de couro marrom, usado pelo personagem em praticamente todas as cenas. O modelo, datado entre os anos 1950 e 70, foi escolhido pelo especialista Robbie Beck, que ainda personalizou a pulseira para torná-lo único.

A escolha não é apenas estética. Entre colecionadores, o modelo é apelidado de “Connie” – o mesmo apelido que Jeremiah e Belly usam para chamar Conrad na trama. Coincidência? Difícil acreditar, já que Jenny Han é conhecida por dar significados sutis a cada detalhe.

O simbolismo do figurino

No universo de Jenny Han, nada está ali por acaso. O figurino de Conrad reforça não só sua fase mais madura, mas também carrega simbolismo: o relógio, por exemplo, funciona como metáfora do tempo – o tempo que ele levou para crescer, o tempo perdido com Belly e até o tempo que ainda resta para que ambos encontrem um futuro juntos.

Mais do que roupas, o visual de Conrad nesta temporada é uma narrativa paralela. Um personagem que antes fugia do próprio caos agora veste sobriedade, como se estivesse finalmente aprendendo a carregar o peso do que sente.

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Wandinha: Netflix divulga primeira imagem oficial da terceira temporada com Jenna Ortega em Paris

Netflix divulga primeira imagem da terceira temporada com Wednesday embaixo da Torre Eiffel

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Wandinha trocou os corredores sombrios de Nevermore pela Cidade Luz. Jenna Ortega e Tim Burton foram flagrados filmando cenas da terceira temporada da série nesta segunda-feira (20) em Paris, na França. A produção confirmou o que a Netflix havia insinuado nas últimas semanas com um teaser cheio de subentendidos: a nova fase de Wandinha vai além dos limites da academia de outcasts.

As gravações na capital francesa começaram no dia 18 de abril, com previsão de encerramento das filmagens externas para esta segunda-feira (20). O set foi montado às margens do Rio Sena, onde Ortega apareceu ao lado de uma motocicleta – detalhe que bate com o teaser divulgado pela Netflix mostrando Wandinha e Mãozinha na frente da Torre Eiffel. Fred Armisen também foi flagrado nas gravações no personagem do Tio Fester, confirmando que ele acompanha Wednesday na escapada europeia.


A passagem por Paris é só parte de uma chuva de novidades. Winona Ryder entrou oficialmente para a terceira temporada, o que representa um reencontro com Burton e com Ortega, já que os três trabalharam juntos em Beetlejuice Beetlejuice (2024). Lena Headey, de Game of Thrones, o ícone dos anos 80 Andrew McCarthy e James Lance, de Ted Lasso, também foram escalados para papéis ainda não revelados, mas descritos como centrais para a trama.

Sobre a estreia: a espera vai ser longa. A Netflix não confirmou data oficial, mas fontes indicam que a plataforma está mirando o primeiro semestre de 2027, com junho como janela preferencial. A produção está rodando na Irlanda com o codinome Briarcliff, e o término das gravações está previsto para maio, embora a expectativa seja de que o processo se estenda além disso.

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Segunda temporada de “Treta” é boa? Episódios têm elenco incrível – e roteiro que tropeça

A segunda temporada da série da Netflix chegou com Oscar Isaac e Carey Mulligan – e com mais personagens, mais ambição temática e, infelizmente, menos precisão narrativa do que a estreia.

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Três anos depois de uma das estreias mais celebradas da história recente do streaming, Treta voltou. A segunda temporada chegou à Netflix em 16 de abril com um elenco que sozinho justificaria o play – Oscar Isaac, Carey Mulligan, Cailee Spaeny e Charles Melton – e com a mesma premissa da primeira: pegar uma faísca pequena e deixar ela incendiar tudo ao redor. Mas onde a temporada inaugural era contida e certeira, esta tem ambição demais para o espaço que ocupa.

A trama gira em torno de dois casais que orbitam o Monte Vista Country Club, em Montecito, Califórnia. Josh e Lindsay são a cara do lugar, ele como gerente geral, ela como designer de interiores, e mantêm uma relação que, de perto, está à beira do colapso. Ashley e Austin trabalham nos escalões mais baixos do clube, mal conseguem fechar o mês, e acabam filmando acidentalmente uma briga física entre os patrões. Com o vídeo em mãos, o casal mais jovem enxerga uma saída: usar a gravação como moeda de troca para conseguir um emprego fixo com plano de saúde. A partir daí, o que era uma faísca vira incêndio – com chantagem, dívidas escondidas, dinheiro sujo e pelo menos uma cena que trata o sistema de saúde americano como terror existencial.


O problema é que Treta 2 quer cobrir território demais. Ao longo dos oito episódios, a série perde o foco e superlota uma premissa que já era expandida por natureza, e no desfecho, a rivalidade entre os protagonistas deixa de ser o centro da história. O que definia a primeira temporada era a química corrosiva entre Steven Yeun e Ali Wong, dois personagens em rota de colisão por razões profundamente pessoais. Aqui, com quatro protagonistas e uma galeria de secundários relevantes – incluindo Youn Yuh-jung como a bilionária sul-coreana dona do clube e Song Kang-ho num papel desperdiçadoramente pequeno – a dinâmica se dilui.

Embora os detalhes da trama sejam imprevisíveis, a novidade da série já não tem o mesmo impacto, e algumas das observações sobre identidade cultural soam mecânicas desta vez.


Nada disso significa que Treta 2 é ruim. O elenco entrega o que promete: Isaac e Mulligan têm o timing de um casal que passou anos praticando o silêncio como forma de agressão, e Spaeny e Melton carregam bem o peso de personagens que a série trata com uma crueldade às vezes incômoda. Mulligan e Isaac, premiado em outros projetos, sabem exatamente o que fazer com roteiro de qualidade – o problema é quando o roteiro perde o fio. A dupla jovem formada por Spaeny e Melton já provou o que vale em outras produções, e aqui não decepciona. O obstáculo não é quem está na frente da câmera. É o quanto o texto consegue sustentar o peso do que promete.

Treta continua sendo uma das séries mais interessantes da Netflix – e a segunda temporada, mesmo com seus excessos, tem episódios que funcionam muito bem isoladamente. Quem esperava o mesmo soco emocional da primeira vai sair com a sensação de que algo ficou no caminho. A ambição estava lá. A contenção, não.

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Terceira temporada de ‘Euphoria’ chega neste domingo; o que podemos esperar?

Quatro anos depois, Rue, Nate, Cassie e companhia voltam – mais velhos, mais complexos e, claro, mais destruídos do que nunca

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Quatro anos é tempo suficiente pra qualquer pessoa crescer, mudar e tomar algumas decisões horríveis. É exatamente o que Euphoria promete explorar na sua terceira temporada, que estreia neste domingo (12) às 22h, disponível simultaneamente na HBO e na HBO Max. Criada por Sam Levinson, a nova fase dá um salto temporal de cinco anos, acompanhando os ex-estudantes do ensino médio lidando com problemas ainda maiores – casamento, crimes, violência e fama – em um ritmo mais próximo do suspense policial. Menos drama escolar, mais consequências reais. Era o que a gente precisava.


O núcleo pesado da série continua intacto: Zendaya como Rue, Hunter Schafer como Jules, Sydney Sweeney como Cassie, Jacob Elordi como Nate, Alexa Demie como Maddy e Maude Apatow como Lexi. Do lado das caras novas, Sharon Stone, Natasha Lyonne, Danielle Deadwyler e a cantora Rosalía entram no elenco. A cantora, aliás, interpreta uma dançarina – e, segundo a Elle americana, disse que foi bom reencontrar velhos amigos no set, numa referência ao seu antigo relacionamento com Hunter Schafer em 2019.


A temporada também carrega algumas despedidas inevitáveis. Barbie Ferreira não retorna – a atriz havia declarado que não queria continuar interpretando “a melhor amiga gorda” -, assim como Angus Cloud, que faleceu tragicamente. Eric Dane, que interpretava Cal Jacobs, o problemático pai de Nate, faleceu no início de 2026, mas chegou a gravar a temporada e terá aparições póstumas.

A temporada terá oito episódios, lançados semanalmente, com previsão de encerramento em 31 de maio. Quanto ao futuro da série, Zendaya sugeriu em entrevistas recentes que a terceira temporada deve ser a última, enquanto Levinson afirmou que não tem planos para uma quarta. O que, dependendo de como você encarar, pode ser o alívio ou a maior tristeza do ano.

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