Séries
Onde estão hoje os detentos de “Tremembé”
Após a série do Prime Video, veja o destino real dos criminosos que inspiraram a trama
Tremembé, nova aposta brasileira do Prime Video, reacendeu o interesse por um dos presídios mais famosos do país e pelos personagens reais que inspiraram a série. A produção dramatiza a convivência de criminosos que marcaram o noticiário nas últimas décadas, e muita gente quer saber: afinal, onde estão hoje os detentos mais célebres de Tremembé?
Começando pelo caso mais emblemático, Suzane von Richthofen cumpre hoje pena em regime aberto, após deixar a prisão em janeiro de 2023. Condenada em 2006 a 39 anos e 6 meses pelo assassinato dos pais, Suzane vive no interior de São Paulo, mudou de nome para Suzane Louise Magnani Muniz e, segundo registros públicos, tornou-se mãe em 2024. A ex-detenta também retomou os estudos e cursa Direito em uma faculdade particular.
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Os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, cúmplices no mesmo crime, também estão fora do sistema fechado. Daniel está em liberdade desde 2018, enquanto Cristian obteve a progressão de regime em março de 2025. Ambos cumprem as condições da Justiça em regime aberto e vivem longe dos holofotes – bem diferente da fama que o caso teve no início dos anos 2000.
Outra figura retratada é Elize Matsunaga, condenada pelo assassinato e esquartejamento do marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga. Ela deixou o presídio em maio de 2022, após cumprir cerca de dez anos da pena de 19 anos. Atualmente, Elize vive em liberdade condicional, no interior paulista, e tenta reconstruir a vida longe da exposição.
O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados pela morte da menina Isabela Nardoni, também não está mais no presídio de Tremembé. Alexandre progrediu para o regime aberto em 2024, após 16 anos de prisão, e trabalha como promotor de vendas de imóveis. Anna Carolina, por sua vez, cumpre pena em regime aberto desde 2023. Eles vivem juntos em uma casa de campo da família, segundo a imprensa.
Entre os detentos mais polêmicos, Roger Abdelmassih, ex-médico condenado a mais de 180 anos por estupros de pacientes, cumpre prisão domiciliar desde que seu estado de saúde se agravou. Ele deixou o presídio, mas segue monitorado e sob restrições legais.
Fechando a lista, Sandra Regina “Sandrão” Gomes, condenada pelo sequestro e morte de um adolescente em 2003, também está em regime aberto há alguns anos. Conhecida dentro do sistema prisional por sua liderança, Sandrão hoje leva uma vida discreta fora dos muros do presídio.
No fim das contas, o curioso é que nenhum dos nomes retratados em Tremembé ainda cumpre pena em regime fechado. Todos progrediram para liberdade condicional, prisão domiciliar ou regime aberto, uma realidade que contrasta com a intensidade da série, que mistura ficção e fatos reais para revisitar crimes que ainda ecoam na memória do público.