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Percy Jackson: os erros e acertos da segunda temporada da série

Segunda temporada do Disney+ amadurece junto com seus heróis, mas ainda enfrenta desafios de ritmo e produção que dividem os fãs da saga de Rick Riordan

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A segunda temporada de Percy Jackson e os Olimpianos finalmente chegou ao seu desfecho no Disney+, e cá estamos nós para processar tudo o que aconteceu ao longo desses oito episódios. A adaptação de O Mar de Monstros trouxe mudanças significativas em relação à primeira fase da série, tanto em termos de maturidade narrativa quanto em escala de produção. O resultado é uma temporada que consegue acertar em vários pontos importantes, mas que ainda tropeça em questões de ritmo e coesão narrativa que já haviam sido sinalizadas anteriormente pelos fãs. O trio protagonista, formado por Walker Scobell, Leah Jeffries e Aryan Simhadri, amadureceu visivelmente tanto em suas performances quanto na química entre os personagens, algo que contribui diretamente para a evolução emocional da história.


Um dos grandes méritos desta temporada foi a forma como a produção lidou com personagens secundários que antes ficavam em segundo plano. Daniel Diemer como Tyson, o ciclope meio-irmão de Percy, é um acerto emocional, já que a série o humaniza com cuidado, criando um contraponto de inocência e lealdade pura que ressoa profundamente. A apresentação do personagem foi reformulada para se encaixar melhor no formato televisivo, com Tyson já morando com Percy e Sally desde o início, uma mudança que pode parecer pequena, mas que fortalece os laços familiares que definem o núcleo emocional da série.


Do mesmo modo, Clarisse La Rue finalmente teve seu momento de brilhar, com a atriz Dior Goodjohn entregando uma performance que equilibra a dureza característica da filha de Ares com vulnerabilidades inesperadas que adicionam camadas importantes à personagem.

A temporada também investiu pesado na construção de Luke como antagonista complexo, e aqui reside um dos pontos mais fortes da adaptação. A série conseguiu expandir a perspectiva do personagem de maneiras que os livros não permitiam por estarem limitados à visão de Percy. Os diálogos entre Luke e os personagens principais, especialmente Annabeth, ganham peso ao explorar a história compartilhada entre eles e as razões por trás de sua revolta contra os deuses.


A batalha final no Acampamento Meio-Sangue representa o maior momento de ação já visto na produção, ainda que algumas decisões de roteiro tenham gerado controvérsia entre os fãs do material original, especialmente no que diz respeito às mudanças envolvendo Thalia e Zeus.

A grande questão que permanece é se a série conseguiu de fato encontrar seu tom definitivo. Existem momentos em que a produção atinge um equilíbrio perfeito entre humor, ação e emoção, respeitando o DNA de Percy Jackson enquanto expande a narrativa para o formato televisivo. Em outros momentos, no entanto, a série parece recorrer a atalhos narrativos que deixam cenas importantes sem o desenvolvimento adequado, com resoluções apressadas que diminuem o impacto de momentos que deveriam ser marcantes.


Praticamente transformaram o episódio em uma história original, já que o segundo livro conclui com os eventos narrados após a ilha de Polifemo, enquanto o cerco de Luke ao acampamento e boa parte dos últimos episódios foram criados especialmente para a série. Essa liberdade criativa é uma faca de dois gumes que pode tanto enriquecer quanto desequilibrar a adaptação.

Com a confirmação de que a terceira temporada chegará ainda em 2026, adaptando A Maldição do Titã, os fãs têm motivos de sobra para manter a animação. A terceira temporada mergulha em um tom mais maduro e sombrio, e após a ressurreição de Thalia Grace, a Grande Profecia ganha novos contornos.

O elenco já está em processo de gravação em Vancouver, com adições de peso como Holt McCallany como Atlas e Dafne Keen como Ártemis. A cena pós-créditos do último episódio, mostrando Percy e Annabeth no baile escolar, já virou febre nas redes sociais e indica que o desenvolvimento do romance entre o casal finalmente vai ganhar destaque.

Se a produção mantiver o ritmo de correções e melhorias que demonstrou entre a primeira e a segunda temporada, há boas razões para acreditar que o melhor de Percy Jackson ainda está por vir.

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Terceira temporada de ‘Euphoria’ chega neste domingo; o que podemos esperar?

Quatro anos depois, Rue, Nate, Cassie e companhia voltam – mais velhos, mais complexos e, claro, mais destruídos do que nunca

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Quatro anos é tempo suficiente pra qualquer pessoa crescer, mudar e tomar algumas decisões horríveis. É exatamente o que Euphoria promete explorar na sua terceira temporada, que estreia neste domingo (12) às 22h, disponível simultaneamente na HBO e na HBO Max. Criada por Sam Levinson, a nova fase dá um salto temporal de cinco anos, acompanhando os ex-estudantes do ensino médio lidando com problemas ainda maiores – casamento, crimes, violência e fama – em um ritmo mais próximo do suspense policial. Menos drama escolar, mais consequências reais. Era o que a gente precisava.


O núcleo pesado da série continua intacto: Zendaya como Rue, Hunter Schafer como Jules, Sydney Sweeney como Cassie, Jacob Elordi como Nate, Alexa Demie como Maddy e Maude Apatow como Lexi. Do lado das caras novas, Sharon Stone, Natasha Lyonne, Danielle Deadwyler e a cantora Rosalía entram no elenco. A cantora, aliás, interpreta uma dançarina – e, segundo a Elle americana, disse que foi bom reencontrar velhos amigos no set, numa referência ao seu antigo relacionamento com Hunter Schafer em 2019.


A temporada também carrega algumas despedidas inevitáveis. Barbie Ferreira não retorna – a atriz havia declarado que não queria continuar interpretando “a melhor amiga gorda” -, assim como Angus Cloud, que faleceu tragicamente. Eric Dane, que interpretava Cal Jacobs, o problemático pai de Nate, faleceu no início de 2026, mas chegou a gravar a temporada e terá aparições póstumas.

A temporada terá oito episódios, lançados semanalmente, com previsão de encerramento em 31 de maio. Quanto ao futuro da série, Zendaya sugeriu em entrevistas recentes que a terceira temporada deve ser a última, enquanto Levinson afirmou que não tem planos para uma quarta. O que, dependendo de como você encarar, pode ser o alívio ou a maior tristeza do ano.

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Selena Gomez vai dirigir episódio de especial de encerramento de ‘Os Feiticeiros Além de Waverly Place’

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A família Russo vai se reunir uma última vez. O Disney+ anunciou nesta quinta-feira (2) que Os Feiticeiros Além de Waverly Place vai retornar com um evento especial de quatro episódios para encerrar a série – e Selena Gomez vai estrear como diretora comandando o primeiro deles, além de reprisar o papel de Alex Russo em múltiplos episódios. O especial, batizado de One Last Spell, chega ao streaming no verão do hemisfério norte, entre junho e setembro.

O ponto de partida do especial retoma diretamente o gancho da segunda temporada. Billie, ainda abalada com a perda de Alex no final da segunda temporada, descobre que a única forma de resgatar a mãe é se reunir com o pai que nunca conheceu. Enquanto a família se une para encontrar Alex, Billie percebe que o poder combinado dos Russo é o único caminho para derrotar o mal que os assombra. O final da segunda temporada, lançado em outubro de 2025, havia deixado em aberto o destino de Alex – e David Henrie, o Justin da série, já havia dado pistas aos fãs de que não acreditassem completamente na morte da protagonista.


A produção do especial começa ainda em abril, e o elenco principal segue o mesmo da sequência: David Henrie como Justin, Janice LeAnn Brown como Billie, Alkaio Thiele, Max Matenko, Taylor Cora e Mimi Gianopulos. Jed Elinoff e Scott Thomas continuam como roteiristas e produtores executivos ao lado de Gomez e Henrie.

Para Selena, assumir a cadeira de diretora representa um passo significativo numa carreira que já passou pela música, atuação e produção – Os Feiticeiros de Waverly Place original, afinal, foi a série que a lançou ao estrelato entre 2007 e 2012.

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“Algo Horrível Vai Acontecer” antecipa o futuro do horror na Netflix

A série chega num momento em que a plataforma precisa provar que sabe fazer terror sem seus criadores mais icônicos.

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Algo Horrível Vai Acontecer – e a Netflix sabe disso. A nova minissérie de horror criada por Haley Z. Boston e produzida pelos irmãos Duffer estreou no dia 26 de março e, em quatro dias, chegou ao número 1 nos Estados Unidos e ao topo das paradas em 11 países ao redor do mundo, de acordo com o FlixPatrol.

O enredo é perturbadoramente simples: Rachel (Camila Morrone) e Nicky (Adam DiMarco) estão a uma semana do casamento quando ela começa a ter a certeza crescente de que algo horrível vai acontecer. Em vez de apostar em jump scares, a série se sustenta no que a criadora chama de “pavor que vai minando por dentro” – um horror psicológico enraizado em relações familiares e feridas emocionais. O resultado é uma série que a crítica comparou imediatamente ao estilo de Mike Flanagan, nome mais associado ao horror adulto e literário na televisão americana dos últimos anos.


A comparação faz sentido, mas também é um lembrete incômodo de algo que a Netflix está vivendo em tempo real. Flanagan iniciou sua parceria com o streaming em 2016 e ficou até 2022, quando seu contrato se encerrou e ele migrou para a Amazon Studios, levando consigo o DNA de séries como A Maldição da Residência Hill, Missa da Meia-noite e A Queda da Casa de Usher. Agora é a vez dos Duffer Brothers.

Matt e Ross Duffer assinaram em agosto de 2025 um contrato exclusivo de quatro anos com a Paramount, com início em abril de 2026 – justamente quando seu acordo com a Netflix se encerra. Os criadores de Stranger Things vão para o cinema: o foco do novo acordo está em filmes de grande escala para as telas de cinema, algo que eles nunca puderam perseguir plenamente dentro do streaming. A ironia do momento não passa despercebida: Algo Horrível Vai Acontecer é um dos últimos projetos que os Duffer Brothers entregam à Netflix antes de fechar as malas para a Paramount.


A saída simultânea de dois dos nomes mais influentes do horror televisivo americano coloca a plataforma diante de uma pergunta real sobre o que vem a seguir. Ainda que o catálogo da Netflix inclua uma lista extensa de produções de terror, os melhores títulos do gênero foram criados pelos Duffer Brothers e por Flanagan, e Stranger Things, mesmo sendo mais ficção científica do que horror puro, permanece entre os maiores fenômenos da história do streaming. Encontrar criadores capazes de substituir esse tipo de impacto não é uma tarefa simples. Haley Z. Boston, que foi revelada pelo sucesso imediato de Algo Horrível Vai Acontecer pode ser a resposta que a plataforma está procurando – uma voz nova com instinto narrativo sofisticado, capaz de equilibrar horror visceral e profundidade emocional no nível que o público claramente ainda quer consumir.

O número 1 global em menos de uma semana de estreia é um sinal de que o apetite por esse tipo de história permanece intacto. O que muda é quem vai alimentá-lo, e se a Netflix conseguirá construir uma nova geração de criadores de horror antes que a ausência dos antigos comece a ser sentida de forma mais concreta.

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