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Séries

Logan Lerman pode voltar a Percy Jackson como Triton

Walker Scobell, atual intérprete do semideus no Disney+, sugere papel especial para o ator dos filmes originais e revela que Lerman já topou a ideia

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Se depender do elenco da série de Percy Jackson, Logan Lerman ainda não disse adeus ao universo criado por Rick Riordan. O assunto voltou a ganhar força após declarações de Walker Scobell, atual intérprete do semideus na produção do Disney+, que comentou publicamente sobre um possível retorno do ator que viveu o personagem nos filmes lançados em 2010 e 2013.

Triton: o papel perfeito para Lerman

Em entrevista ao Entertainment Tonight, Walker Scobell sugeriu que Lerman poderia interpretar Triton, filho de Poseidon e meio-irmão de Percy Jackson. “Eu acho que ele tem que fazer o nosso irmão Triton”, disse Scobell durante a conversa, que também contou com a presença de Daniel Diemer, intérprete de Tyson na série, e Leah Jeffries, que vive Annabeth. Diemer concordou prontamente com a escolha, sugerindo que o ideal seria “manter Lerman na família de Poseidon”, o que faria sentido tanto narrativo quanto simbolicamente.

Triton aparece de forma breve nos livros, especialmente quando Percy Jackson visita o reino subaquático de Poseidon no quinto volume da saga, O Último Olimpiano, onde o personagem é apresentado como o primogênito do deus dos mares, filho de Amphitrite, a deusa do mar e esposa de Poseidon.

Por conta disso, a aparição do personagem só seria esperada em uma eventual quinta temporada, o que significa que os fãs teriam que esperar alguns anos para ver essa reunião acontecer. Caso Lerman eventualmente entre para o elenco, seus episódios provavelmente não estariam prontos até o final dos anos 2020 ou início de 2030. Ainda assim, a série já mostrou abertura para antecipar personagens e elementos da história, o que tornaria possível uma participação especial antes do previsto. Para os fãs, seria uma maneira de integrar o antigo intérprete sem interferir na nova visão da adaptação.

A adaptação de Percy Jackson é exibida no Disney Plus

Um encontro que já aconteceu

O mais interessante é que Scobell e Lerman não são estranhos um para o outro. Os dois já se encontraram em um evento da Hulu em abril de 2024, ocasião em que Lerman estava promovendo a minissérie We Were the Lucky Ones. Questionado se já havia conversado com Lerman sobre a possibilidade de entrar na série, Scobell revelou que sim – e que a resposta foi positiva. “Ele disse que definitivamente estaria disposto a isso. E toparia fazer algo assim. Acho que seria muito legal tê-lo”, contou o jovem ator. Scobell também revelou que considera Lerman um amigo com quem conversa e troca mensagens de tempos em tempos.

O ator de 16 anos chegou a sugerir que adoraria fazer algo especial junto com o Percy Jackson original, como assistir ao primeiro filme e aos primeiros episódios da série juntos e conversar sobre a experiência de interpretar o personagem. É o tipo de passagem de bastão que os fãs adorariam presenciar, especialmente considerando que Lerman já havia enviado uma nota encorajadora ao elenco antes da estreia da primeira temporada, escrevendo que não conseguia imaginar “um encaixe melhor para Percy Jackson do que Walker”.

Logan Lerman em Percy Jackson

Um aceno respeitoso ao passado

Caso a participação de Triton fique mesmo para as temporadas finais, um cameo de Logan Lerman poderia funcionar como um encerramento simbólico de sua jornada nesse universo e uma forma elegante de encerrar a série em sua possível última temporada. Mesmo com a recepção negativa dos filmes na época – Rick Riordan considerou que a decisão de mudar as idades dos personagens “alienou o público-alvo principal” -, a presença do ator seria um aceno respeitoso à história da franquia e aos fãs que acompanharam Percy Jackson desde o início. O próprio Riordan já declarou que não tinha “nada contra os atores muito talentosos” dos filmes, deixando claro que suas críticas sempre foram direcionadas às escolhas criativas da produção, não ao elenco.

Trazer Lerman de volta certamente seria um momento de ciclo completo para a história de Riordan, unindo-o a Scobell e dando aos dois protagonistas de Percy Jackson a chance de contar uma história emocionante juntos. Considerando o relacionamento dos dois fora das telas e seus laços através da franquia, os fãs adorariam a oportunidade de ver duas gerações de Percy Jackson conduzindo a série até sua conclusão.

A segunda temporada de Percy Jackson e os Olimpianos já estreou no Disney+, com os dois primeiros episódios disponíveis no catálogo do streaming, adaptando o segundo livro da saga, O Mar de Monstros.

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“A Casa do Dragão”: Rhaenyra finalmente tomou o trono de ferro?

O segundo episódio da terceira temporada entregou a tomada de King’s Landing – e matou alguém que a gente estava esperando ver cair faz tempo

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Tem uma cena no segundo episódio da terceira temporada de A Casa do Dragão que resume tudo que a série vem construindo desde o começo: Rhaenyra Targaryen, de olhos vermelhos de choro, com sangue escorrendo pela sola dos sapatos, arrasta os pés até o Trono de Ferro e cai sobre ele menos como uma rainha coroada e mais como alguém que atravessou algo do qual não vai se recuperar. A capital caiu. Ela ganhou. E nada sobre o episódio deixa isso parecer bom.

O ponto de partida já é pesado: Rhaenyra está de cama depois da morte de Jace na Batalha do Gullet, convencida de que não vale a pena seguir em frente. Daemon precisa de High Valyrian e de uma boa dose de pragmatismo brutal para tirá-la de lá – e o que ele usa como argumento é a lógica fria de que parar agora tornaria todos os mortos anteriores sem sentido. É uma cena sobre como a guerra se autossustenta: não pela crença de que o próximo passo vai ser melhor, mas pela incapacidade de aceitar que os passos anteriores foram em vão. Rhaenyra se levanta porque não consegue pensar numa alternativa que suporte o peso do que já foi perdido.

A tomada de King’s Landing acontece quase sem resistência, e essa também é uma escolha narrativa deliberada. Alicent cumpriu o acordo. As portas abriram. Os poucos cavaleiros leais aos Verdes que tentaram reagir foram despachados por Daemon com a eficiência de alguém trocando de assunto. A guerra não foi vencida com fogo, foi vencida com negociação entre duas mulheres que se conhecem desde crianças e que passaram três temporadas destruindo uma à outra.


Otto Hightower aparece vivo no porão do Castelo Vermelho, guardado em segredo desde a segunda temporada, um presente de Larys Strong para Daemon, o que diz tudo que você precisa saber sobre como Larys opera. Com Aegon fugido e Aemond em Harrenhal, Rhaenyra precisava de uma cabeça para marcar o início do seu reinado. Daemon a convence de que Otto serve: é o homem que passou décadas articulando a queda dela, que plantou a filha na cama do rei para depois empurrar o neto ao trono. A lógica funciona.

A Casa do Dragão recusa qualquer satisfação fácil nessa cena. Rhaenyra não é uma guerreira. Ela conhece Otto desde que era criança. A primeira tentativa de decapitação falha, e Emma D’Arcy entrega ali um dos melhores momentos da série inteira – choro, desespero, a imagem de alguém que está fazendo o que sente que precisa ser feito e odiando cada segundo disso.


O sangue de Otto cobre o chão e ela pisa nele a caminho do trono. O episódio está em diálogo constante com a história que a série conta desde a primeira cena da primeira temporada, quando Viserys chorou pelo filho morto enquanto tentava governar. O trono dos Targaryen sempre foi construído em cima de perdas que as pessoas próximas nunca conseguiram processar, e Rhaenyra senta nele encharcada dessa mesma herança. Não existe chegada limpa até ali.

E então Alicent chega. Ela não sabia que o pai estava preso – pensava que ele estava em Oldtown. Ver o corpo no chão e Rhaenyra no trono transforma o que havia sido uma aliança estratégica em traição. Os dois lados tecnicamente descumpriram o acordo original: Aegon fugiu antes de Rhaenyra poder cumprir a promessa de capturá-lo, e Rhaenyra matou o pai sem que isso fosse combinado. Ali existem duas pessoas que perderam o controle de uma situação maior do que elas, olhando uma para a outra num salão cheio de sangue.

Em Harrenhal, Aemond chega no Vhagar esperando um confronto com Daemon e encontra o castelo praticamente vazio. A armadilha não fechou. Ele mata de qualquer jeito, porque é o que ele faz, e conhece Alys Rivers. A temporada está montando o próximo conjunto de dominós enquanto o anterior ainda está caindo.

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A Casa do Dragão: o que aconteceu com os filhos de Rhaenyra?

Da morte de Jacaerys na Batalha do Estreito ao destino dos herdeiros que restaram – um balanço completo após o primeiro episódio da terceira temporada

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Se a A Casa do Dragão tem uma especialidade, é destruir tudo que Rhaenyra Targaryen construiu com as próprias mãos, e o primeiro episódio da terceira temporada não perdeu tempo. A Batalha do Estreito, que o showrunner Ryan Condal precisou cortar da segunda temporada por restrições de orçamento, finalmente ganhou a tela com escala total e levou junto o herdeiro mais querido da rainha negra. Jacaerys Velaryon morreu com flechas no peito, ainda flutuando no mar, depois que seu dragão Vermax foi derrubado pela frota da Triarchy.

A decisão criativa por trás do episódio foi ousada: Game of Thrones sempre guardou suas grandes batalhas para os finais de temporada. A Casa do Dragão quebrou essa tradição ao abrir a terceira temporada com o confronto e jogou o espectador direto no caos da Dança dos Dragões. A morte de Jace no primeiro episódio é uma declaração sobre o que a temporada planeja fazer com seus personagens.

O que torna a morte de Jace mais cruel é o contexto que a antecede. Ele tranca a mãe no quarto para que ela não vá à batalha no lugar dele e entra em combate pela primeira vez com um sorriso no rosto, talvez a única vez em toda a série em que o personagem parece genuinamente feliz. O ator Harry Collett admitiu que Jace vai para a batalha mais para provar seu valor do que com um plano sólido na cabeça. Tem algo muito doloroso nisso: um garoto que passou a vida inteira tentando ser digno do trono que nunca deveria ter precisado defender, morrendo no momento em que finalmente acredita que pode.


Com ele morto, Rhaenyra tem apenas Joffrey, Aegon III e Viserys II como filhos vivos – e os três estão longe da guerra, literalmente. Lucerys morreu no final da primeira temporada, devorado por Vhagar junto com seu dragão Arrax. Visenya nasceu morta, numa cena que ainda persegue quem assistiu à primeira temporada. Aegon III e Viserys II foram mandados para Pentos no final da segunda temporada e, com isso, o arco do “príncipe perdido”, um dos mais densos no livro Fire & Blood, provavelmente não vai chegar à tela.


O destino de Joffrey, o mais novo dos filhos de Laenor, também já está mais ou menos escrito. Mandado para o Vale de Arryn depois de um atentado contra a vida de Rhaenyra, ele escapa da Batalha do Estreito – mas, se a série seguir o livro, morre mais tarde durante o Cerco à Cova dos Dragões, o que faria de Aegon III o herdeiro efetivo do Trono de Ferro. Aegon III é o mesmo que cresce para se tornar o Rei Partido, começo da linhagem que chega até Aerys, o Rei Louco, e eventualmente até Daenerys. A história já nos entregou o final; a série ainda está no meio do caminho mais doloroso para chegar lá.

O que a terceira temporada está construindo é o colapso psicológico de Rhaenyra. Perder Lucerys foi o estopim da guerra. Perder Jace – o herdeiro que ela escolheu para personificar sua legitimidade mesmo com toda a corte duvidando do sangue dele — é outra coisa. Bethany Antonia, que interpreta Baela, já antecipa que a morte dele vai alterar profundamente a relação dela com Rhaenyra nas temporadas seguintes. O que sobrou para a rainha negra defender, agora, são herdeiros que ainda não sabem o que é um trono.

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‘Depois Daquele Ano’ terá 2ª temporada no Prime Video? O que sabemos até agora

A nova queridinha romântica do Prime Video deixou um final em aberto e uma showrunner com cinco temporadas na cabeça, mas a Amazon ainda não bateu o martelo

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Tem gente que ainda nem terminou os oito episódios e já está no Google digitando “Depois Daquele Ano temporada 2″. A adaptação de Depois Daquele Verão, romance da canadense Carley Fortune, estreou no Prime Video em 10 de junho e deixou o público sem nenhuma sensação de desfecho completo no fim da primeira temporada. O problema é que, até agora, a Amazon não confirmou se a gente vai voltar para Barry’s Bay.

Até 11 de junho de 2026, o Prime Video não renovou a série, que tinha estreado havia apenas um dia. Isso, vale dizer, não significa nada de ruim. A plataforma costuma avaliar dados de audiência e a reação do público ao longo de algumas semanas antes de bater o martelo, como faz com qualquer título. O detalhe que muda o jogo é que a série já tem um caminho desenhado pela frente, e quem desenhou foi a própria showrunner.


Amy B. Harris não está pensando em apenas uma segunda temporada, ela está pensando em cinco. “Eu vejo cinco temporadas”, disse ela à Entertainment Weekly, apontando que existe outro livro conectado a Barry’s Bay que serviria como um ótimo ponto de partida para uma possível season 2. O livro é Um Verão Radiante, lançado em 2025, e a peça-chave está bem ali: a história se ambienta na mesma cidadezinha e acompanha Charlie, o irmão de Sam vivido por Michael Bradway. Não por acaso, o final da primeira temporada termina justamente com Charlie passando mal e sendo levado às pressas para o hospital.

Vale prestar atenção em quem a adaptação decidiu desenvolver mais. No livro original, Charlie, Delilah, Chantal e Jordie eram personagens de apoio. Na TV, ganharam bem mais espaço, o que só faz sentido se você está construindo um universo para durar anos. Se a season 2 vier, ela adaptaria principalmente Um Verão Radiante, com Charlie virando o novo protagonista romântico ao lado de uma personagem inédita, a fotógrafa Alice Everly, enquanto Percy e Sam voltariam em papéis coadjuvantes. Ninguém some, mas o foco se desloca – a mesma lógica de franquia que prende o público temporada após temporada.


Agora, nem tudo são corações flutuando. A crítica recebeu a série de forma dividida. O Hollywood Reporter, por exemplo, classificou a produção como tão apaixonada pela própria tristeza que esquece de vender a fantasia romântica que a justificaria, e concluiu que recapturar a mágica de O Verão Que Mudou Minha Vida é mais fácil de falar do que de fazer. A comparação não é à toa: o Prime Video aposta abertamente que essa é a sua próxima O Verão Que Mudou Minha Vida. Os elogios, por outro lado, se concentram na química entre os protagonistas, na narrativa em camadas e na fotografia em tons pastel. No fim, é a química de Sadie Soverall e Matt Cornett que está segurando o público.

O veredito está nas mãos da Amazon e dos números. Mas entre uma estreia que pegou bem, material de origem já disponível e uma showrunner que sonha alto, Depois Daquele Ano reúne todos os ingredientes para voltar. E Charlie, naquela maca de hospital, é a deixa mais clara de onde a história pode ir.

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