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Séries

Polêmicas marcam reta final de Stranger Things na Netflix

Entre acusações de racismo, debates políticos explosivos e um divórcio midiático, o elenco da série enfrenta turbulências nos bastidores da temporada final

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A chegada da quinta e última temporada de Stranger Things deveria ser um momento de pura celebração para os fãs que acompanharam a saga de Hawkins desde 2016. No entanto, o caminho até este capítulo final foi pavimentado por uma série de escândalos, polêmicas e controvérsias envolvendo membros do elenco que desviaram os holofotes da trama para os bastidores turbulentos da produção.

Noah Schnapp e o escândalo político que dividiu os fãs

O maior furacão que atingiu a produção tem nome e sobrenome: Noah Schnapp. O ator que interpreta Will Byers, personagem central da primeira temporada, se viu no centro de uma tempestade após se posicionar de forma controversa sobre o conflito entre Israel e Palestina.

Foto: Shutterstock

Em novembro de 2023, Schnapp apareceu junto a amigos rindo de adesivos que diziam “Sionismo é sexy” e “Hamas é o Estado Islâmico” em um momento em que o conflito se intensificava e gerava comoção mundial. A reação foi imediata e devastadora. Fãs acusaram o ator de insensibilidade e xenofobia, especialmente em um contexto de guerra que resultava em mortes de civis palestinos, e passaram a exigir sua demissão do elenco de Stranger Things. O timing não poderia ser pior para Schnapp, que havia conquistado simpatia da comunidade LGBTQ+ ao se assumir publicamente como gay e ao ver seu personagem finalmente ter essa dimensão explorada na série.

A situação escalou quando usuários alegaram que Schnapp havia curtido vídeos que zombavam de vítimas palestinas em Gaza, alimentando ainda mais a revolta nas redes sociais. Pedidos de boicote à quinta temporada ganharam força, com muitos fãs comparando o tratamento dado a Schnapp com o de outras celebridades que perderam contratos por se posicionarem a favor da Palestina, como as atrizes Susan Sarandon e Melissa Barrera.

Em janeiro de 2024, quando a Netflix anunciou o início das gravações com Schnapp ainda no elenco, o ator tentou se retratar afirmando que seus pensamentos e crenças haviam sido mal interpretados e que só queria paz e segurança para todas as pessoas inocentes afetadas pelo conflito. O vídeo de desculpas foi posteriormente deletado, assim como várias de suas postagens, e o ator passou a manter os comentários em suas redes sociais privados. A Netflix optou por não se pronunciar e manteve Schnapp no elenco, apostando que a polêmica esfriaria com o tempo, mas os comentários negativos persistiram durante toda a divulgação da temporada final.

Caleb McLaughlin expõe o racismo dentro do fandom

Mas Noah Schnapp não foi o único membro do elenco a enfrentar críticas públicas. Caleb McLaughlin, intérprete de Lucas Sinclair, usou uma Comic-Con em setembro de 2022 para fazer um relato doloroso sobre o racismo que enfrentou desde o início da série. O ator revelou que, em sua primeira Comic-Con, algumas pessoas não ficaram em sua fila porque ele era negro, e outras justificaram dizendo que não queriam estar lá porque seu personagem foi malvado com Eleven na primeira temporada.


McLaughlin, que tinha apenas catorze anos quando a série estreou, contou que ficava se questionando por que tinha menos seguidores nas redes sociais do que os outros atores do elenco principal, até que seus pais precisaram ter a conversa difícil explicando que era por ele ser a criança negra do programa. O depoimento expôs uma face incômoda do fandom de Stranger Things e gerou discussões importantes sobre como o racismo se manifesta até mesmo em comunidades que se consideram progressistas. Apesar da gravidade do tema, o relato de McLaughlin passou relativamente despercebido na grande mídia em comparação com outras polêmicas do elenco, o que por si só já diz muito sobre quais escândalos recebem mais atenção.

Millie Bobby Brown denuncia bullying sobre sua aparência

Millie Bobby Brown, a estrela mais brilhante do elenco, também não escapou das turbulências. Em março de 2025, a atriz fez um forte desabafo nas redes sociais denunciando o bullying da mídia em relação à sua aparência, afirmando que as pessoas agem como se ela devesse ficar congelada no tempo e parecer eternamente com a menina da primeira temporada.

Foto: Shutterstock

Brown citou manchetes específicas que ironizavam seu rosto e faziam especulações sobre procedimentos estéticos, classificando esse tipo de cobertura como bullying disfarçado de jornalismo. A atriz, que cresceu sob os holofotes desde os dez anos e enfrentou sexualização precoce ao completar dezoito, destacou que o problema é ainda pior quando parte de mulheres jornalistas que deveriam apoiar outras mulheres. O desabafo gerou apoio de outras celebridades que passaram por situações similares, mas também serviu como lembrete de como o escrutínio público sobre jovens atrizes pode ser cruel e prejudicial à saúde mental.

David Harbour e o divórcio explosivo de Lily Allen

E se as polêmicas envolvendo os jovens atores já eram suficientes, David Harbour, o carismático Jim Hopper da série, trouxe seu próprio drama para os tabloides. O ator se separou da cantora Lily Allen em dezembro de 2024 após quatro anos de casamento, com a confirmação oficial do término chegando apenas em fevereiro de 2025. O que poderia ser apenas mais um divórcio de Hollywood se transformou em um escândalo quando Lily lançou seu álbum West End Girl em outubro de 2025, repleto de letras que sugerem traições e um relacionamento aberto que saiu do controle.

Segundo o Daily Mail, Harbour teria mantido um affair com uma figurinista durante três dos quatro anos de casamento, levando-a inclusive para Atlanta enquanto filmava Stranger Things. As músicas do álbum trazem versos como “você me deixou pensar que era coisa da minha cabeça, e nada a ver com aquelas garotas na sua cama”, deixando pouco espaço para interpretações alternativas. Harbour, por sua vez, manteve-se discreto sobre o assunto, admitindo apenas em entrevista que aceita os erros e deslizes como parte da jornada da vida.

Apesar de toda essa montanha-russa de escândalos, a Netflix apostou que a força da narrativa de Stranger Things seria maior do que as polêmicas individuais de seu elenco. A estratégia parece ter funcionado, ao menos em termos de audiência, já que a quinta temporada bateu recordes de visualização nos primeiros dias. No entanto, as discussões sobre separar a arte do artista continuam acesas nas redes sociais, com fãs debatendo se é possível assistir e curtir a série enquanto discordam das ações de alguns de seus protagonistas.

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Terceira temporada de ‘Euphoria’ chega neste domingo; o que podemos esperar?

Quatro anos depois, Rue, Nate, Cassie e companhia voltam – mais velhos, mais complexos e, claro, mais destruídos do que nunca

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Quatro anos é tempo suficiente pra qualquer pessoa crescer, mudar e tomar algumas decisões horríveis. É exatamente o que Euphoria promete explorar na sua terceira temporada, que estreia neste domingo (12) às 22h, disponível simultaneamente na HBO e na HBO Max. Criada por Sam Levinson, a nova fase dá um salto temporal de cinco anos, acompanhando os ex-estudantes do ensino médio lidando com problemas ainda maiores – casamento, crimes, violência e fama – em um ritmo mais próximo do suspense policial. Menos drama escolar, mais consequências reais. Era o que a gente precisava.


O núcleo pesado da série continua intacto: Zendaya como Rue, Hunter Schafer como Jules, Sydney Sweeney como Cassie, Jacob Elordi como Nate, Alexa Demie como Maddy e Maude Apatow como Lexi. Do lado das caras novas, Sharon Stone, Natasha Lyonne, Danielle Deadwyler e a cantora Rosalía entram no elenco. A cantora, aliás, interpreta uma dançarina – e, segundo a Elle americana, disse que foi bom reencontrar velhos amigos no set, numa referência ao seu antigo relacionamento com Hunter Schafer em 2019.


A temporada também carrega algumas despedidas inevitáveis. Barbie Ferreira não retorna – a atriz havia declarado que não queria continuar interpretando “a melhor amiga gorda” -, assim como Angus Cloud, que faleceu tragicamente. Eric Dane, que interpretava Cal Jacobs, o problemático pai de Nate, faleceu no início de 2026, mas chegou a gravar a temporada e terá aparições póstumas.

A temporada terá oito episódios, lançados semanalmente, com previsão de encerramento em 31 de maio. Quanto ao futuro da série, Zendaya sugeriu em entrevistas recentes que a terceira temporada deve ser a última, enquanto Levinson afirmou que não tem planos para uma quarta. O que, dependendo de como você encarar, pode ser o alívio ou a maior tristeza do ano.

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Selena Gomez vai dirigir episódio de especial de encerramento de ‘Os Feiticeiros Além de Waverly Place’

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A família Russo vai se reunir uma última vez. O Disney+ anunciou nesta quinta-feira (2) que Os Feiticeiros Além de Waverly Place vai retornar com um evento especial de quatro episódios para encerrar a série – e Selena Gomez vai estrear como diretora comandando o primeiro deles, além de reprisar o papel de Alex Russo em múltiplos episódios. O especial, batizado de One Last Spell, chega ao streaming no verão do hemisfério norte, entre junho e setembro.

O ponto de partida do especial retoma diretamente o gancho da segunda temporada. Billie, ainda abalada com a perda de Alex no final da segunda temporada, descobre que a única forma de resgatar a mãe é se reunir com o pai que nunca conheceu. Enquanto a família se une para encontrar Alex, Billie percebe que o poder combinado dos Russo é o único caminho para derrotar o mal que os assombra. O final da segunda temporada, lançado em outubro de 2025, havia deixado em aberto o destino de Alex – e David Henrie, o Justin da série, já havia dado pistas aos fãs de que não acreditassem completamente na morte da protagonista.


A produção do especial começa ainda em abril, e o elenco principal segue o mesmo da sequência: David Henrie como Justin, Janice LeAnn Brown como Billie, Alkaio Thiele, Max Matenko, Taylor Cora e Mimi Gianopulos. Jed Elinoff e Scott Thomas continuam como roteiristas e produtores executivos ao lado de Gomez e Henrie.

Para Selena, assumir a cadeira de diretora representa um passo significativo numa carreira que já passou pela música, atuação e produção – Os Feiticeiros de Waverly Place original, afinal, foi a série que a lançou ao estrelato entre 2007 e 2012.

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“Algo Horrível Vai Acontecer” antecipa o futuro do horror na Netflix

A série chega num momento em que a plataforma precisa provar que sabe fazer terror sem seus criadores mais icônicos.

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Algo Horrível Vai Acontecer – e a Netflix sabe disso. A nova minissérie de horror criada por Haley Z. Boston e produzida pelos irmãos Duffer estreou no dia 26 de março e, em quatro dias, chegou ao número 1 nos Estados Unidos e ao topo das paradas em 11 países ao redor do mundo, de acordo com o FlixPatrol.

O enredo é perturbadoramente simples: Rachel (Camila Morrone) e Nicky (Adam DiMarco) estão a uma semana do casamento quando ela começa a ter a certeza crescente de que algo horrível vai acontecer. Em vez de apostar em jump scares, a série se sustenta no que a criadora chama de “pavor que vai minando por dentro” – um horror psicológico enraizado em relações familiares e feridas emocionais. O resultado é uma série que a crítica comparou imediatamente ao estilo de Mike Flanagan, nome mais associado ao horror adulto e literário na televisão americana dos últimos anos.


A comparação faz sentido, mas também é um lembrete incômodo de algo que a Netflix está vivendo em tempo real. Flanagan iniciou sua parceria com o streaming em 2016 e ficou até 2022, quando seu contrato se encerrou e ele migrou para a Amazon Studios, levando consigo o DNA de séries como A Maldição da Residência Hill, Missa da Meia-noite e A Queda da Casa de Usher. Agora é a vez dos Duffer Brothers.

Matt e Ross Duffer assinaram em agosto de 2025 um contrato exclusivo de quatro anos com a Paramount, com início em abril de 2026 – justamente quando seu acordo com a Netflix se encerra. Os criadores de Stranger Things vão para o cinema: o foco do novo acordo está em filmes de grande escala para as telas de cinema, algo que eles nunca puderam perseguir plenamente dentro do streaming. A ironia do momento não passa despercebida: Algo Horrível Vai Acontecer é um dos últimos projetos que os Duffer Brothers entregam à Netflix antes de fechar as malas para a Paramount.


A saída simultânea de dois dos nomes mais influentes do horror televisivo americano coloca a plataforma diante de uma pergunta real sobre o que vem a seguir. Ainda que o catálogo da Netflix inclua uma lista extensa de produções de terror, os melhores títulos do gênero foram criados pelos Duffer Brothers e por Flanagan, e Stranger Things, mesmo sendo mais ficção científica do que horror puro, permanece entre os maiores fenômenos da história do streaming. Encontrar criadores capazes de substituir esse tipo de impacto não é uma tarefa simples. Haley Z. Boston, que foi revelada pelo sucesso imediato de Algo Horrível Vai Acontecer pode ser a resposta que a plataforma está procurando – uma voz nova com instinto narrativo sofisticado, capaz de equilibrar horror visceral e profundidade emocional no nível que o público claramente ainda quer consumir.

O número 1 global em menos de uma semana de estreia é um sinal de que o apetite por esse tipo de história permanece intacto. O que muda é quem vai alimentá-lo, e se a Netflix conseguirá construir uma nova geração de criadores de horror antes que a ausência dos antigos comece a ser sentida de forma mais concreta.

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