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Reino Unido nega entrada de Kanye West no país e cancela festival que tinha rapper como headliner
O governo britânico bloqueou a entrada do rapper e o festival inteiro foi cancelado em cascata
O governo britânico negou a entrada de Ye – nome artístico do rapper Kanye West – no Reino Unido nesta terça-feira, alegando que sua presença não seria benéfica para o bem público. O Home Office retirou a autorização eletrônica de viagem do artista, e a organização do Wireless Festival confirmou em seguida o cancelamento completo do evento, garantindo reembolso a todos os compradores de ingressos.
Era pra ser o retorno de West à terra da rainha depois de mais de uma década – a última vez que ele se apresentou no país foi como headliner do Glastonbury, em 2015. O plano era ocupar o palco principal por três noites seguidas no festival de Finsbury Park, em julho.
A decisão do Home Office foi a última de uma série de rejeições que vinham se acumulando desde o anúncio da escalação de Kanye West. A Pepsi, que co-assinava o festival há mais de uma década, confirmou sua saída, seguida por Diageo, Rockstar Energy e PayPal, que informou que sua marca não aparecerá mais em materiais promocionais do evento.
O primeiro-ministro Keir Starmer descreveu como “profundamente preocupante” a decisão de contratar o rapper, e o Conselho de Deputados Judeus Britânicos foi ainda mais direto: afirmou que a comunidade judaica só toparia se reunir com Kanye após ele concordar em não se apresentar no festival. Antes de ser barrado, o rapper chegou a publicar uma nota tentando acalmar os ânimos, dizendo querer “apresentar um show de mudança, trazendo unidade, paz e amor através da música.” Não colou.
O contexto por trás da decisão não é de hoje. Menos de um ano atrás, o rapper lançou a música Heil Hitler, banida de todas as principais plataformas de streaming logo após o lançamento, e anunciou a venda de camisetas com suásticas em seu site. Em janeiro de 2026, ele publicou um anúncio de página inteira no Wall Street Journal pedindo perdão e atribuindo seu comportamento a episódios maníacos causados pelo transtorno bipolar – gesto que não convenceu quase ninguém. A Austrália já havia cancelado o visto do rapper no ano passado pelo mesmo motivo. O Reino Unido seguiu o mesmo caminho, e desta vez levou um festival inteiro consigo.