Comportamento
Sofrer por amor está na moda — e o pop revive o drama romântico em 2025
Depois da era do desapego, cultura pop volta a resgatar emoções intensas, com personagens à espera, músicas doces e realities que aceleram corações
Quem foi que disse que sofrer por amor tinha saído de moda?
Depois de anos vivendo no “tanto faz” e em relacionamentos que duravam menos que um stories, 2025 decidiu resgatar o drama romântico – bagunçado, intenso e impossível de ignorar. Na cultura pop, sentir muito voltou a ser quase um ato de rebeldia. E não é só modinha: é um movimento cultural.
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Segundo a WGSN, este é o ano das emoções maximalistas: menos frieza, mais entrega. Sentir virou um posicionamento. E isso está por todo lado. Na TV, a gente vê em Conrad Fisher (O Verão Que Mudou a Minha Vida), que passa temporadas apaixonado em silêncio, e em Joe (Ginny & Georgia), que vive de olhares e não de finais felizes imediatos. Aqui, o foco não é conquistar rápido — é esperar.
Na música, Chappell Roan entregou o hino definitivo com The Subway, um indie melancólico que já acumula quase milhões de views no YouTube. É poesia urbana sobre promessas de amor que nunca se cumprem – e que, justamente por isso, marcam mais.
Até nos realities isso pegou. Love Island USA viu sua audiência subir 18% com casais que viralizaram no TikTok e no Instagram justamente pela intensidade crua. Foram mais de 18 bilhões de minutos assistidos só na 7ª temporada.
O recado é claro: o público quer mais do que enredo, quer sentir junto. Quer aquele diálogo que fica preso na garganta, o olhar que muda o rumo de um personagem, a cena que a gente reassiste mil vezes. E, talvez, a maior verdade desse revival seja que na vida real a gente também imagina e sofre mais do que vive — e, como arte, isso é irresistível.