Séries
Terceira temporada de ‘Euphoria’ chega neste domingo; o que podemos esperar?
Quatro anos depois, Rue, Nate, Cassie e companhia voltam – mais velhos, mais complexos e, claro, mais destruídos do que nunca
Quatro anos é tempo suficiente pra qualquer pessoa crescer, mudar e tomar algumas decisões horríveis. É exatamente o que Euphoria promete explorar na sua terceira temporada, que estreia neste domingo (12) às 22h, disponível simultaneamente na HBO e na HBO Max. Criada por Sam Levinson, a nova fase dá um salto temporal de cinco anos, acompanhando os ex-estudantes do ensino médio lidando com problemas ainda maiores – casamento, crimes, violência e fama – em um ritmo mais próximo do suspense policial. Menos drama escolar, mais consequências reais. Era o que a gente precisava.
O núcleo pesado da série continua intacto: Zendaya como Rue, Hunter Schafer como Jules, Sydney Sweeney como Cassie, Jacob Elordi como Nate, Alexa Demie como Maddy e Maude Apatow como Lexi. Do lado das caras novas, Sharon Stone, Natasha Lyonne, Danielle Deadwyler e a cantora Rosalía entram no elenco. A cantora, aliás, interpreta uma dançarina – e, segundo a Elle americana, disse que foi bom reencontrar velhos amigos no set, numa referência ao seu antigo relacionamento com Hunter Schafer em 2019.
A temporada também carrega algumas despedidas inevitáveis. Barbie Ferreira não retorna – a atriz havia declarado que não queria continuar interpretando “a melhor amiga gorda” -, assim como Angus Cloud, que faleceu tragicamente. Eric Dane, que interpretava Cal Jacobs, o problemático pai de Nate, faleceu no início de 2026, mas chegou a gravar a temporada e terá aparições póstumas.
A temporada terá oito episódios, lançados semanalmente, com previsão de encerramento em 31 de maio. Quanto ao futuro da série, Zendaya sugeriu em entrevistas recentes que a terceira temporada deve ser a última, enquanto Levinson afirmou que não tem planos para uma quarta. O que, dependendo de como você encarar, pode ser o alívio ou a maior tristeza do ano.
Séries
“Euphoria”: o que está por trás da cena que mostra o destino de Rue
No episódio final da terceira temporada, Sam Levinson constrói uma das cenas de morte mais carregadas de simbolismo bíblico da TV recente, e encerra sete anos de Rue Bennett do único jeito possível
⚠️ Este texto contém spoilers do final de Euphoria.
Euphoria sempre foi uma série sobre pessoas que chegam perto demais da beira, mas nunca caem – até que caem. A terceira temporada, que exibiu o seu episódio final no último domingo (31), encerrou não só a história de Rue Bennett mas a própria série, e fez isso com uma sequência de morte que vai incomodar por um bom tempo. Não porque seja violenta, mas porque é meticulosamente construída ao longo de oito episódios e chega ao final com uma coerência que poucos finais de série conseguem.

A temporada inteira foi uma longa tese teológica disfarçada de drama sobre vício. Já no episódio seis, Rue vê uma árvore em chamas no deserto, referência direta à sarça ardente através da qual Deus fala com Moisés no Antigo Testamento. Ao longo daquele episódio, ela está em busca de sentido: na ideia de formar uma família, no amor por Jules ou na possibilidade de encontrar Deus – tudo isso enquanto se aprofunda cada vez mais num esquema criminoso envolvendo traficantes e, paralelamente, trabalha como informante da DEA.
O que o criador Sam Levinson fez com esse simbolismo ao longo da temporada foi construir uma espécie de via sacra particular para Rue: desertos, igrejas, rotas de tráfico, espaços que funcionam menos como cenário realista e mais como mapa moral. A sensação que a temporada provoca é de que Rue não é mais só uma adolescente em colapso, mas uma figura quase religiosa em peregrinação, passando por punição, confissão e a pergunta que a série nunca responde com clareza: se a redenção era possível pra ela ou não.

A sequência final do episódio começa com Rue voltando para casa pela janela do quarto, não pela porta da frente. Em textos bíblicos, a janela carrega um significado específico: é por uma janela que Raabe pendura um cordão escarlate como sinal de salvação no livro de Josué. Entrar pela janela, e não pela porta, é o gesto de quem não acredita ter direito de chegar pela entrada principal, ou seja, Rue nunca achou que merecia ser salva.
O último som que ela ouve antes de morrer é o audiolivro do Gênesis – o livro dos começos, da criação do mundo a partir do nada. Ao escolher o Gênesis como a última coisa que Rue ouve, Levinson enquadra a morte não como fim, mas como renascimento – uma alma retornando ao que existia antes da queda, antes do câncer do pai, antes do primeiro comprimido. E tem um detalhe que machuca mais do que qualquer outro: Rue havia reiniciado esse audiolivro várias vezes durante a temporada. Ela nunca passava do começo.

Zendaya havia dito em entrevista que achava que a terceira temporada seria a última, e que “um fechamento estava chegando”. A chefe de drama da HBO, Francesca Orsi, confirmou que o encerramento da série havia sido discutido internamente, mesmo sem fechar a porta completamente para o futuro. Fechada ou não, a série chegou ao fim que sempre pareceu inevitável para Rue, e o fez com seriedade o suficiente para justificar sete anos de espera.
A última fala da personagem é “que Deus nos abençoe a todos”. Ali (Colman Domingo) imagina Rue à mesa, os dois trocam um sorriso. O objeto mais carregado de sentido nos minutos finais é a Bíblia que Rue deixou na casa de Lexi, mostrando a busca de uma alma jovem por algum ponto de ancoragem que ela nunca conseguiu encontrar de verdade.
Euphoria terminou como começou: sem dar ao público a catarse que ele queria. Rue não se salvou, mas, pelo menos no sonho que antecede a morte, ela entrou pela janela e encontrou a mãe sentada à mesa, lendo. Às vezes é com isso que a gente tem que se contentar.
Séries
“Off Campus”: o que podemos esperar do futuro de Hannah e Garrett
Belmont Cameli confirma que o casal da primeira temporada não vai a lugar nenhum, e os bastidores da segunda temporada já estão em movimento em Vancouver
Hannah e Garrett não vão ser descartados. Belmont Cameli, que interpreta o atacante da Briar University em Off Campus: Amores Improváveis, do Prime Video, confirmou à Bustle que o casal protagonista da primeira temporada permanece na história.
“A história deles não terminou. Na verdade, ela está só começando”, disse o ator. As gravações da segunda temporada estão previstas para o período entre junho e setembro de 2026, em Vancouver, com todos os oito roteiros já finalizados pela produção.
A estrutura de Off Campus segue a lógica que Bridgerton tornou popular na Netflix: cada temporada tem um casal protagonista diferente, mas os anteriores permanecem no universo da série como personagens de suporte com arcos próprios. Cameli apontou que Garrett ainda tem pendências abertas – ele está suspenso do time após uma ocorrência violenta durante uma partida, precisa se reintegrar ao grupo e ainda tem um contrato assinado com o Boston Bruins esperando por ele.

Hannah, por sua vez, entra na temporada 2 com um estágio remunerado e um comprometimento renovado com a carreira musical. “São duas grandes paixões, e vai ser interessante ver como eles navegam o relacionamento e essas paixões ao mesmo tempo”, disse Cameli.
O elenco confirmado para a segunda temporada inclui Antonio Cipriano como Logan, Jalen Thomas Brooks como Tucker e Josh Heuston como Justin. India Fowler se junta ao elenco fixo como Grace Ivers, interesse amoroso de Logan nos livros, enquanto Phillipa Soo entra como Scarlett, diretora de teatro da universidade.

A dúvida sobre qual casal vai protagonizar a temporada – Logan e Grace, adaptando O Erro, ou Dean e Allie, adaptando O Jogo – ainda não foi resolvida oficialmente, mas tudo indica que Mika Abdalla e Stephen Kalyn devem assumir o centro como Allie e Dean, com Logan e Grace operando como segundo plano importante.
A showrunner Louisa Levy confirmou ao podcast de Liz Duff que cada temporada vai cobrir um semestre universitário. E o finale da primeira temporada já deu um aceno para o futuro: Hunter Davenport aparece nos últimos minutos da temporada sem nenhum contexto. Levy disse à Bustle que a aparição é um recado direto para quem leu os livros: Hunter tem seu próprio romance na saga de Elle Kennedy, e a série está construindo um universo em que personagens secundários crescem.
As gravações começam em junho, e a estreia da segunda temporada deve acontecer por volta de abril ou maio de 2027.
Séries
“Euphoria”: o que aconteceu com Nate no penúltimo episódio da terceira temporada?
O antagonista mais odiado de Euphoria saiu de cena no episódio 7, e da forma mais absurda possível.
Nate Jacobs acabou. No episódio 7 da terceira temporada de Euphoria, o personagem de Jacob Elordi é morto por uma cascavel, encerrando a trajetória de um dos antagonistas mais odiados da televisão recente. O desfecho chegou com a temporada a uma semana do finale, e o método escolhido por Sam Levinson para eliminar Nate do tabuleiro é tão delirante quanto tudo que a série prometeu nessa reta final.

Após herdar o império criminoso do pai e afundar em dívidas perigosas, Nate passou a temporada como fugitivo – de rico antagonista do ensino médio a homem caçado por agiotas. A cascavel chegou antes que Cassie pudesse resolver a dívida de um milhão de dólares que ele deixou para trás. A cena final mostra Sydney Sweeney chorando sobre o corpo em decomposição do marido.
Jacob Elordi, ao que tudo indica, ficou em paz com o encerramento. Em uma cena pós-episódio, o ator disse que Nate “cometeu muitos erros e fez muitas escolhas sombrias” e que era “interessante ver tudo culminar no que culminou.” Quanto à cobra de verdade na cena, não era cascavel. Era um bebê chamado Little Bitch. “Ele era super fofo, ficou deitado do meu lado. Tive que cutucá-lo para ele se mexer”, contou Elordi.

A morte de Nate foi recebida como um encerramento adequado para um personagem que começou a série aterrorizante e terminou apenas patético. Com o finale marcado para 31 de maio, a temporada ainda tem Rue em perigo real, após Faye trair a tentativa de roubo ao cofre do cartel e alertar todo mundo. Se Euphoria vai encerrar como série ou como temporada ainda é a grande pergunta em aberto.
