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10 filmes de terror no Disney+ para maratonar agora
A plataforma conhecida por produções familiares esconde verdadeiras joias do gênero para quem curte um bom susto
Pode parecer contraditório falar de terror quando o assunto é Disney+, mas quem ainda associa a plataforma exclusivamente a conteúdos familiares está perdendo uma fatia deliciosa (e arrepiante) do catálogo. Desde a fusão com o Star+, o streaming ampliou consideravelmente sua oferta de títulos voltados para o público adulto, e o gênero de terror ganhou um espaço surpreendente entre as opções disponíveis.
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De suspenses psicológicos a invasões alienígenas, passando por rituais macabros e criaturas que vão tirar seu sono, confira nossa seleção com 10 filmes imperdíveis para quem curte boas doses de adrenalina e medo.

Alien: Romulus (2024)
O capítulo mais recente da icônica franquia criada por Ridley Scott é dirigido por Fede Álvarez e acompanha um grupo de jovens exploradores espaciais em uma luta desesperada pela sobrevivência contra a criatura alienígena mais famosa do cinema. Com Cailee Spaeny e Archie Renaux no elenco, o longa conquistou 7.1 no IMDb e impressionantes 80% de aprovação no Rotten Tomatoes, provando que ainda há muito gás nesse universo.

Casamento Sangrento (2019)
O que deveria ser a noite mais feliz da vida de Grace (Samara Weaving) se transforma em pesadelo quando ela descobre que a família do noivo tem uma tradição bem peculiar: caçá-la até o amanhecer em um jogo mortal. O filme equilibra terror genuíno com doses certeiras de humor e crítica social, tornando-se cult instantâneo. Spoiler: “Casamento Sangrento 2” já finalizou as filmagens e deve chegar em 2026.

O Menu (2022)
Anya Taylor-Joy e Nicholas Hoult protagonizam esse suspense delicioso (literalmente) sobre um casal que visita um restaurante exclusivo numa ilha remota, onde o chef prepara muito mais do que pratos sofisticados. Com 7.2 no IMDb e 88% de aprovação da crítica, é uma experiência obrigatória para quem curte terror com toques de sátira e humor.

Ninguém Vai te Salvar (2023)
Ficção científica e terror se cruzam neste longa de Brian Duffield sobre uma jovem que vive isolada da sociedade como refúgio para controlar um profundo transtorno de ansiedade. Quando seu lar é invadido por uma ameaça extraterrestre, ela é forçada a confrontar cada um de seus traumas para sobreviver. O diferencial? Praticamente não há diálogos no filme inteiro.

Predador: A Caçada (2022)
Uma das maiores surpresas do ano, o filme transporta a franquia Predador para 1719 e coloca uma guerreira Comanche (Amber Midthunder) contra o icônico alienígena caçador. A abordagem mais rudimentar e simplificada da fórmula encontrou uma renovação empolgante que conquistou incríveis 94% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Boogeyman: Seu Medo é Real (2023)
Baseado no conto de Stephen King, o filme narra a história de Will Harper (Chris Messina), um psiquiatra enlutado que recebe a visita de um paciente desesperado. É o estopim para que uma entidade monstruosa, inspirada na lenda do Bicho-Papão, passe a ameaçar não apenas ele, mas também suas filhas Sadie (Sophie Thatcher) e Sawyer (Vivien Lyra Blair).

A Casa Sombria (2020)
Rebecca Hall brilha como Beth, uma mulher que tenta lidar com o luto pela morte do marido, que cometeu suicídio sem motivo aparente. Quando episódios sobrenaturais começam a ocorrer, ela decide investigar e acaba descobrindo segredos inconfessáveis que o companheiro escondia. Terror atmosférico de primeira linha.

O Amigo Oculto (2005)
Clássico do suspense psicológico com Robert De Niro e Dakota Fanning. Um psicólogo leva a filha de nove anos para viver em uma região isolada após a morte da mãe, e lá a menina começa a se relacionar com um “amigo imaginário” chamado Charlie. Aos poucos, ele começa a suspeitar que Charlie pode não ser tão fantasioso – nem inofensivo – quanto parecia.

Tic Tac: A Maternidade do Mal (2024)
Dianna Agron, a Quinn de “Glee”, interpreta uma mulher bem-sucedida que não sente vontade de ter filhos. Pressionada pela família, ela busca tratamento com uma conceituada médica (Melora Hardin) — sem imaginar os efeitos colaterais aterrorizantes que essa terapia experimental vai causar. Terror com crítica social sobre pressões da maternidade.

Duas Irmãs (2003)
Para os fãs de terror asiático, esse clássico sul-coreano de Jee-Woon Kim acompanha duas irmãs que retornam para casa após um período em um hospital psiquiátrico, onde enfrentam uma madrasta cruel, segredos perturbadores e eventos sobrenaturais. Com atmosfera densa e atuações impactantes, conquistou 7.1 no IMDb e 86% de aprovação no Rotten Tomatoes.
Filmes
O Diabo Veste Prada 2 é melhor do que você esperava – e por um motivo surpreendente
Andy e Miranda voltam 20 anos depois para discutir o que o cinema raramente toca: o colapso do jornalismo e o que resta das pessoas que construíram impérios nele.
O Diabo Veste Prada 2 chegou aos cinemas brasileiros em 30 de abril carregando o peso de uma das maiores perguntas de 2026: dá pra continuar uma história que todo mundo já sabe de cor sem trair o original? A resposta, com 20 anos de distância e um mundo diferente como pano de fundo, é sim – e de um jeito que poucos esperavam.
ALERTA DE SPOILERS ABAIXO
Dirigido novamente por David Frankel, com roteiro de Aline Brosh McKenna, o filme reúne Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci numa trama que usa a crise do jornalismo impresso como gatilho para explorar algo mais interessante: o que acontece com as pessoas que constroem um império quando o chão some debaixo dos pés.

Andy Sachs agora é uma jornalista premiada no New York Vanguard, exatamente o tipo de carreira séria que ela sempre quis quando torcia o nariz pra Runway lá em 2006. Aí vem a demissão, por mensagem de texto, durante uma noite de premiação. O filme praticamente abre com essa cena, e é nesse momento que O Diabo Veste Prada 2 deixa de ser uma homenagem ao passado e vira algo com coisas reais pra dizer.
Andy volta à Runway não por redenção ou nostalgia, mas porque precisa do emprego. Miranda também não está em posição cômoda: a revista migrou para o digital, os investidores querem métricas antes de opinião, e o personagem de B.J. Novak representa tudo o que está destruindo o jornalismo com planilha e sorriso. A dinâmica entre as duas funciona porque nenhuma delas virou outra pessoa. Andy ainda acha que o jornalismo dela é mais importante que o da moda. Miranda ainda é intragável em reuniões de RH. É essa teimosia de personalidade que sustenta o filme.

A grande virada do roteiro envolve Emily Charlton – agora executiva de uma marca de luxo e responsável pelas decisões publicitárias que mantêm ou afundam a Runway. Emily Blunt entrega cada cena com precisão cômica, e a revelação de que ela é a força por trás da crise de Miranda funciona bem como engrenagem dramática. O que o filme acerta aqui é recusar o maniqueísmo: Emily não é uma vilã de cartoon, é uma mulher que chegou onde queria e ainda carrega as mesmas inseguranças de sempre, só com um orçamento maior. A sequência que ela e Andy compartilham quando a verdade vem à tona é o melhor pedaço de atuação do filme.
Uma das imagens mais inteligentes de O Diabo Veste Prada 2 é pequena: o mesmo cinto cerúleo que Miranda usou para dar uma aula sobre como a moda molda o que o mundo veste reaparece numa barraca de mercado popular. É o tipo de detalhe que funciona como crônica sem precisar de discurso. O mesmo vale para o ritual do casaco – que Miranda agora precisa pendurar sozinha, num escritório onde ninguém paralisa mais quando ela entra. Esses gestos valem mais que qualquer monólogo sobre a crise da mídia impressa.

A produção estreou com mais de US$ 233 milhões em bilheteria global no primeiro fim de semana, tornando-se um dos maiores lançamentos do ano – o que diz tanto sobre o poder da nostalgia quanto sobre a execução do filme para justificar esse retorno às salas.
O filme inteiro opera com contenção suficiente para não se tornar um desfile de referências ao original. O Diabo Veste Prada 2 não precisava existir. Mas existindo, chegou com algo real pra dizer – e isso, em 2026, já é mais do que a maioria.
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Emily Blunt revela que tinha medo de Meryl Streep no set de ‘O Diabo Veste Prada’
Em entrevista de divulgação da sequência, as atrizes confirmaram que Meryl Streep mantinha distância deliberada dos colegas para preservar a autoridade da personagem
Quase duas décadas depois das filmagens do primeiro O Diabo Veste Prada, Emily Blunt confirmou o que muita gente já desconfiava: Meryl Streep era uma presença intimidadora no set. Em entrevista ao programa SiriusXM Front Row com Andy Cohen, ao lado de Anne Hathaway e Stanley Tucci, Emily contou que a colega estava tão imersa no universo de Miranda Priestly que a convivência nos bastidores tinha uma tensão muito particular.
“No primeiro filme, eu estava com bastante medo porque sentia que você estava em uma zona”, disse Emily diretamente para Meryl, que confirmou sem cerimônia: “Ah, sim. Eu estava nessa zona.” Emily foi mais longe e batizou o estado de espírito da colega de “zona Miranda” – uma distância calculada que não era exatamente frieza, mas também não era a Meryl de sempre. “Não era impenetrável. A gente conseguia chegar e contar uma história engraçada, mas você não fazia aquela risada extraordinária que eu normalmente ouvia”, lembrou.
Em entrevista separada, Meryl explicou que o distanciamento não era método puro, era estratégia deliberada para sustentar a autoridade de Miranda Priestly em cena. A atriz mencionou que conversou sobre isso com Greta Gerwig, que descreveu uma lógica parecida na direção: “Elas meio que não querem você na festa da equipe. Você precisa de uma pequena barreira para parecer a chefe.”
O Diabo Veste Prada 2 estreia nos cinemas em 30 de abril com elenco original completo – Meryl, Anne, Emily e Stanley Tucci – e adições como Justin Theroux, Kenneth Branagh e Lady Gaga. O primeiro trailer do filme acumulou 222 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas, recorde da 20th Century Studios.
Emily Blunt, que era praticamente desconhecida do grande público quando o original foi lançado, disse à ELLE que o papel abriu portas para personagens com mais camadas, e a tirou do caminho das mocinhas de época britânicas. Duas décadas depois, ela voltou ao set. E, segundo as entrevistas de divulgação, a zona Miranda voltou junto.
Assista ao trailer:
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Anne Hathaway confirma que ‘O Diário da Princesa 3’ está em desenvolvimento
Em entrevista à Entertainment Weekly, Anne Hathaway garantiu que o roteiro está em desenvolvimento – e a autora dos livros já entregou que o elenco original volta todo
Anne Hathaway confirmou que O Diário da Princesa 3 está em desenvolvimento ativo. Em entrevista à Entertainment Weekly ao lado de Meryl Streep, durante a temporada de divulgação de O Diabo Veste Prada 2, a atriz disse que o projeto avança de forma constante – mas ainda sem luz verde da Disney nem roteiro fechado.
“Cem por cento, a gente está constantemente trabalhando nisso”, afirmou Hathaway, explicando que as gravações do novo filme da Miranda Priestly tomaram conta do segundo semestre de 2025 e tornaram impossível tocar os dois projetos ao mesmo tempo. Com O Diabo Veste Prada 2 chegando aos cinemas em 1º de maio, ela sinalizou que a intenção agora é voltar a Genóvia. “A preferência é fazer O Diário da Princesa como o próximo”, disse, mas foi direta ao conter o hype: “As expectativas são muito altas, e se você vai fazer, tem que arrasar.” Streep, ao lado, concordou.

Quem não mediu as palavras foi Meg Cabot. A autora dos livros foi ao BookCon de Nova York no último sábado e confirmou que o elenco inteiro retorna: Robert Schwartzman está dentro, assim como Chris Pine – “embora ele diga que não, mas ele está”, garantiu Cabot. A diretora confirmada é Adele Lim, de Podres de Ricos, anunciada para o projeto em outubro de 2024.
O único ponto em aberto é o retorno de Julie Andrews, que já declarou publicamente não esperar participar de uma terceira parte. Hathaway não abordou o assunto na entrevista, mas prometeu que o roteiro segue sendo lapidado. Ter Cabot entregando nomes no maior evento literário dos Estados Unidos é o sinal mais concreto em anos de que o projeto saiu do modo “estamos trabalhando nisso”.
