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Grey’s Anatomy: o que sabemos sobre a possível 23ª temporada da série médica
Com a 22ª temporada ainda no ar, fãs já especulam se a história de Meredith Grey vai continuar — e o que vem por aí no Grey Sloan
Desde que estreou em 2005, Grey’s Anatomy se tornou mais do que uma série médica: virou uma instituição televisiva. Com 22 temporadas e mais de 400 episódios, o drama criado por Shonda Rhimes continua quebrando recordes, reinventando personagens e arrancando lágrimas de uma base de fãs que parece imortal. Mas a pergunta do momento é inevitável: o Grey Sloan Memorial vai continuar aberto por muito mais tempo?

Até o momento, a ABC ainda não confirmou oficialmente a 23ª temporada, mas há vários sinais positivos. A 22ª temporada, lançada em setembro de 2025, manteve números sólidos de audiência – cerca de 4,1 milhões de espectadores semanais, segundo o Deadline, com forte desempenho nas plataformas digitais, especialmente no Hulu e na Disney+, que exibem os episódios no streaming internacionalmente.
A atual showrunner, Meg Marinis, que assumiu o comando após a saída de Krista Vernoff, disse à The Hollywood Reporter que pretende continuar: “Espero estar aqui enquanto me quiserem. Eu amo esse show, amo trabalhar com a Shonda. É a minha casa.” Já Shonda Rhimes, em entrevista à Entertainment Weekly, reforçou que não tem planos de encerrar a série. “Já escrevi vários finais, mas o show nunca acabou. Então parei de tentar encerrá-lo. Grey’s Anatomy é uma história que se reinventa.”

Nos bastidores, a decisão sobre a renovação deve ser tomada até abril de 2026, mês tradicional de anúncios da emissora. E, se seguir o padrão dos últimos anos, uma estreia em outubro de 2026 seria o cenário mais provável para uma nova temporada.
Quanto ao elenco, ainda é cedo para cravar quem voltaria. Personagens centrais como Miranda Bailey (Chandra Wilson), Richard Webber (James Pickens Jr.) e Amelia Shepherd (Caterina Scorsone) seguem em destaque, enquanto os novos residentes da 22ª temporada – como Lucas Adams (Niko Terho) e Simone Griffith (Alexis Floyd) – vêm conquistando o público mais jovem. Já Meredith Grey (Ellen Pompeo) continua fazendo participações pontuais como narradora e médica convidada, mas não há indícios de que ela deixará o universo da série definitivamente.
Outra aposta é que Grey’s Anatomy continue expandindo seu universo. A ABC vem estudando novos spin-offs após o sucesso de Station 19, encerrado em 2025. Segundo a Variety, há conversas internas sobre uma nova série derivada focada em residentes do Grey Sloan e ambientada em um hospital do interior, com roteiro em desenvolvimento preliminar.
Seja qual for o futuro, uma coisa é certa: Grey’s Anatomy já ultrapassou o status de série e se tornou uma parte da cultura pop. E enquanto Shonda Rhimes mantiver o estetoscópio por perto, os fãs podem respirar – ainda há vida no Grey Sloan.
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“Off Campus: Amores Improváveis” é exatamente o que uma série de romance deveria ser
A adaptação da saga de Elle Kennedy chega ao Prime Video e entrega o romance universitário que os fãs mereciam – com algumas surpresas no caminho
Off Campus: Amores Improváveis chegou ao Prime Video no dia 13 de maio com todos os oito episódios da primeira temporada disponíveis de uma vez – o que, convenhamos, foi ao mesmo tempo um presente e uma cilada, porque ninguém parou depois do segundo. A série criada pela showrunner Louisa Levy adapta O Acordo, primeiro livro da saga da autora canadense Elle Kennedy, e acompanha Hannah Wells (Ella Bright), estudante de música da fictícia Universidade Briar, e Garrett Graham (Belmont Cameli), capitão do time de hóquei que vai mal em filosofia. Os dois fazem um acordo: ela o ajuda a recuperar as notas, ele a ajuda a conquistar o músico Justin. Quem já leu o livro sabe exatamente onde isso vai parar. Quem não leu, percebe no fim do primeiro episódio.
A grande aposta de Off Campus é química, e ela entrega. Belmont Cameli e Ella Bright têm uma interação que não parece fingida – cada troca entre Garrett e Hannah parece genuína, um pouco desajeitada do jeito certo, sem o esforço visível que às vezes aparece em adaptações de romance quando os atores tentam demais convencer.

A direção aposta em planos médios e reações, deixando os rostos contarem mais do que os diálogos, o que funciona muito bem nos momentos de tensão não resolvida, que são muitos. A série também acerta ao construir o universo do hóquei e da música de forma equilibrada, sem deixar nenhuma das duas ficar em segundo plano. Hannah tem uma jornada própria com a composição que vai além de ser a garota que o protagonista gosta, e isso faz diferença.
As mudanças em relação ao livro: o que funcionou
Quem leu O Acordo vai notar as diferenças logo nas primeiras cenas. O Justin dos livros era jogador de futebol americano; na série, ele é músico e lidera a banda After Hours, o que dá muito mais coerência ao interesse de Hannah por ele. O primeiro beijo de Hannah com outra pessoa também muda – no livro era com um personagem sem peso na trama, na série é com Logan, que tem um crush não resolvido pela protagonista, criando uma camada a mais para a temporada toda.

A série também antecipa o desenvolvimento de Dean e Allie, casal do terceiro livro da franquia, o que dividiu os fãs: parte ficou animada em ver mais desse casal logo, outra parte sentiu que isso tira o protagonismo que seria deles na terceira temporada. A questão é que a dinâmica entre eles é tão boa que é difícil reclamar muito enquanto assiste.
Off Campus não desvia dos temas difíceis do livro. O passado de Hannah, que foi drogada e estuprada no ensino médio, é tratado com cuidado e tempo de tela suficiente, o que de fato acrescente boas camadas aos episódios. A série conecta esse trauma diretamente à dificuldade da personagem de acessar a música pop e escrever letras, uma mudança em relação ao livro que aprofunda quem Hannah é antes mesmo de Garrett entrar na história.

Garrett também carrega o peso de um pai abusivo e o medo de repetir padrões – e a cena em que os dois confrontam essas questões juntos é um dos pontos mais fortes da temporada. O diálogo pode soar truncado em alguns momentos, e isso é verdade em alguns episódios do meio da temporada, mas raramente atrapalha o ritmo geral.
O que vem pela frente
Já renovada para a segunda temporada antes mesmo da estreia, Off Campus deixa bastante material aberto para o futuro. A introdução de Grace Ivers (India Fowler, anunciada para a próxima temporada) sugere que Logan e sua história com a personagem do segundo livro da saga devem ser o foco a seguir. Dean e Allie também terminam a temporada num ponto que pede continuação urgente.
A série claramente foi pensada no modelo antológico ao estilo Bridgerton – cada casal ganha seu momento, mas os personagens não desaparecem depois. Se Off Campus mantiver essa qualidade de construção de elenco secundário, o modelo pode funcionar muito bem. Por ora, Hannah e Garrett entregaram o suficiente para garantir que a gente vai estar aqui quando a segunda temporada chegar.
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Terceira temporada de ‘Euphoria’: o que aconteceu com Rue no final do quinto episódio?
O episódio colocou Rue na situação mais extrema da série até agora, e ainda encontrou espaço para uma sequência com Cassie em proporções gigantescas
ALERTA DE SPOILERS
O quinto episódio da terceira temporada de Euphoria, exibido na noite de domingo (11) pela HBO e Max, terminou com Rue Bennett enterrada até o pescoço enquanto Alamo galopava em sua direção a cavalo – e a cena cortou para o preto. A pergunta “será que ela sobrevive?” passou o resto da madrugada circulando em cada canto da internet.
Ao longo do episódio, Rue segue tentando equilibrar sua atuação como informante da DEA com a rotina cada vez mais tensa no clube de Alamo. Quando Magick encontra drogas que ela havia escondido anteriormente, Alamo começa a desconfiar de sua lealdade. A partir daí, é uma contagem regressiva.

Bishop e G levam Rue para um local isolado e a obrigam a cavar uma espécie de cova. Na manhã seguinte, Alamo aparece a cavalo, segurando um taco de polo, galopando em direção à cabeça dela enquanto ela grita. Ainda restam três episódios na temporada, incluindo um finale que a HBO promete ser o mais longo da história da série – e a sensação de risco nunca pareceu tão real quanto aqui.
Enquanto Rue cavava sua potencial sepultura, o episódio entregou uma das sequências mais radicais da história de Euphoria. Cassie literalmente cresce até proporções gigantescas depois de encarar o fluxo interminável de pedidos online, pisando em uma versão falsa de Los Angeles num figurino de oncinha rasgado. Maddy, por sua vez, surge cada vez mais calculista, pressionando Cassie a assinar contratos e avançando sua carreira de atuação sem deixar a emoção atrapalhar o plano de negócios.
O que vem a seguir
Com três episódios restantes, Euphoria chegou ao ponto sem volta da temporada. Rue está encurralada entre a DEA, Alamo e os próprios sentimentos por Jules. Cassie está perdida entre a fama, Nate e a ilusão de que Brandon Fontaine representa algo real. E Maddy, que passou duas temporadas sendo tratada como coadjuvante, surge como a personagem mais estratégica da história – o que a série demorou três temporadas para mostrar com clareza.
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La Casa de Papel terá continuação, confirma Netflix; veja o teaser
Anunciado durante evento em Sevilha com macacões e Bella Ciao, o novo projeto não teve formato revelado – mas o teaser já aqueceu os fãs
A Netflix confirmou neste sábado (9) que o universo de La Casa de Papel vai continuar. O anúncio foi feito durante um evento em Sevilha, na Espanha, e veio acompanhado de um teaser que mistura cenas icônicas da série original com uma mensagem direta: a revolução não acabou. O que exatamente vem a seguir, a plataforma não revelou.
O evento contou com uma ação presencial no rio Guadalquivir: participantes com os famosos macacões vermelhos e máscaras de Salvador Dalí enquanto Bella Ciao tocava para o público. No teaser divulgado depois nas redes sociais, cenas dos assaltos à Casa da Moeda e ao Banco da Espanha surgem em ritmo acelerado antes de uma máscara de Dalí dourada dominar a tela – e uma barra de ouro sendo desenterrada no plano final.
Vale lembrar que em 15 de maio, Berlim e a Dama com Arminho – segunda temporada do spin-off protagonizado por Pedro Alonso – estreia na Netflix, com o personagem planejando um novo golpe ambientado em Sevilha, cronologicamente situado antes dos eventos da série original.
O que exatamente vem por aí ainda é incógnita. A Netflix não esclareceu se o projeto será uma continuação da trama original, um novo spin-off ou uma história com personagens inéditos. Nas redes, os fãs já elegeram seus favoritos para o retorno: Álvaro Morte como O Professor e Itziar Ituño como Lisboa lideram a lista. A máscara dourada e o ouro sendo desenterrado também deram o que falar: a nova história giraria em torno das toneladas retiradas do Banco da Espanha?
