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Wicked – Parte 2: os easter eggs que você provavelmente perdeu
Última parte da adaptação cinematográfica de Wicked entrega referências diretas ao musical da Broadway, ao primeiro filme e ao clássico O Mágico de Oz
Depois de duas décadas nos palcos da Broadway e de uma adaptação cinematográfica indicada ao Oscar, a jornada de Wicked chega ao fim com Wicked – Parte 2. O novo longa marca a conclusão da história de Elphaba e Glinda no cinema, e Jon M. Chu não economizou homenagens. O filme é carregado de easter eggs que conectam o musical de 2003, o primeiro filme e o universo de O Mágico de Oz, criando um encerramento que abraça fãs antigos e novos.
Assim como no musical e no clássico de 1939, Parte 2 mostra como a linha do tempo de Wicked finalmente alcança a de O Mágico de Oz. O público acompanha como Dorothy chegou a Oz, como sua casa caiu sobre Nessarose e como a suposta derrota de Elphaba foi construída. Cynthia Erivo e Ariana Grande assumem, agora na conclusão, os papéis de Elphaba e Glinda, sucedendo Idina Menzel e Kristin Chenoweth, e trazendo de volta a rivalidade e a amizade que sustentam toda a trama.
O destino da jaqueta rosa de Glinda
Logo no início, o filme acena para os fãs atentos com um detalhe recuperado do primeiro longa: a jaqueta rosa de Glinda. No filme anterior, um dos macacos alados a roubava durante a sequência que antecede Defying Gravity. Na Parte 2, o mesmo macaco aparece vestindo a jaqueta enquanto Madame Morrible discursa para Oz – uma piscadela direta ao público.

O sapato de Nessarose
Nessarose, por sua vez, ganha duas homenagens essenciais. Quando Elphaba usa seus poderes para fazer a irmã, até então incapaz de andar, flutuar, os sapatos prateados dela brilham em vermelho por alguns instantes, lembrando os famosos sapatinhos de Dorothy.
É uma referência dupla: à estética de O Mágico de Oz e ao fato de que, no livro de Gregory Maguire que inspirou Wicked, os sapatos eram originalmente prateados. Mais adiante, quando Nessa voa, a meia listrada de preto e branco antecipa visualmente a cena de sua morte no filme de 1939, em que ela aparece esmagada pela casa de Dorothy.

O retorno da dança de Ozdust
A coreografia de Ozdust retorna durante Wonderful, com Glinda e o Mágico tentando convencer Elphaba a se unir a eles. A dança, idêntica à que uniu as duas no primeiro filme, simboliza não só nostalgia, mas o ciclo emocional entre elas.

A casa de Dorothy e a pista para os desavisados
A própria casa de Dorothy reaparece com um detalhe para os fãs mais atentos: as cortinas azul-xadrez, que remetem diretamente ao vestido da garota do Kansas. O tornado de Madame Morrible faz a casa despencar sobre Nessarose, alinhando definitivamente os eventos de Wicked e O Mágico de Oz.
O bilhete de Fiyero e o plano final de Elphaba
O plano secreto entre Elphaba e Fiyero também foi reforçado com sutileza. Jon M. Chu confirmou à Entertainment Weekly que o pedaço de roupa levado por Chistery para Elphaba escondia um bilhete, revelando que Fiyero estava vivo. É essa informação que permite à bruxa verde elaborar sua própria morte e fugir de Oz.
Chistery e os olhos que representam duas bruxas
Chistery ganha ainda mais simbolismo na reta final. Quando recupera a fala, seu rosto aparece em cores vívidas, revelando um olho rosa e um verde, referência explícita às duas protagonistas, Glinda e Elphaba, e ao papel dele como ponte entre as duas.

O último suspiro: o pôster da Broadway em movimento
E então, o momento derradeiro: o último quadro dos dois filmes. Chu encerra Wicked com uma imagem que remete diretamente ao pôster original da Broadway. As duas amigas estão no campo de papoulas, Glinda de capuz branco cochicha algo no ouvido de Elphaba, tal como a imagem estilizada do material promocional de 2003. É um ciclo que se fecha com delicadeza, mesclando mito, memória e nostalgia.
Wicked – Parte 2 não é apenas uma conclusão, é uma despedida pensada para quem conhece o universo desde o início. Cada detalhe funciona como um aceno aos fãs que acompanharam Elphaba por mais de vinte anos, transformando o adeus em celebração.
Filmes
O Diabo Veste Prada 2 é melhor do que você esperava – e por um motivo surpreendente
Andy e Miranda voltam 20 anos depois para discutir o que o cinema raramente toca: o colapso do jornalismo e o que resta das pessoas que construíram impérios nele.
O Diabo Veste Prada 2 chegou aos cinemas brasileiros em 30 de abril carregando o peso de uma das maiores perguntas de 2026: dá pra continuar uma história que todo mundo já sabe de cor sem trair o original? A resposta, com 20 anos de distância e um mundo diferente como pano de fundo, é sim – e de um jeito que poucos esperavam.
ALERTA DE SPOILERS ABAIXO
Dirigido novamente por David Frankel, com roteiro de Aline Brosh McKenna, o filme reúne Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci numa trama que usa a crise do jornalismo impresso como gatilho para explorar algo mais interessante: o que acontece com as pessoas que constroem um império quando o chão some debaixo dos pés.

Andy Sachs agora é uma jornalista premiada no New York Vanguard, exatamente o tipo de carreira séria que ela sempre quis quando torcia o nariz pra Runway lá em 2006. Aí vem a demissão, por mensagem de texto, durante uma noite de premiação. O filme praticamente abre com essa cena, e é nesse momento que O Diabo Veste Prada 2 deixa de ser uma homenagem ao passado e vira algo com coisas reais pra dizer.
Andy volta à Runway não por redenção ou nostalgia, mas porque precisa do emprego. Miranda também não está em posição cômoda: a revista migrou para o digital, os investidores querem métricas antes de opinião, e o personagem de B.J. Novak representa tudo o que está destruindo o jornalismo com planilha e sorriso. A dinâmica entre as duas funciona porque nenhuma delas virou outra pessoa. Andy ainda acha que o jornalismo dela é mais importante que o da moda. Miranda ainda é intragável em reuniões de RH. É essa teimosia de personalidade que sustenta o filme.

A grande virada do roteiro envolve Emily Charlton – agora executiva de uma marca de luxo e responsável pelas decisões publicitárias que mantêm ou afundam a Runway. Emily Blunt entrega cada cena com precisão cômica, e a revelação de que ela é a força por trás da crise de Miranda funciona bem como engrenagem dramática. O que o filme acerta aqui é recusar o maniqueísmo: Emily não é uma vilã de cartoon, é uma mulher que chegou onde queria e ainda carrega as mesmas inseguranças de sempre, só com um orçamento maior. A sequência que ela e Andy compartilham quando a verdade vem à tona é o melhor pedaço de atuação do filme.
Uma das imagens mais inteligentes de O Diabo Veste Prada 2 é pequena: o mesmo cinto cerúleo que Miranda usou para dar uma aula sobre como a moda molda o que o mundo veste reaparece numa barraca de mercado popular. É o tipo de detalhe que funciona como crônica sem precisar de discurso. O mesmo vale para o ritual do casaco – que Miranda agora precisa pendurar sozinha, num escritório onde ninguém paralisa mais quando ela entra. Esses gestos valem mais que qualquer monólogo sobre a crise da mídia impressa.

A produção estreou com mais de US$ 233 milhões em bilheteria global no primeiro fim de semana, tornando-se um dos maiores lançamentos do ano – o que diz tanto sobre o poder da nostalgia quanto sobre a execução do filme para justificar esse retorno às salas.
O filme inteiro opera com contenção suficiente para não se tornar um desfile de referências ao original. O Diabo Veste Prada 2 não precisava existir. Mas existindo, chegou com algo real pra dizer – e isso, em 2026, já é mais do que a maioria.
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Emily Blunt revela que tinha medo de Meryl Streep no set de ‘O Diabo Veste Prada’
Em entrevista de divulgação da sequência, as atrizes confirmaram que Meryl Streep mantinha distância deliberada dos colegas para preservar a autoridade da personagem
Quase duas décadas depois das filmagens do primeiro O Diabo Veste Prada, Emily Blunt confirmou o que muita gente já desconfiava: Meryl Streep era uma presença intimidadora no set. Em entrevista ao programa SiriusXM Front Row com Andy Cohen, ao lado de Anne Hathaway e Stanley Tucci, Emily contou que a colega estava tão imersa no universo de Miranda Priestly que a convivência nos bastidores tinha uma tensão muito particular.
“No primeiro filme, eu estava com bastante medo porque sentia que você estava em uma zona”, disse Emily diretamente para Meryl, que confirmou sem cerimônia: “Ah, sim. Eu estava nessa zona.” Emily foi mais longe e batizou o estado de espírito da colega de “zona Miranda” – uma distância calculada que não era exatamente frieza, mas também não era a Meryl de sempre. “Não era impenetrável. A gente conseguia chegar e contar uma história engraçada, mas você não fazia aquela risada extraordinária que eu normalmente ouvia”, lembrou.
Em entrevista separada, Meryl explicou que o distanciamento não era método puro, era estratégia deliberada para sustentar a autoridade de Miranda Priestly em cena. A atriz mencionou que conversou sobre isso com Greta Gerwig, que descreveu uma lógica parecida na direção: “Elas meio que não querem você na festa da equipe. Você precisa de uma pequena barreira para parecer a chefe.”
O Diabo Veste Prada 2 estreia nos cinemas em 30 de abril com elenco original completo – Meryl, Anne, Emily e Stanley Tucci – e adições como Justin Theroux, Kenneth Branagh e Lady Gaga. O primeiro trailer do filme acumulou 222 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas, recorde da 20th Century Studios.
Emily Blunt, que era praticamente desconhecida do grande público quando o original foi lançado, disse à ELLE que o papel abriu portas para personagens com mais camadas, e a tirou do caminho das mocinhas de época britânicas. Duas décadas depois, ela voltou ao set. E, segundo as entrevistas de divulgação, a zona Miranda voltou junto.
Assista ao trailer:
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Anne Hathaway confirma que ‘O Diário da Princesa 3’ está em desenvolvimento
Em entrevista à Entertainment Weekly, Anne Hathaway garantiu que o roteiro está em desenvolvimento – e a autora dos livros já entregou que o elenco original volta todo
Anne Hathaway confirmou que O Diário da Princesa 3 está em desenvolvimento ativo. Em entrevista à Entertainment Weekly ao lado de Meryl Streep, durante a temporada de divulgação de O Diabo Veste Prada 2, a atriz disse que o projeto avança de forma constante – mas ainda sem luz verde da Disney nem roteiro fechado.
“Cem por cento, a gente está constantemente trabalhando nisso”, afirmou Hathaway, explicando que as gravações do novo filme da Miranda Priestly tomaram conta do segundo semestre de 2025 e tornaram impossível tocar os dois projetos ao mesmo tempo. Com O Diabo Veste Prada 2 chegando aos cinemas em 1º de maio, ela sinalizou que a intenção agora é voltar a Genóvia. “A preferência é fazer O Diário da Princesa como o próximo”, disse, mas foi direta ao conter o hype: “As expectativas são muito altas, e se você vai fazer, tem que arrasar.” Streep, ao lado, concordou.

Quem não mediu as palavras foi Meg Cabot. A autora dos livros foi ao BookCon de Nova York no último sábado e confirmou que o elenco inteiro retorna: Robert Schwartzman está dentro, assim como Chris Pine – “embora ele diga que não, mas ele está”, garantiu Cabot. A diretora confirmada é Adele Lim, de Podres de Ricos, anunciada para o projeto em outubro de 2024.
O único ponto em aberto é o retorno de Julie Andrews, que já declarou publicamente não esperar participar de uma terceira parte. Hathaway não abordou o assunto na entrevista, mas prometeu que o roteiro segue sendo lapidado. Ter Cabot entregando nomes no maior evento literário dos Estados Unidos é o sinal mais concreto em anos de que o projeto saiu do modo “estamos trabalhando nisso”.
