Filmes
Filmes de Wagner Moura para ver no streaming após Oscar
Indicado ao Oscar de Melhor Ator por “O Agente Secreto”, o baiano tem uma filmografia rica disponível nas principais plataformas digitais
O Brasil vive um momento histórico no cinema internacional, e Wagner Moura está no centro dessa celebração. O ator baiano se tornou o primeiro brasileiro indicado ao Oscar de Melhor Ator por sua performance em O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, após já ter vencido o Globo de Ouro na mesma categoria e conquistado o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes. Para quem quer mergulhar na trajetória de um dos maiores talentos do país, a boa notícia é que grande parte de sua filmografia está disponível nas plataformas de streaming.

Carandiru (2003)
Onde assistir: Globoplay
O drama de Hector Babenco, baseado no livro de Drauzio Varella, mostra o cotidiano dos detentos do extinto maior presídio da América Latina pouco antes do massacre de 1992. Wagner interpreta um dos prisioneiros, ao lado de Caio Blat e Rodrigo Santoro.

Cidade Baixa (2005)
Onde assistir: Netflix
No filme de Sergio Machado, Wagner vive um jovem envolvido em um triângulo amoroso com uma stripper (Alice Braga) e seu melhor amigo (Lázaro Ramos) em Salvador. O longa foi exibido em Cannes e conquistou o Prêmio da Juventude.

Saneamento Básico (2007)
Onde assistir: Mubi
Na comédia de Jorge Furtado, um grupo de amigos de uma pequena cidade no sul do Brasil decide fazer um filme para arrecadar fundos e sensibilizar as autoridades sobre um problema de saneamento. O elenco inclui Fernanda Torres, Camila Pitanga, Lázaro Ramos e Bruno Garcia.

Tropa de Elite (2007)
Onde assistir: HBO Max
Wagner interpreta o icônico Capitão Nascimento, oficial do BOPE dividido entre a brutalidade do trabalho, a corrupção institucional e sua vida familiar. O papel rendeu reconhecimento internacional ao ator, e o filme de José Padilha venceu o Festival de Berlim.

Paraíso Tropical (2007)
Onde assistir: Globoplay
Na novela de Gilberto Braga, Wagner interpreta o ambicioso Olavo, que almeja o lugar do tio na empresa da família. No caminho, ele se envolve com a garota de programa Bebel (Camila Pitanga), rendendo bordões e cenas que marcaram o folhetim.

Elysium (2013)
Onde assistir: HBO Max
Na estreia em Hollywood, Wagner atua ao lado de Matt Damon e Jodie Foster como um hacker que ajuda pessoas a migrarem ilegalmente para uma estação espacial de luxo após a Terra ser arruinada.

Praia do Futuro (2014)
Onde assistir: Globoplay
Sob a direção de Karim Aïnouz, Wagner encarna um salva-vidas que se muda para Berlim após se apaixonar por um alemão (Clemens Schick) em Fortaleza. Anos depois, seu irmão mais novo, interpretado por Jesuíta Barbosa, decide ir atrás dele.

Narcos (2015-2017)
Onde assistir: Netflix
Wagner participou das duas primeiras temporadas da série interpretando o traficante Pablo Escobar. Para o papel, aprendeu espanhol e ganhou muitos quilos. A atuação rendeu sua primeira indicação ao Globo de Ouro e impulsionou definitivamente sua carreira internacional.

Marighella (2019)
Onde assistir: Globoplay
A estreia de Wagner como diretor é um longa biográfico sobre o ex-deputado e guerrilheiro Carlos Marighella (Seu Jorge) e sua luta contra a ditadura militar nos anos 1960. O elenco conta com Adriana Esteves, Bruno Gagliasso e Humberto Carrão.

Iluminadas (2022)
Onde assistir: Apple TV+
Na minissérie baseada no livro de Lauren Beukes, Wagner interpreta um jornalista cético que se une à protagonista (Elisabeth Moss), sobrevivente de uma tentativa de assassinato, para investigar crimes conectados por viagem no tempo.

Guerra Civil (2024)
Onde assistir: HBO Max
No filme de Alex Garland, Wagner interpreta um jornalista que acompanha uma equipe de correspondentes, incluindo uma renomada fotojornalista (Kirsten Dunst), atravessando os Estados Unidos durante uma guerra civil em busca de uma entrevista com o presidente.

Sr. e Sra. Smith (2024)
Onde assistir: Prime Video
Na releitura da comédia de ação de 2005, dois estranhos (Donald Glover e Maya Erskine) são recrutados por uma agência de espionagem e precisam viver como um casal. Wagner participa de alguns episódios como um espião próximo do casal.

Ladrões de Drogas (2025)
Onde assistir: Apple TV+
Na produção de Ridley Scott, dois amigos de infância (Wagner e Brian Tyree Henry) fingem ser policiais para roubar drogas e acabam se envolvendo com a maior rede de narcóticos dos Estados Unidos. O papel rendeu ao ator indicação ao Critics Choice Awards.
Filmes
O Diabo Veste Prada 2 é melhor do que você esperava – e por um motivo surpreendente
Andy e Miranda voltam 20 anos depois para discutir o que o cinema raramente toca: o colapso do jornalismo e o que resta das pessoas que construíram impérios nele.
O Diabo Veste Prada 2 chegou aos cinemas brasileiros em 30 de abril carregando o peso de uma das maiores perguntas de 2026: dá pra continuar uma história que todo mundo já sabe de cor sem trair o original? A resposta, com 20 anos de distância e um mundo diferente como pano de fundo, é sim – e de um jeito que poucos esperavam.
ALERTA DE SPOILERS ABAIXO
Dirigido novamente por David Frankel, com roteiro de Aline Brosh McKenna, o filme reúne Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci numa trama que usa a crise do jornalismo impresso como gatilho para explorar algo mais interessante: o que acontece com as pessoas que constroem um império quando o chão some debaixo dos pés.

Andy Sachs agora é uma jornalista premiada no New York Vanguard, exatamente o tipo de carreira séria que ela sempre quis quando torcia o nariz pra Runway lá em 2006. Aí vem a demissão, por mensagem de texto, durante uma noite de premiação. O filme praticamente abre com essa cena, e é nesse momento que O Diabo Veste Prada 2 deixa de ser uma homenagem ao passado e vira algo com coisas reais pra dizer.
Andy volta à Runway não por redenção ou nostalgia, mas porque precisa do emprego. Miranda também não está em posição cômoda: a revista migrou para o digital, os investidores querem métricas antes de opinião, e o personagem de B.J. Novak representa tudo o que está destruindo o jornalismo com planilha e sorriso. A dinâmica entre as duas funciona porque nenhuma delas virou outra pessoa. Andy ainda acha que o jornalismo dela é mais importante que o da moda. Miranda ainda é intragável em reuniões de RH. É essa teimosia de personalidade que sustenta o filme.

A grande virada do roteiro envolve Emily Charlton – agora executiva de uma marca de luxo e responsável pelas decisões publicitárias que mantêm ou afundam a Runway. Emily Blunt entrega cada cena com precisão cômica, e a revelação de que ela é a força por trás da crise de Miranda funciona bem como engrenagem dramática. O que o filme acerta aqui é recusar o maniqueísmo: Emily não é uma vilã de cartoon, é uma mulher que chegou onde queria e ainda carrega as mesmas inseguranças de sempre, só com um orçamento maior. A sequência que ela e Andy compartilham quando a verdade vem à tona é o melhor pedaço de atuação do filme.
Uma das imagens mais inteligentes de O Diabo Veste Prada 2 é pequena: o mesmo cinto cerúleo que Miranda usou para dar uma aula sobre como a moda molda o que o mundo veste reaparece numa barraca de mercado popular. É o tipo de detalhe que funciona como crônica sem precisar de discurso. O mesmo vale para o ritual do casaco – que Miranda agora precisa pendurar sozinha, num escritório onde ninguém paralisa mais quando ela entra. Esses gestos valem mais que qualquer monólogo sobre a crise da mídia impressa.

A produção estreou com mais de US$ 233 milhões em bilheteria global no primeiro fim de semana, tornando-se um dos maiores lançamentos do ano – o que diz tanto sobre o poder da nostalgia quanto sobre a execução do filme para justificar esse retorno às salas.
O filme inteiro opera com contenção suficiente para não se tornar um desfile de referências ao original. O Diabo Veste Prada 2 não precisava existir. Mas existindo, chegou com algo real pra dizer – e isso, em 2026, já é mais do que a maioria.
Filmes
Emily Blunt revela que tinha medo de Meryl Streep no set de ‘O Diabo Veste Prada’
Em entrevista de divulgação da sequência, as atrizes confirmaram que Meryl Streep mantinha distância deliberada dos colegas para preservar a autoridade da personagem
Quase duas décadas depois das filmagens do primeiro O Diabo Veste Prada, Emily Blunt confirmou o que muita gente já desconfiava: Meryl Streep era uma presença intimidadora no set. Em entrevista ao programa SiriusXM Front Row com Andy Cohen, ao lado de Anne Hathaway e Stanley Tucci, Emily contou que a colega estava tão imersa no universo de Miranda Priestly que a convivência nos bastidores tinha uma tensão muito particular.
“No primeiro filme, eu estava com bastante medo porque sentia que você estava em uma zona”, disse Emily diretamente para Meryl, que confirmou sem cerimônia: “Ah, sim. Eu estava nessa zona.” Emily foi mais longe e batizou o estado de espírito da colega de “zona Miranda” – uma distância calculada que não era exatamente frieza, mas também não era a Meryl de sempre. “Não era impenetrável. A gente conseguia chegar e contar uma história engraçada, mas você não fazia aquela risada extraordinária que eu normalmente ouvia”, lembrou.
Em entrevista separada, Meryl explicou que o distanciamento não era método puro, era estratégia deliberada para sustentar a autoridade de Miranda Priestly em cena. A atriz mencionou que conversou sobre isso com Greta Gerwig, que descreveu uma lógica parecida na direção: “Elas meio que não querem você na festa da equipe. Você precisa de uma pequena barreira para parecer a chefe.”
O Diabo Veste Prada 2 estreia nos cinemas em 30 de abril com elenco original completo – Meryl, Anne, Emily e Stanley Tucci – e adições como Justin Theroux, Kenneth Branagh e Lady Gaga. O primeiro trailer do filme acumulou 222 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas, recorde da 20th Century Studios.
Emily Blunt, que era praticamente desconhecida do grande público quando o original foi lançado, disse à ELLE que o papel abriu portas para personagens com mais camadas, e a tirou do caminho das mocinhas de época britânicas. Duas décadas depois, ela voltou ao set. E, segundo as entrevistas de divulgação, a zona Miranda voltou junto.
Assista ao trailer:
Filmes
Anne Hathaway confirma que ‘O Diário da Princesa 3’ está em desenvolvimento
Em entrevista à Entertainment Weekly, Anne Hathaway garantiu que o roteiro está em desenvolvimento – e a autora dos livros já entregou que o elenco original volta todo
Anne Hathaway confirmou que O Diário da Princesa 3 está em desenvolvimento ativo. Em entrevista à Entertainment Weekly ao lado de Meryl Streep, durante a temporada de divulgação de O Diabo Veste Prada 2, a atriz disse que o projeto avança de forma constante – mas ainda sem luz verde da Disney nem roteiro fechado.
“Cem por cento, a gente está constantemente trabalhando nisso”, afirmou Hathaway, explicando que as gravações do novo filme da Miranda Priestly tomaram conta do segundo semestre de 2025 e tornaram impossível tocar os dois projetos ao mesmo tempo. Com O Diabo Veste Prada 2 chegando aos cinemas em 1º de maio, ela sinalizou que a intenção agora é voltar a Genóvia. “A preferência é fazer O Diário da Princesa como o próximo”, disse, mas foi direta ao conter o hype: “As expectativas são muito altas, e se você vai fazer, tem que arrasar.” Streep, ao lado, concordou.

Quem não mediu as palavras foi Meg Cabot. A autora dos livros foi ao BookCon de Nova York no último sábado e confirmou que o elenco inteiro retorna: Robert Schwartzman está dentro, assim como Chris Pine – “embora ele diga que não, mas ele está”, garantiu Cabot. A diretora confirmada é Adele Lim, de Podres de Ricos, anunciada para o projeto em outubro de 2024.
O único ponto em aberto é o retorno de Julie Andrews, que já declarou publicamente não esperar participar de uma terceira parte. Hathaway não abordou o assunto na entrevista, mas prometeu que o roteiro segue sendo lapidado. Ter Cabot entregando nomes no maior evento literário dos Estados Unidos é o sinal mais concreto em anos de que o projeto saiu do modo “estamos trabalhando nisso”.
