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‘O Agente Secreto’: todos os prêmios já conquistados pelo filme

Com duas vitórias no Globo de Ouro e mais de 50 conquistas pelo mundo, o filme de Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura vive a melhor fase do cinema brasileiro em décadas

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A trajetória de O Agente Secreto pelo circuito internacional de premiações já pode ser considerada uma das mais impressionantes da história do cinema brasileiro. Após conquistar duas estatuetas no Globo de Ouro 2026 na madrugada deste domingo (12), o thriller de Kleber Mendonça Filho chega à marca de 53 vitórias em festivais e premiações ao redor do mundo, consolidando Wagner Moura como favorito ao Oscar e colocando o Brasil novamente no centro das atenções de Hollywood. A jornada começou em maio de 2025, quando o filme estreou no 78º Festival de Cannes e deixou a Croisette de queixo caído ao conquistar quatro prêmios, incluindo Melhor Direção para Kleber e Melhor Ator para Moura, além do prestigiado Prêmio FIPRESCI da crítica internacional e o Prix des Cinémas d’Art et d’Essai. De lá pra cá, a produção não parou mais de colecionar troféus.

O reconhecimento veio de todos os cantos: o New York Film Critics Circle elegeu O Agente Secreto como Melhor Filme Internacional e Wagner Moura como Melhor Ator, um feito raro para produções brasileiras. Na Los Angeles Film Critics Association, o filme também levou o prêmio de Melhor Filme Internacional e ainda ficou em segundo lugar nas categorias de Melhor Filme e Melhor Ator. O National Society of Film Critics, considerado o prêmio nacional da crítica americana, também consagrou a produção como Melhor Filme em Língua Não-Inglesa.


A lista inclui ainda vitórias importantes no Critics Choice Awards, no London Film Critics’ Circle, no Satellite Awards e nos festivais de Lima, Zurique, Chicago, Estocolmo, Hamburgo e Havana, onde o filme faturou cinco troféus de uma vez só, entre eles Melhor Direção, Melhor Roteiro e Melhor Montagem. No Brasil, a Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) também premiou a produção em cinco categorias, reconhecendo filme, direção, roteiro e as atuações de Wagner Moura e Alice Carvalho.

O sucesso nas premiações veio acompanhado de um desempenho histórico nas bilheterias. O Agente Secreto ultrapassou a marca de 1 milhão de espectadores em dezembro de 2025, tornando-se a maior bilheteria de um filme brasileiro no ano e o primeiro longa produzido fora do eixo Sul-Sudeste a alcançar esse número nas salas de cinema do país. O feito também representa um recorde para a carreira de Kleber Mendonça Filho e para a distribuidora Vitrine Filmes, que entraram pela primeira vez no “clube do milhão”. Com 99% de aprovação no Rotten Tomatoes e exibições em mais de 200 cinemas pelo Brasil, a produção provou que é possível unir reconhecimento crítico e apelo popular, algo que nem sempre caminha junto no cinema autoral. O ex-presidente Barack Obama também ajudou a ampliar a visibilidade internacional ao incluir o filme em sua tradicional lista de favoritos do ano.

Com o Globo de Ouro agora no currículo, todas as atenções se voltam para o Oscar. O Agente Secreto já está na shortlist da Academia em duas categorias, Melhor Filme Internacional e a inédita Melhor Direção de Elenco, e especialistas consideram a indicação na primeira categoria praticamente certa. Mas as ambições do filme vão além: veículos como Variety e The Hollywood Reporter apontam Wagner Moura como um dos favoritos à indicação de Melhor Ator, enquanto Kleber Mendonça Filho aparece nas previsões para Melhor Direção. Se confirmadas, seriam indicações inéditas para o cinema brasileiro nessas categorias.

A lista oficial de indicados ao Oscar 2026 será divulgada em 22 de janeiro, e a cerimônia está marcada para 15 de março. Enquanto isso, o filme segue em expansão internacional, com estreias recentes na França, Itália e Estados Unidos, e pré-indicações no BAFTA em Melhor Filme em Língua Não-Inglesa e Melhor Roteiro Original.

Depois de Ainda Estou Aqui trazer o primeiro Oscar para o Brasil em 2025, a expectativa é de que O Agente Secreto mantenha a sequência de conquistas e prove que o cinema brasileiro está vivendo seu melhor momento em décadas.

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O Diabo Veste Prada 2 é melhor do que você esperava – e por um motivo surpreendente

Andy e Miranda voltam 20 anos depois para discutir o que o cinema raramente toca: o colapso do jornalismo e o que resta das pessoas que construíram impérios nele.

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O Diabo Veste Prada 2 chegou aos cinemas brasileiros em 30 de abril carregando o peso de uma das maiores perguntas de 2026: dá pra continuar uma história que todo mundo já sabe de cor sem trair o original? A resposta, com 20 anos de distância e um mundo diferente como pano de fundo, é sim – e de um jeito que poucos esperavam.

ALERTA DE SPOILERS ABAIXO

Dirigido novamente por David Frankel, com roteiro de Aline Brosh McKenna, o filme reúne Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci numa trama que usa a crise do jornalismo impresso como gatilho para explorar algo mais interessante: o que acontece com as pessoas que constroem um império quando o chão some debaixo dos pés.


Andy Sachs agora é uma jornalista premiada no New York Vanguard, exatamente o tipo de carreira séria que ela sempre quis quando torcia o nariz pra Runway lá em 2006. Aí vem a demissão, por mensagem de texto, durante uma noite de premiação. O filme praticamente abre com essa cena, e é nesse momento que O Diabo Veste Prada 2 deixa de ser uma homenagem ao passado e vira algo com coisas reais pra dizer.

Andy volta à Runway não por redenção ou nostalgia, mas porque precisa do emprego. Miranda também não está em posição cômoda: a revista migrou para o digital, os investidores querem métricas antes de opinião, e o personagem de B.J. Novak representa tudo o que está destruindo o jornalismo com planilha e sorriso. A dinâmica entre as duas funciona porque nenhuma delas virou outra pessoa. Andy ainda acha que o jornalismo dela é mais importante que o da moda. Miranda ainda é intragável em reuniões de RH. É essa teimosia de personalidade que sustenta o filme.


A grande virada do roteiro envolve Emily Charlton – agora executiva de uma marca de luxo e responsável pelas decisões publicitárias que mantêm ou afundam a Runway. Emily Blunt entrega cada cena com precisão cômica, e a revelação de que ela é a força por trás da crise de Miranda funciona bem como engrenagem dramática. O que o filme acerta aqui é recusar o maniqueísmo: Emily não é uma vilã de cartoon, é uma mulher que chegou onde queria e ainda carrega as mesmas inseguranças de sempre, só com um orçamento maior. A sequência que ela e Andy compartilham quando a verdade vem à tona é o melhor pedaço de atuação do filme.

Uma das imagens mais inteligentes de O Diabo Veste Prada 2 é pequena: o mesmo cinto cerúleo que Miranda usou para dar uma aula sobre como a moda molda o que o mundo veste reaparece numa barraca de mercado popular. É o tipo de detalhe que funciona como crônica sem precisar de discurso. O mesmo vale para o ritual do casaco – que Miranda agora precisa pendurar sozinha, num escritório onde ninguém paralisa mais quando ela entra. Esses gestos valem mais que qualquer monólogo sobre a crise da mídia impressa.


A produção estreou com mais de US$ 233 milhões em bilheteria global no primeiro fim de semana, tornando-se um dos maiores lançamentos do ano – o que diz tanto sobre o poder da nostalgia quanto sobre a execução do filme para justificar esse retorno às salas.

O filme inteiro opera com contenção suficiente para não se tornar um desfile de referências ao original. O Diabo Veste Prada 2 não precisava existir. Mas existindo, chegou com algo real pra dizer – e isso, em 2026, já é mais do que a maioria.

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Emily Blunt revela que tinha medo de Meryl Streep no set de ‘O Diabo Veste Prada’

Em entrevista de divulgação da sequência, as atrizes confirmaram que Meryl Streep mantinha distância deliberada dos colegas para preservar a autoridade da personagem

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Quase duas décadas depois das filmagens do primeiro O Diabo Veste Prada, Emily Blunt confirmou o que muita gente já desconfiava: Meryl Streep era uma presença intimidadora no set. Em entrevista ao programa SiriusXM Front Row com Andy Cohen, ao lado de Anne Hathaway e Stanley Tucci, Emily contou que a colega estava tão imersa no universo de Miranda Priestly que a convivência nos bastidores tinha uma tensão muito particular.


“No primeiro filme, eu estava com bastante medo porque sentia que você estava em uma zona”, disse Emily diretamente para Meryl, que confirmou sem cerimônia: “Ah, sim. Eu estava nessa zona.” Emily foi mais longe e batizou o estado de espírito da colega de “zona Miranda” – uma distância calculada que não era exatamente frieza, mas também não era a Meryl de sempre. “Não era impenetrável. A gente conseguia chegar e contar uma história engraçada, mas você não fazia aquela risada extraordinária que eu normalmente ouvia”, lembrou.

Em entrevista separada, Meryl explicou que o distanciamento não era método puro, era estratégia deliberada para sustentar a autoridade de Miranda Priestly em cena. A atriz mencionou que conversou sobre isso com Greta Gerwig, que descreveu uma lógica parecida na direção: “Elas meio que não querem você na festa da equipe. Você precisa de uma pequena barreira para parecer a chefe.”


O Diabo Veste Prada 2 estreia nos cinemas em 30 de abril com elenco original completo – Meryl, Anne, Emily e Stanley Tucci – e adições como Justin Theroux, Kenneth Branagh e Lady Gaga. O primeiro trailer do filme acumulou 222 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas, recorde da 20th Century Studios.

Emily Blunt, que era praticamente desconhecida do grande público quando o original foi lançado, disse à ELLE que o papel abriu portas para personagens com mais camadas, e a tirou do caminho das mocinhas de época britânicas. Duas décadas depois, ela voltou ao set. E, segundo as entrevistas de divulgação, a zona Miranda voltou junto.

Assista ao trailer:

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Anne Hathaway confirma que ‘O Diário da Princesa 3’ está em desenvolvimento

Em entrevista à Entertainment Weekly, Anne Hathaway garantiu que o roteiro está em desenvolvimento – e a autora dos livros já entregou que o elenco original volta todo

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Anne Hathaway confirmou que O Diário da Princesa 3 está em desenvolvimento ativo. Em entrevista à Entertainment Weekly ao lado de Meryl Streep, durante a temporada de divulgação de O Diabo Veste Prada 2, a atriz disse que o projeto avança de forma constante – mas ainda sem luz verde da Disney nem roteiro fechado.

“Cem por cento, a gente está constantemente trabalhando nisso”, afirmou Hathaway, explicando que as gravações do novo filme da Miranda Priestly tomaram conta do segundo semestre de 2025 e tornaram impossível tocar os dois projetos ao mesmo tempo. Com O Diabo Veste Prada 2 chegando aos cinemas em 1º de maio, ela sinalizou que a intenção agora é voltar a Genóvia. “A preferência é fazer O Diário da Princesa como o próximo”, disse, mas foi direta ao conter o hype: “As expectativas são muito altas, e se você vai fazer, tem que arrasar.” Streep, ao lado, concordou.


Quem não mediu as palavras foi Meg Cabot. A autora dos livros foi ao BookCon de Nova York no último sábado e confirmou que o elenco inteiro retorna: Robert Schwartzman está dentro, assim como Chris Pine – “embora ele diga que não, mas ele está”, garantiu Cabot. A diretora confirmada é Adele Lim, de Podres de Ricos, anunciada para o projeto em outubro de 2024.

O único ponto em aberto é o retorno de Julie Andrews, que já declarou publicamente não esperar participar de uma terceira parte. Hathaway não abordou o assunto na entrevista, mas prometeu que o roteiro segue sendo lapidado. Ter Cabot entregando nomes no maior evento literário dos Estados Unidos é o sinal mais concreto em anos de que o projeto saiu do modo “estamos trabalhando nisso”.

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