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“O Morro dos Ventos Uivantes”: todas as polêmicas sobre o filme
O novo filme de Margot Robbie e Jacob Elordi está causando MUITA polêmica antes mesmo de estrear
Se você passou a última semana vendo a internet surtando com a promoção de O Morro dos Ventos Uivantes, saiba que você não está sozinho. A nova adaptação do clássico de Emily Brontë, dirigida por Emerald Fennell de Saltburn e estrelando Margot Robbie e Jacob Elordi, está causando controvérsia por duas frentes bem distintas: primeiro, pela escalação de um ator branco para interpretar um personagem descrito no livro como tendo pele escura, e segundo, pela estratégia de promoção com declarações sobre “obsessão mútua”, anéis combinando gravados com frases românticas e um marido supostamente desconfortável observando tudo isso acontecer.
Vamos começar pela polêmica principal, que é a questão do whitewashing. No livro de 1847, Heathcliff é descrito logo nas primeiras páginas como tendo “o aspecto físico de um cigano de pele escura”, sendo chamado ao longo da narrativa de termos como “lascar” (usado para pessoas do sul da Ásia na época) e “gipsy” de forma pejorativa.

A origem misteriosa do personagem, encontrado nos portos de Liverpool – que era um dos principais centros do comércio escravagista da época -, é central para toda a trama, já que o preconceito que ele sofre por não ser branco é o motor da sua sede de vingança e do conflito com a sociedade que o rejeita. Escalar Jacob Elordi, um australiano branco de olhos claros, para o papel não é exatamente uma novidade em Hollywood – versões anteriores escalaram Laurence Olivier e Ralph Fiennes -, mas em 2026, quando temos cada vez mais discussões sobre representatividade, a escolha causou revolta entre fãs do livro e estudiosos da literatura inglesa.
A exceção notável foi a adaptação de 2011 de Andrea Arnold, que escalou o ator negro James Howson no papel e foi elogiada justamente por trazer o tema racial para o primeiro plano.
A defesa de Emerald Fennell sobre a escolha só piorou as coisas. Quando perguntada sobre a polêmica, a diretora disse que fez “o filme que imaginou quando leu o livro”, admitindo essencialmente que, na cabeça dela aos 14 anos, Heathcliff era branco. Claire O’Callaghan, professora de literatura inglesa da Universidade de Loughborough e editora-chefe da Brontë Studies, não deixou barato: ela explicou que a escalação de Elordi “ignora Heathcliff como pessoa de cor” e levanta preocupações sobre “como essa adaptação reflete questões mais amplas de raça e representação na tela e na cultura”.
Margot Robbie, que além de estrelar é produtora do filme através de sua LuckyChap Entertainment, pediu ao público que reserve julgamento e garantiu que Elordi “é Heathcliff” e que os espectadores “ficarão felizes” com a interpretação.

As críticas até agora estão divididas: o filme estreou com 71% no Rotten Tomatoes, o que o torna a segunda adaptação mais bem avaliada desde a versão clássica de 1939, mas várias reviews apontam justamente a insensibilidade racial como um problema central.
Agora vamos para a outra polêmica, que é a estratégia de promoção que está fazendo a internet perguntar “o que diabos está acontecendo entre esses dois?”. Em entrevistas, Margot Robbie descreveu como desenvolveu uma “codependência” com Jacob Elordi durante as filmagens, explicando que ficava “desorientada e perdida” quando ele não estava por perto no set, como “uma criança sem seu cobertor”. Elordi retribuiu dizendo que eles têm uma “obsessão mútua” e que, quando você tem a oportunidade de dividir um set com Margot Robbie, “você garante estar a 5-10 metros dela o tempo todo”.
A atriz também revelou que, durante as filmagens no Dia dos Namorados, Elordi encheu seu camarim de rosas como surpresa – e ela descreveu a cena em que ele a protegeu da chuva como “uma das coisas mais românticas que já experimentei”. Para completar, os dois aparecem usando anéis combinando gravados com a frase icônica do livro: “Seja lá do que nossas almas são feitas, a dele e a minha são iguais”.

E por falar em maridos desconfortáveis, fontes próximas a Tom Ackerley, marido de Margot Robbie desde 2016 e pai de seu filho nascido em outubro de 2024, dizem que ele “entende o negócio, mas o barulho pode ser desconfortável quando vira especulação pessoal”. Uma especialista em linguagem corporal analisou fotos do casal em um evento com Elordi e Fennell e descreveu a postura de Ackerley como um “pedido de ajuda”.
Insiders citados pela Star Magazine afirmam que a situação está “humilhante” para ele e que amigos consideram que a promoção está “cruzando uma linha”. Por outro lado, como produtor do filme através da mesma LuckyChap, ele teoricamente se beneficia de toda a atenção – então a situação é, no mínimo, complicada.

O que emerge de toda essa confusão é um filme que, independente de polêmicas, está conseguindo o que queria: fazer todo mundo falar sobre ele. As críticas descrevem O Morro dos Ventos Uivantes de Fennell como “estilisticamente ousado” mas “superficial”, com a química entre Robbie e Elordi sendo elogiada em alguns momentos e criticada como “contida demais” em outros.
Curiosamente, várias reviews apontam que os dois funcionam melhor quando estão separados por circunstâncias do que quando finalmente caem nos braços um do outro – o que talvez diga algo sobre a natureza de todo esse circo promocional.
Se você conseguir separar o livro do filme e aceitar que é basicamente uma fantasia de adolescente da diretora com dois atores muito bonitos, talvez consiga aproveitar. Mas se você espera algo que faça jus à complexidade racial e social do original de Emily Brontë, prepare-se para sair frustrado.
Assista ao trailer:
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O Diabo Veste Prada 2 é melhor do que você esperava – e por um motivo surpreendente
Andy e Miranda voltam 20 anos depois para discutir o que o cinema raramente toca: o colapso do jornalismo e o que resta das pessoas que construíram impérios nele.
O Diabo Veste Prada 2 chegou aos cinemas brasileiros em 30 de abril carregando o peso de uma das maiores perguntas de 2026: dá pra continuar uma história que todo mundo já sabe de cor sem trair o original? A resposta, com 20 anos de distância e um mundo diferente como pano de fundo, é sim – e de um jeito que poucos esperavam.
ALERTA DE SPOILERS ABAIXO
Dirigido novamente por David Frankel, com roteiro de Aline Brosh McKenna, o filme reúne Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci numa trama que usa a crise do jornalismo impresso como gatilho para explorar algo mais interessante: o que acontece com as pessoas que constroem um império quando o chão some debaixo dos pés.

Andy Sachs agora é uma jornalista premiada no New York Vanguard, exatamente o tipo de carreira séria que ela sempre quis quando torcia o nariz pra Runway lá em 2006. Aí vem a demissão, por mensagem de texto, durante uma noite de premiação. O filme praticamente abre com essa cena, e é nesse momento que O Diabo Veste Prada 2 deixa de ser uma homenagem ao passado e vira algo com coisas reais pra dizer.
Andy volta à Runway não por redenção ou nostalgia, mas porque precisa do emprego. Miranda também não está em posição cômoda: a revista migrou para o digital, os investidores querem métricas antes de opinião, e o personagem de B.J. Novak representa tudo o que está destruindo o jornalismo com planilha e sorriso. A dinâmica entre as duas funciona porque nenhuma delas virou outra pessoa. Andy ainda acha que o jornalismo dela é mais importante que o da moda. Miranda ainda é intragável em reuniões de RH. É essa teimosia de personalidade que sustenta o filme.

A grande virada do roteiro envolve Emily Charlton – agora executiva de uma marca de luxo e responsável pelas decisões publicitárias que mantêm ou afundam a Runway. Emily Blunt entrega cada cena com precisão cômica, e a revelação de que ela é a força por trás da crise de Miranda funciona bem como engrenagem dramática. O que o filme acerta aqui é recusar o maniqueísmo: Emily não é uma vilã de cartoon, é uma mulher que chegou onde queria e ainda carrega as mesmas inseguranças de sempre, só com um orçamento maior. A sequência que ela e Andy compartilham quando a verdade vem à tona é o melhor pedaço de atuação do filme.
Uma das imagens mais inteligentes de O Diabo Veste Prada 2 é pequena: o mesmo cinto cerúleo que Miranda usou para dar uma aula sobre como a moda molda o que o mundo veste reaparece numa barraca de mercado popular. É o tipo de detalhe que funciona como crônica sem precisar de discurso. O mesmo vale para o ritual do casaco – que Miranda agora precisa pendurar sozinha, num escritório onde ninguém paralisa mais quando ela entra. Esses gestos valem mais que qualquer monólogo sobre a crise da mídia impressa.

A produção estreou com mais de US$ 233 milhões em bilheteria global no primeiro fim de semana, tornando-se um dos maiores lançamentos do ano – o que diz tanto sobre o poder da nostalgia quanto sobre a execução do filme para justificar esse retorno às salas.
O filme inteiro opera com contenção suficiente para não se tornar um desfile de referências ao original. O Diabo Veste Prada 2 não precisava existir. Mas existindo, chegou com algo real pra dizer – e isso, em 2026, já é mais do que a maioria.
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Emily Blunt revela que tinha medo de Meryl Streep no set de ‘O Diabo Veste Prada’
Em entrevista de divulgação da sequência, as atrizes confirmaram que Meryl Streep mantinha distância deliberada dos colegas para preservar a autoridade da personagem
Quase duas décadas depois das filmagens do primeiro O Diabo Veste Prada, Emily Blunt confirmou o que muita gente já desconfiava: Meryl Streep era uma presença intimidadora no set. Em entrevista ao programa SiriusXM Front Row com Andy Cohen, ao lado de Anne Hathaway e Stanley Tucci, Emily contou que a colega estava tão imersa no universo de Miranda Priestly que a convivência nos bastidores tinha uma tensão muito particular.
“No primeiro filme, eu estava com bastante medo porque sentia que você estava em uma zona”, disse Emily diretamente para Meryl, que confirmou sem cerimônia: “Ah, sim. Eu estava nessa zona.” Emily foi mais longe e batizou o estado de espírito da colega de “zona Miranda” – uma distância calculada que não era exatamente frieza, mas também não era a Meryl de sempre. “Não era impenetrável. A gente conseguia chegar e contar uma história engraçada, mas você não fazia aquela risada extraordinária que eu normalmente ouvia”, lembrou.
Em entrevista separada, Meryl explicou que o distanciamento não era método puro, era estratégia deliberada para sustentar a autoridade de Miranda Priestly em cena. A atriz mencionou que conversou sobre isso com Greta Gerwig, que descreveu uma lógica parecida na direção: “Elas meio que não querem você na festa da equipe. Você precisa de uma pequena barreira para parecer a chefe.”
O Diabo Veste Prada 2 estreia nos cinemas em 30 de abril com elenco original completo – Meryl, Anne, Emily e Stanley Tucci – e adições como Justin Theroux, Kenneth Branagh e Lady Gaga. O primeiro trailer do filme acumulou 222 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas, recorde da 20th Century Studios.
Emily Blunt, que era praticamente desconhecida do grande público quando o original foi lançado, disse à ELLE que o papel abriu portas para personagens com mais camadas, e a tirou do caminho das mocinhas de época britânicas. Duas décadas depois, ela voltou ao set. E, segundo as entrevistas de divulgação, a zona Miranda voltou junto.
Assista ao trailer:
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Anne Hathaway confirma que ‘O Diário da Princesa 3’ está em desenvolvimento
Em entrevista à Entertainment Weekly, Anne Hathaway garantiu que o roteiro está em desenvolvimento – e a autora dos livros já entregou que o elenco original volta todo
Anne Hathaway confirmou que O Diário da Princesa 3 está em desenvolvimento ativo. Em entrevista à Entertainment Weekly ao lado de Meryl Streep, durante a temporada de divulgação de O Diabo Veste Prada 2, a atriz disse que o projeto avança de forma constante – mas ainda sem luz verde da Disney nem roteiro fechado.
“Cem por cento, a gente está constantemente trabalhando nisso”, afirmou Hathaway, explicando que as gravações do novo filme da Miranda Priestly tomaram conta do segundo semestre de 2025 e tornaram impossível tocar os dois projetos ao mesmo tempo. Com O Diabo Veste Prada 2 chegando aos cinemas em 1º de maio, ela sinalizou que a intenção agora é voltar a Genóvia. “A preferência é fazer O Diário da Princesa como o próximo”, disse, mas foi direta ao conter o hype: “As expectativas são muito altas, e se você vai fazer, tem que arrasar.” Streep, ao lado, concordou.

Quem não mediu as palavras foi Meg Cabot. A autora dos livros foi ao BookCon de Nova York no último sábado e confirmou que o elenco inteiro retorna: Robert Schwartzman está dentro, assim como Chris Pine – “embora ele diga que não, mas ele está”, garantiu Cabot. A diretora confirmada é Adele Lim, de Podres de Ricos, anunciada para o projeto em outubro de 2024.
O único ponto em aberto é o retorno de Julie Andrews, que já declarou publicamente não esperar participar de uma terceira parte. Hathaway não abordou o assunto na entrevista, mas prometeu que o roteiro segue sendo lapidado. Ter Cabot entregando nomes no maior evento literário dos Estados Unidos é o sinal mais concreto em anos de que o projeto saiu do modo “estamos trabalhando nisso”.
