Séries
“Bridgerton 4”: trailer da segunda parte mostra funeral e fãs já têm teoria sobre a 5ª temporada
A segunda parte da quarta temporada promete muitas lágrimas e a internet está montando teorias sobre quem vai morrer e quem protagoniza a quinta temporada
A Netflix resolveu testar os limites emocionais de todo mundo ao divulgar o trailer da segunda parte de Bridgerton temporada 4, e digamos que os fãs não estão nem um pouco bem. O preview, que antecipa os episódios 5 a 8 da temporada focada em Benedict e Sophie, trouxe cenas que imediatamente acenderam um alerta vermelho coletivo: vários personagens aparecem vestidos de preto, em trajes que claramente indicam luto. Os fãs entraram em modo investigação para tentar descobrir quem vai morrer e, mais importante, o que isso significa para a quinta temporada da série.
Assista ao trailer:
O candidato mais provável a morrer, segundo leitores e teóricos de plantão, é John Stirling, o marido de Francesca Bridgerton interpretado por Victor Alli. Nos livros, especificamente em When He Was Wicked, John morre de forma repentina após se deitar com uma dor de cabeça – Quinn posteriormente confirma que foi um aneurisma cerebral, embora os personagens da época não tivessem conhecimento médico para identificar a causa.

Sua morte é o ponto de partida para que Francesca eventualmente se apaixone pelo primo dele, Michael, que na série foi substituído por Michaela, interpretada por Masali Baduza, em uma mudança significativa que prepara o terreno para uma história de amor LGBTQ+. Os fãs mais atentos já estão apontando que no episódio 4, John diz para Francesca algo como “temos todo o tempo do mundo”, o que é basicamente o equivalente Regência de “já volto” em um filme de terror – um prelúdio clássico de tragédia.
As pistas no trailer são sutis mas perturbadoras para quem sabe onde olhar. Violet Bridgerton, a matriarca da família interpretada por Ruth Gemmell, aparece usando um vestido completamente preto, algo absolutamente fora do normal para a personagem que costuma usar tons vibrantes. Benedict também é visto saindo correndo de casa vestido de preto, e em uma cena de conversa íntima com a mãe, ambos parecem estar em trajes de luto. Francesca aparece caminhando apressada por um corredor à noite com os olhos visivelmente marejados, o que pode ser o momento em que ela descobre que algo está errado com John.
Fotos de bastidores já haviam vazado mostrando tecido preto decorando a fachada da casa dos Bridgerton, o que os fãs interpretaram como sinal de luto na família. A própria Shonda Rhimes admitiu que chorou toda vez que editou um determinado episódio desta temporada, e Ruth Gemmell confirmou à Bustle que a parte 2 traz uma “montanha-russa emocional” com eventos que “fãs dos livros vão reconhecer”.

Existe uma segunda teoria circulando, embora com menos força: a morte de Marina Thompson, personagem da primeira temporada que se casou com Phillip Crane. Nos livros, a morte de Marina é o que leva Eloise a começar a trocar cartas com Phillip, iniciando o romance que é contado em To Sir Phillip, With Love. No entanto, os fãs estão apontando um problema lógico com essa teoria: seria muito estranho que toda a família Bridgerton comparecesse ao funeral de Marina, considerando que ela não é tão próxima assim do clã — diferente de John, que é literalmente o marido de uma Bridgerton. Todas as evidências, desde os trajes de luto até a presença de Michaela voltando no final do episódio 4, apontam fortemente para John.
Independentemente de quem partir, a morte parece estar preparando o terreno para revelar qual irmão Bridgerton será o protagonista da quinta temporada. Se for John, Francesca e Michaela tomam a frente; se for Marina, é a vez de Eloise brilhar. Preparem os lenços porque 26 de fevereiro promete devastação emocional no melhor estilo Netflix.
Séries
“Off Campus”: o que significa a tatuagem nas costas de Garrett?
Ideia do ator Belmont Cameli, a frase em latim nas costas do personagem carrega uma história real
Se você maratonou Off Campus na Prime Video e ficou olhando fixo pra tela tentando decifrar o que estava escrito nas costas do Garrett Graham, bem-vindo ao clube. A frase em latim que aparece nos ombros do personagem – “Nullum Gratuitum Prandium” – é uma adição completamente nova à história, foi ideia do próprio ator Belmont Cameli e tem uma conexão direta com a vida real dele.
Nos livros de Elle Kennedy nos quais a série é baseada, Garrett tem uma tatuagem de fogo no bíceps. Para a adaptação, Cameli propôs a troca pela frase em latim estampada nas omoplatas com a frase “não existe almoço grátis”, traduzindo livremente. A frase era o mantra da equipe de luta livre do colégio dele. Dá pra entender por que colou tão bem no personagem.

O detalhe mais inteligente, porém, está na lógica de posicionamento da tattoo. Quando Garrett veste o uniforme de hóquei, o que aparece é o sobrenome Graham, carregando todo o peso do pai famoso. Quando tira o uniforme, o que fica na pele é o mantra. É a diferença entre a versão que o mundo enxerga e a versão que ele sabe que é verdade. Para quem assistiu a temporada inteira, essa simbologia bate forte.
A tatuagem ainda funciona como antecipação sutil do final. Quando o pai de Garrett parabeniza o filho por ter iniciado a briga e diz que ele é igualzinho a ele, está falando do “Graham” que o mundo vê. A resposta de Garrett, cortando o pai no meio da frase, é exatamente o mantra em ação. Nada de herança. Tudo conquistado. E, por falar em conquistas reais, Cameli tem uma tatuagem de verdade na coxa em referência ao álbum favorito dele do The National, Trouble Will Find Me. O homem leva tatuagem a sério, tanto na ficção quanto fora dela.
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“Off Campus: Amores Improváveis” é exatamente o que uma série de romance deveria ser
A adaptação da saga de Elle Kennedy chega ao Prime Video e entrega o romance universitário que os fãs mereciam – com algumas surpresas no caminho
Off Campus: Amores Improváveis chegou ao Prime Video no dia 13 de maio com todos os oito episódios da primeira temporada disponíveis de uma vez – o que, convenhamos, foi ao mesmo tempo um presente e uma cilada, porque ninguém parou depois do segundo. A série criada pela showrunner Louisa Levy adapta O Acordo, primeiro livro da saga da autora canadense Elle Kennedy, e acompanha Hannah Wells (Ella Bright), estudante de música da fictícia Universidade Briar, e Garrett Graham (Belmont Cameli), capitão do time de hóquei que vai mal em filosofia. Os dois fazem um acordo: ela o ajuda a recuperar as notas, ele a ajuda a conquistar o músico Justin. Quem já leu o livro sabe exatamente onde isso vai parar. Quem não leu, percebe no fim do primeiro episódio.
A grande aposta de Off Campus é química, e ela entrega. Belmont Cameli e Ella Bright têm uma interação que não parece fingida – cada troca entre Garrett e Hannah parece genuína, um pouco desajeitada do jeito certo, sem o esforço visível que às vezes aparece em adaptações de romance quando os atores tentam demais convencer.

A direção aposta em planos médios e reações, deixando os rostos contarem mais do que os diálogos, o que funciona muito bem nos momentos de tensão não resolvida, que são muitos. A série também acerta ao construir o universo do hóquei e da música de forma equilibrada, sem deixar nenhuma das duas ficar em segundo plano. Hannah tem uma jornada própria com a composição que vai além de ser a garota que o protagonista gosta, e isso faz diferença.
As mudanças em relação ao livro: o que funcionou
Quem leu O Acordo vai notar as diferenças logo nas primeiras cenas. O Justin dos livros era jogador de futebol americano; na série, ele é músico e lidera a banda After Hours, o que dá muito mais coerência ao interesse de Hannah por ele. O primeiro beijo de Hannah com outra pessoa também muda – no livro era com um personagem sem peso na trama, na série é com Logan, que tem um crush não resolvido pela protagonista, criando uma camada a mais para a temporada toda.

A série também antecipa o desenvolvimento de Dean e Allie, casal do terceiro livro da franquia, o que dividiu os fãs: parte ficou animada em ver mais desse casal logo, outra parte sentiu que isso tira o protagonismo que seria deles na terceira temporada. A questão é que a dinâmica entre eles é tão boa que é difícil reclamar muito enquanto assiste.
Off Campus não desvia dos temas difíceis do livro. O passado de Hannah, que foi drogada e estuprada no ensino médio, é tratado com cuidado e tempo de tela suficiente, o que de fato acrescente boas camadas aos episódios. A série conecta esse trauma diretamente à dificuldade da personagem de acessar a música pop e escrever letras, uma mudança em relação ao livro que aprofunda quem Hannah é antes mesmo de Garrett entrar na história.

Garrett também carrega o peso de um pai abusivo e o medo de repetir padrões – e a cena em que os dois confrontam essas questões juntos é um dos pontos mais fortes da temporada. O diálogo pode soar truncado em alguns momentos, e isso é verdade em alguns episódios do meio da temporada, mas raramente atrapalha o ritmo geral.
O que vem pela frente
Já renovada para a segunda temporada antes mesmo da estreia, Off Campus deixa bastante material aberto para o futuro. A introdução de Grace Ivers (India Fowler, anunciada para a próxima temporada) sugere que Logan e sua história com a personagem do segundo livro da saga devem ser o foco a seguir. Dean e Allie também terminam a temporada num ponto que pede continuação urgente.
A série claramente foi pensada no modelo antológico ao estilo Bridgerton – cada casal ganha seu momento, mas os personagens não desaparecem depois. Se Off Campus mantiver essa qualidade de construção de elenco secundário, o modelo pode funcionar muito bem. Por ora, Hannah e Garrett entregaram o suficiente para garantir que a gente vai estar aqui quando a segunda temporada chegar.
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Terceira temporada de ‘Euphoria’: o que aconteceu com Rue no final do quinto episódio?
O episódio colocou Rue na situação mais extrema da série até agora, e ainda encontrou espaço para uma sequência com Cassie em proporções gigantescas
ALERTA DE SPOILERS
O quinto episódio da terceira temporada de Euphoria, exibido na noite de domingo (11) pela HBO e Max, terminou com Rue Bennett enterrada até o pescoço enquanto Alamo galopava em sua direção a cavalo – e a cena cortou para o preto. A pergunta “será que ela sobrevive?” passou o resto da madrugada circulando em cada canto da internet.
Ao longo do episódio, Rue segue tentando equilibrar sua atuação como informante da DEA com a rotina cada vez mais tensa no clube de Alamo. Quando Magick encontra drogas que ela havia escondido anteriormente, Alamo começa a desconfiar de sua lealdade. A partir daí, é uma contagem regressiva.

Bishop e G levam Rue para um local isolado e a obrigam a cavar uma espécie de cova. Na manhã seguinte, Alamo aparece a cavalo, segurando um taco de polo, galopando em direção à cabeça dela enquanto ela grita. Ainda restam três episódios na temporada, incluindo um finale que a HBO promete ser o mais longo da história da série – e a sensação de risco nunca pareceu tão real quanto aqui.
Enquanto Rue cavava sua potencial sepultura, o episódio entregou uma das sequências mais radicais da história de Euphoria. Cassie literalmente cresce até proporções gigantescas depois de encarar o fluxo interminável de pedidos online, pisando em uma versão falsa de Los Angeles num figurino de oncinha rasgado. Maddy, por sua vez, surge cada vez mais calculista, pressionando Cassie a assinar contratos e avançando sua carreira de atuação sem deixar a emoção atrapalhar o plano de negócios.
O que vem a seguir
Com três episódios restantes, Euphoria chegou ao ponto sem volta da temporada. Rue está encurralada entre a DEA, Alamo e os próprios sentimentos por Jules. Cassie está perdida entre a fama, Nate e a ilusão de que Brandon Fontaine representa algo real. E Maddy, que passou duas temporadas sendo tratada como coadjuvante, surge como a personagem mais estratégica da história – o que a série demorou três temporadas para mostrar com clareza.
