Séries
Bridgerton: arco queer de Francesca e casamento por conveniência de Eloise definem disputa pelas próximas temporadas
A Netflix confirmou as temporadas 5 e 6, as gravações começam ainda em 2026 — mas a pergunta que ninguém consegue responder ainda é: quem vem primeiro?
A quarta temporada de Bridgerton acabou, Benedict e Sophie chegaram lá, e agora o fandom inteiro está com a mesma pergunta na cabeça: quem protagoniza a próxima? Em maio de 2025, a Netflix confirmou a renovação da série para as temporadas 5 e 6, e a showrunner Jess Brownell deixou uma pista elegante na estreia global da quarta temporada em Paris: chegou ao tapete vermelho com dois lenços bordados no bolso – as letras “E” e “F”. “As duas personagens com as iniciais nos meus lenços terão as temporadas 5 e 6. Em que ordem? Não posso dizer”, declarou ao Deadline. Desde então, o debate não parou. E honestamente? Não tem resposta fácil.
O que já está confirmado
Os roteiros da quinta temporada já estão praticamente finalizados, segundo a própria Brownell, que revelou ao Bridgerton: The Official Podcast estar pensando até no final da nova temporada. As gravações devem começar no Reino Unido ainda no primeiro semestre de 2026, como parte de uma estratégia de Shonda Rhimes para reduzir o longo intervalo de dois anos entre as temporadas.
A showrunner também deixou claro que não haverá divisão de protagonismo: “Cada Bridgerton terá uma temporada solo. Não vamos combinar irmãos, jamais.” Então, seja qual for a ordem, Eloise e Francesca têm temporadas garantidas – uma na quinta, outra na sexta.

O caso Francesca
A quarta temporada plantou sementes muito específicas para a história de Francesca. No final da temporada, a personagem viveu a tragédia maior de sua vida com a morte repentina do marido John. A série já havia introduzido Michaela, prima de John interpretada por Masali Baduza, e o fandom entendeu imediatamente: está sendo preparado o primeiro romance LGBTQ+ de verdade da série, já que nos livros o par romântico de Francesca é masculino.
A atriz que interpreta Michaela esteve presente em praticamente toda a campanha de divulgação da quarta temporada, o que, para quem lê sinais de produção, é bastante sugestivo. Por esse motivo, muitos fãs consideram mais provável que a história de Francesca seja priorizada antes da de Eloise, já que os elementos narrativos para seu arco foram construídos com muito mais urgência.

O caso Eloise
O argumento para Eloise vir primeiro é mais estrutural. Nos livros de Julia Quinn, a ordem seria dela, e a série, apesar de já ter embaralhado a sequência uma vez, poderia voltar a seguir a lógica literária. No romance To Sir Phillip, With Love, Eloise começa uma correspondência com um viúvo, Sir Phillip Crane, que já existe na série, mas dentro de um contexto completamente diferente, tornando uma adaptação direta improvável.
A showrunner já sinalizou interesse em explorar para Eloise a trope do casamento por conveniência, o que traria algo conceitualmente novo para a série, diferente do namoro falso da primeira temporada, do inimigos a amantes da segunda, do amigos a amantes da terceira e do conto de Cinderela da quarta.
Um figurante brasileiro da série também afirmou nas redes sociais ter conversado com Claudia Jessie no set e dito estar “louco para ver a temporada dela, que será a próxima. Já está confirmado” – mas sem nenhum respaldo oficial.

O que a gente acha
A aposta mais racional no momento aponta para Francesca. A quarta temporada construiu o luto e a relação com Michaela de forma que seria difícil deixar essa história em standby por mais dois anos sem que perca o gancho que acabou de ser criado. Eloise, por sua vez, continua sendo uma personagem sem par romântico estabelecido na tela, e a série claramente ainda precisa de tempo para montar esse contexto.
A previsão mais otimista coloca a quinta temporada no segundo semestre de 2027, se as gravações marcharem no ritmo esperado a partir de 2026. Até lá, os lenços bordados da Jess Brownell continuam sendo a única pista oficial que temos. E é o suficiente para a gente não ter paz.
Séries
“Off Campus”: o que podemos esperar do futuro de Hannah e Garrett
Belmont Cameli confirma que o casal da primeira temporada não vai a lugar nenhum, e os bastidores da segunda temporada já estão em movimento em Vancouver
Hannah e Garrett não vão ser descartados. Belmont Cameli, que interpreta o atacante da Briar University em Off Campus: Amores Improváveis, do Prime Video, confirmou à Bustle que o casal protagonista da primeira temporada permanece na história.
“A história deles não terminou. Na verdade, ela está só começando”, disse o ator. As gravações da segunda temporada estão previstas para o período entre junho e setembro de 2026, em Vancouver, com todos os oito roteiros já finalizados pela produção.
A estrutura de Off Campus segue a lógica que Bridgerton tornou popular na Netflix: cada temporada tem um casal protagonista diferente, mas os anteriores permanecem no universo da série como personagens de suporte com arcos próprios. Cameli apontou que Garrett ainda tem pendências abertas – ele está suspenso do time após uma ocorrência violenta durante uma partida, precisa se reintegrar ao grupo e ainda tem um contrato assinado com o Boston Bruins esperando por ele.

Hannah, por sua vez, entra na temporada 2 com um estágio remunerado e um comprometimento renovado com a carreira musical. “São duas grandes paixões, e vai ser interessante ver como eles navegam o relacionamento e essas paixões ao mesmo tempo”, disse Cameli.
O elenco confirmado para a segunda temporada inclui Antonio Cipriano como Logan, Jalen Thomas Brooks como Tucker e Josh Heuston como Justin. India Fowler se junta ao elenco fixo como Grace Ivers, interesse amoroso de Logan nos livros, enquanto Phillipa Soo entra como Scarlett, diretora de teatro da universidade.

A dúvida sobre qual casal vai protagonizar a temporada – Logan e Grace, adaptando O Erro, ou Dean e Allie, adaptando O Jogo – ainda não foi resolvida oficialmente, mas tudo indica que Mika Abdalla e Stephen Kalyn devem assumir o centro como Allie e Dean, com Logan e Grace operando como segundo plano importante.
A showrunner Louisa Levy confirmou ao podcast de Liz Duff que cada temporada vai cobrir um semestre universitário. E o finale da primeira temporada já deu um aceno para o futuro: Hunter Davenport aparece nos últimos minutos da temporada sem nenhum contexto. Levy disse à Bustle que a aparição é um recado direto para quem leu os livros: Hunter tem seu próprio romance na saga de Elle Kennedy, e a série está construindo um universo em que personagens secundários crescem.
As gravações começam em junho, e a estreia da segunda temporada deve acontecer por volta de abril ou maio de 2027.
Séries
“Euphoria”: o que aconteceu com Nate no penúltimo episódio da terceira temporada?
O antagonista mais odiado de Euphoria saiu de cena no episódio 7, e da forma mais absurda possível.
Nate Jacobs acabou. No episódio 7 da terceira temporada de Euphoria, o personagem de Jacob Elordi é morto por uma cascavel, encerrando a trajetória de um dos antagonistas mais odiados da televisão recente. O desfecho chegou com a temporada a uma semana do finale, e o método escolhido por Sam Levinson para eliminar Nate do tabuleiro é tão delirante quanto tudo que a série prometeu nessa reta final.

Após herdar o império criminoso do pai e afundar em dívidas perigosas, Nate passou a temporada como fugitivo – de rico antagonista do ensino médio a homem caçado por agiotas. A cascavel chegou antes que Cassie pudesse resolver a dívida de um milhão de dólares que ele deixou para trás. A cena final mostra Sydney Sweeney chorando sobre o corpo em decomposição do marido.
Jacob Elordi, ao que tudo indica, ficou em paz com o encerramento. Em uma cena pós-episódio, o ator disse que Nate “cometeu muitos erros e fez muitas escolhas sombrias” e que era “interessante ver tudo culminar no que culminou.” Quanto à cobra de verdade na cena, não era cascavel. Era um bebê chamado Little Bitch. “Ele era super fofo, ficou deitado do meu lado. Tive que cutucá-lo para ele se mexer”, contou Elordi.

A morte de Nate foi recebida como um encerramento adequado para um personagem que começou a série aterrorizante e terminou apenas patético. Com o finale marcado para 31 de maio, a temporada ainda tem Rue em perigo real, após Faye trair a tentativa de roubo ao cofre do cartel e alertar todo mundo. Se Euphoria vai encerrar como série ou como temporada ainda é a grande pergunta em aberto.
Séries
“Off Campus” já está preparando os fãs para a morte mais dolorosa da temporada 2
A série desenvolveu o personagem muito além do que o livro pede – e isso raramente é por acidente
Off Campus: Amores Improváveis estreou no Prime Video em 13 de maio de 2026 e a Amazon já havia confirmado a segunda temporada três meses antes mesmo de o público assistir ao primeiro episódio – sinal claro de que a plataforma está apostando alto na franquia.
Ella Bright e Belmont Cameli continuarão na série como Hannah e Garrett, mesmo com o arco principal do casal encerrado na primeira temporada, enquanto Mika Abdalla e Stephen Kalyn devem ganhar mais destaque como Allie e Dean nas próximas temporadas. Mas enquanto o fandom comemora a renovação e especula qual casal vai protagonizar a temporada 2, tem uma coisa que quase ninguém está discutindo com seriedade: a série pode estar preparando o público para uma morte, e os sinais estão espalhados desde o episódio um.

O personagem que se tornou tão querido
Khobe Clarke foi escalado para o papel de Beau Maxwell, descrito como melhor amigo de Dean Di Laurentis desde o ensino médio – igualmente à vontade entre atletas, calouros de fraternidade e os estudantes do circuito artístico da Briar University. No papel, a função narrativa de Beau é simples: ele existe para dimensionar quem Dean é antes de Allie entrar na história. Só que a série fez algo diferente. Desenvolveu Beau com profundidade, humor e presença que vão muito além do que os livros mostram, e quanto mais o público investe emocionalmente em um personagem secundário de uma série com essa estrutura, mais as perguntas sobre o futuro dele ficam desconfortáveis.
A saga literária de Elle Kennedy é composta por cinco volumes. A primeira temporada adapta O Acordo, com Garrett e Hannah como protagonistas. Os demais volumes contam os romances de Logan e Grace, Dean e Allie e John Tucker e Sabrina. O terceiro livro, O Jogo, coloca Dean e Allie no centro – e quem leu os livros sabe que a morte de Beau é o evento que define a jornada do Dean nessa história. A série escolheu apresentar Beau como um personagem de peso já na primeira temporada, num momento em que, canonicamente, a história dele nem começou direito.

O que a ordem dos livros tem a dizer
Há uma discussão aberta no fandom sobre qual livro a segunda temporada vai adaptar. A expectativa de parte do público é que o foco recaia sobre Logan e Grace, adaptando O Erro, enquanto Dean e Allie assumiriam o centro numa temporada posterior. Mas Dean e Allie já foram apresentados com arco emocional ativo desde a temporada 1, e Beau aparece diretamente ligado a esse arco. A showrunner Louisa Levy foi deliberadamente vaga sobre os planos para as próximas temporadas, o que é, em si, uma forma de comunicação. Séries que não têm nada a esconder costumam ser mais diretas sobre o que vem por aí.
O que a série fez com Beau até agora segue uma lógica conhecida: você não investe produção, tempo de tela e desenvolvimento emocional em um personagem secundário sem intenção. Ou ele vai se tornar protagonista de uma temporada futura – o que os livros não sustentam – ou ele está sendo construído para que a perda dele custe caro. E O Jogo já tem essa resposta guardada há dez anos para quem foi atrás dos livros.

Para quem chegou pela série, sem spoiler nenhum na bagagem, a segunda temporada – qualquer que seja a ordem de adaptação – pode chegar como uma surpresa para a qual o público já foi emocionalmente preparado sem perceber. Isso é construção narrativa bem feita, mas também pode ser, dependendo do ponto de vista, uma crueldade calculada.
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