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Séries

‘Euphoria’: quem é a personagem interpretada por Rosalía na terceira temporada?

No terceiro episódio da temporada final da série da HBO, a cantora catalã entra em cena

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Rosalía estreou como atriz no terceiro episódio de Euphoria, lançado em 26 de abril pela HBO. A cantora catalã interpreta Magick, uma dançarina do Silver Slipper, o mesmo clube onde Rue, vivida por Zendaya, acabou de assumir um cargo de gerência. Não é uma participação de passagem: Rosalía sobe no palco, faz a coreografia e entrega uma das cenas mais comentadas da temporada até agora.


O detalhe mais falado é o colar cervical cravejado de brilhantes. Magick usa o acessório como parte de um esquema para fraudar uma seguradora, fingindo uma lesão de trabalho para enganar um detetive particular que ronda o clube. O showrunner Sam Levinson confirmou a escolha sem economia: “Ela é uma ótima personagem. Engraçada, durona, emocional. Eu também amo o sotaque dela. Ela era perfeita para o papel.”

A história de bastidores é tão boa quanto a cena. Rosalía revelou no Instagram que teve menos de 48 horas para aprender a coreografia, e que os ensaios deixaram o braço tão machucado que parecia “uma galáxia inteira no bíceps”.


Além da pressão do tempo, havia outro peso: o teste foi seu primeiro casting na vida, conduzido inteiramente em inglês. Não é pouca coisa para alguém que construiu carreira cantando principalmente em catalão e espanhol. “É meu primeiro emprego. Estou aprendendo. Estou descobrindo como funciona”, disse ela ao ser questionada sobre as gravações.

A chegada de Rosalía a Euphoria não foi por acaso. A terceira – e última – temporada estreou com 8,5 milhões de espectadores nos primeiros três dias, o que explica o interesse de nomes fora do circuito de Hollywood. O elenco mistura Sharon Stone, a youtuber Trisha Paytas e o ex-jogador da NFL Marshawn Lynch. Rosalía, que há anos transita entre flamenco, eletrônico e experimentação visual, encaixa nessa proposta melhor do que qualquer nome convencional. Paralelamente às gravações, ela finalizava Lux, seu quarto álbum de estúdio.


Magick deve aparecer em mais episódios ao longo da temporada, com sua relação com Rue se aprofundando à medida que as histórias avançam. Euphoria sempre soube usar personagens secundários como espelhos dos protagonistas – e Magick, uma mulher tentando sobreviver no mesmo ambiente em que Rue tenta se reinventar, tem exatamente esse potencial.

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Séries

‘Euphoria’: o casamento que virou um campo minado na terceira temporada

O terceiro episódio da temporada final entrega caos, violência e um tema que atravessa cada personagem: o preço que todo mundo paga para sobreviver

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O terceiro episódio da temporada final de Euphoria diz tudo sobre o tipo de escolha narrativa que Sam Levinson faz essa temporada. O pássaro de Laurie morre envenenado no último plano. É uma morte pequena, quase absurda, mas que vai acender uma guerra entre cartéis. Esse é o tom do episódio: coisas aparentemente banais que explodem em câmera lenta, enquanto personagens que deveriam estar comemorando estão, na verdade, se afogando. O casamento de Cassie e Nate finalmente aconteceu, e foi exatamente o desastre que qualquer fã da série já esperava.


Antes de chegar ao casamento, o episódio abre com um flashback sobre como Jules chegou onde chegou. A cena em que Ellis – o cirurgião plástico que se tornou seu único “sugar daddy” – a envolve em plástico filme enquanto murmura que vai “ficar com ela para sempre” é perturbadora de um jeito muito específico: ela transforma Jules literalmente em objeto. É a imagem mais honesta do episódio sobre o tema que atravessa a temporada inteira, que é o quanto cada personagem está vendendo uma versão de si mesmo para sobreviver ou para parecer que está sobrevivendo.

Rue, do seu lado, traficou, foi ao casamento, largou o casamento para envenenar um pássaro com o capanga do Alamo e terminou o dia detida pela DEA. A cena com Cal – que aparece no casamento e confronta Jules sobre o passado – funciona como uma das mais carregadas do episódio, com o ator Eric Dane entregando algo que soa como despedida. Dane faleceu em fevereiro deste ano, o que torna cada aparição de Cal nessa temporada um peso extra.


O casamento em si é campo minado do começo ao fim. A mãe de Cassie entra com ela até o altar jogando alfinetadas. O agiota Naz aparece no meio da festa para cobrar a dívida que Nate acumulou. A cena da dança entre os recém-casados – com Cassie em colapso silencioso enquanto sorri para os convidados – é provavelmente o melhor momento do episódio. Quando o casal chega em casa e Naz está esperando, o que vem a seguir é brutal e completamente absurdo ao mesmo tempo: capangas, escada, sangue, e o dedo mindinho do pé de Nate sendo cortado fora. “Algumas mulheres herdam fortunas, outras herdam dívidas”, diz Naz para uma Cassie encharcada de sangue que claramente nunca imaginou que o casamento dos sonhos terminaria assim.

O problema que a temporada ainda não resolveu

Com três episódios entregues, Euphoria segue numa posição desconfortável. Há momentos genuinamente bons – as atuações do elenco principal são consistentes, a direção de arte continua sendo a melhor da televisão americana, e alguns diálogos chegam a funcionar. Mas o problema que afundou a segunda temporada ainda está presente: a sensação de que Levinson tem cenas específicas que quer entregar, mas não necessariamente sabe como costurá-las num todo coerente.


Que o casamento fosse um desastre, todo mundo sabia. Que Rue virasse agente dupla parece o caminho natural depois da prisão. Que Cassie entre pro OnlyFans para pagar a dívida do marido é uma teoria que o episódio quase confirma. O que a temporada ainda precisa mostrar é se todos esses fios soltos levam a algum lugar ou se o caos é o único destino disponível. Com cinco episódios ainda pela frente, dá para torcer.

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Wandinha: Netflix divulga primeira imagem oficial da terceira temporada com Jenna Ortega em Paris

Netflix divulga primeira imagem da terceira temporada com Wednesday embaixo da Torre Eiffel

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Wandinha trocou os corredores sombrios de Nevermore pela Cidade Luz. Jenna Ortega e Tim Burton foram flagrados filmando cenas da terceira temporada da série nesta segunda-feira (20) em Paris, na França. A produção confirmou o que a Netflix havia insinuado nas últimas semanas com um teaser cheio de subentendidos: a nova fase de Wandinha vai além dos limites da academia de outcasts.

As gravações na capital francesa começaram no dia 18 de abril, com previsão de encerramento das filmagens externas para esta segunda-feira (20). O set foi montado às margens do Rio Sena, onde Ortega apareceu ao lado de uma motocicleta – detalhe que bate com o teaser divulgado pela Netflix mostrando Wandinha e Mãozinha na frente da Torre Eiffel. Fred Armisen também foi flagrado nas gravações no personagem do Tio Fester, confirmando que ele acompanha Wednesday na escapada europeia.


A passagem por Paris é só parte de uma chuva de novidades. Winona Ryder entrou oficialmente para a terceira temporada, o que representa um reencontro com Burton e com Ortega, já que os três trabalharam juntos em Beetlejuice Beetlejuice (2024). Lena Headey, de Game of Thrones, o ícone dos anos 80 Andrew McCarthy e James Lance, de Ted Lasso, também foram escalados para papéis ainda não revelados, mas descritos como centrais para a trama.

Sobre a estreia: a espera vai ser longa. A Netflix não confirmou data oficial, mas fontes indicam que a plataforma está mirando o primeiro semestre de 2027, com junho como janela preferencial. A produção está rodando na Irlanda com o codinome Briarcliff, e o término das gravações está previsto para maio, embora a expectativa seja de que o processo se estenda além disso.

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Séries

Segunda temporada de “Treta” é boa? Episódios têm elenco incrível – e roteiro que tropeça

A segunda temporada da série da Netflix chegou com Oscar Isaac e Carey Mulligan – e com mais personagens, mais ambição temática e, infelizmente, menos precisão narrativa do que a estreia.

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Três anos depois de uma das estreias mais celebradas da história recente do streaming, Treta voltou. A segunda temporada chegou à Netflix em 16 de abril com um elenco que sozinho justificaria o play – Oscar Isaac, Carey Mulligan, Cailee Spaeny e Charles Melton – e com a mesma premissa da primeira: pegar uma faísca pequena e deixar ela incendiar tudo ao redor. Mas onde a temporada inaugural era contida e certeira, esta tem ambição demais para o espaço que ocupa.

A trama gira em torno de dois casais que orbitam o Monte Vista Country Club, em Montecito, Califórnia. Josh e Lindsay são a cara do lugar, ele como gerente geral, ela como designer de interiores, e mantêm uma relação que, de perto, está à beira do colapso. Ashley e Austin trabalham nos escalões mais baixos do clube, mal conseguem fechar o mês, e acabam filmando acidentalmente uma briga física entre os patrões. Com o vídeo em mãos, o casal mais jovem enxerga uma saída: usar a gravação como moeda de troca para conseguir um emprego fixo com plano de saúde. A partir daí, o que era uma faísca vira incêndio – com chantagem, dívidas escondidas, dinheiro sujo e pelo menos uma cena que trata o sistema de saúde americano como terror existencial.


O problema é que Treta 2 quer cobrir território demais. Ao longo dos oito episódios, a série perde o foco e superlota uma premissa que já era expandida por natureza, e no desfecho, a rivalidade entre os protagonistas deixa de ser o centro da história. O que definia a primeira temporada era a química corrosiva entre Steven Yeun e Ali Wong, dois personagens em rota de colisão por razões profundamente pessoais. Aqui, com quatro protagonistas e uma galeria de secundários relevantes – incluindo Youn Yuh-jung como a bilionária sul-coreana dona do clube e Song Kang-ho num papel desperdiçadoramente pequeno – a dinâmica se dilui.

Embora os detalhes da trama sejam imprevisíveis, a novidade da série já não tem o mesmo impacto, e algumas das observações sobre identidade cultural soam mecânicas desta vez.


Nada disso significa que Treta 2 é ruim. O elenco entrega o que promete: Isaac e Mulligan têm o timing de um casal que passou anos praticando o silêncio como forma de agressão, e Spaeny e Melton carregam bem o peso de personagens que a série trata com uma crueldade às vezes incômoda. Mulligan e Isaac, premiado em outros projetos, sabem exatamente o que fazer com roteiro de qualidade – o problema é quando o roteiro perde o fio. A dupla jovem formada por Spaeny e Melton já provou o que vale em outras produções, e aqui não decepciona. O obstáculo não é quem está na frente da câmera. É o quanto o texto consegue sustentar o peso do que promete.

Treta continua sendo uma das séries mais interessantes da Netflix – e a segunda temporada, mesmo com seus excessos, tem episódios que funcionam muito bem isoladamente. Quem esperava o mesmo soco emocional da primeira vai sair com a sensação de que algo ficou no caminho. A ambição estava lá. A contenção, não.

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