TV
Globo quer transformar Tia Milena do BBB 26 em contadora de histórias infantis
Colunista revelou que a emissora planeja começar pelo gshow, com testes de seis meses, e avançar para o Globoplay – além de um possível quadro fixo no É de Casa.
O BBB 26 terminou na última terça-feira (21) com Ana Paula levando o prêmio principal, mas Milena Moreira – a Tia Milena que virou febre dentro e fora da casa – pode estar longe de encerrar o capítulo com a TV Globo. Segundo o colunista Alessandro Lo-Bianco, que revelou a informação no A Tarde é Sua desta sexta (24), a emissora está desenvolvendo um projeto multiplataforma que transformaria a ex-sister em contadora de histórias infantis.
A aposta tem ancoragem no perfil de Milena fora do reality: recreadora infantil, estudante de Terapia Ocupacional e uma das participantes mais identificadas com o universo das crianças que o programa já teve. O plano seria começar pelo gshow, com uma fase de testes de cerca de seis meses, e avançar para o Globoplay caso o público responda bem. Para dar escala ao projeto, a emissora já estaria organizando um time de roteiristas responsável por criar mais de 200 histórias – com Milena como apresentadora de todo esse conteúdo em vídeos curtos voltados ao público infantil.
Nos bastidores, a Globo também estaria discutindo uma possível participação de Milena no Criança Esperança, o que funcionaria como vitrine para o projeto e consolidaria o posicionamento da ex-BBB no segmento. O próximo passo mais concreto, segundo Lo-Bianco, seria um quadro fixo no É de Casa, exibido aos sábados de manhã – faixa em que a emissora busca reconectar com o público mais jovem.
O colunista foi honesto sobre os limites: a avaliação nos bastidores é que o formato vai ser “bem engessado”, com roteiro definido e pouca margem para improviso. A Globo não confirmou o projeto oficialmente até o momento da publicação desta matéria.
TV
‘Casa do Patrão’: data de estreia, regras e como funciona o novo reality da Record
Primeiro reality solo do diretor fora da Globo chega à Record com prêmio de R$ 2 milhões e transmissão 24h no Disney+
Casa do Patrão estreia nesta segunda-feira (27) na Record TV às 22h30, com transmissão simultânea e ao vivo 24 horas no Disney+. O reality reúne 18 participantes anônimos disputando um prêmio que pode chegar a R$ 2 milhões – e a dinâmica central é simples no papel, devastadora na prática: quem manda, manda mesmo.
O programa marca o primeiro trabalho solo de Boninho depois de 40 anos de Globo, onde comandou o BBB de 2002 até 2024. Depois de uma saída que virou assunto, o diretor fundou a produtora TV 4.0 Inteligência Criativa e fechou com a Record em outubro de 2025. A pergunta que todo mundo quer responder – se Casa do Patrão é o novo BBB – ele mesmo respondeu sem drama: “Todos os realities são parecidos. O que distingue cada um é o DNA do formato.” DNA, no caso, é essa lógica de hierarquia flutuante que nenhum outro confinamento brasileiro tentou antes.
A estrutura divide os participantes em três espaços: a Casa do Patrão, reservada ao líder da semana e seus aliados escolhidos; a Casa do Trampo, onde o resto do elenco trabalha para o grupo privilegiado; e a Área de Convivência. O detalhe que muda tudo é financeiro: cada participante entra com um saldo próprio que sobe ou desce conforme o jogo, e quando alguém é eliminado, 90% do dinheiro acumulado vai direto para o bolso de quem está no poder naquela semana. A rotina ainda inclui uma dinâmica chamada VAR – uma sexta-feira de revelações onde conversas privadas são expostas para toda a casa antes da eliminação de quinta.
Leandro Hassum assume o microfone na estreia mais aguardada da Record em anos. O comediante, que mora fora do Brasil com a família, prometeu equilibrar leveza e seriedade no comando – e já avisou que não vai se encaixar em nenhuma caixinha. “Sou um assíduo consumidor de reality show. E agora vou apresentar do meu jeito”, disse à revista Quem. Hassum também vai receber visitas da família durante o confinamento profissional – incluindo a cachorrinha, o que já garante pelo menos um momento de humanidade num programa que parece projetado para provocar o oposto disso.
TV
Três Graças: Joélly e Raul recuperam filha através de teste de DNA de uma chupeta
Exame confirma maternidade e aproxima o casal do desfecho mais esperado da novela
A reta final de Três Graças reserva o desfecho que o público espera faz tempo. De acordo com a coluna Play, do jornal O Globo, a penúltima semana do folhetim, prevista para o início de maio, trará a confirmação de que a filha de Joélly e Raul está viva e com Samira.
O plano dos adolescentes não depende de nenhum golpe mirabolante. Raul conseguirá pegar escondido uma chupeta da criança que Samira trouxe do exterior com o marido Herculano e entregar o objeto à polícia para um exame de DNA. O resultado confirma o que Joélly já desconfiava desde o primeiro olhar: a bebê grande demais para ser recém-nascida, sem nenhum traço de quem acabou de nascer, era a filha dela.

Segundo a coluna Play, Joélly chega à Chacrinha com Ana Maria no capítulo 174, previsto para 9 de maio. A bisavó Lígia, vivida por Dira Paes, se oferece para cuidar da bisneta e incentiva Joélly a estudar e realizar o sonho de cursar Medicina.
Paulinho segue desconfiando que Lena sabe do paradeiro da criança, o que deve complicar os planos de Gerluce antes do desfecho. Três Graças, escrita por Aguinaldo Silva, encerra em maio na grade da Globo.
TV
‘Três Graças’ e a arte de amar sem pedir licença
Do casal Loquinha à Viviane, a novela das nove está reescrevendo o que significa ver a si mesmo na televisão
Tem momentos na televisão brasileira em que a tela faz algo raro: ela para de fingir. Para de tratar o amor entre duas mulheres como um plot twist ou como um detalhe a ser gerenciado com cautela pela emissora. Três Graças, a novela das nove escrita por Aguinaldo Silva em parceria com Virgílio Silva e Zé Dassilva, está vivendo um desses momentos.
O casal formado por Lorena, filha rebelde do vilão Ferette (Murilo Benício), interpretada por Alanis Guillen, e pela policial Juquinha, vivida por Gabriela Medvedovski, não apenas conquistou o público brasileiro – ele atravessou fronteiras de um jeito que a própria Globo não esperava. O apelido carinhoso da dupla, “Loquinha”, virou trending topic em países como Estados Unidos, França, Rússia, Suécia e Itália, com fãs traduzindo cenas, criando fanfics e organizando threads no X para discutir cada detalhe do romance. Diante do alcance, a emissora reagiu rápido e passou a disponibilizar cortes das personagens com legendas em inglês, espanhol e italiano.
O que faz o Loquinha funcionar de um jeito tão visceral não é a novidade em si. Casais lésbicos já apareceram na teledramaturgia brasileira antes – a própria Jenifer e Eleonora, de Senhora do Destino (2004), também de Aguinaldo Silva, são referência obrigatória na conversa. Mas naquela época o beijo das duas foi vetado pela direção da Globo, e diálogos sobre a sexualidade das personagens chegaram a ser cortados em reprises posteriores.

21 anos depois, o autor comemorou publicamente a virada com uma postagem nas redes: “Desde Senhora do Destino eu queria contar uma história de amor assim. E, 21 anos depois, finalmente consegui.” A diferença está exatamente aí – não na existência do casal, mas na naturalidade com que a trama o apresenta.
Lorena e Juquinha se apaixonam no ritmo de qualquer outro par romântico de novela das nove: com tensão, humor, olhares trocados e uma oficialização em bar que parecia reunião de trabalho até Juquinha soltar, sem rodeios, que preferia chamar a outra de namorada.
A atriz Alanis Guillen, que na vida real assume um relacionamento com a produtora Giovanna Reis desde 2022, falou sobre o peso de interpretar Lorena com uma intimidade que vai além do roteiro. “É uma história que rompeu fronteiras por isso, por contar esse amor que a gente pouco vê. Se a gente vê, é sempre com um estereótipo”, disse ela ao Metrópoles. E é justamente a ausência do estereótipo que faz a diferença.

Rachel Lippincott, autora americana conhecida por romances sáficos, chegou a aprender português para acompanhar a novela e declarou que se identificou com a representação genuína da experiência sáfica. Esse tipo de impacto – uma escritora estrangeira mudando o idioma de consumo por causa de uma novela brasileira – diz algo muito concreto sobre o que acontece quando a representatividade é tratada com seriedade artística, e não como box a ser marcado no relatório de diversidade.
Paralelo ao Loquinha, Três Graças também está fazendo algo igualmente importante com a personagem Viviane, farmacêutica trans interpretada por Gabriela Loran. O que a novela propõe com Viviane não é a jornada de sofrimento que historicamente coube às personagens trans na TV brasileira. É uma mulher formada, respeitada na comunidade, melhor amiga de Gerluce (Sophie Charlotte) desde a adolescência, dona de uma narrativa própria que não começa e não termina na sua identidade de gênero.

A atriz foi direta em entrevista à CARAS: “Ser trans não define a mulher que eu sou, assim como ser trans não define a Viviane.” Quando Leonardo descobre que ela é trans e reage com violência e transfobia, a trama não usa isso para encerrar Viviane em um papel de vítima – ela usa para confrontar o preconceito de frente, com a personagem exigindo justiça, não perdão.
Segundo reportagem do portal pescaeturismo.com.br, o roteiro passou por 17 revisões com consultoria da ONG TransVida, e a frase central da cena de revelação foi sugerida por uma mulher trans real de São Paulo. Isso importa. O Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo, e ter uma Viviane na televisão aberta às 21h – que vive, que trabalha, que ama e que não morre – é um ato político disfarçado de entretenimento.
O que Três Graças está fazendo, no fim das contas, é algo deceptivamente simples: está mostrando beijos lésbicos como se eles sempre tivessem pertencido àquela tela. Está construindo uma mulher trans que transita entre núcleos, tem diploma e manda no próprio enredo. Está provando que representatividade autêntica não compete com audiência, ela a gera. E talvez a lição mais bonita de tudo isso seja a mais óbvia: quando as pessoas se veem na televisão, elas assistem. Quando se reconhecem em uma história de amor, elas se emocionam. E quando uma novela trata isso com a seriedade que merece, o mundo todo percebe.
-
TV2 dias ago‘Casa do Patrão’: data de estreia, regras e como funciona o novo reality da Record
-
Música2 dias agoTécnico morre em acidente durante montagem do show da Shakira no Rio de Janeiro
-
Famosos2 dias agoDemi Lovato fala sobre reencontro com Selena Gomez e Joe Jonas durante a turnê ‘It’s Not That Deep Tour’
-
Filmes2 dias agoEmily Blunt revela que tinha medo de Meryl Streep no set de ‘O Diabo Veste Prada’
-
Música2 dias agoPor que o Brutal Paraíso de Luísa Sonza dividiu o público
-
Séries1 dia ago‘Euphoria’: quem é a personagem interpretada por Rosalía na terceira temporada?
-
Famosos1 dia agoAna Paula Renault revela como ficou sabendo da morte do pai no BBB: “Queria sair correndo”
-
Astrologia2 horas agoO que acontece no céu em maio 2025, segundo a astrologia
