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Marcos Mion comenta condenação de Leo Lins: “Exagero”

Apresentador critica estilo ofensivo do ex-colega, mas diz que punição criminal por piadas é desproporcional

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Marcos Mion se manifestou sobre a condenação do humorista Leo Lins, sentenciado a 8 anos e 3 meses de prisão por falas discriminatórias contra minorias em um especial de comédia. O apresentador, que é pai de um adolescente com autismo — grupo frequentemente alvo das piadas de Lins —, criticou duramente o estilo adotado pelo ex-colega, mas questionou a decisão judicial de aplicar pena de prisão.

“Ele optou pelo caminho do escárnio, do choque e da absoluta falta de respeito. Eu não gosto e não respeito esse tipo de humor”, declarou Mion, lembrando o período em que trabalhou com Lins no programa Legendários, da Record. No entanto, ele ponderou: “Mesmo já tendo tido um embate com o Léo sobre um texto de m*rda sobre autismo, estou do lado que condenação criminal em cima de humor é um ultraje”.


A sentença contra Leo Lins foi proferida pela 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Além da pena de prisão, ele deverá pagar multa e indenização por danos morais coletivos. O vídeo que originou o processo circulava nas redes com piadas ofensivas sobre pessoas com deficiência, negros, indígenas, idosos, LGBTQIA+ e outros grupos vulneráveis.

Apesar de rechaçar o conteúdo, Mion criticou a criminalização da fala humorística. “É uma escolha do humorista fazer piadas que causam dor. É nocivo, sim, mas quem não quer ser impactado, não consome. Tá no jogo”, afirmou. E completou: “Você pode processar o Léo, alguém pode até querer dar um soco na boca dele, mas prisão? Não faz sentido”.

Em 2020, Mion e Lins protagonizaram um embate público após o humorista fazer piadas com crianças autistas. O episódio culminou em uma condenação por danos morais em outra ação judicial. Lins, por sua vez, usou as críticas que recebeu como parte do material promocional de seus shows.

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