Filmes
“O Telefone Preto 2”: o que rola no final da sequência de terror
Quatro anos depois de escapar do porão do Grabber, Finney Shaw está tentando seguir em frente – do jeito que todo adolescente traumatizado em um filme de terror dos anos 80 tenta: fingindo que está tudo bem. Mas o passado não fica quieto por muito tempo. Em Telefone Preto 2, ambientado em 1982, Finney e sua irmã Gwen tentam reconstruir a vida quando descobrem que os ecos do mal que os assombraram ainda estão vivos, e tocando de novo.
De volta à direção, Scott Derrickson, que coescreveu o roteiro ao lado de C. Robert Cargill, promete um terror mais maduro e psicológico. “Eu queria fazer um terror de colégio, uma versão mais severa, mais gráfica”, contou o cineasta ao Bloody Disgusting. O resultado é uma sequência que combina o sobrenatural com um drama emocional, mantendo a estética fria e opressiva que marcou o original.
O elenco central retorna com força. Mason Thames e Madeleine McGraw voltam como os irmãos Finney e Gwen, agora mais velhos e tentando reconstruir a vida após o sequestro. Só que os dons psíquicos de Gwen – antes sutis – estão mais fortes e instáveis do que nunca. Em suas visões, ela vê três garotos desaparecidos e um telefone preto que não para de tocar. As pistas levam os dois até Alpine Lake, um acampamento de inverno isolado onde os ecos do Grabber voltam a assombrá-los.
O vilão, vivido novamente por Ethan Hawke, retorna como um fantasma que se recusa a desaparecer. Sua energia ainda ronda o lago, alimentando-se do medo e aprisionando almas em um ciclo de terror. Durante a investigação, Gwen descobre que a mãe dos dois – antes tida como suicida – foi, na verdade, uma das primeiras vítimas do Grabber e também possuía habilidades psíquicas. A revelação transforma o enredo: agora, o horror fala sobre trauma intergeracional e dons herdados, transformando o terror em uma metáfora poderosa sobre legado e dor.
Filmado em Utah, o longa mergulha na paisagem nevada para reforçar o isolamento e a tensão. Neve branca, casacos pretos e manchas de vermelho criam uma estética fria e cinematográfica – um lembrete de que este ainda é um clássico Blumhouse. “Há muita pressão para dar explicação, mas achei que seria desrespeitoso ao mistério do mal”, disse Derrickson ao GamesRadar+, ao comentar sobre a escolha de não detalhar demais as origens do vilão.
O que rola no final?
No clímax, o filme vai de zero a espiritual em segundos: Gwen enfrenta o Grabber em uma sequência onírica que mistura sessão espírita e tempestade de neve, enquanto Finney tenta libertar as almas das vítimas congeladas sob o gelo. No último toque do telefone preto, quem atende é a mãe dos irmãos, que revela a Gwen que seu dom não é uma maldição, mas um presente.
O fim é mais melancólico do que explosivo. O Grabber parece finalmente derrotado, mas as cicatrizes permanecem. Gwen e Finney voltam para casa mais fortes, mas com o tipo de assombração que nunca desaparece completamente – perfeita para uma terceira parte, né!?
O Telefone Preto 2 já é um sucesso de bilheteria, arrecadando cerca de US$ 42 milhões apenas no fim de semana de estreia, superando o desempenho do primeiro filme, segundo a AP News.
Se o original já era intenso, a sequência transforma o grito em sussurro e o susto em catarse. O Telefone Preto 2 não quer apenas assustar: ele quer que você sinta o peso de cada ligação perdida.