Música
Por que Katy Perry se tornou tão odiada?
De recordista na Billboard a alvo constante nas redes, a cantora enfrenta uma sucessão de críticas, polêmicas e rejeição
Katy Perry já foi sinônimo de pop perfeito. A diva que fez a gente dançar até em terça-feira com Last Friday Night, que lançou Teenage Dream e colocou CINCO músicas no topo da Billboard com um único álbum — feito até então só alcançado por Michael Jackson. Ela já entregou o Super Bowl mais assistido da história, hits radiofônicos em sequência, figurinos excêntricos, turnês gigantes e hinos que viraram trilha sonora de gerações. Mas hoje, parece que tudo isso foi esquecido. A pergunta que não quer calar: por que tanta gente odeia a Katy Perry?
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O declínio da imagem da cantora é uma mistura explosiva de desgaste, decisões mal recebidas, mudanças radicais e um certo silêncio estratégico que o público nunca perdoou. Como explicou o criador de conteúdo Noah, que viralizou com um vídeo analisando a trajetória de Katy, o hate não começou do nada — ele foi sendo construído ao longo de anos.

O início do declínio
Depois do sucesso avassalador das eras Teenage Dream (2010) e Prism (2013), a cantora tentou mudar o tom em Witness (2017). Sai a Katy colorida e divertida, entra a Katy mais politizada, com letras densas e som eletrônico. Ela cortou o cabelo, se posicionou nas eleições contra Donald Trump, lançou clipes conceituais e apostou numa estética futurista.
A crítica torceu o nariz. O público torceu mais ainda. Mesmo com singles como Swish Swish e Chained to the Rhythm, a era foi considerada inconsistente — e foi aí que Katy enfrentou sua primeira grande rejeição pública.
A sequência veio com Smile (2020), lançado no meio da pandemia, com baixa divulgação e pouco investimento. O álbum até tentou resgatar a leveza pop das eras antigas, mas não colou. As críticas chamaram o projeto de genérico, desatualizado e esquecível. O único respiro foi Never Really Over, que viralizou sozinha — o resto passou batido. E, como se não bastasse, a vida pessoal dela (como o nascimento da filha Daisy) virou alvo de ataques gratuitos nas redes. A situação chegou a tal ponto que Katy precisou trancar os comentários de algumas postagens e começou a sumir do mapa.
Quando ela finalmente voltou com a era 143, muitos fãs acreditaram que seria o momento do comeback. Mas o álbum, além de pouco inspirado liricamente, ressuscitou uma polêmica antiga: o envolvimento de Katy com Dr. Luke, produtor acusado de abuso por Kesha. Ela não só voltou a trabalhar com ele, como fez isso sem dar nenhuma satisfação pública. O primeiro single da era, Woman’s World, flopou e foi duramente criticado. O público entendeu como uma escolha irresponsável — e o silêncio da cantora só piorou a percepção.
O que antes era charme — o humor, os figurinos teatrais, o jeitinho “palhaça do pop” — passou a ser visto como falta de talento. A turnê atual, The Lifetimes Tour, apesar de mundialmente esgotada, virou alvo de piadas no TikTok, com vídeos zombando das coreografias, dos vocais e até da produção. Internautas chamam os shows de “circo” e comparam o palco a uma “sessão de karaokê”. E sim, tem gente atacando até a filha dela, o que é cruel e totalmente fora de controle.
A verdade é que Katy Perry virou alvo fácil. Uma artista que nunca foi queridinha da crítica, que sempre carregou a fama de ser “produto da indústria” e que, ao tentar sair da zona de conforto, perdeu parte do público. Some isso ao machismo da indústria, à pressão por relevância constante, à internet sedenta por virais negativos e ao fato de que ela nunca respondeu diretamente ao hate — e pronto: o cenário é perfeito pro cancelamento coletivo.
Ainda assim, a fanbase segue firme. Os KatyCats defendem a cantora com unhas, dentes e streams. E a pergunta final que fica é: tem volta? A resposta mais honesta é: talvez sim.
@vitoria.aznar o hate desproporcional que a Katy anda recebendo tá bizarro… #katyperry #katyperryedit #katycats #thelifetimestour #143 #katycat ♬ som original – vitória
No mundo do pop, um viral muda tudo. Uma trend no TikTok, um feat inesperado, uma balada emocional… qualquer coisa pode virar o jogo. Mas, no presente, Katy Perry parece estar numa encruzilhada entre o que foi, o que é — e o que ainda pode se tornar.
Enquanto isso, o que resta é torcer pra que ela recupere não só o topo das paradas, mas também o respeito de uma indústria que, em algum momento, esqueceu tudo o que ela entregou.
Música
Taylor Swift terá música em “Toy story 5”? Todos os easter eggs até agora
De outdoors com 13 nuvens espalhados pelo mundo a mudanças na capa de 1989 (Taylor’s Version)
Tem uma hora que toda teoria deixa de ser apenas uma conspiração e se torna fato concreto. A comunidade swiftie chegou nesse ponto em algum momento entre o outdoor de 13 nuvens em São Paulo e a Pixar postando uma legenda no Instagram citando Shake It Off embaixo de uma foto com a sigla TS e uma cowgirl. Bem-vindo ao caso Taylor Swift e Toy Story 5.
Como tudo começou: nuvens, cores e um countdown misterioso
O estopim foi no dia 30 de abril, quando um contador regressivo apareceu no site oficial de Taylor com visual em tons que os fãs identificaram imediatamente como a paleta de Toy Story – azul céu, amarelo e branco, com nuvens espalhadas pelo fundo. A internet swiftie ligou os pontos em questão de horas. O contador sumiu logo depois, e as teorias cresceram.
A teoria ganhou força com um detalhe de data que os fãs nunca deixariam passar: Toy Story 5 está previsto para estrear em 19 de junho de 2026, data que coincide com o aniversário de 20 anos do lançamento de Tim McGraw, o primeiro single da carreira de Taylor. Coincidências não existem no fandom swiftie, e esse tipo de alinhamento de datas é prova real oficial.
Os outdoors
No final de maio, a Pixar lançou uma campanha de outdoors que jogou combustível na teoria. Os painéis apareceram em diversas cidades do mundo com as iniciais TS e exatamente 13 nuvens, número historicamente associado a Taylor. Além dos outdoors, a Pixar publicou um post com Jessie dançando e a legenda “ela cria seus próprios passos”, uma referência direta a Shake It Off.
As evidências continuaram acumulando. A capa de 1989 (Taylor’s Version) foi atualizada nas plataformas de streaming, trocando as gaivotas originais por nuvens no estilo Toy Story.
O que os produtores disseram
O único recuo veio de uma entrevista dos produtores de Toy Story 5 confirmando que o filme já havia sido mixado com sua música final de encerramento, e que Taylor não estava envolvida com ela. A declaração negou a música de encerramento, mas foi, segundo a Variety, “peculiarmente específica” sobre exatamente o que estava sendo negado, o que só alimentou mais especulações sobre o que poderia estar acontecendo além dos créditos finais.
As possibilidades ainda em aberto incluem uma participação de voz, uma música dentro do corpo do filme, ou ainda algo ligado ao relançamento do álbum de estreia dela, já que Taylor mencionou que Taylor Swift (Taylor’s Version) está gravado e pronto para ser lançado algum dia.
A teoria mais ousada, que circula desde o começo de junho, é que o lançamento de Taylor Swift (TV) poderia coincidir com a estreia do filme no dia 19, aproveitando o aniversário de Tim McGraw e o cruzamento de iniciais entre TS e TS5. A Pixar escreveu uma letra de Taylor Swift numa legenda de Instagram para um filme chamado TS5 e postou a logo TS com uma cowgirl embaixo. É prova cabal, não!?
A estreia de Toy Story 5 está marcada para 18 de junho no Brasil. Até lá, cada post da Pixar vai ser esquadrinhado milímetro por milímetro.
Música
O show histórico de Olivia Rodrigo em Barcelona virou debate por causa de um babydoll
A polêmica em torno do look babydoll da cantora em Barcelona escancarou, mais uma vez, o campo minado que é ser uma mulher no pop
No último dia 8 de maio, Olivia Rodrigo subiu ao palco do Teatre Grec, em Barcelona, para um show íntimo e absolutamente histórico: o Spotify reuniu 1.500 superfãs selecionados pelo próprio aplicativo para celebrar os nove singles da cantora que ultrapassaram 1 bilhão de streams na plataforma – entre eles Drivers License, Good 4 U, Deja Vu, Vampire e Jealousy, Jealousy. A cantora recebeu placas comemorativas, tocou 14 músicas em menos de uma hora e ainda apresentou ao vivo drop dead, o primeiro single do seu terceiro álbum, you seem pretty sad for a girl so in love. Era, por qualquer ângulo que você olhasse, uma noite de celebração. Mas o que foi mais falado no dia seguinte não foi nada disso.

Para a ocasião, Rodrigo escolheu um babydoll blouse da marca Génération78, da coleção “Crush Loves Drama”, combinando com bloomers e botas cano longo. O look era coerente com a estética que ela vem construindo no ciclo do novo álbum – uma espécie de femininidade caótica, igual partes Courtney Love e boneca de porcelana. Só que parte da internet decidiu que o vestido era, na verdade, uma peça problemática.
Nos comentários do X e do Instagram, usuários afirmaram que a silhueta frisada “infantilizava e sexualizava” a cantora de 23 anos ao mesmo tempo, uma lógica que, se você parar pra pensar, é basicamente impossível de vencer. Tinha gente comparando o vestido a roupinha de bebê, outros dizendo que era “inapropriado”. O show em si ficou em segundo plano.
O que aconteceu com Olivia é o mesmo roteiro que a gente vê se repetir há décadas com mulheres no pop. Quando Billie Eilish apareceu no início da carreira coberta de roupas largas, foi criticada por não “se vestir como menina”, e precisou ir a público explicar que usava roupas assim justamente para escapar da objetificação. Em uma campanha da Calvin Klein em 2019, ela disse que ninguém poderia opinar sobre o corpo dela porque não havia visto o que estava por baixo.
Existe um padrão duplo tão escancarado que já seria quase engraçado se não fosse tão cansativo. Justin Bieber se apresentou no Grammy usando apenas boxers e meias, e a leitura foi de que era uma performance “sem roupa”, corajosa, simbólica. Adam Sandler aparece em premiações de pijama e o mundo inteiro acha fofo. Mas uma mulher de 23 anos aparece num vestido florido numa festa de streaming em Barcelona, e a conversa vira sobre inadequação. O que a roupa da Olivia Rodrigo revelou não foi nada sobre a Olivia Rodrigo – foi o quanto ainda é fácil transformar o visual de uma mulher num debate público.
No fim, o que importaria discutir é o seguinte: ela foi até Barcelona com nove singles bilionários e um novo álbum na manga. Deu um show de 14 músicas que deixou os 1.500 presentes sem voz. Isso é o que aconteceu. O vestido é só um vestido.
Música
Shakira se assusta com máscara de Piqué em show; veja o vídeo
No meio da turnê mais lucrativa da história da música latina, uma fã levantou uma máscara do ex-jogador durante a música que ele inspirou
Shakira estava cantando a BZRP Music Sessions #53 – aquela em que ela literalmente processa o fim do casamento em versos afiados – quando uma fã na plateia levantou uma máscara do ex-marido Gerard Piqué com olhos flamejantes, língua vermelha comprida e chifres de diabo. A reação de Shakira foi de susto genuíno, e o vídeo não demorou nada para tomar as redes sociais.
O momento aconteceu durante a passagem da turnê por El Salvador, onde Shakira fez cinco noites no Estadio Nacional Jorge “Mágico” González em San Salvador, parte da segunda etapa da Las Mujeres Ya No Lloran World Tour. A turnê já se tornou a mais lucrativa da história da música latina: mais de 421 milhões de dólares arrecadados até março de 2026 e mais de 3,3 milhões de pessoas no público.
Não foi a primeira vez nesta semana que o nome do ex veio à tona. No sábado (2) durante o evento Todo Mundo no Rio na Praia de Copacabana, parte da plateia reagiu com gritos direcionados ao ex-jogador depois de um discurso de Shakira sobre mães solteiras. A separação, anunciada em junho de 2022 após reportagens da imprensa espanhola sobre uma suposta traição, virou combustível criativo para Monotonía, TQG com Karol G e a sessão com Bizarrap – e aparentemente ainda não saiu do radar do público.
A turnê segue até outubro de 2026, com encerramento em Madri.
