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Música

“Quero ser um artista sem limites”: Jungkook revela como Seven reacendeu sua paixão pela música

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Jungkook está em um momento de reflexão intensa sobre os próximos passos da carreira, e o astro do BTS não escondeu isso na sua primeira (e até então única) entrevista individual do ano, concedida à Rolling Stone. O cantor de 27 anos estampou as capas das edições da revista em oito países, incluindo Coreia do Sul, Reino Unido, Japão, Estados Unidos, França, Índia, Filipinas e China, e aproveitou a conversa em Nova York para falar sobre reinvenção artística, autocuidado e o impacto avassalador que Seven teve na sua vontade de voltar a criar música. “Sempre busquei a mudança. Quero ser um artista que não se deixa levar pela correnteza, mas que a cria. Não quero me sentir limitado – quero ser um artista sem limites”, afirmou ele à publicação.


O single lançado em 2023 com participação da rapper Latto foi essencial para reacender a chama criativa de Jungkook. A faixa ultrapassou a marca histórica de 2,6 bilhões de streams no Spotify, tornando-se a primeira música de um artista coreano a atingir esse número na plataforma. Para se ter uma ideia da grandeza do feito, Seven já supera até Dynamite, o megahit do próprio BTS que apresentou o grupo ao mainstream ocidental. Com isso, Jungkook também se tornou o primeiro artista solo coreano a ultrapassar 10 bilhões de streams acumulados no Spotify – um marco que consolida sua posição como o artista de K-pop solo mais ouvido do mundo.


“Tudo parecia um incômodo, [então] Seven me deu vontade de voltar a fazer música. Eu realmente amei a canção e me senti confiante ao apresentá-la, mas ainda assim fiquei surpreso com a ótima recepção. Essa reação me deu ainda mais confiança”, relembrou o artista.

Na entrevista, Jungkook também falou sobre a importância do autocuidado e de manter hábitos saudáveis. Quando questionado se sente que está mais próximo de si mesmo, ele foi honesto: “Sinceramente, acho que ainda não estou tão próximo de mim mesmo. Mas ouvir essa pergunta me faz perceber que preciso me amar e me cuidar mais. Exercitar-me e manter hábitos saudáveis — isso faz parte da rotina de me amar.” Agora, o artista diz que está experimentando novas sonoridades e avaliando possibilidades para mostrar “diferentes facetas” de si mesmo. “Este é um momento em que posso avaliar se consigo dar mais um salto em frente. Em vez de fazer o mesmo tipo de performances ou músicas semelhantes repetidamente, estou tentando coisas novas e continuando a evoluir”, explicou.

Enquanto Jungkook traça seus planos individuais, o BTS como grupo também se prepara para um retorno histórico em 2026. Segundo a Bloomberg, a boyband está finalizando um novo álbum previsto para março, o primeiro disco completo do grupo desde BE, de 2020. A turnê mundial que acompanhará o lançamento deve contar com aproximadamente 65 shows, com mais de 30 apresentações apenas na América do Norte, num período de oito meses que pode se estender de maio a dezembro de 2026. Os sete membros se reuniram em junho de 2025 após completarem o serviço militar obrigatório e passaram os últimos meses trabalhando juntos em Los Angeles nas gravações do novo projeto. Se os números se confirmarem, será a maior turnê da história do BTS e uma das maiores do K-pop em todos os tempos.

Música

O show histórico de Olivia Rodrigo em Barcelona virou debate por causa de um babydoll

A polêmica em torno do look babydoll da cantora em Barcelona escancarou, mais uma vez, o campo minado que é ser uma mulher no pop

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No último dia 8 de maio, Olivia Rodrigo subiu ao palco do Teatre Grec, em Barcelona, para um show íntimo e absolutamente histórico: o Spotify reuniu 1.500 superfãs selecionados pelo próprio aplicativo para celebrar os nove singles da cantora que ultrapassaram 1 bilhão de streams na plataforma – entre eles Drivers License, Good 4 U, Deja Vu, Vampire e Jealousy, Jealousy. A cantora recebeu placas comemorativas, tocou 14 músicas em menos de uma hora e ainda apresentou ao vivo drop dead, o primeiro single do seu terceiro álbum, you seem pretty sad for a girl so in love. Era, por qualquer ângulo que você olhasse, uma noite de celebração. Mas o que foi mais falado no dia seguinte não foi nada disso.

Reprodução/Spotify

Para a ocasião, Rodrigo escolheu um babydoll blouse da marca Génération78, da coleção “Crush Loves Drama”, combinando com bloomers e botas cano longo. O look era coerente com a estética que ela vem construindo no ciclo do novo álbum – uma espécie de femininidade caótica, igual partes Courtney Love e boneca de porcelana. Só que parte da internet decidiu que o vestido era, na verdade, uma peça problemática.

Nos comentários do X e do Instagram, usuários afirmaram que a silhueta frisada “infantilizava e sexualizava” a cantora de 23 anos ao mesmo tempo, uma lógica que, se você parar pra pensar, é basicamente impossível de vencer. Tinha gente comparando o vestido a roupinha de bebê, outros dizendo que era “inapropriado”. O show em si ficou em segundo plano.

O que aconteceu com Olivia é o mesmo roteiro que a gente vê se repetir há décadas com mulheres no pop. Quando Billie Eilish apareceu no início da carreira coberta de roupas largas, foi criticada por não “se vestir como menina”, e precisou ir a público explicar que usava roupas assim justamente para escapar da objetificação. Em uma campanha da Calvin Klein em 2019, ela disse que ninguém poderia opinar sobre o corpo dela porque não havia visto o que estava por baixo.

Existe um padrão duplo tão escancarado que já seria quase engraçado se não fosse tão cansativo. Justin Bieber se apresentou no Grammy usando apenas boxers e meias, e a leitura foi de que era uma performance “sem roupa”, corajosa, simbólica. Adam Sandler aparece em premiações de pijama e o mundo inteiro acha fofo. Mas uma mulher de 23 anos aparece num vestido florido numa festa de streaming em Barcelona, e a conversa vira sobre inadequação. O que a roupa da Olivia Rodrigo revelou não foi nada sobre a Olivia Rodrigo – foi o quanto ainda é fácil transformar o visual de uma mulher num debate público.

No fim, o que importaria discutir é o seguinte: ela foi até Barcelona com nove singles bilionários e um novo álbum na manga. Deu um show de 14 músicas que deixou os 1.500 presentes sem voz. Isso é o que aconteceu. O vestido é só um vestido.

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Música

Shakira se assusta com máscara de Piqué em show; veja o vídeo

No meio da turnê mais lucrativa da história da música latina, uma fã levantou uma máscara do ex-jogador durante a música que ele inspirou

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Shakira estava cantando a BZRP Music Sessions #53 – aquela em que ela literalmente processa o fim do casamento em versos afiados – quando uma fã na plateia levantou uma máscara do ex-marido Gerard Piqué com olhos flamejantes, língua vermelha comprida e chifres de diabo. A reação de Shakira foi de susto genuíno, e o vídeo não demorou nada para tomar as redes sociais.


O momento aconteceu durante a passagem da turnê por El Salvador, onde Shakira fez cinco noites no Estadio Nacional Jorge “Mágico” González em San Salvador, parte da segunda etapa da Las Mujeres Ya No Lloran World Tour. A turnê já se tornou a mais lucrativa da história da música latina: mais de 421 milhões de dólares arrecadados até março de 2026 e mais de 3,3 milhões de pessoas no público.

Não foi a primeira vez nesta semana que o nome do ex veio à tona. No sábado (2) durante o evento Todo Mundo no Rio na Praia de Copacabana, parte da plateia reagiu com gritos direcionados ao ex-jogador depois de um discurso de Shakira sobre mães solteiras. A separação, anunciada em junho de 2022 após reportagens da imprensa espanhola sobre uma suposta traição, virou combustível criativo para Monotonía, TQG com Karol G e a sessão com Bizarrap – e aparentemente ainda não saiu do radar do público.

A turnê segue até outubro de 2026, com encerramento em Madri.

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Música

Por que o Brutal Paraíso de Luísa Sonza dividiu o público

Com 23 faixas e 67 minutos de duração, o quinto álbum da artista gaúcha chegou com tudo – campanha intensa, Coachella e um conceito ambicioso – e ainda assim não emplacou como Escândalo Íntimo

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Quando Brutal Paraíso chegou às plataformas no dia 7 de abril, a expectativa era enorme. Luísa Sonza tinha acabado de se consolidar como um dos maiores nomes do pop brasileiro, ainda na esteira do recorde histórico de Escândalo Íntimo – mais de 15 milhões de streams nas primeiras 24 horas no Spotify Brasil. Três anos depois, o quinto álbum de estúdio da artista gaúcha estreou com pouco mais de 2,5 milhões de reproduções no mesmo período, com 13 faixas entrando no Top 200 da plataforma. Os números não são ruins. Mas a comparação foi inevitável – e cruel.


Parte da recepção morna tem menos a ver com o álbum em si e mais com o contexto que cerca a figura pública de Luísa. Desde os tempos de relacionamento com Whindersson Nunes, passando pelo caso de racismo envolvendo a advogada Isabel Macedo de Jesus em 2018 – que a artista demorou para reconhecer publicamente -, até a cena no programa da Ana Maria Braga após a traição do Chico Moedas logo depois do lançamento de Escândalo Íntimo, a imagem da Luísa carrega um peso que boa parte dos outros artistas brasileiros simplesmente não tem. Não é que as polêmicas sejam novas. É que elas criaram uma régua diferente: qualquer tropeço do álbum vira amplificado, qualquer defesa vira suspeita de marketing.

Isso ficou visível no próprio lançamento. Enquanto o álbum chegava às plataformas, a cantora estava respondendo críticas e engajando em discussões no X, comportamento que uma parcela do público leu como combativo aos próprios fãs e que ajudou a esquentar um ambiente que já estava acirrado antes da primeira faixa tocar.

Ambição sem corte

Mas seria injusto colocar tudo na conta da polêmica. Brutal Paraíso tem problemas estruturais reais. Com 23 faixas e 67 minutos de duração, o álbum é ambicioso a ponto de se perder. A proposta de dividir o projeto em três blocos sonoros – abertura com influências de bossa nova e MPB, meio de funk e pop dançante, reta final melancólica e introspectiva – funciona no papel, mas na prática cria uma experiência fragmentada. Quando você chega nas baladas reflexivas da terceira parte, a fadiga de escuta já deu o ar da graça.

A faixa de abertura, Distrópico – que brinca com “distópico” e “trópico” para anunciar a dualidade do disco -, prometia um álbum amarrado em torno da tensão entre paraíso e brutalidade. Essa ideia, porém, só aparece de forma explícita na faixa-título, de oito minutos, que encerra o trabalho. Os outros 22 tracks navegam por temas e estéticas sem que o fio conceitual apareça com clareza suficiente para sustentar a jornada.

O que funciona – e muito

Isso não quer dizer que Brutal Paraíso seja um álbum ruim. Longe disso. Fruto do Tempo, com sample de Caetano Veloso, é uma das melhores faixas que Luísa já lançou. Telefone tem um gancho irresistível, ainda que termine antes de você querer que termine. Tu Gata, com Sebastián Yatra, entrega exatamente o que promete. E a faixa-título em si é genuinamente emocionante – uma carta de oito minutos onde a artista olha para a própria carreira, para tudo que viveu e sobreviveu, com uma vulnerabilidade difícil de ignorar.


Há algo genuíno na origem do projeto: a ideia de que o paraíso não some, mas se revela brutal. O que falta é essa sinceridade atravessar o álbum inteiro com a mesma intensidade.

Brutal Paraíso é o álbum de uma artista que claramente cresceu, que ouviu jazz, que tem referências e que não quer mais ser encaixada numa caixinha. E crescer custa – especialmente quando ninguém corta. Se Escândalo Íntimo funcionou apesar das polêmicas foi porque o disco era redondo, direto e cheio de momentos que prendiam: Campo de Morango, Chico, Penhasco – Parte 2... Aqui, a Luísa apostou em ambição e entregou um projeto maior do que precisa ser. Com dez faixas a menos, Brutal Paraíso poderia facilmente ser o melhor álbum da carreira dela. Como está, tem muito a dizer – e às vezes não deixa ninguém ouvir.

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