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Música

Por que Kam Saunders é o dançarino que roubou a cena na The Eras Tour?

O documentário “The End of an Era”, disponível no Disney+, dedica tempo de tela merecido ao favorito dos Swifties

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Se você gastou todas as suas economias em um ingresso para a The Eras Tour ou assistiu ao show de Taylor Swift todas as noites através de lives granuladas no TikTok, provavelmente desenvolveu uma relação parassocial com o dançarino que roubou a cena: Kameron Saunders. O carismático artista de St. Louis, Missouri, rapidamente se tornou conhecido por suas expressões faciais icônicas, seus solos cintilantes em Bejeweled, suas respostas hilárias durante We Are Never Ever Getting Back Together, e sua presença de palco absolutamente inegável. Em uma turnê que já transbordava de espetáculo, Kam conseguiu se destacar de alguma forma, injetando sua personalidade em uma produção que já operava no auge do universo Taylor Swift.

O destaque merecido no documentário

O documentário The End of an Era, disponível no Disney+, sabe exatamente o que os fãs querem: mais Kam. O dançarino é facilmente o destaque do segundo episódio, ganhando tempo de tela significativo que estabelece como os diretores entenderam perfeitamente as demandas do público.

Há tanta coisa sobre os dançarinos no segundo episódio que a própria Taylor praticamente desaparece durante grande parte dele, em prol do tema “é preciso uma vila de dançarinos”. No documentário, Taylor enfatiza que Kam não apenas ilumina o palco, mas “ilumina todo o nosso clima na turnê” – o tipo de elogio que qualquer funcionário sonharia em ouvir do chefe.

Uma jornada de superação

Kam emocionadamente relata suas experiências como um artista talentoso em um corpo que repetidamente ouviram ser grande demais para ser levado a sério na indústria. Ao longo de sua formação em dança na Universidade de Missouri-Kansas City, ele enfrentou professores e diretores que não foram nada gentis sobre seu tipo físico. Um diretor particularmente desagradável chegou a dizer: “Ok, então o que vamos fazer sobre o seu corpo?” – o tipo de comentário que deveria ter ficado enterrado em décadas passadas.

Apesar de tudo isso, os planetas se alinharam quando Kam recebeu um e-mail sobre uma audição confidencial com um artista então não revelado e a coreógrafa Mandy Moore. “Eu não tinha um centavo no meu nome, e liguei pro meu irmão dizendo: ‘Olha, eu não sei o que é isso, mas algo está me dizendo que eu preciso estar nessa sala'”, contou Kam no documentário. Seu irmão, Khalen Saunders – jogador da NFL com dois anéis de Super Bowl pelo Kansas City Chiefs ao lado de Travis Kelce -, pagou a passagem de avião para que ele pudesse comparecer à audição.


Mandy Moore ficou impressionada com a personalidade “magnética” de Kam e suas habilidades técnicas de dança. “Ele é um ótimo dançarino, seu sorriso é como um sorriso de mil watts”, disse a coreógrafa no documentário, acrescentando que Kam “incorpora o que eu sentia ser o espírito do que essas pessoas precisam ser”.

Mas talvez o momento mais tocante da série seja a conversa entre Kam e sua mãe, Kim Hamilton. Relembrando a infância, Kam compartilhou que sua mãe sacrificou muito para que ele e o irmão tivessem experiências. “Meu irmão se apaixonou por esportes. Eu me apaixonei pela dança e estávamos navegando nosso treinamento ao mesmo tempo durante o ensino fundamental, médio e faculdade”, explicou. Dá para perceber que Kim é a maior fã do filho enquanto ela brinca sobre tentar replicar as coreografias do show mesmo com o joelho machucado. Kam se assumiu para a família aos 11 anos e teve todo o apoio, incluindo do irmão mais novo Khalen, que tinha apenas 7 anos na época e desde então desenvolveu um forte desejo de proteger o irmão de preconceito.

Uma conexão que vai além do palco

Em uma cena emocionante do documentário, Taylor reúne seus dançarinos para entregar cartas de agradecimento escritas à mão junto com cheques de bônus. Kam foi escolhido para ler sua carta em voz alta: “Querido Kam, viajamos o mundo como planejamos fazer. Deslumbramos as multidões, mas também sentimos falta da família”, leu antes de pausar para recuperar o fôlego ao ver o valor do bônus – que foi censurado no documentário. No total, Taylor distribuiu US$ 197 milhões em bônus ao longo da turnê para sua equipe.

A conexão entre os irmãos Saunders e o universo Taylor-Travis criou momentos memoráveis, como quando os dois se uniram para organizar o primeiro acampamento de futebol juvenil nos Estados Unidos promovido por um jogador da NFL que intencionalmente inclui jovens LGBTQ+, realizado em St. Louis em julho deste ano. Com mais quatro episódios do documentário para ir ao ar nas próximas semanas, os Swifties só podem torcer para que Kam continue recebendo o tempo de tela generoso que merece.

Música

Taylor Swift terá música em “Toy story 5”? Todos os easter eggs até agora

De outdoors com 13 nuvens espalhados pelo mundo a mudanças na capa de 1989 (Taylor’s Version)

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Tem uma hora que toda teoria deixa de ser apenas uma conspiração e se torna fato concreto. A comunidade swiftie chegou nesse ponto em algum momento entre o outdoor de 13 nuvens em São Paulo e a Pixar postando uma legenda no Instagram citando Shake It Off embaixo de uma foto com a sigla TS e uma cowgirl. Bem-vindo ao caso Taylor Swift e Toy Story 5.

Como tudo começou: nuvens, cores e um countdown misterioso

O estopim foi no dia 30 de abril, quando um contador regressivo apareceu no site oficial de Taylor com visual em tons que os fãs identificaram imediatamente como a paleta de Toy Story – azul céu, amarelo e branco, com nuvens espalhadas pelo fundo. A internet swiftie ligou os pontos em questão de horas. O contador sumiu logo depois, e as teorias cresceram.

A teoria ganhou força com um detalhe de data que os fãs nunca deixariam passar: Toy Story 5 está previsto para estrear em 19 de junho de 2026, data que coincide com o aniversário de 20 anos do lançamento de Tim McGraw, o primeiro single da carreira de Taylor. Coincidências não existem no fandom swiftie, e esse tipo de alinhamento de datas é prova real oficial.

Os outdoors

No final de maio, a Pixar lançou uma campanha de outdoors que jogou combustível na teoria. Os painéis apareceram em diversas cidades do mundo com as iniciais TS e exatamente 13 nuvens, número historicamente associado a Taylor. Além dos outdoors, a Pixar publicou um post com Jessie dançando e a legenda “ela cria seus próprios passos”, uma referência direta a Shake It Off.

As evidências continuaram acumulando. A capa de 1989 (Taylor’s Version) foi atualizada nas plataformas de streaming, trocando as gaivotas originais por nuvens no estilo Toy Story.

O que os produtores disseram

O único recuo veio de uma entrevista dos produtores de Toy Story 5 confirmando que o filme já havia sido mixado com sua música final de encerramento, e que Taylor não estava envolvida com ela. A declaração negou a música de encerramento, mas foi, segundo a Variety, “peculiarmente específica” sobre exatamente o que estava sendo negado, o que só alimentou mais especulações sobre o que poderia estar acontecendo além dos créditos finais.

As possibilidades ainda em aberto incluem uma participação de voz, uma música dentro do corpo do filme, ou ainda algo ligado ao relançamento do álbum de estreia dela, já que Taylor mencionou que Taylor Swift (Taylor’s Version) está gravado e pronto para ser lançado algum dia.

A teoria mais ousada, que circula desde o começo de junho, é que o lançamento de Taylor Swift (TV) poderia coincidir com a estreia do filme no dia 19, aproveitando o aniversário de Tim McGraw e o cruzamento de iniciais entre TS e TS5. A Pixar escreveu uma letra de Taylor Swift numa legenda de Instagram para um filme chamado TS5 e postou a logo TS com uma cowgirl embaixo. É prova cabal, não!?

A estreia de Toy Story 5 está marcada para 18 de junho no Brasil. Até lá, cada post da Pixar vai ser esquadrinhado milímetro por milímetro.

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Música

O show histórico de Olivia Rodrigo em Barcelona virou debate por causa de um babydoll

A polêmica em torno do look babydoll da cantora em Barcelona escancarou, mais uma vez, o campo minado que é ser uma mulher no pop

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No último dia 8 de maio, Olivia Rodrigo subiu ao palco do Teatre Grec, em Barcelona, para um show íntimo e absolutamente histórico: o Spotify reuniu 1.500 superfãs selecionados pelo próprio aplicativo para celebrar os nove singles da cantora que ultrapassaram 1 bilhão de streams na plataforma – entre eles Drivers License, Good 4 U, Deja Vu, Vampire e Jealousy, Jealousy. A cantora recebeu placas comemorativas, tocou 14 músicas em menos de uma hora e ainda apresentou ao vivo drop dead, o primeiro single do seu terceiro álbum, you seem pretty sad for a girl so in love. Era, por qualquer ângulo que você olhasse, uma noite de celebração. Mas o que foi mais falado no dia seguinte não foi nada disso.

Reprodução/Spotify

Para a ocasião, Rodrigo escolheu um babydoll blouse da marca Génération78, da coleção “Crush Loves Drama”, combinando com bloomers e botas cano longo. O look era coerente com a estética que ela vem construindo no ciclo do novo álbum – uma espécie de femininidade caótica, igual partes Courtney Love e boneca de porcelana. Só que parte da internet decidiu que o vestido era, na verdade, uma peça problemática.

Nos comentários do X e do Instagram, usuários afirmaram que a silhueta frisada “infantilizava e sexualizava” a cantora de 23 anos ao mesmo tempo, uma lógica que, se você parar pra pensar, é basicamente impossível de vencer. Tinha gente comparando o vestido a roupinha de bebê, outros dizendo que era “inapropriado”. O show em si ficou em segundo plano.

O que aconteceu com Olivia é o mesmo roteiro que a gente vê se repetir há décadas com mulheres no pop. Quando Billie Eilish apareceu no início da carreira coberta de roupas largas, foi criticada por não “se vestir como menina”, e precisou ir a público explicar que usava roupas assim justamente para escapar da objetificação. Em uma campanha da Calvin Klein em 2019, ela disse que ninguém poderia opinar sobre o corpo dela porque não havia visto o que estava por baixo.

Existe um padrão duplo tão escancarado que já seria quase engraçado se não fosse tão cansativo. Justin Bieber se apresentou no Grammy usando apenas boxers e meias, e a leitura foi de que era uma performance “sem roupa”, corajosa, simbólica. Adam Sandler aparece em premiações de pijama e o mundo inteiro acha fofo. Mas uma mulher de 23 anos aparece num vestido florido numa festa de streaming em Barcelona, e a conversa vira sobre inadequação. O que a roupa da Olivia Rodrigo revelou não foi nada sobre a Olivia Rodrigo – foi o quanto ainda é fácil transformar o visual de uma mulher num debate público.

No fim, o que importaria discutir é o seguinte: ela foi até Barcelona com nove singles bilionários e um novo álbum na manga. Deu um show de 14 músicas que deixou os 1.500 presentes sem voz. Isso é o que aconteceu. O vestido é só um vestido.

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Música

Shakira se assusta com máscara de Piqué em show; veja o vídeo

No meio da turnê mais lucrativa da história da música latina, uma fã levantou uma máscara do ex-jogador durante a música que ele inspirou

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Shakira estava cantando a BZRP Music Sessions #53 – aquela em que ela literalmente processa o fim do casamento em versos afiados – quando uma fã na plateia levantou uma máscara do ex-marido Gerard Piqué com olhos flamejantes, língua vermelha comprida e chifres de diabo. A reação de Shakira foi de susto genuíno, e o vídeo não demorou nada para tomar as redes sociais.


O momento aconteceu durante a passagem da turnê por El Salvador, onde Shakira fez cinco noites no Estadio Nacional Jorge “Mágico” González em San Salvador, parte da segunda etapa da Las Mujeres Ya No Lloran World Tour. A turnê já se tornou a mais lucrativa da história da música latina: mais de 421 milhões de dólares arrecadados até março de 2026 e mais de 3,3 milhões de pessoas no público.

Não foi a primeira vez nesta semana que o nome do ex veio à tona. No sábado (2) durante o evento Todo Mundo no Rio na Praia de Copacabana, parte da plateia reagiu com gritos direcionados ao ex-jogador depois de um discurso de Shakira sobre mães solteiras. A separação, anunciada em junho de 2022 após reportagens da imprensa espanhola sobre uma suposta traição, virou combustível criativo para Monotonía, TQG com Karol G e a sessão com Bizarrap – e aparentemente ainda não saiu do radar do público.

A turnê segue até outubro de 2026, com encerramento em Madri.

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